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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O programa dos syrizas nacionais é o caos

Observador:

Passos Coelho não acredita em contos de crianças, já o PSD prefere falar de tragédias ao melhor estilo grego e a oposição prefere falar de uma espécie de filme com o final feliz na Grécia e num “filme de terror”, por cá. A vitória do Syriza na Europa aquece a política nacional com dois lados da barricada ou “dois campos”, como chamou Catarina Martins: os que têm esperança e veem na vitória na Grécia um “caminho de mudança” e aqueles que questionam como vai o Syriza governar dentro do Euro?

O Parlamento português foi esta quarta-feira à tarde uma segunda câmara do parlamento grego. Pelas mãos do PCP e do Bloco de Esquerda, que fizeram declarações politicas sobre o tema, o Syriza transformou a correlação de forças na AR: hoje foi o BE e o PCP a defender o Governo (grego) e o PSD e CDS a fazerem o papel de oposição.

“Ficamos agora a saber que o primeiro-ministro de Portugal não gosta de contos para crianças. Assim qualifica a renegociação da dívida, de que nem quer ouvir falar. Assim desdenha a opção soberana do povo de um país da civilização europeia que exprimiu democraticamente a sua vontade. Aos contos para crianças, o primeiro-ministro Passos Coelho prefere os filmes de terror, que mais se assemelham à situação vivida pelos povos submetidos às políticas de austeridade que tão fanaticamente defende e impõe”, começou por dizer o deputado do PCP António Filipe. O deputado comunista admitiu que não é possível “extrapolar os resultados”, mas que é preciso retirar algumas conclusões, nomeadamente que a renegociação da dívida é incontornável.

António Filipe foi mais cauteloso na colagem do PCP ao resultado do Syriza, e, em resposta a perguntas de deputados do PSD até admitiu que é difícil ao SYRIZA fazer o que prometeu aos gregos e respeitar as regras da arquitetura do euro e que por isso o PCP estará atento: “Reconhecemos que é extremamente complexo e estaremos atentos também à atitude das próprias instituições europeias”.

Já o Bloco de Esquerda defendeu com todas as armas o congénere grego. Primeiro foi Cecília Honório a acusar o primeiro-ministro de ser mais alemão que Angela Merkel” e a deixar a comparação: “Por cá, o conto para crianças será o do Ali Babá e os 40 ladrões?”. Colagem feita e cimentada pela porta-voz do partido, Catarina Martins que defendeu as medidas já tomadas pelo Governo de Alexis Tsipras: “Compreendemos o incómodo do Governo português perante quem, um dia depois de tomar posse, já cumpriu mais promessas eleitorais do que PSD e CDS em quase quatro anos”
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Proença de Carvalho e a Coisa

O advogado Proença de Carvalho escreveu ao Correio da Manhã de ontem a protestar pelas notícias que o afectam.




O jornal responde-lhe hoje, assim:

A resposta de Octávio RIbeiro é também fraquinha e com pouco potência letal. Proença ficou a rir-se.
Não vale nada a pena ir buscar os tempos de Marcello Caetano, quando Proença era inspector da PJ para mostrar que passou a advogado da "herança Sommer", como ajudante de Salgado Zenha e com isso tentar demonstrar que a deontologia é palavra vã.

O que vale a pena é mostrar a história pública de Proença de Carvalho. De onde vem, já o sabemos: do anterior regime e das suas estruturas repressivas. Passou para o novo regime pós-25 de Abril associando-se sempre ao poder do momento e durante os governos "Cavaco" foi assim, em tandem com o trio los dos.


Em 2005, antes da chegada ao poder de José Sócrates, Proença era uma dvogado obscuro ( porque apenas advogado pontual de entalados excelentíssimos e com uma prestação jurídica fraca, conforme se pode ler no seu livrito sobre os casos que patrocinou), para dizer o menos porque a sua actividade centrava-se noutros níveis. Por isso é que a Focus de 19 de Janeiro desse ano não o incluiu entre os "magníficos advogados dos milhões". Nessa altura, o máximo era o Júdice, o fantástico advogado que nunca se corrompeu...

