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sábado, 23 de junho de 2018

A carga fiscal de 1973

Da revista Vida Mundial de 12.1.1973, um resumo do sistema de impostos, antes de 25 de Abril de 1974. Portugal tinha, para além das despesas públicas clássicas, o acrescento derivado da guerra no Ultramar que reconhecidamente, nessa altura consumia uma parte substancial do Orçamento (cerca de 40% ) de tal modo que a Oposição esquerdista da época ( Mário Soares já incluído)proclamava que se acabasse a "guerra colonial" a nossa prosperidade estaria assegurada.

Tanto esteve que dois anos depois de 1974, tínhamos a primeira bancarrota em mais de 40 anos. Nunca o Estado, durante o tempo de Salazar e Caetano teve que mendigar apoio financeiro internacional a bancos estrangeiros ou a um qualquer FMI. Depois foi sempre a dever e já atingimos um record. Chama-se a isso combater a austeridade...
Ah! E pagávamos então menos impostos que actualmente.


sexta-feira, 22 de junho de 2018

quarta-feira, 20 de junho de 2018

1700 euros por mês... quem ganha tanto?

Sol/Sapo:

A atriz Lourdes Norberto, de 83 anos, falou sobre a sua reforma e queixa-se de que tem de continuar a trabalhar para poder ter dinheiro extra, compondo assim a sua reforma de 1700 euros para poder "comprar um vestidinho" ou "fazer uma coisa qualquer".

Mas isto porque a atriz afirma que não quer deixar de ter qualidade de vida. "Não prescindi de uma data de coisas, como ter empregada, porque também já não posso e não gosto de fazer nada em casa".

"Bolas, há pessoas que vivem com muito menos do que eu e eu tenho uma grande consideração por essas pessoas, mas não há dúvida nenhuma que o dinheiro hoje em dia vai-se", refere a atriz, sublinhando que não gosta "de fazer nada em casa". "Sou péssima dona de casa, Tenho uma empregada há 34 anos que ajuda em tudo", revelou em declarações à revista TV7 Dias
.

Baratas e percevejos da internet

Conforme alguns comentadores se deram conta, neste blog e de há uns tempos a esta parte apareceram um ou dois "insectos" que ocupam em tempo continuado a caixa de comentários. Insectos em modo informático são "bugs", anglicismo para baratas e percevejos metafóricos que se ocupam em sujar um espaço que em princípio é de quem se regista no Google para comentar o que lhe aprouver segundo regras não escritas mas por todos conhecidas: ater-se ao assunto do postal, não incomodar desnecessariamente outros comentadores e contribuir para uma eventual discussão sadia e livre de interferências rastejantes, dignas de baratas e percevejos.
O critério é do dono da casa, claro está. E os comentadores se não forem desse género percebem geralmente os recados e afastam-se. São pessoas educadas as que o fazem. Quem não participa dessa qualidade assumindo a de insecto, a partir de certo momento,  não tendo qualquer limitação moral ou de costumes, infesta e volta a infestar, tomando conta do caixa de comentários, parasitando-a.
Para estes bugs, tal como na vida real, poucas medidas eficazes se podem tomar nestes sítios do Blogger. Apagar comentários indesejáveis, exterminando-os, prerrogativa do administrador do sítio ou impedir os comentários pura e simplesmente, é o que resta fazer.

Não sendo essa a política da casa, só em último caso se tomam tais medidas drásticas.

Assim, o apelo é simples: quem é apodado de insecto, por se comportar como tal, nessa acepção informática,  que se afaste porque se tornou indesejável. Não tem o direito de comentar livremente quem hostiliza permanentemente o administrador do sítio, em modo provocatório e sem qualquer resquício de educação básica, só porque não concorda com as ideias e posições políticas ou outras.  Há um modo alternativo de actuar para quem não tem princípios de educação: monta uma tasca na internet e larga aí a baba ou os escarros que entender, se sair daquela condição. Mas não na caixa de comentários dos outros.

terça-feira, 19 de junho de 2018

A droga em Portugal apareceu nos anos setenta

Na sequência deste artigo de Helena Matos no Observador,  sobre o fenómeno da droga em Portugal parece-me ter algum interesse acrescentar algo sobre o assunto, com os recortes da praxe.

