sexta-feira, 10 de julho de 2020

Comé qué?


Eco:



Este tipo de gente não costuma dar ponto sem nó...e os Costas são largos.


Outro com Costas larguíssimas até Sócrates é este figurão que quer fiscalizar as "secretas" por conta do PS. Isto já está fora do controlo e é a maior pouca-vergonha dos últimos tempos. Simplesmente inacreditável:


quarta-feira, 8 de julho de 2020

Como convivem os leitores tanto tempo com estas economistas que sabem de tudo?

Artigo da "economista" Maria João Marques no Público de hoje ( comprei este autêntico pasquim esquerdóide por causa disto...)  sobre o juiz Rui Rangel e os magistrados em geral mais os tribunais em particular.


A economista acusa os juizes em geral de serem corporativos, ou seja de se defenderem uns aos outros. E nessa análise de "economista" compara-os aos padres católicos que sendo pedófilos foram protegidos pela Igreja durante anos e anos a fio.

A comparação é evidentemente estúpida, sem mais. Nem me dou ao trabalho de dizer porquê, porque é pura perda de tempo para quem não entende o assunto e  generaliza deste modo.

Quanto aos juízes serem protegidos pelos pares em geral e em particular o juiz Rangel, vejamos os argumentos aduzidos pela "economista" que deve ter estudado direito num fim de semana, eventualmente prolongado, para "fazer a cadeira".  Nota-se a sabedoria infusa que lhe permite os dislates de ignorância atroz e sem remédio. Os economistas sabem de tudo, como é sabido.

Primeiro argumento: os juízes em geral são gente honesta e também têm que ser discretos porque "não aplicam a lei em seu nome".
Portanto o dever de reserva imposto aos juízes é devido a aplicarem a justiça " em nome do povo". Se fosse em nome do direito, da lei e da justiça já não sei como seria e se calhar até poderiam escrever baboseiras como esta economista escreve. Por exemplo, horroriza-se com os frenicoques legais do "juridiquês" que não percebe. Não admira nada que tal linguagem lhe seja "impenetrável". Enfim, mais palavras para quê se afinal se atreve a penetrar o âmago de tal "linguagem impenetrável" para dela extrair ilações erradas?

Argumento co-lateral: "o poder judicial está no sistema nervoso central de qualquer ideia de civilização decente". Outra que tal. E que tal recuarmos ao tempo dos gregos e dos romanos para ver como era então o "poder judicial" desses povos bárbaros e a sua "civilização decente"?  E se avançarmos uns séculos e chegarmos à Idade Média do tempo dos afonsinhos do nosso condado, como era o poder judicial de então? Se em direito um fim de semana chegou para saber tudo, em história foram dois dias, certamente e durante a semana de trabalho, noutras tarefas mais prementes. E tirou boa nota...por isso é que escreve em jornais.

E chega-se a meio do artigo com estas ideias luminosas, entrando depois afoitamente na questão dos cinco magníficos, ou seja os "cinco juízes do Tribunal da Relação de Lisboa, um tribunal superior, suspeitos de viciarem processos ou venderem desfechos de casos".

Como a economista sabe pelas leituras daquele fim de semana, "os tribunais têm um escrutínio risível, apesar de todo o poder".

Com alguns, infelizmente muitos,  fins de semana mais a estudar as leis de organização judiciária, os estatutos dos magistrados, as leis avulsas, mais a constitucional,  talvez a economista entendesse o mínimo dos mínimos para escrever menos palermices ou deixar de as escrever de todo, por então conseguir entender o b+a+ba do sistema constitucional e judicial. Assim, lemos o que lemos e não podemos ignorar.

E daí que nestes pressupostos de saber infuso venha a atoarda fatal: aos juízes falta "accountability" estrangeirismo de economistas.
Como não percebo de economês fui procurar o significado do termo do sítio para ensinar totós. Diz assim, ipsis verbis: "é um termo da língua inglesa que pode ser traduzido para o português como responsabilidade com ética e remete à obrigação, à transparência, de membros de um órgão administrativo ou representativo de prestar contas a instâncias controladoras ou a seus representados.
Depois o mesmo sítio resume a palavra estrangeira para o termo prosaico de "prestação de contas". No entanto, "acountability" fica muito melhor e é chique a valer, como diria um Dâmaso Salcede.

Os juízes portugueses, portanto, não prestam contas como deveria ser. Por várias razões que a economista passa a explicar: "as notas dos magistrados, dadas por outros magistrados, são sempre fabulosas" . Se alguém lhe perguntar que "notas" são essas, o espírito simples virá sempre ao de cima porque um fim de semana de estudo de Direito não chega para dar uma resposta complexa e cabal.

Por exemplo, dois juízes em particular, Rui Rangel e Neto de Moura, não "eram cábulas com negativas", pressupondo que o deveriam ser. Se lhe disserem que os juízes desembargadores não têm as tais notas no currículo de Relação, não saberá dizer porquê, porque sim. O tal fim de semana...que aliás lhe sobeja para escrever que o juiz Neto de Moura é um "famoso juiz que enxovalhava as vítimas de violência doméstica nos seus acórdãos".

Depois o estoque do estudo aprofundado do sistema judiciário, durante uma parte daquele fim de semana: " a independência dos tribunais tem de ser mantida, claro, desde logo porque de vez em quando têm de julgar casos de corrupção de políticos. Mas os juízes têm de ser mais escrutinados".

Outra aleivosia! A independência do poder judicial é algo igualmente impenetrável para esta economista. Pura e simplesmente não percebe patavina em que consiste e que consequência implica. E muito menos qual o sentido de tal poder judicial no sistema político-democrático de um Estado de Direito.

