quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Diário de Notícias continua engalinhado

 O Diário de Notícias voltou a uma publicação regular, diária, após o "investimento" do empresário  Marco Galinha, do grupo Bel, algo que pouco tem a ver com jornais. 

Enfim, comprei o jornal ontem, "edição especial 156º aniversário" e folheei a edição de hoje. Até aparece a actual ministra da Justiça a escrever sobre a abolição da pena de morte em Portugal, mostrando-se uma humanista de sempre e esquecendo o que a sua pátria antiga, Angola, tem como modelo, ainda actual, desde que o "seu" MPLA manda no poder. 

Conclusão: vinho velho em odres velhos. 


O jornalismo que se pode ler é uma continuação do anterior que conduziu à falência do jornal e os colaboradores convidados para escrever são praticamente do género dos de sempre, a começar pela inevitável nulidade que aparece na capa e tem lugar como comissária europeia, sabe-se lá por que razões...

O grafismo continua a mesma pobreza de sempre e os temas são de molde a afastar qualquer leitor mais complacente. 

Não percebo o exercício de renovação de mais uma falência à vista. Se era arriscado colocar vinho novo em odre velho neste caso o vinho é a mesma zurrapa anterior. 

A história do DN merecia outra sorte, mas pensando melhor se calhar nem por isso. O jornal é uma referência de um sistema apodrecido e corrupto e por isso os seus colaboradores não merecerão melhor sorte.



 

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