sábado, junho 12, 2021

Salteadores da arca perdida, um filme com 40 anos

 Este artigo do DN de hoje convoca a memória de um filme fantástico, estrado em Portugal em 9 de Outubro de 1981, nos cinemas de Lisboa e Porto. 



O autor do artigo, crítico da especialidade, diz que foi em 12 de Junho de 1981 que o filme se estreou. Talvez, mas nos EUA. Por cá só em Outubro desse ano apareceu nos cinemas como se mostra pelos artigos e imagens do Sete de 7 de Outubro desse ano.




Na altura não suscitou grande interesse e a recensão foi moderada.


Por mim só queria ver o cartaz do anúncio e que o jornal apresentava assim, a preto e branco: 


Nem sequer é o original americano que é assim e que agora é fácil de encontrar, até na edição original mas na altura era mesmo difícil e só em revistas estrangeiras se conseguiria ver, ou no cinema em que iria ver o filme: 


O Sete, quase um mês depois da estreia, em 4.11.1981,  também dava o seu contributo crítico: 



Por mim nem precisava de ler aquilo porque  já no mês de Julho desse ano tinha visto imagens do filme e lido algo sobre o mesmo, mormente a memorável sequência inicial que alimentei no imaginário durante meses até a conseguir ver num dos cinemas do Porto ( na Batalha, à noite e nem sequer até ao fim porque o último combóio esperava-me em S. Bento e por isso só o vi integralmente muito tempo depois). 

 A revista Rolling Stone de 25 de Junho desse ano (e que chegava cá com uma atraso de um mês, aproximadamente) trazia quase tudo o que era preciso para me informar sobre uma das manifestações artísticas dos anos oitenta que mais me impressionou: 










Em 1981 a televisão a cores em Portugal tinha pouco mais de um ano de estreia ( fora em Março de 1980) e por isso o cinema tinha ainda grande importância espectacular. 
Este anúncio do Sete dessa altura mostrava a campanha publicitária da Grundig para difundir mais aparelhos a cor, porque ainda eram escassos e de café.


Tinha passado escassa meia dúzia de anos após o 25 de Abril de 1974 e a Espanha tinha inaugurado as emissões a cores em 1977. Nós já nos tínhamos atrasado...nisto e em muito mais coisas por obra e graça dos revolucionários de Abril.  

Vai uma aposta que se não fosse o 25 de Abril de 1974 teríamos a tv a cores muito mais cedo do que tivemos? 

As lições do menino Pacheco aos apelidos Palma e Tavares

 O apelidado Pacheco, antifassista desde a Idade Média,  responde no Público de hoje a dois apelidos  que o fustigaram em artigos vitriólicos e lhe carregaram a bílis com mais ácido que uma lesma do mar. 

Leia-se o despautério relapso do apelidado Pacheco que desconhece propositadamente o nome daqueles, corroído pela malina do despeito: insulta repetidamente a inteligência dos visados, fazendo-se vítima dos insultos que o visam, repudiando ao mesmo tempo o estatuto e arvora-se em mestre das cerimónias intelectuais da superioridade arquivística, aprontando-lhes bibliografias imaginárias.


O truque deste Pacheco é sempre o mesmo: contornar a evidência, mesmo estatística, apresentando outros "pathos" e outra sabedoria reservada a historiadores da pacotilha antifassista. O resto é "populismo", extrema-direita e radicalismo. Nada que se pareça com o maoismo ou o cavaquismo serôdio, cartões de visita do aludido Pacheco. 

Como escreve o dito "o problema disto é o contexto" e para tal vamos lá ao exercício desta singela beleza em matar antifassistas que se acham em gozo supremo pelo dó que lhes dá a "facilidade com que se pode responder a Palma e Tavares". Ou seja, uns miseráveis intelectuais cuja inferioridade académica é suplantada com uma perna às costas por este antigo professor liceal, com uma licenciatura em filosofia, o que lhe permitiu prestar serviço no ISCTE.  

Por isso e com tais adereços e ademanes arvora-se com autoridade suficiente para poder escrever que aqueles dois desgraçados "não sabem nada da história portuguesa do sec. XX", pressupondo ipso facto um domínio completo em tal matéria. Mas não insulta, porque isso é arma de fracos...