Porém, para entender melhor a história de Proença, talvez seja útil passar os olhos por aqui.  Ou ler isto de O Jornal de 7 de Fevereiro de 1986.
A história pregressa dos últimos vinte e cinco anos compreende-se melhor com o estudo aturado deste indivíduo que merecia uma biografia.
Dez anos depois do 25 de Abril de 74 e da inspecção da PJ, mais o caso Sommer, Proença era um esteio de certos fenómenos  do regime. Só estudando o indivíduo se percebem os ditos.  
Até chegar áquele elenco de empresas onde tem assento, foi uma vida que passou que merece ser estudada sociologicamente para percebermos quem verdadeiramente somos e porque tivemos três bancarrotas em menos de 40 anos. Proença, além disso é um depositário de alguns segredos do regime, provavelmente dos mais importantes. Mais uma razão para o homenagear...

Ah! E falta um pormenor importante na história contada pelo Correio da Manhã, vulgo A Coisa para Proença e sus amigos: foi ele quem indicou o anterior PGR Pinto Monteiro ao então primeiro-ministro, José Sócrates, agora recluso 44 e que porventura nunca o seria se ainda lá estivesse aquele. 




terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Em tempo de Syriza falemos de Salazar e da terra de Santa Maria

O Diabo de hoje traz estas duas páginas sobre Salazar e um estudioso que reparte o seu tempo entre a Argentina e Portugal.
Apesar de ter publicado vários livros sobre Salazar, particularmente sobre a influência de Charles Maurras, não se espere que alguma editora nacional se interesse em publicar...
Salazar continua a ser o nosso maior tabu.


As aventuras de Rodrigues dos Santos na terra dos syrizas

O repórter de tv, José Roddrigues dos Santos, um jornalista sem grandes amarras, foi à Grécia reportar o que viu por lá, particularmente no dia das eleições que deram a vitória ao bloco de esquerda do sítio, o Syriza que anda eufórico como só por cá se viu naqueles meses que precederam a primeira bancarrota do país, em 1974-76.
Parece que o repórter intrépido, um tintin dos tempos modernos, se aventurou em falar da Grécia como país onde abundam malandros e aldrabões, aos magotes.
Segundo se noticia, sendo agora notícia o próprio repórter que mordeu as canelas da esquerda:

José Rodrigues dos Santos volta a estar sob fogo cruzado. A questão prende-se com a cobertura das eleições gregas, vencidas pelo Syriza e por Alexis Tsipras, e em particular por reportagens em que o jornalista, pivô da RTP1 e enviado especial àquele país falava da pequena e grande corrupção, fuga aos impostos e os subsídios fraudulentos. "Os gregos inventam mil estratagemas para não pagar impostos", afirmou.

O assunto é evidentemente notícia, mas o politicamente correcto da esquerda nacional não achou piada nenhuma e logo um dos seus próceres mais retintos, Zé Manel Pureza,  que ensina em Coimbra sob a sombra do professor Bonaventura, rasgou as vestes na tv e clamou por escândalo.

É ver...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Yves Chaland, o melhor humor francês

Durante um pouco mais de dez anos, de 1978 a 1990, o desenhador francês Yves Chaland ( 1957-1990) mostrou em algumas revistas de banda desenhada a quinta-essência do humor francês em desenhos.

Aqui ficam três exemplos tirados da série Bertinho ( Le Jeune Albert) que me parecem geniais. A primeira publicação na Métal Hurlant de Maio de 1982. As pequenas historietas têm como cenário a Bélgica dos anos cinquenta e reflectem o ambiente social da época, inventado por quem nasceu depois...


E a última,  na mesma revista, em Julho de 1987.


