Páginas

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Os juízes dos juízes são jacobinos

 Para amenizar todos os fait-divers da semana que passou, incluindo o problema dos incêndios e mortes por incompetência de quem manda, nada melhor que um assunto grave e sério: a violência doméstica e o modo como os tribunais lidam com o fenómeno.

Alguém se lembrou de um acórdão recente do tribunal da Relação do Porto para fustigar um juiz relator que se atreveu a citar a Bíblia e o passado de costumes de antanho para explicar o que o senso comum entende mas o actual senso politicamente correcto se recusa a entender: o adultério praticado por um cônjuge pode ser um catalisador de violência entre um casal e tal fenómeno tem que ser equacionado de molde a perceber-se se tal violência poderá ser repetida ou será caso isolado. Isso tem importância para se aquilatar a eventualidade de suspensão de uma pena de prisão.

Note-se que no caso concreto o agressor doméstico foi condenado, apenas não o foi em prisão efectiva porque o referido juiz ( e uma juíza também, acompanhada pelo magistrado do MºPº na Relação, também e de quem ninguém fala) entenderam que não se justificaria tal medida extrema, atentas as necessidades concretas de prevenção especial.

Escreveu assim o desembargador em causa, no acórdão de que se fala:


 Portanto, não foi por causa da Bíblia ou da idiossincrasia especial dos juízes em causa que o assunto ficou assim decidido. Foi por outros motivos e ficam acima explicados. No entanto, continua o ruído por causa da citação da Bíblia e da idiossincrasia aparentemente conservadora do juiz em causa, como se este não tivesse o direito de exprimir, fundamentando, o que entende ser correcto. É pecado mortalmente mediático algum juiz citar a Bíblia numa decisão ou sufragar entendimentos do senso comum que atente contra o que se pretende institucionalizar como politicamente correcto por força mediática do jacobinismo planante. E ai de quem o faça que é lançado imediatamente à "geena" desta troupe mediática, sempre vigilante. 

Vejamos, porém, como funciona a opinião manipulada, neste caso. O assunto chegou ao ventilador mediático, acolitado pelas almas funestas do politicamente correcto. Assim: 

Observador:

 Neto de Moura, o juiz desembargador que assinou o polémico acórdão do Tribunal da Relação do Porto que cita a Bíblia e o Código Penal de 1886 para atenuar um crime de violência doméstica devido ao “adultério” da mulher, já tinha recorrido a citações da Bíblia num acórdão anterior, também relativo a um caso de violência doméstica, escreve o jornal Expresso.

Como o assunto já se ventila por todo o lado, até o CSM que nem devia pronunciar-se sobre o assunto e assume que é assim mesmo, afinal pronuncia-se para desautorizar o juiz em causa, deslegitimando a sua decisão. Lamentável atitude do CSM, cujo autor do texto que segue merece as críticas de quem não sabe conter-se institucionalmente e incontinenta-se a eito, para grande deleite deste jornalismo vesgo e moderno:

Em comunicado, o CSM diz que os tribunais "são independentes e os juízes nas suas decisões apenas devem obediência à Constituição e à lei, salvo o dever de acatamento das decisões proferidas em via de recurso pelos tribunais superiores".
O CSM alerta, contudo, que as sentenças dos tribunais devem "espelhar" essa fonte de legitimidade, "realizando a justiça do caso concreto sem obediência ou expressão de posições ideológicas e filosóficas claramente contrastantes com o sentimento jurídico da sociedade em cada momento, expresso, em primeira linha, na Constituição e Leis da República, aqui se incluindo, tipicamente, os princípios da igualdade de género e da laicidade do Estado".

Portanto a regra é: laicismo militante, que pouco tem a ver com a "laicidade do Estado" e "igualdade de género" que obrigatoriamente deve considerar um homem igual a uma mulher, não só em direitos, como acontece de facto, mas em tudo o que possa servir a causa jacobina, incluindo a postergação das diferenças naturais entre sexos.

