quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Os magistrados e a tentação da política

 Este artigo no Público de hoje, da autoria do juiz Manuel Soares é sobre o CHEGA mas não aparece lá o nome do partido uma única vez. Mau sinal, porque também ressuma a politiquice. 

Leia-se:


Na semana passada o primeiro-ministro que está comentou publicamente algo sobre o CHEGA e este partido reagiu do modo que o Observador noticiou naquela peça em que diz que o CHEGA vai "interpor um processo judicial":

A Direção Nacional do Chega, após reunir em plenário, decidiu avançar judicialmente contra o primeiro-ministro português, dr. António Costa, por ter apelidado o partido de ‘extrema-direita, xenófoba e racista’ e ‘o pior que existe na Europa‘, lê-se em comunicado.

Qual é a importância disto? Pouca e nada de relevante.  O "processo judicial a interpor", na alusão pacóvia da Lusa, vale o que vale, ou seja quase nada. 

Toda a gente deve saber por esta altura que uma queixa de um partido político contra outro político por causa de uma afirmação daquele teor é coisa destinada a análise segundo o artigo cesto. 

O que o partido CHEGA pretendeu, por Ventura, será mais espaço de notícia, mais publicidade. E não será legítimo? Não é isso mesmo que fazem os mamadus e joacines? 

Enfim, o artigo de Manuel Soares, enquanto juiz , porque é nessa qualidade que escreve ( se fosse noutra não era sequer convidado para escrever) é lamentável. Mais um. Pela simples razão de que quer dizer tata e apesar de a língua lhe chegar, afinal não CHEGA. Enfim. 


Aliás, outros exemplos do passado nem assim tão distante servem para mostrar como são estas coisas. Com data de Outubro de 2020 foi publicado este livro de memórias do antigo PGR Cunha Rodrigues que já folheei e conto ler e dar conta de outros assuntos. Para já fica este. 




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