Em bónus, uma deMaio de 1985



O humor de Chaland parece que não conquistou adeptos em Portugal, porque nunca vi nada publicado por cá, do genial artista desaparecido em 1990 num acidente de viação.

domingo, 25 de janeiro de 2015

O PS, mais uma vez, contra o poder judicial

Observador:

Mais de 100 pessoas da zona da Covilhã estão concentradas, hoje à tarde, junto à prisão de Évora, numa manifestação de solidariedade para com o ex-primeiro ministro, que ali se encontra detido preventivamente.
“Presos políticos nunca mais” e “Sócrates amigo, o povo está contigo” são duas das frases entoadas pelos apoiantes, concentrados junto ao portão da cadeia, onde José Sócrates está em prisão preventiva há dois meses, desde a madrugada de 25 de novembro de 2014
.

Dez anos depois do caso Casa Pia, o PS volta ao mesmo: não respeita a separação de poderes do Estado, mina os alicerces democráticos e deslegitima os magistrados. Tudo muito mau e tudo muito previsível, desde que um dos principais fundadores do partido, Mário Soares tem tomado as posições públicas que se conhecem.
O actual líder, António Costa faz de conta que não sabe, não vê e não ouve. E nada diz sobre o assunto. Como o macaquinho do cartoon.

Esta romagem de ex-votos do recluso 44 cheira a mofo e mais que isso: a verdadeiro obscurantismo e caciquismo.
Lembra o que certos apaniguados do capo mafioso  Totó Riina, na Itália dos anos noventa fizeram quando o mesmo foi preso por malfeitorias sem conta: escreviam-lhe a pedir favores e empenhos para empregos e coisas que tais.
Estes romeiros ex-votos foram a Évora agradecer não se sabe bem o quê, uma vez que o serviço que o recluso 44 prestou, enquanto primeiro-ministro, não se agradece, em democracia. Se é que haveria algo a agradecer, mas isso são contas de outro rosário. Que também será o do Teixeira.


O PS não se vai demarcar disto? É esta a imagem que o PS quer dar, com a manif de hoje ? Pois que seja...

As margens da violência entre casais

Este artigo de Carlos Anjos na revista do CM de hoje mostra um problema cujo entendimento correcto não me parece ser fácil: a morte de mulheres às mãos de maridos, namorados e companheiros e quase sempre com a mesma causa: desamor. 





Segundo Carlos Anjos, estatisticamente, na última década estas mortes foram constantes, cerca de 40 por ano em média.
Nos últimos oito dias ocorreram quatro destas mortes, em Portugal e hoje as notícias são assim:


Carlos Anjos aponta que " Temos que concluir que apesar das alterações legais que ocorreram nesta última década, da maior especialização e formação de todos os actores, nomeadamente das ONG, associações de apoio à vítima, forças de segurança, tribunais, entidades oficiais, da maior visibilidade do fenómenom das diversas campanhas de informação, de todas as campanhas de prevenção, dos diversos planos de combate à violência doméstica- não fomos ainda capazes de diminuir nem o elevado número de participações ou queixas do crime de violência doméstica, nem sequer o número de mortes."

Pois bem, o diagnóstico está feito: não se sabe como é que isto sucede porque as medidas que se tomaram para que não sucedesse não estão a resultar.

Para não fazer figura de imbecil tipo Ana Gomes que parece ter atribuído os atentados terroristas em Paris à austeridade na zona euro, resta-me perguntar em modo retórico:

Para além do lado subjectivo e de personalidade que leva alguém a matar em circunstâncias destas, que outras razões objectivas poderemos descortinar neste fenómeno?