A droga, seja haxixe, lsd, heroína  e mais tarde cocaína, foi sempre um atributo ligado à música popular. Antes dos anos sessenta houve casos de droga e  abuso dessas substâncias na música popular, designadamente o jazz. Charlie Parker é o melhor exemplo.

Porém, a droga tornou-se visível e até escandalosa durante os anos sessenta, com os Beatles, os Rolling Stones e muitos outros .John Lennon teve problemas com drogas. Paul McCartney, idem. Keith Richards, nem se fala.

Em Portugal os media deram conta do fenómeno ligando-o aos "hippies", mesmo quando esta fauna já tinha desaparecido há anos das ruas de certas cidades americanas.

Como mostrava o Século Ilustrado, em 9 de Março de 1968,  estudantes da Escola António Arroio celebraram o carnaval assim, com um arremedo folclórico dos hippies de S. Francisco quando a ária da cançoneta pop San Francisco ( be sure to wear some flowers in your hair) de Scott McKenzie ainda soava em discos riscados.


Esta imagem da mesma revista de 13.7.1970 mostra um cenário muito semelhante ao que ocorreu no ano seguinte em Vilar de Mouros, ressalvadas as diferenças entre a ilha de Wight ( Wight is Wight, Dylan is Dylan, cantava Michel Delpech numa cantiguinha que adorava ouvir)  e o ambiente bucólico da aldeia do Alto Minho.


O espírito, porém, era o mesmo, ligado à música popular e inevitavelmente as drogas entravam nesse cenário, embora nos bastidores e em modo restrito.

A primeira vez que dei conta do problema como assunto sério e de saúde pública, como aliás se veio a tornar anos mais tarde, foi nas páginas da revista francesa Paris Match que comprei em Junho de 1970 por causa da capa e do assunto: trazia alguns jogadores do Brasil ( Tostão, Rivelino e Pelé)  no campeonato do Mundo de futebol desse ano, sempre empolgante e ainda mais porque se seguiu ao de 1966, embora Portugal ficasse de fora. O Brasil era então a nossa equipa e ganhou o Tri.

A revista que guardei já não tem capa há muitos anos, nem sequer a meia dúzia de páginas sobre o futebol desse ano, mas estas duas páginas impressionaram-me porque mostravam um mundo que em 1970 ainda era estranho em Portugal:

Em finais desse ano morreram, quase em seguida uns aos outros, Jimi Hendrix, Janis Joplin e em 1971, Jim Morrison, dos Doors, todos relacionadas com abuso de substâncias, drogas e álcool. Todos na casa dos vintes.

A produção musical da pop/rock, nessa época, era tão rica que o desaparecimento desses  ícones da melhor música popular não teve o relevo, por cá, como poderia ter.

Nos EUA foram capa da Rolling Stone, em dois números seguidos de Outubro de 1970 e depois em Agosto de 1971:


Em Portugal isto foi conhecido, porque a imprensa falava no assunto. Não em parangonas por causa de outros assuntos que as ocupavam mas em referências, inclusivé às drogas.

Em 6 de Novembro de 1970, o Diário Popular tinha uma pequena nota sobre o assunto na página dedicada à música pop, semanal:


A revista mensal Mundo da Canção, surgida no final de 1969 publicou estas notinhas no número 11 de Outubro de 1970 e no número seguinte: "Janis Joplin não morreu drogada", informava a revista. Morreu por causa do álcool...e Jimi Hendrix foi o "inventor do pop psicadélico". Sobre as drogas, moita carrasco.