Porém, com base nestes conhecimentos de algibeira propõe reformas, escrutínios, "discussão séria sobre isto". Por mim, acho muito bem para se ver toda a dimensão do vazio de conhecimento desta economista e da sua cultura de franja de carrossel mágico.

O resto do artigo é para bater teclas no Rangel e no Neto de Moura, citando um exemplo insigne da magistratura de topo, a "juíza Clara Sottomayor". Fica tudo dito com esta citação e nem me apetece escrever mais, porque afinal de contas a escriba economista até tem razão numa coisa:

Torna-se de facto difícil perceber como é que o juiz Rui Rangel passou tantas vezes entre os pingos da chuva do poder disciplinar do CSM. Mas para entender isso é preciso saber um pouco mais de direito, organização judiciária e do modo como se escolhem juízes para o STJ e principalmente como se integra o CSM com os elementos que por lá têm passado, ao longo dos anos.

Mas isso já não diz respeito aos juízes, apenas. Para saber tal coisa é preciso economizar nos dislates e aleivosias e  principalmente no atrevimento de escrever sobre o que não se conhece e apenas se julga conhecer.

Magalhães e Silva, advogado, membro do CSMP: a impunidade garantida do jacobinismo

O advogado Magalhães e Silva, actual membro do CSMP é um velho conhecido deste blog por ter canal aberto de tv onde quer que o sistema político-mediático-judiciário medre.

Ontem na tv esportulou ideias avulsas contra os magistrados do Ministério Público titulares do processo da EDP. Disse mal das suas decisões, criticou o modo como se investigou, etc etc.
Enfim, pronunciou-se clara e abertamente acerca de um processo penal em curso, ainda na fase de instrução.

O advogado Magalhães e Silva, Manuel, para os amigos, é advogado do PS de sempre. Talvez por isso se aquente com a impunidade conferida, porque é sempre assim com gente do PS: as costas estão sempre bem protegidas das intempéries mediáticas e até judiciárias. O advogado Magalhães e Silva está no foro para certas ocasiões, como por exemplo na altura em que representou o actual Conselheiro do STJ, Lopes da Mota, nas suas atribulações judiciárias e que foi recentemente seleccionado para ajudar a actual ministra da Justiça, também Conselheira do STJ.

 Actualmente representa os interesses do autarca de Pedrógão, Valdemar, entalado na justiça.

A sistémica Lourença agora na RTP confia muito nos pareceres avulsos de ocasião do advogado Magalhães e Silva e convida-o frequentemente para charlar e perorar sobre assuntos candentes, alguns deles ainda em fase de inquérito. Geralmente, o advogado Magalhães e Silva critica as investigações, alvitra ilegalidades que depois não se confirmam, etc etc etc. Comenta, sem qualquer reserva casos pendentes.

Enquanto membro do CSMP ao advogado Magalhães e Silva são oponíveis estes deveres: 

Artigo 31.º
Estatuto dos membros do Conselho Superior do Ministério Público

1 - Aos vogais do Conselho Superior do Ministério Público que não sejam magistrados do Ministério Público é aplicável, com as devidas adaptações, o regime de deveres, direitos e garantias destes magistrados.
 (...)

Desde logo o dever número um: o famigerado dever de reserva que constitui uma mordaça para todos os magistrados, pelo modo como é interpretado o preceito:

Artigo 102.º
Deveres de sigilo e reserva
(...) 
2 - Os magistrados do Ministério Público não podem fazer declarações ou comentários públicos sobre quaisquer processos judiciais, salvo, quando autorizados pelo Procurador-Geral da República, para defesa da honra ou para a realização de outro interesse legítimo.
3 - Não são abrangidas pelo dever de reserva as informações ou declarações que, em matéria não coberta por segredo de justiça ou por sigilo profissional, visem a realização de direitos ou interesses legítimos, nomeadamente o de acesso à informação, ou que se destinem à realização de trabalhos técnico-científicos académicos ou de formação.
4 - As informações ou declarações referidas no número anterior, quando visem garantir o acesso à informação, são preferencialmente prestadas pela Procuradoria-Geral da República ou pelas procuradorias-gerais regionais, nos termos do artigo 6.º

Nenhum procurador do Ministério Público que fosse  à tv da tal Lourença dizer o que o advogado Magalhães e Silva habitualmente diz, com a displicência advinda do sentimento de impunidade, se atreveria a dizer o que o mesmo diz frequentemente, designadamente sobre processos penais, judiciais,  pendentes, sem que imediatamente lhe caíssem em cima todos os advogados magalhães e silva que andam por aí, com artigos e entrevistas avulsas sobre o assunto momentoso. A gravidade do mesmo e a urgência em estancar tal malina.
O advogado Magalhães e Silva, alás, já o fez algumas vezes visando o juiz do TCIC, Carlos Alexandre. E voltou ontem a fazê-lo, em tom ad homimem. 

Tais putativos magistrados  não o fazem porque seriam imediatamente alvo de inquérito disciplinar, sem contemplações e eventualmente alvo de sanções disciplinares propostas por estes conselheiros, como o advogado Magalhães e Silva.

Por isso pergunta-se: qual o direito especial ou a prerrogativa singular de que goza o conselheiro do CSMP, advogado Magalhães e Silva?

Onde fica a lei constitucional que determina que a lei é igual para todos?

Terá alguma garantia administrativa, como existia no tempo que o advogado Magalhães e Silva está sempre a lembrar em modo jacobino?


terça-feira, 7 de julho de 2020

Filão Sócrates: a EDP veio no pacote.