Será correcto pensar ou afirmar que todas estas medidas enunciadas, se não existissem teriam pouca relevância neste fenómeno, ou, pelo contrário, são, paradoxalmente, criminógenas? Explico: quem mata não esta a pensar na pena de cadeia que vai apanhar e se estiver ser-lhe-á indiferente ficar preso 5, 10 ou mesmo 20 anos. Em temos de prevenção geral, estamos conversados, parece-me.
Por outro lado, quem mata fá-lo num estado de espírito desesperado, mesmo actuando a frio e com premeditação. Porquê? O que terá conduzido alguém a uma situação tão extrema e radical?
Encontro uma pista para uma resposta: impotência em reverter a situação aparente. O homicida caseiro não consegue lidar com a situação que vive. Porquê, se sempre houve casos de desentendimento conjugal, traições, afastamentos, separações, divórcios e partilhas de bens?  E porquê ainda se algumas causas actuais- alcoolismo, droga, perturbações mentais- são as de sempre também?

Julgo que será necessário indagar em modo de ficção policial porque a realidade ainda é mais estranha. Será preciso um detective particularmente empenhado e talentoso para entender o contorno essencial da causa principal que conduz um homem a matar uma mulher, no seio de um casal desavindo. E as aparências podem mesmo ser enganadoras, suspeitando que são essas aparências que conduziram à panóplia legislativa e jacobina a que temos assistido ao longo dos últimos anos.

Será que é isso mesmo, ou seja, essa força intangível da sociedade organizada em burocracia  que cerca em modo irredutível o potencial homicida, forçando-o de algum modo a passar da intenção ao acto? Será que é essa violência marginal da sociedade organizada sobre o indivíduo encurralado que o conduz à resposta sobre o elo mais fraco, ou seja, a mulher?
As medidas de protecção à vítima são agora mais visíveis, mais eficazes até certo ponto, mas não ao ponto de evitar a violência maior que é o homicidio. E porquê? Porque o homicida sabe disso e perante a frustração de se ver isolado e remetido a um gueto social em que tudo se conjuga, com apoio institucional oficial e de Estado,  para o abater e separar  desse convívio em que apesar de tudo permanece, passando a agressor institucional, perde as estribeiras mais facilmente.
Será isso, ou este raciocínio mais uma imbecilidade como outras que tenho lido?

A violência doméstica terá várias causas e a principal é o desamor, transformado em ódio travestido,  entre o casal. 
A violência homicida é um acto de desespero maior e que carece de melhor compreensão. Talvez os psicólogos desempoeirados, se falarem com os homicidas, apanhem um padrão de motivações e comportament. Talvez, não sei e duvido que alguém saiba, apesar das Anas Gomes e Isabéis Moreira.

Porém, pensando melhor, talvez fosse boa ideia perguntar aos padres com mais de 50 anos e que paroquiaram aldeias, o que pensam disto. A sério. Os padres também estudaram psicologia. E confessaram muita gente...

Talvez seja de pensar nisso...mas não perguntem ao frade Bento Domingues, porque a resposta dele já a sabemos de há mais de 40 anos a esta parte: é a sociedade capitalista, a culpada.

pérolas a recos


O advogado Araújo, no seu afã de defesa do recluso 44, quer à viva força que o reco que o mesmo traz aos ombros e que toda a gente vê, seja afinal um gatinho de estimação que mia como um desalmado.

Dinheiro do grupo Lena? Pois sim, mas ganho honradamente em concursos públicos.  Santos Silva testa de ferro? Qual quê! Amizade pura, como nunca se viu nem verá jamais, mas em que todos devem acreditar, porque a prova é de quem acusa... 

Processo político? Claro, como todos os outros, incluindo do das FP25 em que o advogado Araújo foi causídico.
Sócrates a fugir? Fantasis. Só não fugiu porque não quis. Ou então porque sempre pensou que "eles não têm coragem de me prender"...

Ainda deve haver mais pérolas destas a alimentar o reco. Esperemos para ver.