E quem assim não pensar e agir é afastado do convívio politicamente correcto pelos vigilantes do costume que são cada vez mais.

Nota final: estou muito esperançado em ver Miguel Sousa Tavares a escrever sobre o assunto. Da violência doméstica, entenda-se...

Para além disso gostava de conhecer a identidade do filósofo do CSM, juiz conselheiro, que escreveu aquela frase acima transcrita, particularmente no que tange às  "posições ideológicas e filosóficas claramente contrastantes com o sentimento jurídico da sociedade em cada momento" para lhe perguntar quem lhe autoriza a estabelecer regras que não aparecem em lado nenhum da Constituição ou da lei.
Sim, para nos esclarecer cabalmente qual é o tal "sentimento jurídico da sociedade em cada momento"...e particularmente se é o seu ou pode ser qualquer outro desde que não atente contra os princípios gerais e abstractos em vigor.

A sabujice jornalística

O CM de hoje  relata factos do processo do Marquês em que se torna evidente a promiscuidade mais sabuja de alguns jornalistas relacionados com certo poder político. Para quem entende, meia palavra basta,  por isso aqui fica:


Curiosamente o mesmo jornalista continua a dirigir o Jornal de Notícias e na edição de hoje publica esta pérola, até aqui reservada ao Correio da Manhã. É, por isso, uma notícia mais Correio da Manhã que o Correio da Manhã, pá, o que o director Camões autorizou na edição de hoje. Indecente, pá!



Mudou de ideias, este director apontado directamente ao jornal pelo visado na notícia? Vejamos: está na hora de o Correio da Manhã lhe devolver a atenção e desvelo que o mesmo lhe dedicava naquele tempo de sabujice comprovada em que o mandador queria saber quanto ganhavam as pessoas do C.M.
Perante aquela curiosidade, o CM tem agora legitimidade para se inteirar de quanto ganha o jornalista Camões na actividade que exerce a publicar notícias, algumas delas encomendadas, como se dispunha então a fazer. Ganhará mais que o director do CM? Menos? A curiosidade é grande.

De resto a notícia do CM de hoje nem é sequer típica de julgamento mediático. Mas a do JN de hoje é completamente tributária dessa ideia peregrina que incomoda a sabujice ambiente.

Portanto, quem anda agora a fazer a cama ao Zé Sócrates, pá, são aqueles que dantes lhe aparavam o jogo...

Isto em um nome, não tem?

domingo, 22 de outubro de 2017

sábado, 21 de outubro de 2017

A incompetência e responsabilidade de quem governa, pá.

Expresso de hoje, um jornal que tem sido o melhor no relato e análise do que se passou nestes meses de incêndios.  Basta ler este artigo para entender a incompetência de António Costa nesta matéria e a sua imensa responsabilidade naquilo que aconteceu.
É iniludível.


E basta ler este pequeno depoimento de um antigo guarda-florestal, do tempo do fassismo para se entender a diferença entre a competência do regime de Salazar/Caetano e a anedota que hoje é o actual Governo.
Para preservar o pinhal de Leiria, secular e emblemático, o regime de então, em 1960 tinha Armando Clemente, hoje com 82 anos e mais 22 colegas de profissão, para os 11.096 hectares de pinheiro que lá havia. "As mulheres faziam a limpeza da mata com foice e enxada. Cheguei a andar com grupos de 25 mulheres".

Não é preciso dizer mais nada para explicar a incompetência actual desta gente que nos governa, pá...




Juristas para as ocasiões

Este é um dos nossos penalistas caseiros que no tempo de Guterres  ajudou a fazer umas reforminhas penais, a preceito e pouco apreciadas por quem de Direito.

Na época do Face Oculta defendeu publicamente que as escutas fortuitas em que um primeiro-ministro é apanhado em flagrante delito criminoso, seja ele qual for, mesmo um homicídio,  valem zero se não forem autorizadas previamente por um presidente do STJ.