Em tempos que já lá vão e em que a TVI ainda não tinha lá o pau-mandado que ficou até um dia destes, publiquei um postal que referia uma reportagem de uma equipa que entretanto saiu da estação.

Foi em 8 de Novembro de 2014:

 Ainda a propósito da passagem de testemunho do jornalista José Alberto de Carvalho para o jornalistazinho Sérgio Figueiredo será bom recordar coisas antigas e que mostram o lodo em que nos encontramos na informação e não só.
Em tempos ainda não muito recuados, no ano de 2012, a TVI, pela mão do repórter Carlos Enes, entretanto saído da estação de tv, transmitiu esta reportagem, hoje virtualmente impossível sobre as barragens.



O tema, muito simples, resumia-se a uma pergunta ainda mais simples: porque é a electricidade tão cara? E dizia-se:
"Portugal vai fazer 9 barragens novas, que vão gastar mais electricidade do que produzir. Quem vai pagar são os consumidores, nas facturas. Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI. «Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas."


 Em complemento informativo sobre o petit journaliste, tornado funcionário da Fundação EDP, na secção de Produção.
A TVI é do grupo Prisa do célebre conde Amaral, onde estagia também, na Administração, uma certa Rosa Cullell.

Esta doña Rosa é nada mais nada menos que administradora de uma outra empresa que a EDP conhece muito bem. De facto, em 2013 comprou parte do capital: a Hidroeléctrica Del Cantábrico S.A. (“HC”).
 Doña Rosa Cullell é naturalmente "consejera" de tal empresa desde 1999.

A TVI está para a EDP como o BES para a PT, neste aspecto.
O que é que o petit-journaliste vai fazer? A vontade de quem manda...

O assunto tinha ver com outra reportagem, já de 2012 do mesmo jornalista- Carlos Enes, entretanto saído da TVI- sobre a EDP e as barragens fantásticas e as rendas ainda mais mirabolantes...



Depois disto tudo e desta pouca-vergonha que muitos já esqueceram, mas o Ministério Público ainda lembra para o tribunal analisar e decidir em conformidade, podemos ver esta falta de pudor de um advogado do escritório de Vieira de Almeida ( mas o advogado Magalhães e Silva, da mesma estirpe, defendeu na Tv a mesmíssima coisa há bocado... e até alvitrou que o mal reside no TCIC e no facto de haver só um juiz, veja-se o topete!) :

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Fillon Sócrates

François Fillon,  candidato ( da direita), em 2017  a presidente da República, em França, lixou-se no passado dia 29 de Junho quando foi condenado em cinco anos de prisão, dois deles efectivos.

Fillon tinha naquela altura muitas hipóteses de ser presidente em vez de Macron. Porém, em Janeiro de 2017 o jornal le Canard Enchainé revelou que a mulher tinha sido remunerada entre 1998 e 2007 como assistente parlamentar do marido. Tal revelação foi o princípio do fim do candidato presidencial que apesar disso disputou as eleições, já sem grandes hipóteses.
O caso assumiu relevância criminal porque se entendeu ser tal emprego fictício, um modo de o então deputado arredondar o salário.
Fez-se o inquérito, o indivíduo defendeu-se mal e foi acusado, julgado e condenado. Uma reserva moral da nação esgotou-se nesse ralo de miséria jacobina em que a rigidez das leis é brandida sempre que a conveniência o solicita, sem defesa para as vítimas que as aprovaram.
Casos como esse, em França seriam vulgares e no seio da família socialista dos miterrands e hollandes seriam mato, mas enfim, quem foi apanhado foi o Fillon e de modo muito conveniente, nas vésperas de eleição presidencial.

Outra revelação acerca de dois fatos de vestir, oferecidos ao candidato por um figurão dos negócios franceses arruinou definitivamente as esperanças dessa direita em ter um presidente a seu grado.
A moral jacobina é terrível e as instâncias judiciárias francesas, chefiadas por gente colocada pela esquerda socialista de F. Hollande, fez o resto.

Foi isto que a revista Valeurs Actuelles, apoiante activa do antigo candidato presidencial, escreveu na semana passada, antes de se conhecer o veredicto do tribunal que julgou e condenou Fillon em prisão efectiva.


A revista que apoiou o então candidato tenta demonstrar neste número que existiu desde o início uma cabala contra o mesmo. Apoia-se numa cronologia processual que apresenta como prova da fúria investigatória, ad hominen,  das autoridades de polícia financeira ( a AT do sítio, ou seja os paulos silvas de lá) e da pressa em apurar os factos, de modo a torpedear as esperanças eleitorais do candidato.
Em 25 de Janeiro de 2017 saiu a notícia; no dia seguinte a entidade policial ( PNF, criada por François Hollande) abriu um inquérito para investigação do eventual desvio de fundos públicos e abuso de bens sociais ( até faz sonhar...porque em Portugal não há nada disto, assim claramente enunciado). Em 14 de Março Fillon é constituído arguido e em 23 de Abril na primeira volta das presidenciais, acabou em terceiro, eliminado.
A partir daí foi o calvário jacobino do costume, até chegar ao dia 29 de Junho passado.

A revista pretende repor a verdade sobre o caso, citando um livro publicado há dias e escrito por um colaborador da mesma.
A única verdade que transparece é que François Fillon não conseguiu provar a inocência relativamente ao facto principal: o emprego da mulher, a fazer de conta, para arredondar o fim do mês salarial.