 Em 4.12.1970 a revista Flama publicitou um disco que fazia uma resenha dos anos sessenta e que muito me impressionou na época, pelo modernismo gráfico da ilustração. Já lá aparecia o LSD e outra droga fatal que agarrou alguns que agora escrevem no Observador depois de terem feito uma desintoxicação: o "livrinho vermelho" de Mao


Aquando da morte de Jim Morrison, em Paris ( está sepultado no Père Lachaise, numa campa apertada, junta a outras que já vi e fotografei) a Mundo da Canção de Setembro de 1971  apresentou um artigo perfeitamente cripto-comunista ( cita profusamente Marcuse, um relapso de Maio de 68)  que a Censura deixou passar:


A revista Rock&Folk francesa fazia melhor com esses obituários, em Janeiro de 1971:

No Verão de 1971 houve o festival de Vilar de Mouros e a droga já era assunto conhecido. Porém, só no ano seguinte assumiu a feição de problema público com os tais cartazes da "Droga, loucura, morte", estúpidos porque demasiado alarmistas e portanto contra-producentes.

A revista Século Ilustrado publicou na mesma altura um número especial dedicado às drogas e informativo qb, com ilustração e que já foi aqui mostrada.

Em 27 de Maio de 1972 o Século Ilustrado publicou uma reportagem não assinada sobre a droga...em Goa!
Não entendi e continuo a não entender...


 Em 1975, surgiu nos escaparates um livro estranhíssimo, escrito com os pés por um sujeito que já morreu e se dedicava o jazz de vanguarda e música electrónica, no Porto: Jorge Lima Barreto. O livro era integralmente uma apologia da droga e comprei-o em Outubro de 1975.

Cheguei-o a emprestar  a um amigo de infância que se tinha tornado drogado, vindo de Moçambique na onda de retornados. Já morreu há uns anos e apesar de não ter sido por causa da droga, mas de acidente de viação,  esteve preso durante vários anos por tráfico. Hoje nunca cumpriria pena de prisão efectiva porque era um simples traficante-consumidor.  Dizia que em Moçambique, nesse tempo dos anos setenta, a "liamba" era de consumo livre.
Mas em 1977 a lei da droga não era idêntica à que surgiu em 1993 e que é a que ainda hoje se aplica, com resultados salteados. Quem a conhece bem são os ciganos e os seus advogados...



domingo, 17 de junho de 2018

Ricos, pobres e remediados

Ao ler uma crónica de João Pereira Coutinho no CM de hoje, procurei no jornal outras notícias sobre o fenómeno apontado, ou seja a condição económica dos portugueses.


Segundo o que se escreve não temos hipóteses de singrar na vida senão por dois modos: pela sorte, rara e intangível ou pela manha em conseguir chuchar na teta do Estado o mais que for possível e pelo maior tempo que a habilidade permitir, através de grupos de tráficos de influências, mesmo ideológicas, adeptos do quanto maior Estado melhor estadão.

No mesmo jornal aparece uma entrevista a Maria Filomena Mónica que fala de um seu livro recente sobre "os ricos" em Portugal, os antigos e os novos.  Uma das afirmações dela versa um mito muito espalhado entre estes cripto-jacobinos: que os ricos do Estado Novo só o foram porque o Estado os acaparou, através do "condicionamento industrial" e outras balelas ( "o proteccionismo alfandegário que lhes garantia  poderem vender os seus produtos por preços superiores aos dos produtos importados")  de quem olha o dedo que aponta à lua sem perceber a finalidade. Sociólogos de pacotilha dos anos sessenta...que não entendem sequer como é que o desaparecimento desses ricos provocou directamente o empobrecimento e a bancarrota do país. Por duas, três vezes, depois do tal "condicionamento industrial". Se houve ocasião para tal "condicionamento" foi depois de abate desses ricos ao efectivo, no PREC que estes sociólogos também apoiaram. E deu no que deu. Tudo nacionalizado. A riqueza toda  nossa. Os bancos e os seguros que passaram a ser do povo e não desses ricos e deu em bancarrota. Onde pára a inteligência básica destes "sociólogos"? É assim, como agora se diz: " Não incluí banqueiros entre os ricos que seleccionei para o meu livro, não por ter medo deles, mas porque a banca é um sector demasiado complicado para sobre ele escrever competentement. Nem sei o que é uma offshore". Mas sabe o que foi o "condicionamento industrial, esta pateta...