De algum modo, percebe-se porquê...



Por outro lado, na página seguinte, o Público mostra o actual presidente da Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias, Pedro Bacelar de Vasconcelos, como um amigo, pá, de José Sócrates que se prestou à ocasião do lançamento do último livro do autor que parece será sobre "drones", um tema aliciante para o tal Vasconcelos apresentar.



Este Vasconcelos não admite que a sua amizade com José Sócrates, pá, o condicione na apreciação do diploma sobre os Estatutos do MºPº .
Evidentemente, condicionar, condiciona, mas é bom que isso se saiba. Melhor que não saber...portanto a aparição pública do dito foi útil, nesse aspecto: sabemos que não é isento nessa matéria.
É mais um jurista para a ocasião. O problema é que aparentemente não tem vergonha nenhuma de aparecer nestes preparos. Resta saber porquê, se é um problema de carácter ou de feitio.

Galamba, pá, um porta-voz do PS, pá.



 Segundo o CM de hoje, que transcreve parte de escutas telefónicas entre João Galamba e José Sócrates, de uma conversa ocorrida em 8 de Outubro de 2014, alguns dias antes da detenção deste no aeroporto, aquele Galamba foi avisado por um amigo chegado, do CDS, acerca de algo que poderia acontecer por aqueles dias ao dito Sócrates. O tal amigo chegado do CDS não sabia o que seria, mas apenas que teria impacto mediático. E vai daí, pá, avisou o amigo Zé Sócrates, pá. 

Em resumo: alguém no processo violou o segredo de justiça e tal violação aproveitou a um arguido.  Sobre esta violação nunca se ouviu uma palavra do tal Galamba, um patifório notório da baixa política do PS. É ainda  porta-voz do dito partido e tem uma concepção instrumental do princípio do segredo de justiça e do seu uso cirúrgico. Escreveu assim na loca infecta:

 1) Há um conjunto de pessoas que têm informação privilegiada sobre um determinado processo e que usam o seu poder plantando notícias nos jornais. Esta prática constitui um abuso de poder, pois viola o "contrato social" que rege a sua profissão.



2) Perante a violação cirúrgica e interessada do segredo de justiça, os seguidores do "isto é uma questão política" desvalorizam o modo como a informação é produzida e centram-se exclusivamente no seu conteúdo: "diz-se que se falou do amigo joaquim", "diz-se que existem indícios de práticas de crime". Diz-se. Ponto. E, perante isto, exigem que o primeiro ministro esclareça as dúvidas todas.

 Como se vê pela escuta acima transcrita, recebeu um aviso de um seu amigo chegado do CDS ( "essa gente, pá!") e passou-o ao seu amigo Zé Sócrates. Colaborou activamente na violação de um segredo de justiça, embora não cometesse crime algum. Mas cometeu outro delito: o de suprema hipocrisia porque se fartou de denunciar a violação de segredo de justiça, também em casos em que tal não ocorrera.

E continua como porta-voz do PS.

Por outro lado, quem ouviu a escuta em tempo real, apercebeu-se dessa violação de segredo de justiça? Claro que sim.
Parece-me que seria relativamente fácil saber quem foi o autor, se fosse seguido o fio condutor: identificar o tal amigo chegado do CDS, ver de quem recebeu o sms em causa, continuar por aí fora e chegar à fonte.Tal investigação,  não se realizou porque não poderia realizar-se desse modo. 

O crime de violação de segredo de justiça é punido com pena até dois anos de prisão ou multa. O advogado Rui Patrício que defende arguidos no processo Marquês sabe explicar o que é este crime.