Tudo o resto, sobre a cabala, o zelo, a pressa, o empenho das autoridades até pode conter alguma dose de verdade, mas... como o sabe muito bem um Armando Vara as leis jacobinas são tramadas.

Quanto a José Sócrates, comparado com isto é comparar a estrada da Beira com a beira da estrada, o que aliás costuma ser a sua especialidade e também a do seu advogado inenarrável, Pedro Delille.

Veremos como vai ser a decisão do juiz Rosa...

domingo, 5 de julho de 2020

O sensacional segredo de justiça

pouco mais de um ano, a procuradora-geral adjunta Maria José Morgado, já jubilada mas ainda com vontade de trabalhar, tomou conta do caso "Rangel" a correr termos no STJ por causa da qualidade do arguido, juiz desembargador.
Antes dela o caso estava nas mãos do actual director do DCIAP, Albano Pinto, o magistrado que impediu outros magistrados seus colegas de inquirir o primeiro-ministro e o presidente da República, no caso Tancos.

Agora foi notícia amplamente divulgada que aquela magistrada "prepara acusação".

Repare-se: prepara quer dizer que ainda não deduziu acusação e evidentemente só ela saberá que acusação prepara. Tal não impediu a jornalista habitual do CM, a do "pente-fino" , de espiolhar a mente da magistrada e escrever claramente o que vai suceder. Se assim não for a culpa será do pente, claro. Rombo ou fanado, como habitualmente.

Hoje no CM mais um sensacional artigo sobre o assunto em que se desvenda o tortuoso caminho mental da magistrada que tem o processo a seu cargo e em segredo de justiça.
Quanto a este ninguém disse nada, nem a magistrada em causa cujo assunto a envolve directamente mas provavelmente se reserva por causa do dever de tal.
Deixa andar e o sensacionalismo a lavrar fogo solto por esta pradaria de índios do costume.: grupo Cofina na frente, sempre.   O segredo de justiça? Enfim, terreno já queimado, estéril.

A jornalista já sabe quem vai ser acusado, por quê e quem vai ser investigado a seguir. Explicação  para esta premonição? É simples de alvitrar: a PJ deu-lhe cópia do "relatório final" do inquérito.

Vai uma aposta que foi assim? E que faz a magistrada Morgado? Moita, carrasco. Deixa o Moita comentar, mais o grupo do costume, na CMTV. Para quê chatices com mais este fait-divers?



Pedro Nuno Santos: outro general da mesma tropa

Este postal tem quase três anos mas ainda é actual e merece cópia porque este general do Estado-maior do maior manhoso de sempre da democracia merece o desvelo pelo que fez na TAP.

A táctica destes lutadores de ópera bufa ideológica é sempre a mesma: amigos, amigos, negócios é com eles. E no meio trinam a Internacional.



O socialista Pedro Nuno Santos é um enigma democrático. É da região de Aveiro e enquanto político do PS é considerado um dos braços direitos do Costa que aliás tem vários, numa espécie de deusa vishnu da terra de onde a ascendência é natural.

Este Nuno Santos aqui há uns meses e o ano passado pela mesma ocasião, foi à Festa do Avante  ( imagem acima, junto com o comunista Tiago que não é o Oliveira e que não sendo da Figueira  também vende a ideologia a pataco) e declarou urbi et orbi que "o PCP é um grande partido da democracia portuguesa, esta é uma grande festa e é com um prazer muito grande que posso vir aqui, a título pessoal, não em representação de ninguém, nem do Governo" .

É considerado um dos mentores da Geringonça e agora saiu esta notícia curiosa, no mínimo. É do Correio da Manhã de hoje e aposto que vai ficar por aqui e ninguém vai querer saber como é que este figurão que elogia tanto o "partido dos trabalhadores portugueses" e se comporta como um burguês de alto coturno sendo filho de outro ainda maior, tem tanto dinheiro num partido de pindéricos que para justificar pertences e rendimentos se vêem sempre à rasca  e só arranjam explicações patéticas.



O perfil biográfico deste Nuno Santos é muito parco em elementos sobre quem é e de onde veio...o que aguça a curiosidade.

Foi este finório formado em Economia (?) que um dia disse que tínhamos uma bomba atómica que era do tempo do "não pagamos, não pagamos" e que se a usássemos como tal,  os banqueiros alemães até  ficariam com as pernas a tremer. Esta qualidade intelectual do indivíduo qualificou-o para o governo que está...o que diz quase tudo do que é.

O pai tem um Maseratti? E que faz na vida um pai assim rico que tem um filho tão prendado? "Sinais errados"?
Nada como uma pequena averiguação do Correio da Manhã para descobrir a careca a estes hipócritas.

ADITAMENTO:

Este socialista que convive com comunistas e esquerdistas inimigos da iniciativa privada, é filho do administrador da Tecmacal, de S. João da Madeira, Américo Santos, por sua vez também muito PS e que vive muito de "contratos públicos", como este.

Mas há mais e muito e muito mais. Centenas e centenas de milhar de euros de adjudicações a instituições públicas, como Institutos Politécnicos por todo o país e a GNR, curiosamente, ou não.  Uma vergonha e assim se percebem os Porsches e os Maserattis...

 Para além dos seus armazéns de venda directos (em S. João da Madeira, Felgueiras e Benedita), o mercado conta ainda com uma rede alargada de revendedores da Tecmacal e ainda com várias empresas, onde directa e/ou indirectamente, participa no respectivo capital social, que complementam a oferta de produtos de que os seus sectores de actividade necessitam.

