quarta-feira, 1 de julho de 2020

Mata-Bicho 80: o síndroma de Pedrógão

Público, hoje:


Basta ler a primeira página da entrevista com Rui Portugal, o responsável pela coordenação de serviços de combate ao bicho ( "para supressão de covid-19 em Lisboa), em funções nem sequer há um mês, para se perceber o que correu mal neste caso: a mesma coisa que tinha corrido mal em Pedrógão, aquando dos incêndios mortíferos.
A impreparação, a ausência de meios, a descoordenação, a insuficiência de competências, a incapacidade em entender coisas básicas e primordiais.
Tudo isto é atinente a responsabilidade política, no caso dos mesmíssimos actores principais do drama de Pedrógão: o governo de António Costa.

Poder-se-ia dizer que outro faria melhor? Não sabemos, mas é certo que em Pedrógão o falhanço foi de tal ordem que originou processo crime por causa disso. Em que ficaram de fora os responsáveis políticos, tal como agora parece voltar a acontecer.
Sobra tudo para os "técnicos"...

No Público de hoje este artigo do juiz Manuel Soares, sobre um processo concreto mas alargado às circunstâncias que o determinaram, explica porque é que o presidente da República que temos é uma espécie de cata-vento.


O presidente Marcelo resolve atacar a justiça de forma iníqua. Enfim, as imagens deste presidente, no caso de Pedrógão foram estas ( retiradas de vários sítios como o Público, Sic, JN e Região de Leiria).

Tudo imagens consentâneas com os "afectos" vários esportulados a preceito pelos vários intervenientes, incluindo os responsáveis políticos directos da tragédia:






Por causa disto resolve agora criticar a "lentidão da justiça", quando nem sequer tem qualquer razão para tal.  Francamente! Para quando o "afecto" a esportular  à Justiça?

E o que será quando isto, ou seja a inoperância destes indivíduos,  a que se reporta esta imagem ( Jornal Negócios de 28 de Maio 2020)  for avaliado, sabendo o que se lê na entrevista do Público?

Vai lavar as mãos com gel desinfectante?








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Louçã, savonarola dos pequeninos