domingo, 13 de dezembro de 2020

Camarate como atentado

 Dois artigos sobre o que terá ocorrido no desastre de Camarate e que afirmam uma convicção de que se tratou de atentado e não mero acidente. 

No Sol de ontem, o director José António Saraiva acreditava que tinha sido um acidente por causa de um facto: Sá Carneiro tinha bilhetes reservados num voo da TAP e só à última hora seguiu na avioneta, aliás a convite de Amaro da Costa. Depois de lhe terem explicado que afinal o atentado visaria este último, passou a acreditar por causa de outro facto: "o vidro do cockpit tinha sido arrancado por uma força de dentro para fora"  e tal indicava a ocorrência de uma explosão.  A partir daí mudou de opinião.


No Público de hoje um artigo de Ricardo Sá Fernandes, advogado e aliás autor de um livro sobre o assunto, escreve que a opinião de Barata Feyo está datada desde os anos oitenta e novos desenvolvimentos indicam a ocorrência de atentado por causa de alguns factos que apresenta como irrefutáveis. Um deles é a existência de fragmentos no corpo de um dos ocupantes da aeronave que só se explicam pela explosão verificada; outro é a explicação para o rasto de fragmentos que se espalharam ao longo da curta rota da aeronave sugerir a explosão. 

E ficamos nisto, com estas convicções assentes em factos que afinal não se tornam irrefutáveis e cujas explicações carecem de melhor definição, tal como na alta fidelidade. 

Se um depoimento é falho de factos posteriores o outro falha na exclusão de alternativas a hipótese admitida a priori.

Assim continuo céptico. 




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