A Tecmacal conta com mais de 35 anos de existência e nasceu fundamentalmente orientada para o sector do calçado. Sendo também por esta razão que optou por se localizar em São João da Madeira, área reconhecida no país e no estrangeiro pela tradição laboral no sector do calçado. Centrando as suas competências na oferta de um leque alargado de maquinaria, aliada a uma assistência pós venda qualificada, com o objectivo de abranger todo o mercado nacional, a organização da Tecmacal, rapidamente constitui filiais nas cidades de Benedita (Sul) e em Felgueiras (Norte), regiões também fortemente associadas ao sector do calçado.
O crescimento de competências da Tecmacal permitiu que esta se afirmasse no mercado como uma organização especializada na montagem de unidades de fabrico completas, oferecendo uma vasta gama de maquinaria, que abrangem operações de pré-produção, produção, acabamento, ar comprimido, design e modelação do produto.
O decrescimento do sector e a respectiva realidade inegável da futura continuada diminuição, levaram a que a Tecmacal reorientasse a sua actividade produtiva e comercial. Neste sentido apetrechou-se de meios técnicos e humanos para produzir e vender bens de equipamento para a indústria em geral.
Actualmente a Tecmacal conta já com um vasto número de máquinas instaladas em múltiplos sectores de actividade para além do sector do calçado. Conseguiu-se assim alcançar o objectivo de permanecer no sector do calçado como empresa líder e ao mesmo tempo entrar e conquistar quota de mercado noutros sectores de actividade industrial.
A Tecmacal oferece uma carteira de produtos que lhe permite manter a liderança no sector do calçado, satisfazer necessidades industriais de qualquer sector de actividade, designadamente através da linha de compressores e sistemas de aspiração que fornece e ainda assumir uma posição destacada na oferta de bens de equipamento para a execução de operações de corte, fresagem e gravação (equipamentos CNC) em sectores de actividade como mobiliário, metalomecânica, publicidade, moldes, sinalética, serralharia e automóvel.

A Tecmacal nasceu em 1975. Seria interessante saber como começou. Muito interessante e como é que o seu administrador é socialista com um filho amigo de comunistas que são inimigos de classe, segundo a sua própria ideologia.

É fácil de entender: tudo indica que este Pedro Nuno Santos será um farsante. Mais um.

Como aqui se escreve é um parasita, segundo a terminologia daqueles a quem deu guarida no governo e na Geringonça. Mais um:

 Diz a sabedoria popular que ‘Pelo andar da carruagem se vê quem vai dentro dela’. Analisemos, portanto, a biografia do senhor deputado Pedro Nuno Santos, vice-presidente do grupo parlamentar do PS, escrita pelo próprio.

Pela mão amiga de José Sócrates, entrou para a Assembleia da República aos 27 anos.
Listou entre os cargos até aí exercidos o ter sido presidente da assembleia de freguesia de S. João da Madeira e presidente da mesa da reunião geral de alunos de um instituto de ensino superior.
Lista como cargo que desempenha vereador da Câmara Municipal de S. João da Madeira. Esqueceu-se de acrescentar ‘sem pelouro’ e substituído quando veio para o parlamento. Ajuda a engrossar o currículo.
Pelos vistos, o senhor deputado é mais um mau produto da escola pública das últimas três décadas. Não lhe ensinaram a trabalhar, o emprego na Tecmacal foi-lhe concedido pelo seu pai, o empresário Américo Augusto dos Santos. Agora procura subir na política pela vereda fácil da demagogia.


 Como parasita, segundo a terminologia dos partidos a que deu guarida, pode andar de Maseratti do papá e ter um Porsche com o dinheiro do papá. Em Setembro do ano que vem pode voltar à festa do Avante e repetir que o partido que lhe nacionalizaria a empresa se fosse poder, é um partido essencial à democracia que ninguém lhe pergunta o sentido da contradição.

Mas respeito político, por si e pelo que representa não merece nenhum.Lembra-me demasiado o rapaz Penedos que também andava de Lamborghini ou coisa que o valha porque o pai assim permitia e depois lhe chamou nome feio...

As generalas da tropa fandanga

Foi com estas duas generalas que o Estado-maior pretendeu ganhar a guerra. Já a perdeu e continua em estado de negação a suster estas palermas. Uma delas especializou-se na proclamação ideológica que a impediu de lidar com surtos localizados e por causa do sagrado horror à "discriminação". Agora somos nós, enquanto povo, a ser discriminados e a generala continua no seu posto a torcer a cara em trejeitos grotescos sempre que alguém lhe aponta defeitos...
A outra, enfim, a outra é mera ajudante de campo de uma batalha perdida desde o início. Sempre às ordens e sem perceber que a honra já não existe.
Tal como em Pedrógão, a incompetência, a impreparação e a estupidez foram a causa da desgraça. Não aprenderam porque afinal são exactamente o espelho do que temos a mandar: um bluff, um manhoso que ainda consegue enganar muito gente durante algum tempo. Veremos como será daqui a alguns meses...




sexta-feira, 3 de julho de 2020

Américo Tomás e os seus erros

No O Diabo de hoje, o professor Soares Martinez faz um elogio do antigo presidente da República e no fim aponta-lhe dois erros que se traduzem num só: ter aceite Marcello Caetano como presidente do Conselho em Setembro de 1968 e não ter aceite a sua demissão em 1974, pouco antes do golpe militar.
Soares Martinez é um dos últimos defensores públicos do salazarismo mais puro e duro, ou seja do original, sem veleidades de evoluções na continuidade.