Ontem numa televisão o advogado Júdice da PLMJ, depois de afirmar que nunca na sua vida corrompeu ou foi corrompido ( certamente naquele género do toma lá, dá cá que outros géneros não deve entender) , disse que  estas coisas dos milhões lá fora, com testa de ferro pelo meio e entregas camufladas em envelopes discretos, se forem verdadeiras, revelam uma grande incompetência e burrice do recluso 44 porque, segundo o entendido causídico, há formas mais eficazes de esconder dinheiro. O entrevistador, um coiso inefável, não teve presença de espírito para perguntar como era...mas não obstante, o entrevistado não pôs as mãos no fogo pelo recluso e até disse que toda a gente acredita que isto é verdade...


sábado, 24 de janeiro de 2015

A diplomacia económica com o reco às costas




O Correio da Manhã de hoje transcreve pequenas mas significativas partes do recurso da medida de coacção aplicada, interposto pelo advogado do recluso 44,  Araújo.

Tal recurso versa sobre os elementos de facto e de direito que ficaram nos despachos das autoridades judiciárias e serviram para fundamentar aquela medida de coacção máxima. Como se adivinha pela notícia de hoje, contém os elementos que podem alimentar durante semanas as notícias de jornal.
Violação de segredo de justiça? Equivale à que a defesa tem feito...e não adianta proclamar que se é Charlie e depois não admitir esta liberdade de informação...


O recluso 44, segundo o teor do recurso agora exposto,  admitiu claramente no interrogatório judicial  que a empresa Lena e o amigo Santos Silva eram "pessoas a quem devo atenções".

"Atenções" neste contexto preciso são vantagens claras e inequívocas. O recluso 44 foi apanhado em escutas a pedir favores para essa empresa, a um dirigente angolano e agora chama a isso "diplomacia económica". Compara tal actividade à desenvolvida pelas instituições oficiais que "vendem empresas" pelo mundo fora. Obviamente a troco de algo e raramente pro bono, tal como se evidencia pelo teor do recurso.

No caso do recluso 44 tais vantagens já tinham sido aproveitadas e tratava-se agora de recompensar as prendas a favor de quem lhas deu, confessadamente.

Quando é que o recluso 44 teve oportunidade para fazer algo que lhe rendeu, "confessadamente" tais vantagens? É essa a outra parte da equação da corrupção.

Assim, basta ligar os factos: vantagens recebidas, favores trocados, e muitas, muitas adjudicações anteriores de contratos a favor do grupo Lena e daquele amigo particular, durante os governos desse consulado.
Qual o "link", a prova irrefutável deste fenómeno de corrupção? Não se deve esperar uma declaração formal e escrita sobre tal entendimento tácito porque é mesmo assim. 

Só não vê isto quem não quer e só não dará importância a isto, como decisiva prova indirecta,  quem assuma que o bácoro às costas do malfeitor é afinal um bicho sem importância e de que  nem o próprio se dava conta, chamando-lhe agora "diplomacia económica". É preciso ter lata!

Por outro lado, o jornal menciona a profunda ofensa com que  que terá sido atingido o recluso 44 quando as mesmas autoridades judiciárias o trataram no interrogatório por José Pinto de Sousa, presume-se que precedido de "engenheiro" ( que parece que nem será sequer...).

O recluso considera agora que tal foi um acto de "despersonalização, de desidentificação e de desmoralização".
Ora bem. Aquando da sua inscrição na célebre Sciences Po da rua Saint Guillaume, em Paris, ( para preparar um lançamento mediático que, aparentemente tão bem feita  e escrita,  suspeito de que ainda  se venha a falar...) como é que o recluso 44 quis dar-se a conhecer, como personalidade? Assim: José Carvalho Pinto de Sousa, tal e qual. Mais: o endereço de correio electrónico confirma-o.
É preciso ter ainda mais lata para vir agora argumentar que o uso do nome sem o apelido do meio o prejudica como pessoa...

