domingo, 20 de dezembro de 2020

Eduardo Lourenço e o génio do francesismo

 Vale a pena ler este artigo de Maria Filomena Mónica no Domingo de hoje do CM. Parece que há quem duvide do génio do falecido Eduardo Lourenço e não tenha muito medo do efeito...


O JL, um resquício dos tempos de antanho onde o decesso francesista evolava por vezes o seu "pensamento" acerca da saudade de ser português emigrado em universidade francesa, deu-lhe um número especial esta semana que passou. 

O número é um compêndio de encómios ao falecido génio e um dos melhores é este, de figura já conhecida por aqui, por causa também da sua genialidade cooperativa. Por aqui se nota uma crítica ao génio decesso, por não conseguir incluir no seu labirinto particular uma especial saudade pelos migrantes vindos das terras de África que foram nossas e deixaram de o ser por causa destes génios. Esses, segundo o génio de Barcouço ou arredores não são portugueses inseridos no labirinto da saudade mas apenas no da "opressão e racismo". 

Que mais se poderia esperar de uma análise deste celebérrimo e ilustrérrimo professor emérito? 




Continuando o postal e remetendo para aqui, o Chove,  julgo ser interessante o acrescento seguinte: 

Em 1973-74 a revistinha de divulgação cultural da Gulbenkian trouxe dois números acerca do "pensamento português", o 27 e o 28, ainda antes de 25 de Abril de 1974. 

Quem eram os pensadores elencados para os que então pensavam nestes assuntos? 









Aliás já em 1970 o assunto do labirinto era tema na mesma revista:  



Portanto o tal EL é alguém ignoto nestas paragens, nesse tempo. Andava ainda no meandros do labirinto a ver se encontrava uma saída para dizer o que outros já tinham dito e publicar o palimpsesto. 

Para além do mais e para não ir mais longe, parece que copiou o título...o que é desagradável, para dizer o menos. 

Sem comentários:

Os escombros do apocalipse