Sobre este assunto do "condicionamento" e "proteccionismo" e sobre outras matérias, vidè esta parte da entrevista de Champalimaud  ao O Diabo de 13.2.1979 já aqui publicada. Muito instrutiva e destrutiva dos mitos e lêndeas que aquela propaga. Champalimaud é um dos ricos visados mas a autora não percebeu quem foi e o que representou:



Assim,para perceber como se fazem à vida os que ambicionam ser também próximos dos ricos, aqueles que os combatem e deles têm inveja, hoje, temos este exemplo do jornal:


Aquelas três personagens serviriam para uma antologia deste fenómeno. A da esquerda, ministra que veio da Angola que ainda era nossa, irmã de um terrorista ideológico abatido pelo regime  que ficou, por pretender associar-se ao comunismo soviético, ganhou a vida como magistrada e casou com um advogado, daqueles que se encostam ao Estado nos "ajustes directos". É milionária, naturalmente. O da direita é um antigo esquerdista empedernido, um pindérico, naturalmente,  que logrou fixar com voz grossa um rendimento mensal como bastonário da Ordem logo que foi eleito, equiparado ao dos magistrados de topo. Foi a primeira vez que tal sucedeu porque antes, os advogados que lá tinham estado não precisavam do salário. Tinham outros, nos escritórios de que faziam parte. O dito ainda lhe saiu a sorte grande, rara, porque se associou a delinquentes e formaram um partido que conseguiu enganar os votantes e seguir para Bruxelas onde vive como um rico, continuando na mesma pindérico.O Sócrates é o seu herói e está tudo dito.

Como se vê, o do meio, este que agora lá está, também não lhe chega o que ganha. Pudera, olha para o lado e vê os exemplos...

A este também não lhe chega e a notícia é desta semana:



Paulo Marcos, presidente do Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancário, acumula o vencimento do Novo Banco com o das suas funções sindicais, tendo ainda nos últimos anos visto os seus encargos com deslocações aumentar.
O presidente do Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNQTB), Paulo Marcos, recebe por mês cerca de 11 mil euros. Paulo Marcos acumula o vencimento do Novo Banco com o das suas funções sindicais, tendo ainda nos últimos anos visto os seus encargos com deslocações aumentar, avança o jornal “Correio da Manhã”.
Paulo Marcos é o único presidente dos sindicatos que acumula o salário na posição de origem – Novo Banco –com o vencimento na presidência do SNQTB. O jornal indica que o sindicalista aufere cerca de 11 mil euros por mês: cerca de 4 mil do Novo Banco e perto de 7 mil do sindicato. A estes acrescem senhas de presença (algumas no valor de 600 euros) nas várias instituições em que ocupa cargos.
Além disso, Paulo Marcos recebe ainda despesas de representação e de deslocações. Estes registaram acréscimos nos últimos anos, quando comparados com os encargos da anterior gestão. Só os encargos com deslocações subiram de 155 mil euros em 2015 para 237 mil euros.