Portanto, a "extravagante e uníssona opção onomástica dos senhores procurador da República e juiz de instrução" mais não foi que uma homenagem singela ao próprio e a alegação de que tal constituiu uma " violação de personalidade, ao nome a à integridade moral" apenas mais uma ignomínia do recluso e a que o advogado Araújo dá guarida, sem qualquer pudor ou réstea de boa fé e de caminho usando, isso sim, uma táctica de achincalhamento dessas autoridades judiciárias, pressupondo ainda a superioridade institucional do recluso 44 sobre o poder judicial, como se confirmou por vários exemplos concretos, desde o dia da sua tomada de possse como governante.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

PS com abs de segunda geração...

Sol de hoje:





O original e inimitável. Espera-se que seja recuperado para dar maior controlo nas derrapagens. O PS com dois abs ficaria imbatível em terreno escorregadio.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O senso comum relativo ao recluso 44

Do Corta Fitas, "Sócrates por Sócrates", por Vasco Lobo Xavier. Aos poucos vai aparecendo quem apresente um discurso de senso comum, a contrastar com as fantasias dos visitantes do recluso 44, com particular destaque para o desmemoriado caquéctico que actualmente quando fala, ou entra mosca ou...
Esperemos que o outro Xavier que fala na Quadratura do Círculo, consiga o ter o mesmo discurso, embora se tal suceder seja ocasião para deitar foguetes...

Deixando de lado o que vem noticiado nos jornais, para não ser acusado de surfar nas violações do segredo de justiça, impõe-se no entanto uma breve análise da narrativa de Sócrates sobre si próprio. Breve, necessariamente breve, porque isto mereceria um estudo científico aprofundado, uma tese de mestrado (quiçá de doutoramento) daquelas que vão muito para lá de um punhado de linhas e de banais considerações sobre tortura em democracia. E um estudo que fosse feito por cientistas da área, não por meros curiosos como eu.

Diz Sócrates de si que não queria trabalhar, que lhe apetecia uns tempos a esvoaçar por Paris, e vai daí negociou um empréstimo de 120.000 euros com a CGD (ainda estão para me explicar como é que o banco público empresta semelhante quantia a quem declaradamente confessa não querer trabalhar nem ter meios para pagar o empréstimo, mas enfim…, lá estará o Banco de Portugal para analisar o caso). No entretanto, manda vir um Mercedes de 95.000 euros, o que não admira nada pois todos conhecemos a aversão dos socialistas aos Renault Clio. Até aqui, tudo muito compreensível.

E pisga-se então para Paris. À grande. E com um filho também em Paris, cada um na sua palhota. E, de tempos a tempos, com a visita da ex-mulher. E deixa o outro filho em Lisboa, também numa sua palhota própria – sua, do filho, não a do próprio em Lisboa, pois naquela família cada um tem a sua palhota, ainda que vivam na mesma cidade. Só a Mãe tem várias, mas mesmo isso acabou e ficou só com uma. As casas da Mãe foram vendidas ao amigo Santos Silva, diz Sócrates, o amigo que paga esta coisada toda. Sim, que isto custa dinheiro, muito dinheiro. Fazer-se vida de rico não é fácil, os ricos que o digam, que bem penam para gastar o que é seu e antes de o gastarem ainda têm de entregar mais de 50% ao Estado, para o Estado pagar a bancarrota do país que o Sócrates também deixou para trás.

Bem…, voltando à vaca fria. E portanto ele, Sócrates, e sempre segundo o próprio, tem problemas de liquidez, como é evidente perante semelhante vida (quem não os teria?). Felizmente está lá o amigo para lhe atirar pacotes de dinheiro sempre que ele precisa (“Toma lá para um fato!...”, ou então “Vê lá, não gastes tudo em vinho!...”, esse tipo de brincadeiras que dizemos quando damos esmola na rua a um mendigo conhecido).

Pois imaginar-se-ia que quem tem problemas de liquidez e não trabalha (nem quer trabalhar) tentaria levar uma vida comedida, regrada, frugal, pelo menos depois dos primeiros apertos…, mas não. O homem tem um fraquinho por viajar em executiva, ou de Mercedes, e com motorista, por fazer férias (de quê?!?...) em Fermentera, vestir-se bem e almoçar melhor ainda, vinhos bons, edredons, não há nada a fazer. E como reduzir o nível de vida ou fazer-se à vida está fora de questão, lá aparece o amigo dos milhões a verter generosidade desinteressada a rodos.