Como ilustração da catilinária pessoalizada em dois apelidos cujo nome omite, em táctica antiga e repulsiva, apresenta uma imagem de um "livro da 1ª classe na ditadura", como exemplo flagrante do fassismo salazarista que encomiava o ditador e dava conta do fenómeno da religiosidade de um povo e nacionalidade quase milenares cuja história se desenvolveu sempre sob a alçada do catolicismo que tem em Maria a mãe de Jesus salvador e nessa altura não tinha vergonha em proclamar.  A Pacheco, isto é tão estranho como a humildade e por isso o seu contexto é o do jacobinismo e o da arrogância e prepotência totalitária que noutros lados se chamou estalinismo ou maoismo, em nome de um povo que intimamente detesta e por isso execra o "populismo". 

Para se dar o contexto adequado às lições do menino Pacheco, basta mostrar algumas imagens que traduzem milhares de palavras que pelos vistos não integram os seus arquivos, porque o ecumenismo é palavra que só abarca o ódio ao fassismo, em nome do afecto acrisolado ao totalitarismo esquerdista, mesmo disfarçado de democracia. 

No livro de Joaquim Vieira, Portugal -Século XX, os anos 40, tempo de guerra e privações, no mundo e em Portugal, data em que aquelas imagens do livro da 1ª classe foram impressas, havia outras imagens e outros "contextos" mais esclarecedores que as teorias fossilizadas destes antifassistas encartados que se julgam superiores por estarem na mó de cima. 

A imagem amplamente reproduzida do ambiente rural da época e da simbologia associada a miséria e atraso atávicos, pode facilmente se contrariada por estas que são da mesma época e mostram ambientes urbanos e o "pathos" cultural de um país como Portugal, sob Salazar, nesses anos 40: 













Um dos fenómenos mais interessantes que se podem observar nos escritos destes antifassistas enquistados é a omissão sistemática de referências estéticas dos antifassistas que se opunham a Salazar e o que publicavam e mostravam na sua propaganda contra o regime que os acolhia como o regime que pretendiam implantar nunca o faria. 
Esta estética do "neo-realismo" era de uma pobreza aflitiva o que permite pensar que se fossem poder político, como pretendiam, transformando Portugal num país comunista em que desapareceriam dos "livros de 1ª classe" imagens como aquela, o país seria ainda mais miserável do que as pátrias dos vários socialismos que aqueles ambicionavam para o nosso país. 
O menino Pacheco naturalmente e já nos anos setenta, em idade adulta, queria ser como a China, sofisticado e a comer com pauzinhos as papas na cabeça dos estúpidos que pensava enganar com a propaganda clandestina que escondia para não ser preso pela temível PIDE. 

Nos anos 40 era assim, mas não mudou muito ao longo das décadas, incluindo a actual ( basta ler O Militante para o perceber instantaneamente):







Comparando com a estética do Estado Novo dos anos 40, poderemos sempre imaginar como seriam os livros escolares propostos por aqueles antifassistas...


Quanto à propaganda do regime e o seu "contexto" agora documentado em estudo académico do tal apelido Palma e por isso isento de laivos fassistas associados, afinal confirma o que os estudos agora demonstram e desmentem os antifassistas como o menino Pacheco que à míngua de argumentos apresenta aos "pathos" do costume a verborreia de sempre, da cartilha e da cassete que nem chega a pirata mas é apenas usada e das várias feiras da ladra que intelectualmente frequenta. 








De resto quem dá lições ao menino Pacheco é este jornalista, formado em arquitectura e com estrutura intelectual suficiente para entender o que o antifassista não compreende.
No Sol de hoje: 


 Além de tudo isto a perspicácia do menino Pacheco é lendária...e já se mostrava em 23 de Maio de 2002 na revista Focus. Actualmente o alvo é o Ventura, mas a perspicácia continua na mesma:




sexta-feira, junho 11, 2021

Notícias opinativas das agências de comunicação social

 Sapo, uma vergonha de notícia, ridícula e incompetente:


Quem escreveu isto deveria voltar à escola para aprender os rudimentos da feitura de notícias. E devia levar um puxão de orelhas de quem coordena ( agora é só coordenadores...) a respectiva secção redactorial. 

quinta-feira, junho 10, 2021

A missão do Adão e Silva é simples: empochar mais de 300 mil euros!