 Para além destes fura vidas, invejosos do sucesso dos ricos que investem e se arriscam a perder, a quem não perdoam o sucesso quando existe, temos estes que querem à viva força sabotar o esforço dos mesmos, também com o desiderato apontado: serem também menos pobres à custa dos ricos que querem tornar pobres, num paradoxo insolúvel que nunca entenderam:



Por outro lado os protectores de toda esta classe de invejosos sociais, são estes:


Repare-se na habilidade contabilística, digna de um Joe Berardo e de um Santos Ferreira, dos tempos da CGD e do BCP: tem um empréstimo obrigacionista de milhões para pagar em Novembro. Não tem dinheiro para tal porque "roma não paga a traidores" e a informação que produzem tem que continuar a ocultar, dissimular e esconder a realidade do país, associando-se aos "populistas" do bairro, estes:


Assim, conseguiram que o banco que deve as penas aos pássaros, daquele sindicalista encartado,  lhe fizesse um jeito contabilístico: como andam a fazer uma sede, um edifício que só serve para os albergar naquelas funções de aldrabões da realidade, conseguiram que o tal banco lhes comprasse o edifício, em troca de 24 milhões e pico que é menos do que devem mas já dá para negociar.
Ou seja, o banco fica com a casa da Impresa, esta torna-se arrendatária, paga o tal empréstimo obrigacionista e no fim se sobrar dinheiro, daqui a uns anos, recompra o edifício.

Como se chama isto? O mesmo que Balsemão fez quando fundou a SIC: tentar cobrir o sol com uma peneira. Arranjar um testa de ferro para esconder ao Estado que não poderia fazer o que fez.

A SIC fundou-se numa aldrabice. E continua...pelo que vai parar perto.

Vai aguentar até ao momento em que as pessoas que ainda compram o Expresso e vêem telenovelas quiserem...

Alguém se queixa? A Lourença vai falar nisto com o fradeca Louçã da próxima vez que aparecer no programa? Aquela Fátima Campos Ferreira vai organizar um prós e prós sobre isto? Não.

Os jornalistas são todos pobres sujeitos a "condicionamento mental" e muitos deles continuam invejosos...

sábado, 16 de junho de 2018

A Censura é Livre

Hoje no Expresso uma recensão crítica a um livro de Rui Tavares sobre a Censura no tempo do Marquês de Pombal é um mimo.


Não li o livro do Livre Tavares mas ao ler estas notas em que se dá conta da Censura do Marquês, como instrumento das Luzes até fico encandeado. O encómio ao Marquês que pôs os jesuítas na alheta e desbastou uma teocracia serôdia, compreendo: os déspotas, mesmo os que defendem um Livre que mais não é do que uma máscara marxista de uma qualquer revolução cultural que já foi leninista, estalinista, trotskista e maoista, gostam do mando em exclusividade. Afeiçoam ditadores que apelidam depois de iluminados, como este Pombal. Só se compreende por um motivo: gostam da Maçonaria e por isso são publicados pela Maçonaria ( Tinta da China, com olho à maneira do cu)

Para me orientar em tal espanto e vergonha fui reler algumas passagens da biografia temática sobre o mesmo Marquês de Pombal, feita por Camilo Castelo Branco na altura do Centenário do indivíduo.

De resto melhor que eu já alguém fez um retrato aprimorado do maçónico déspota que nos atrasou décadas na educação e contribuiu como poucos para o analfabetismo que existia no tempo dos reis e se prolongou para o tempo maçónico da Primeira República. Basta ver aqui este gráfico:



Como escreve Camilo este déspota iluminado, "em 1770 cominava grandes penas a quem possuísse e não entregasse para a fogueira  a Analyse de Bayle, o Dcicionaire Philosophique de Voltaire, o Nouveau Dictionaire historique portatif, as Lettres turques, as Oeuvres Philosophiques  de la Mettrie, etc. Que desfaçado impostor! Ele lia tudo isso, e esforçava-se por manter o povo nas trevas, receando a reacção da filosofia. Que civilizador, ó Centenistas!"

Deve ser isto, esta Censura iluminada que o tal Livre Tavares chama de "saber". Quem sabe, sabe...

 Aqui ficam páginas do livro de Camilo que demonstram o grande Iluminado que foi o tal Marquês que aboliu a escravatura cá mas manteve os seus escravos, incluindo no Brasil onde tinha negócios; expulsou os jesuítas mas manteve a Inquisição e a Tortura, etc etc.








