quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Um exemplo de garantismo judiciário

 Sábado de hoje, um resumo da história do processo da Octapharma e das vicissitudes processuais para afastar um juiz de quem não se gosta para escolher o preferido: nove meses de espera e mais alguns que virão. Falta à revista escrever que a decisão da Relação de Lisboa em aceitar o recurso para o Constitucional também tem muito que se lhe diga...particularmente pelo relativo ineditismo. É seguro e por jurisprudência firmada que estes recursos não têm lugar no Constitucional.  Contudo, para advogados de arguidos entalados vale tudo. Principalmente para ganhar um mês ou dois, preciosos para que o juiz preferido venha de novo a ter o "menino" a seu cuidado. Basta acabar o caso marquês para tomar conta destes duques. 


Quanto à Sábado, a capa de hoje e artigo de fundo assinado por Catarina Moura é consagrada a...uma tal Lili Caneças, uma senhora totalmente irrelevante e sem interesse público algum a não ser o sensacionalismo do voyeurismo de um mito sem consistência. É assim que a revista e o seu director acham que se aguentam no mercado? 

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