terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Discutir a esquerda é discutir o marxismo

 Um dos modos de combate à Esquerda que assentou arraiais político-mediáticos no nosso país é denunciar o grande logro ( "embuste" chegou a dizer Mário Soares sobre o comunismo...) que o marxismo representa. 

O marxismo enquanto teoria geral explicativa de fenómenos que já o ultrapassam mas continuam a enraizar-se na ideologia a que deu origem, carece de denúncia capaz e ao mesmo tempo descomplexada da respectiva essência que os comunistas pretendem ser "científica" ou seja baseada na ciência humanística! 

Esse é desde logo o primeiro logro. Porém, o marxismo vulgarizado como tal tem sido a pedra de toque de todas as esquerdas reunidas à volta da fogueira principal que é da "luta de classes", a dos "trabalhadores contra o capital" ou, na simplicidade de quem vota com a escola primária dos tempos que correm e que vai até ao 12ª ano, dos "pobres" contra os "ricos", sendo estes aqueles que ganham um pouco mais que eles... 

Nessa acepção lata toda a esquerda comunga e vai beber os seus fundamentos. 

O PCP nunca teve dúvidas disso e é com o marxismo que querem ainda transformar o mundo, como seja o Alentejo da actualidade, tornado um deserto árido para tais pretensões quixotescas.  


O Bloco de Esquerda, através do seu diácono dos remédios políticos, Louçã, tornado palrador televisivo por obra e graça de toda a estrutura mediática que comunga igualmente tal ideologia de extensa lata, também acredita naquele poder transformador do mundo vindo do barbudo do séc. XIX. Afinal, o trotskismo foi apenas um dos desenvolvimentos do marxismo. 

Os Livres todos que se arrastam penosamente em épocas eleitorais idem aspas. Os programadores mediáticos bem como os agregadores de notícias avulsas, formados nas escolas que lhes deram instrumentos retóricos básicos e sintéticos de tal ideologia fazem o resto porque a completaram com os saberes atamancados dos neo-marxistas das escolas de Frankfurt e algures, com os seus Chomskis, Marcuses, Luckacs, Sartres, Foucaults e Badious e ainda outros vendedores de banha da cobra ideológica que agora vêm da América depois de terem sido importados de França.

Assim, torna-se estritamente necessário, para mudar algo que não pode ficar na mesma combater tal ideologia perversa e que domina todo o panorama mediático nacional, ao arrepio do que pressente ser outro sentido que as pessoas comum experimentam.

Não adianta elocubrar de modo extenso sobre tal perversidade porque para tal existem centenas ou milhares de livros. 

Importa sim sintetizar o essencial. E para tal dois artigos que me parecem interessantes para tal efeito. 

O primeiro é de Pedro Soares Martinez, um salazarista que continua a escrever no O Diabo e que durante anos foi professor de Direito em Lisboa, que leu Marx na sua complexidade teórica e diz agora assim, na edição de 15.1.2021:


Por outro lado, outra obra de Marx já associado a Engels, importante para o esquerdismo todo junto é o célebre Manifesto do Partido Comunista, de 1848.

Em meia dúzia de pontos tal escrito é desmontado deste modo na revista Marianne, francesa e de pendor esquerizante para o lado mais suave da social-democracia. A edição é de Abril de 2016 e o título diz tudo: Sim, Marx leva ao Gulag!  O mal é que muitos desses esquerdista de pacotilha que pululam pelas redacções nem sabem o que foi o Gulag, apesar da wikipedia...e não sabem porque não querem saber. Afinal o socialismo que pretendem julgam nada ter a ver com tais aberrações. Mas...também não saberão a razão pela qual Marx conduz ao Gulag e é isso que aqui fica explicado, com singeleza:



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