quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Eduardo Lourenço e a esquerda dos bons malandros

 Eduardo Lourenço foi um intelectual dos jornais de letras da nossa esquerda afrancesada. Chegou-se muito ao núcleo de uma esquerda dita democrática, para se demarcar daquela do comunismo, embora sem a denunciar e associou-se ao grupo de intelectuais dos jornais que fundaram O Jornal, em 1975 e o Jornal de Letras, em 1981. 

Este último apareceu em 3 de Março de 1981 e foi uma lufada de ar requentado vindo do esquerdismo francês que nunca deixou de os influenciar. 

Apresentava-se assim, com a típica ficha redactorial : 



Este JL foi um grande sucesso na época, explicado aqui, em 28 de Janeiro de 2009, por ocasião do milénio do jornal,  pelo seu mentor principal, José Carlos Vasconcelos, um advogado da Póvoa que foi para Lisboa fundar este tipo de imprensa de bons malandros ( um dos colaboradores era Mário Zambujal, o autor da pequena novela que foi adaptada agora a série televisiva). 

Os nomes abaixo elencados conferem todos com a noção de bons malandros esquerdistas. 




É o Portugal desta esquerda, naturalmente ligada à dos comunistas, raiz e matriz da mesma, que aparece aqui caricaturada no O Jornal por um dos originais, João Abel Manta, em ilustração tirada de um livro de caricaturas de 1976, publicado pelas edições O Jornal e querendo mostrar o que era o nosso PREC, muito estimado por esta esquerda de bons malandros que nos arranjaram três bancarrotas em menos de 40 anos e continuam a porfiar pela quarta...  


É uma esquerda que não tem Raymond Aron mas tem Sartre e um dos judeus americanos mais conhecidos da segunda metade do século XX que aparece com orelhas de burro. 

Sartre, precisamente, foi alvo da atenção de Eduardo Lourenço num artigo publicado no Jornal de Letras nº 4 de 4 de Abril de 1981:



Lendo este artigo fastidioso ( a que se associa no estilo gorduroso o de Eduardo PC)  percebe-se instantaneamente a razão pela qual Eduardo Lourenço é um ensaísta medíocre que escreve mal e de modo confuso e cujo génio fica por conta de luminárias da esquerda de bons malandros que agora tem assento no Público. 

Por exemplo, no mesmo JL, nº 2 de  17 de Abril de 1981 um outro artigo de António José Saraiva, o ensaísta que também era de esquerda ( e daí a sua inclusão entre os "bons malandros") e que escrevera já extensamente sobre a cultura portuguesa, quiçá de modo mais interessante e capaz do que o de Eduardo Lourenço. A escrita é clara, sem as deambulações mentais confusas e de escrita atamancada, como é a de Lourenço em todos os artigos que li. 



Leia-se agora o pequeno ensaio, tirado de um discurso do mesmo Eduardo Lourenço sobre o fascismo em Portugal, no nº 28 de 16 de Março de 1982: é Tempo Presente para aqui, Resistência para acolá; Brasillac para acoli e António José de Brito sem ali. Enfim, quem gostar que o compre...e pode levar por atacado todo o grupo dos "bons malandros". Não fazem falta alguma para explicar Portugal porque a explicação que têm a dar é sempre a mesma: o fassismo e mais o fassismo e patati patata. Arre!





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