Curioso. Seria interessante especular sobre o que teria acontecido no caso de tais "erros" não terem sido cometidos.
Provavelmente seria presidente do Conselho alguém menos inclinado a qualquer primavera antecipada e portanto a censura ter-se-ia apertado, a repressão política teria aumentado e o isolamento político de Portugal seria ainda maior do que já era.
Tendo em atenção o estado geral do país, em 1968, com uma sociedade pronta para aceitar a democracia, propalada pela gente de esquerda instalada nos media, o que não foi obra de Marcello Caetano mas sim do salazarismo, teria sido muito interessante saber como iria o regime resistir aos "ventos da História" e à evolução da situação na guerra de África.

Teria ainda sido interessante saber como iria o regime resistir e regressar ao salazarismo puro e duro em 1974 quando a tropa já se tinha sublevado psicologicamente, com a publicação do livro de Spinola, Portugal e o Futuro.

O professor Soares Martinez parece-me que sempre sonhou alto, mas desta vez ressona um pouco...e bastar-lhe-ia pensar na atitude do Almirante Américo Tomás no próprio dia 25 de Abril de 1974 e dias que se seguiram: inacção, temor e, sei lá...cobardia, não? Que outro nome poderá ser dado ao que não fez? Desistência por se ver abandonado por quem não havia à sua volta porque também tinha desistido?  Os "ultras" eram um mito, afinal.


Amália: estranha forma de vida

Surgiu agora uma espécie de movimento reabilitador do  nome de  Amália, a fim de o colocar no panteão antifassista.

Através de uma revisitação histórica manipulada, o jornalista Miguel Carvalho, indivíduo notoriamente de esquerda e próximo do PCP, pretende reabilitar a cantora Amáluia Rodrigues, limpando-lhe todo o verdete fassista que a mesma sempre poliu, sem grande pudor, aliás.

Num artigo do Jornal de Negócios desta semana dá-se conta do livro daquele jornalista escrito para tal efeito e destinado a contar "a história secreta" que é apenas isto: Amália durante o Estado Novo, ao mesmo tempo que se deixava aproveitar pelo regime, ajudava os pobres comunistas que podia, a fugirem à desgraça da PIDE e depois de ajudar tais desvalidos a escapar "à fome, à guerra, à prisão e à tortura" recolhia-se a penates e fazia a sua vidinha de sempre.



Enfim, uma lenda cuja realidade será certamente outra e portanto um livro repleto de fake news convenientes ao discurso antifassista de recuperação  e aproveitamento político de uma artista singular no nosso pobre panorama.

A realidade é mais simples que a ficção e diz-se em poucas palavras: Amália, a cantora genial da voz singular,  era apenas mais uma oportunista por força da personalidade e circunstâncias. Como muitos o são, mesmo os antifassistas de gema.

Senão repare-se:

Quando Salazar teve o acidente, em finais de Agosto de 1968  que lhe provocou o hematoma que acabou por o incapacitar, dias depois, com a ocorrência de outro acidente, dessa vez vascular cerebral,  esteve uns dias lúcido e recebeu visitas importantes no hospital ( Casa de Saúde da Cruz Vermelha, em Lisboa).
Amália não foi lá mas enviou uma cesta com botões de rosa e uns dizeres em verso quadrado que mostram bem a afeição pessoal que tinha por Salazar.
Está contado no livrinho recente de José António Saraiva, sobre o mistério da cadeira partida que afinal nunca existiu.


Em 1968 Amália não era antifassista pela certa e nunca o foi, nem antes nem depois. Aproveitou as ondas mas dessa vez não teria necessidade alguma de enviar rosas ao então presidente do Conselho juntando-lhe os versos de pé quebrado e coração partido, sem dúvida da sua pobre autoria.

Bastaria este episódio para o jornalista, autor do livro, ter algum pudor pelo que escreve e refrear o branqueamento político, mas há mais.

Amália foi grande artista nos anos sessenta, em pleno Estado Novo tardio em que os movimentos de oposição já tinham mostrado ao que vinham: derrubar o regime, se pudessem, para o substituir pela ditadura comunista que preferiam claramente e na altura, por mor da censura não foi possível denunciar de modo eficaz.  Nunca puderam e não foram eles que o derrubaram, a tal regime que tinham por hediondo e ainda hoje tem, como denota este pobre livro. Foi a tropa por motivos ínvios conduzindo ao oportunismo político do PCP e esquerda em geral.

O grande disco de Amália, a sua obra prima, costuma ser indicada como sendo esta, de 1962. Um busto em efígie de fado a cantar ( imagens tiradas do discogs, ou seja sítio de discos usados de pessoas que os querem vender):



É neste disco que está gravado o Povo que lavas no rio e a Estranha forma de vida, composições efectivamente geniais e cantadas do mesmo modo.

Não obstante, este disco e outros anteriores e posteriores desta artista nunca impressionaram os antifassistas comunistas e esquerdistas em geral.
Amália era uma artista de variedades que também cantava fado e tornou-se a maior artista nacional, com espectáculos em todo o mundo porque tinha valor para tal. Nada ficou a dever a qualquer regime quanto a tal sucesso comercial e artístico. Tinha valor próprio.

Porém, o fado e as variedades, antes de 25 de Abril de 1974 e principalmente depois, eram géneros menores e apreciados pelo povo da arraia miúda que também gostava da Hermínia Silva, da Lenita Gentil ou da Tonicha ou até do Fernando Tordo dos primórdios que cantava coisas sobre o "café" e ouras touradas.