Quanto a este Tavares quem é que lhe subsidia estes escritos imbecis?

sexta-feira, 15 de junho de 2018

15 anos depois, o jornaleirismo continua igual

Atente-se neste escrito de Bárbara Reis, agora cronista do Público depois de o dirigir durante uns tempos.

O que é que diz aqui uma jornalista que se notabilizou em causas de esquerda, cumprindo os preceitos de Gramsci?

Em primeiro lugar que Paulo Pedroso era, à data do processo Casa Pia, um predestinado do PS. O processo foi o seu Waterloo e é legítimo supor que com grande pena daquela jornalista.

Portanto se assim for, a isenção daquela, sobre este assunto, é zero. Nem esforço algum faz para disfarçar tal parti pris. Diz que Pedroso andou "anos a desenvolver projectos na Europa de Leste" e seria curioso saber o quê e quem pagou.A jornalista dá por assente que assim foi tudo muito normal, "desenvolver projectos na Europa de Leste"  e agora tomar assento em Washington, no Banco Mundial. Paulo Pedroso, continua assim a ser um predestinado e presumível candidato natural a lugares desse calibre. Quem designa? Quem indica? Quem paga? E quem escolhe deste modo? Isso agora não interessa nada. Este tipo de corrupção tecida a tráfico de influências era típico do fassismo, segundo a moda em voga, porque toda a gente sabe que os acusados no Ballet Rose, por exemplo,  foram agraciados com cargos e sinecuras bem apetecíveis. Agora, em democracia é tudo transparente: basta um despacho publicado algures...e ninguém tem mais nada com isso.
Para Bárbara Reis isto é normal e sem motivo de escândalo.

Em segundo lugar,  a análise do acórdão do TEDH. Para quem leu as 1000 páginas coordenadas por Maria de Lurdes Rodrigues, esse farol intelectual, sobre coisas da Justiça, a jornalista Bárbara Reis já se considera mestre no assunto. E por isso cita outro mestre de assuntos judiciários, José António Pinto Ribeiro, ministro da Cultura de Sócrates, por engano e  muito versado em penal por ter conhecimento vago do sistema de justiça inglês.
A citação do antigo ministro de Sócrates ( Bárbara Reis propende sempre para este tipo de gente...como se lê) é sobre o que significa uma acusação em processo penal. O tal Ribeiro, especialista em juridicidades entende que uma acusação em processo penal é para dar em dez dias, senão, nada feito. E isto, diz a Bárbara, não é uma tecnicalidade processual: é um direito fundamental que está na Constituição. E o TEDH é quem nos tem ensinado, segundo Teixeira da Mota que na coluna ao lado, no jornal de hoje,  se pronuncia sobre uma questão mais vexata, a do consentimento informado dos velhinhos acamados nos hospitais. O assunto é transcendente, como se poderá ler. Do Casa Pia, moita carrasco que Paulo Pinto de Albuquerque também se pôs ao fresco quando pressentiu o calor do momento. E como toda a gente sabe, pediu licença sem vencimento antes de se saber que seria escolhido, como por azar foi. Este teve um pressentimento informado...mas sobre isto Bárbara Reis não leu no relambório daquela inteligência rara que agora preside ao ISCTE, local afamado onde aquele Pedroso também andou. La boucle était bouclée.

Portanto, aquela leitora do relambório do ISCTE percebeu o que leu no acórdão do TEDH escrito em "50 páginas de inglês claro"? Claro que não.

Mas isso que importa? O essencial é passar a mensagem de sempre: os tribunais portugueses são um antro de ilegalidades que  condenam pessoas inocentes e acusam fora de prazo sem dar aos arguidos a oportunidade de se defenderem.

O Pinto Ribeiro é que sabe e a Bárbara também leu o relatório de 1000 páginas do ISCTE. 

Até quando estas pessoas continuarão a abusar da nossa paciência?