 Sobre a história de um tal Adão e Silva, comentador e professor no ISCTE de sociologia, o que diz tudo da personagem, há um artigo no Observador de Paulo Tunhas que explica bem as razões do interesse: 


Para contas mais finas o CM também ajuda, hoje: 


Zás, PAS! 300 mil no bolso, paga o Estado. 

Juntando ao que recebe dos media afectos do grupo de Balsemão e similares, dependentes do erário público, este Pedrinho não tem medo de lobo nenhum, porque já alcançou o patamar da pinderiquice socialista: sacar ao Estado o que podem e não podem a fim de comprarem o apartamento, o carro a educação da filharada em colégios privados e o resto das mordomias de um estado socialista. 

É um direito que julgam já adquirido. E há um "perk" que esta categoria de pindéricos do Estado que temos nunca dispensam: carro, motorista e secretári@.

A astrologia comunista do PCP

 Na revista O Militante deste bimestre, impressa num papel ainda couché a preto e esborratado em neo-realismo, o PCP através de uma militante míope apresenta em quatro singelas páginas, a sua teoria geral da adivinhação comunista, vulgarmente conhecida como "materialismo dialético". 

Tudo parte do pressuposto de que o mundo e as pessoas são apenas matéria e os comunistas, prescientes, equiparam-se com o instrumento infalível de previsão do passado e do futuro: o método do materialismo dialético. 

Não havendo qualquer resquício de intervenção divina na Humanidade tudo se resume aos átomos e partes ínfimas da matéria, associadas para ilustrarem os comunistas na tarefa sempre ingente de desvendar o futuro da humanidade alvitrando-lhe o destino final: o socialismo. 

Os princípios estão estudados e o primeiro é a "objectividade" que se define como o contrário da subjectividade e sinónimo de "realismo". Os "fenómenos sociais", dizia um dos papas destes astrólogos quiromânticos das linhas das "boas mãos", exigem o estudo soe "todos os seus aspectos", obviamente com excepção de um, precisamente o da hipótese espiritual e pressupondo a existência de Deus. A objectividade começa logo a mancar, mas enfim.

Depois aparece a "omnilateralidade", ou seja o estudo de todos os aspectos e de todos os ângulos, obviamente com excepção dos que não lhes convêm por serem demasiado convexos, como era um primo do Zeca Afonso. 

Em seguida a "historicidade" que é a "observação do fenómeno no seu tempo", no que os comunistas se especializaram: o tempo é todo antigo e fossilizado e por isso não lhes adianta nem atrasa nada. Não mimetizam lutas passadas porque estão sempre presentes na memória das "lutas". 

O princípio seguinte é o da "contradição", que os obriga ao esforço de perceber o que há de contraditório nos fenómenos, com algumas excepções: não estudam por exemplo a contradição entre liberdade individual e repressão e censura em gulags ou a liquidação em genocídios pela fome, do povo que  pretendem libertar das opressões.

Por fim a dinâmica estrutural da mudança de quantidade para qualidade que é a alquimia do segredo: a teoria provém da prática e esta da teoria como simbiose de proveniência incerta, eventualmente germana.

Estou certo que quem ler o artigo de quatro páginas fica a saber o que é a ciência infusa do materialismo dialético, mesmo sem citações, tirando a do tal papa embalsamado no kremlin para adoração destes duendes. 

Aqui fica o artigo que mostra como o PCP adivinhou tudo no passado e adivinhará o resto no futuro, através do método infalível de olhar para a realidade com esta arma poderosíssima que assim fica explicada.

Foi assim que adivinhou a "queda do fascismo", por exemplo, tal como explicam num livro que agora vendem, um compêndio deste tipo particular de astrologia sincrética e saber profundo, já fossilizado no século XIX e transparente no âmbar destes escritos fantásticos. 

Deve ter sido assim que adivinharam a queda do muro de Berlim e a previsível derrota dos ortodoxos comunistas às mãos de um bebedolas com nome eslavo, Ieltsin. Foi assim que adivinharam o desaparecimento de quase todos os partidos comunistas na Europa actual, com excepção deste fóssil que alberga esta gente que pensa e escreve deste modo.







Têm um grande passado pela frente para continuar a adivinhar o que nunca aconteceu...