Ou então aparece a Mãe, que vende as suas casas ao amigo. E é para a Senhora viver melhor os seus últimos anos? Não: é para dar ao filho, esse mandrião que gosta de viver bem sem fazer pevide. Mas para este pagar as dívidas que contraiu junto do amigo? Não, pois nem sabe quanto deve: é para ele continuar a viver à grande sem trabalhar. Mas o amigo do filho é tão estúpido que empresta a Sócrates dinheiro em notas sem recibo e sem testemunhas, compra as casas à Mãe de Sócrates e paga as casas, sem se lembrar de fazer uma compensação com o que emprestou e tem a haver? É, é assim tão estúpido. E o Sócrates, mal vê dinheiro nas mãos da Mãe, logo aceita a generosidade da velha Senhora e arrebata-lhe 75% da massa para torrar, sem se preocupar com os pobres dos sobrinhos, órfãos, que vêem o que viria a ser deles por direito esfumar-se para o Tio e os primos esbanjarem em Paris? Tu o dizes, o próprio o disse que assim era. Dinheiro a passar por perto dele parece manteiga em focinho de cão. Aparece massa nas mãos daqueles dois e ele deita-lhe logo a mão, ferra-lhe os dentes. E é esta a sua narrativa, a narrativa de Sócrates.

Pois então, e segundo o próprio se descreve, o que temos aqui é um doido megalomaníaco. Um individuo que se apresenta como um atrasado mental irresponsável com perturbações psicológicas de fantasias de poder e delírios utópicos. Um desgraçado que quer aparentar vida de rico sem o ser, que gasta à doida o que não é seu, um mandrião que vive à grande sem trabalhar, que vive de esmolas de amigo rico ou do que saca à velha Mãe, e que pelo meio se marimba para a família, derretendo o que é da Mãe e deveria vir a ser dos sobrinhos. É assim que este preguiçosão se apresenta, num dos raros momentos da sua vida em que terá contado algumas verdades. Quem se admira agora de ele ter levado o país à bancarrota?…

E era este tipo, que sem pejo algum se apresenta assim, que os socialistas defendiam que deveria ter sido condecorado pelo Presidente da República?!?... E era este tipo que os socialistas queriam pôr na Presidência da República?!?... Do que nos safámos…

A toupeira careca

O desenhador belga Edgar Pierre Jacobs, nas décadas de 40 a 70 do século que passou desenhou uma série de aventuras de Blake & Mortimer.
Uma das personagens mais interessantes é o arqui-rival dos heróis, Olrik, que Jacobs desenhou à imagem e semelhança de um seu amigo de infância e seu rival ( Jacobs acabou por casar com a ex-mulher do mesmo, na vida real) e que definia como pessoa curiosa, inteligente e que adorava espiar os outros e andar em carros espampanantes.

Olrik é assim uma espécie de Moriarty das novelas de Sherlock Holmes.



Isto vem a propósito desta notícia do jornal i de hoje:


Almeida Ribeiro, o antigo espião do SIS e SIED, agora professor de ISCTE ( onde haveria de ser?) é indivíduo  aparentemente fiel ao recluso 44 ( será que também lhe deve tudo na vida, como o outro?), obviamente inteligente e... é um traidor. Triste carácter, se assim for.

Tendo sido fiel servidor do recluso 44, passou a servir o novo secretário geral do PS, António José Seguro e traiu-o todos os dias, segundo o jornal que se baseia em escutas do processo do Marquês.
Almeida Ribeiro não se dá por achado. Mas está morto. Em linguagem de bd, entenda-se. Na imagem abaixo, mostra-se aquele a quem se descobriu agora a careca...