domingo, 29 de novembro de 2020

Brancos e mulatos...e o racismo em Angola

 No Público de hoje uma assalariada da SONAE, Bárbara Reis, escreve quatro páginas para contar a história de um pobre diplomata português, vindo do regime de Salazar/Caetano e caído em 1975 em Luanda incumbido de arranjar casa para a embaixada futura de Portugal no novo país, depois da entrega operada pelos políticos da época ( Mário Soares e Almeida Santos à cabeça de uns tantos, incluindo o MFA e o PCP e esquerda em geral) ao novo poder do MPLA. 





Para além de tudo o resto, particularmente a foto terrível dos retornados em manifestação desesperada, em que o diplomata relata em diário o que sucedeu entre Junho e Novembro de 1975, na sua azáfama em tentar encontrar a casa e instalações que lhe encomendaram em Lisboa, o dito cujo relata ainda o que pensava em Maio de 1976 sobre o que iria suceder cerca de um ano depois, na mesma Luanda e Angola, com o grupo de Nito Alves, o fraccionista associado a José Van-Dunem, ambos mortos pelo poder de Agostinho Neto. 

Diz que o tal Nito Alves e o seu grupo acreditavam que Angola deveria radicalizar a luta de classes e "identifica o inimigo de classe com os grupos étnicos: os brancos e os mulatos". 

Estamos conversados sobre a conversa de treta sobre racismo dos van-dunems...e também sobre a conversa de treta do jornalista Ferreira Fernandes, no outro dia publicada aqui, sobre os mulatos de Angola. 

E já agora que descobri há pouco, aqui ficam umas páginas da revista Gente, uma precursora das revistas pindéricas que há por aí, como a VIP e a Caras, numa edição de 10 de Junho de 1975, precisamente a altura em que o tal pobre diplomata chegou a Luanda. 

O interesse é mostrar quem era Artur Portela, falecido há dias e com obituário aqui:




Sobre o mesmo Ferreira Fernandes, agora também assalariado da SONAE, fica a crónica de hoje no mesmo Público. 

Acha que se deve falar de Maradona, o futebolista, apenas no plano mitológico. E quem quiser dar o retrato de corpo inteiro, humano e de carne o osso, na hora da sua morte,  ficará mal e porcamente porque o moralista que condena moralismos aos outros acha que é assim que se deve dizer:


Provavelmente, se fosse rebuscar os vários "submarinos" que tenho por aqui guardados em antigos Tal&Qual, com retratos aprimorados de qualidades humanas em visados, ficaria um pouco mais à mostra a careca de quem se embuçava nos SUV´s...

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