quinta-feira, junho 10, 2021

Vara, medalhado em corrupção

 Simples, eficaz e típico de corrupto: titulava directa ou indirectamente uma empresa fantástica (Vama) com sede em paraísos fiscais (Seychelles ou Panamá, o dos "papers") que recebia dinheiro entregue em mão própria por entidades não identificadas e depositado por outros, nomeadamente um certo Michel Canals antigo funcionário bancário da UBS, na Suíça, "gestor de fortuans", incluindo a deste artolas socialista, amigalhaço do outro corrupto, José Socrates e parceiro de governo, gestor nomeado para a CGD e outras instituições de Estado que agora "está de cana" por umas caixas de robalos. 

O dinheiro ganho em modo extra e para além do que recebia como assalariado de alguém, mormente por conta do Estado, directa ou indirectamente, era recebido e também passava pelas mãos de um tal Francisco Canas, o "zé das medalhas" com loja na baixa de Lisboa e que recebia personagens ilustres que passavam por lá para lhe visitar as medalhas e recuerdos, deixando-lhe o pecúlio embrulhado em papel sujo de corrupção.  

O pecúlio, pelos vistos na ordem das centenas de milhar ou mesmo aos milhões, não declarados ao Fisco, entravam sorrateiramente na conta da tal UBS, gerida pelo tal Canals que se encarregava de o fazer desaparecer do mundo da contabilidade visível, pelos meios habituais: offshores manhosas, com titulares designados em procurações manhosas para ludibriar investigadores curiosos. 

É este o retrato acabado de um pindérico do regime que está. E há disto aos  montes. Alguns e algumas, de altíssimo coturno,  ainda escondidos e que frequentavam a casa do tal das medalhas, sorrateiramente, mas com rasto registado. 

Quem sabe disto melhor que ninguém? O juiz Carlos Alexandre e essa é uma das principais razões para o quererem correr do sítio onde está. 

Quem o quer correr sabe perfeitamente que quem vier para o seu lugar não vai querer saber nem sequer estudar o que foi o processo do Monte Branco ou o do Furacão e muito menos o do Marquês ou o da "máfia do sangue", como designado pelo Correio da Manhã. Estão todos ligados mas dá muito trabalho ler, estudar e ficar a saber como se processou a corrupção em Portugal, nestes últimos vinte anos ou quase. 


É por essa razão que também apareceram os críticos dos "megaprocessos" incluindo alguns magistrados feitos idiotas úteis ou já inúteis, como o ex-presidente do STJ, Piçarra. Por ignorância ou pior que isso contestam a validade de tais processos ignorando isto que Eduardo Dâmaso escreveu na Sábado de ontem e que aprendeu enquanto estudou o fenómeno italiano que aqueles só acompanharam pela tv da altura: 


Para se ter o retrato em corpo inteiro do fenómeno da corrupção pindérica e principalmente socialista dos últimos anos é preciso averiguar tudo isto em megaprocessos porque não há outra forma de o fazer, tal como aconteceu em Itália com os processos mil vezes mais complexos que visaram a estrutura político mafiosa dos anos oitenta e noventa. E foram resolvidos, sem que se questionasse a validade dos tais megaprocesso. Por cá é o que se vê: em vez de combater os que procuram aproveitar tal confusão e visar a raiz profunda dos entraves, que reside exclusivamente nas leis garantísticas que temos, querem acabar com o único método de combater eficazmente tal cancro social. 

E querem por isso afastar do centro nevrálgico das investigações um dos únicos magistrados que tem uma visão global, compreensiva de todos estes fenómenos. E quem é que sabe disto tudo, tal e qual e destas manobras manhosas deste poder socialista? 

Um deles é o presidente da República, careca de saber estas coisas que já lhe foram explicadas por quem de direito. E que faz o mesmo neste contexto? Lava as mãos...

Enfim. 

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