Quando surgiu o movimento das cantigas de intervenção política, nos finais dos anos sessenta, Amália não estava lá, porque  nunca esteve. Antes pelo contrário,  continuava a cantar em espectáculos pelo mundo inteiro onde cobrava "cachets" de luxo e condizentes com o estatuto artístico.

Por isso, em 1974 quando surgiu a revolução, Amália, como outros, adaptou-se. Como tinha os rabos de palha da ligação ao regime anterior, por ser uma grande artista e ter sido de algum modo aproveitada politicamente ( como agora acontece com todo o artista da cantoria ou do atletismo ou mesmo na enfermagem inglesa que no exterior  mostram a bandeira nacional) recatou-se nos primeiros tempos.

O antifassismo não esqueceu quem era então Amália e o que representava e ignorou-a ou vilipendiou-a, nos media da época.

Um pequeno exemplo, tirado da revista Mundo da Canção ( uma revista orientada por comunistas)  de Maio de 1974.


Como é que Amália lidou com isto e o perigo de se tornar persona non grata do novo regime? Adaptou-se e continuou com essa estranha forma de vida que sempre foi a sua. Assim, logo em 1974:




Contudo Amália nunca poderia concorrer e adaptar-se completamente neste ambiente dos primeiros meses de 1974, com estas amostras retiradas da revista Cinéfilo nos dois meses posteriores a 25 de Abril de 74. Por isso declarou-se "analfabeta" logo que lhe perguntaram algo sobre o assunto:




Perante esta onda avassaladora de revolucionários das cantigas de intervenção, até empresários de espectáculos do antigo regime se tentaram adaptar. Foi o caso de um Vasco Morgado, coitado que foi logo corrido do convívio democrático destes novos heróis...


O pequeno mundo artístico português passou a ser dominado por este tipo de artistas de gabarito político: os comunistas de sempre.




E de resto, nessa altura as preocupações era outras: entregar logo, de imediato as nossas então províncias ultramarinas aos amigos políticos dos novos artistas, ou seja os comunistas e esquerdistas em geral.


Amália nunca foi deste mundo. E quem quiser agora reescrever a história para a incluir, falsifica-a, prestando um mau serviço, escrevendo um mau livro.

Desesperada pela ausência de reconhecimento, em 1975 Amália dedicava-se novamente a isto:


Portanto, tenham ao menos uma réstia de pudor e deixem a artista descansar em paz no panteão onde a colocaram.

Aliás, Amália Rodrigues foi logo reabilitada, política, artistica e pessoalmente, durante a década de oitenta.

Em 9 de Julho de 1980 o jornal Sete mostrava tal reabilitação plena: a consagração de Amália num espectáculo no S. Luís, organizado pela Câmara Municipal de Lisboa, com a presença de mais dois fadistas lendários já galardoados- Alfredo Marceneiro e Hermínia Silva- e a quem foi concedida a Medalha de Ouro da Cidade.
A homenagem contou ainda com a presença de vários poetas entre os quais, Pedro Homem de Melo, Alexandre O´Neill, Ary dos Santos e David Mourão Ferreira, autores das letras de várias canções de Amália.
A homenagem reconheceu esses artistas  como "expoentes da cultura popular da cidade e do país".

Deste modo torna-se anacrónia e espúria a suposta reabilitação antifassista agora operada.


Este jornal Sete, um veículo mediático da esquerda soft,  nunca deixou de acompanhar o percurso artístico de Amália.

Em Novembro desse mesmo ano de 1980 publicitou o disco de Amália então saído, "Gostava de ser quem era" ( o título diz tudo...) :



Uma das pessoas da crítica jornalística que se destacou na defesa de Amália foi Miguel Esteves Cardoso que começara a escrever no O Jornal e depois no Sete sobre música popular de expressão anglo-saxónica, no período pós-punk.

No Verão de 1980 comparava Amália aos intérpretes mais genuínos do Ska, algo absolutamente surreal:


Em 24 de Novembro no mesmo Sete, entrevistou Amália, assim:


Em 1 de Novembro ao mesmo Sete, Amália disse algo que hoje talvez nem fosse publicado:


Chega, por isso,  de revisionismos históricos...

quinta-feira, 2 de julho de 2020

A génese ideológica anti-estatuária

Flama de 7 de Junho de 1974: começou aqui a cruzada laica contra a estatuária incómoda. Os nomes dos iconoclastas estão lá, são todos "artistas" e os seus descendentes espirituais têm nova  cruzada em marcha, desta vez contra os colonialistas e racistas. Todos fassistas, claro.  A génese da cruzada é a mesma: o marxismo cultural.


Ora a pepineira, além do mais, é isto...

Está aqui mostrada por a+b  no que consiste a pepineira actual: o video é do director do Observador que agora descobriu a influência da figura de celebérrimo e ilustrérrimo professor Buonaventura, na abertura das portas aos novos bárbaros, afinal os antigos marxistas da cepa do costume: a das bancarrotas e da miséria social.

Estes aqui elencados são apenas os precursores de tal desgraça.



O presidente da República, nesta pepineira? É o rabanete, o compagnon de route deste sabor especial a poder, influência e dinheiro. Já teve como grande amigo outro da pepineira, chamado Ricardo Salgado e por isso está como peixe na água...

O sistema de topo e a inteligência da pepineira

Sábado de hoje, notícias sobre o nosso sistema político-social:

A primeira versa sobre uma escola de Economia, a ciência exacta das previsões sobre acontecimentos passados.
Parece que é muito prestigiada e tem lá luminárias como um tal António Nogueira Leite que desvanece qualquer espectador de tv sempre que alardeia a sua sabedoria específica.
Há outros cuja notoriedade se espalha por este pequeno universo nacional e se encontram milagrosamente nos sítios onde se pode ganhar mais dinheiro, em comissões de serviço, empregos a valer ou sinecuras: as grandes empresas que já foram nacionais e agora, muito por causa de luminárias assim, pertencem a entidades estranhas ao tecido nacional.
Como se pode ler,  a NOVA SBE é um viveiro da genialidade da gestão privada, pública e o que se quiser. Só é pena que não contribua muito para nos tirar da cepa torta de sempre e da pobreza endémica que nos consome. Mas lá está o velho ditado: quem sabe, faz; quem não sabe...pode muito bem ensinar aqui:


Outro sítio muito procurado pela intelligentsia que aduba o actual governo e os anteriores é este que tem ajudado muito o país na área da Saúde, nomeadamente na pandemia: a sociedade de advogados BAS não tem o F final mas podia ter porque é sítio de estudo de medicamentação, de vária ordem, naturalmente. Daí a preferência que o Governo tem dado, pelo que se compreende perfeitamente. "Os advogados da BAS orgulham-se de defender o interesse público e não terem conflitos de interesses"...então não é assim? Ora leia-se como um tal Farinho se juntou a um tal Lacerda para consultarem ambos em nome do Governo de Costa e de Sócrates, ambos os dois do mesmo partido e que foram colegas no mesmíssimo governo:


Estas amizades desinteressadas e todas motivadas pelo "interesse público", nomeadamente nos ajustes directos de contratos em que é sempre o povo a pagar, reflectem-se ainda na autarquia local que é Lisboa.  Neste caso as suspeitas de favorecimento indevido são infundadas porque o beneficiário até é...rival político do contratante, embora um rival sui generis que está sempre a concordar com o adversário político. Olha se não fosse...


Para contrariar tudo isto temos uma inteligência de pepino que tempera toda a salada onde se misturam estes interesses. Esta:


Quando o "processo Marquês" foi distribuído de modo atrabiliário no TCIC calhando a um juiz "calhou-me a mim" não se ouvir esta inteligência da pepineira soprar um ai sobre a "anormalidade".  Agora suspira uma idiotice que evitaria se teclasse no Google, apenas as palavras "TCIC juízes".
 Em vez da burrice que escreveu porque ressuma da mais solerte ignorância, teria percebido o que é simples, ou seja o esquema de distribuição de processos e que nem tudo vai parar ao mesmo juiz, no tal TCIC.
Toda a gente informada sabe isso menos este digno representante da pepineira ambiente.

Entretanto, no Observador, o director descobriu...Boaventura Sousa Santos, o celebérrimo e ilustrérrimo professor de Barcouço que nunca se esqueceu dos tempos da cooperativa. E das respectivas mulas.
Ao mencionar os novos poderes dos bárbaros que se aproximam das cidades para apear o poder existente, escreve sobre os desígnios de tal horda:

E esse poder, explicam-nos, “é o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado, três formas de poder articuladas que dominam há quase seis séculos”. Não, não estou a inventar, estou a citar: Boaventura Sousa Santos dixit.



quarta-feira, 1 de julho de 2020

Mata-Bicho 81: as baratas tontas

Sapo, aqui e ali e mais acolá:


Quanto a esta pespineta, desautorizada por vários elementos do PS, incluindo o primeiro-ministro, humilhada, não se dá por achada.
Só levanta cabelo, empina o nariz e cabeceia trejeitos, quando um qualquer jornalista lhe faz perguntas incómodas...porque de resto não tem vergonha nenhuma.







Mata-Bicho 80: o síndroma de Pedrógão

Público, hoje:


Basta ler a primeira página da entrevista com Rui Portugal, o responsável pela coordenação de serviços de combate ao bicho ( "para supressão de covid-19 em Lisboa), em funções nem sequer há um mês, para se perceber o que correu mal neste caso: a mesma coisa que tinha corrido mal em Pedrógão, aquando dos incêndios mortíferos.
A impreparação, a ausência de meios, a descoordenação, a insuficiência de competências, a incapacidade em entender coisas básicas e primordiais.
Tudo isto é atinente a responsabilidade política, no caso dos mesmíssimos actores principais do drama de Pedrógão: o governo de António Costa.

Poder-se-ia dizer que outro faria melhor? Não sabemos, mas é certo que em Pedrógão o falhanço foi de tal ordem que originou processo crime por causa disso. Em que ficaram de fora os responsáveis políticos, tal como agora parece voltar a acontecer.
Sobra tudo para os "técnicos"...

No Público de hoje este artigo do juiz Manuel Soares, sobre um processo concreto mas alargado às circunstâncias que o determinaram, explica porque é que o presidente da República que temos é uma espécie de cata-vento.


O presidente Marcelo resolve atacar a justiça de forma iníqua. Enfim, as imagens deste presidente, no caso de Pedrógão foram estas ( retiradas de vários sítios como o Público, Sic, JN e Região de Leiria).

Tudo imagens consentâneas com os "afectos" vários esportulados a preceito pelos vários intervenientes, incluindo os responsáveis políticos directos da tragédia:






Por causa disto resolve agora criticar a "lentidão da justiça", quando nem sequer tem qualquer razão para tal.  Francamente! Para quando o "afecto" a esportular  à Justiça?

E o que será quando isto, ou seja a inoperância destes indivíduos,  a que se reporta esta imagem ( Jornal Negócios de 28 de Maio 2020)  for avaliado, sabendo o que se lê na entrevista do Público?

Vai lavar as mãos com gel desinfectante?








Comé qué?