Poderia tal crime ser investigado com base em análise de escutas telefónicas ou dados de tráfego? Não...e tal questão foi suscitada em tempos, aquando de uma  célebre auditoria, realizada pelo procurador João Rato. Este disse então que se verdadeiramente quisessem apurar a autoria desse crime tal implicaria a autorização legal de utilização de escutas telefónicas. Só isso e não exactamente o que o Público diz que o mesmo disse.

Até lá...continua a hipocrisia e o Galamba na patifaria.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O currículo profissional de um licenciado ao Domingo

24Sapo:

Por não estar registado na Ordem, Sócrates não é engenheiro. Este é a premissa que leva a Ordem dos Engenheiros a alertar a Assembleia da República para o título dado ao ex-primeiro ministro na biografia apresentada na sua página.

Entretanto, para quem quiser, aqui fica uma parte do extenso currículo profissional deste pseudo-engenheiro, com licenciatura gloriosamente alcançada a um Domingo. 

As cerca de 4 mil páginas são de leitura penosa mas útil para se perceber como há mais de dez anos este indivíduo logrou enganar muitos por pouco tempo, alguns durante muito tempo e ninguém o tempo todo...a não ser os que querem mesmo ser enganados porque são da mesma igualha.
As primeiras duzentas e quinze páginas são apenas o índice do "romance" picaresco desses anos em que foi possível alcançar um record  que ninguém na Europa e mundo civilizado pode apresentar: a terceira bancarrota iminente em menos de 40 anos.  

A incompetência de Estado

O jornal i continua a fazer bom jornalismo, entrevistando pessoas que mostram saber um pouco mais do assunto dos incêndios que alguns pataratas que nos governam.

Hoje, esta entrevista mostra um pouco mais o que é a incompetência desta gente que tem a incumbência específica de governar um país e para isso foram escolhidos em votos e manobras políticas. Nenhum deles está ali obrigado e o que resulta do que se sabe é que são uma cambada de incompetentes.



Este Estado de coisas deu nisto, numa imagem, algo patética,  publicada agora pela Time e da autoria de Nuno André Ferreira: o presidente da República a consolar uma idosa que perdeu algo de importante no incêndio do último fim de semana:


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Um balde de enxúndia para cima de A. Costa.

RR:

O primeiro-ministro, António Costa, pediu, esta terça-feira, desculpa pelas falhas do estado que levaram à tragédia dos fogos, de domingo.

"Não vou fazer jogos de palavras. Se quer ouvir-me pedir desculpas, eu peço desculpas", disse Costa em resposta a uma intervenção do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.

"Se não o fiz o antes, não é por não sentir menor peso na minha consciência, porque tenho a certeza que, tal como eu, quem quer que estivesse nas minhas funções não teria vivido todos estes meses com um grande peso na consciência sobre o que aconteceu em Pedrógão e o que voltou a acontecer este fim-de-semana", justificou Costa, para concluir: "Sei que viverei com este peso na consciência até ao último dia da minha vida."


Evidentemente, se não fosse o discurso de ontem do PR, este A. Costa,  teria este discurso?
Não tinha porque ainda no dia de ontem e anteontem se ria de quem lhe perguntava sobre estas coisas. Agora pede desculpas como quem diz "é isso que queres, desculpas? Está bem, peço desculpa e levem lá a biciclenta sem me chatearem mais"...

Foi esta, a atitude. Infantil em quem o não queria ser.

É mais um Inenarrável.  E devia demitir-se, afastando-se da política para sempre. Já deu sobejas provas de ser um incompetente e também aldrabão.Não percebo como é que se pode sobreviver politicamente, com mais de 100 mortos na consciência e comprovadamente vítimas de incompetência de um governo que o indivíduo lidera, com sistema de segurança e protecção civil que o mesmo arquitectou há anos e com decisões políticas que indubitavelmente contribuíram para este impressionante número de vítimas. Não percebo.

Ao menos o presidente da República foi ao local e aparentemente não se incomodou com a mãe que perdeu o filho e o abraçou com as mãos enxundiosas.



O balde que a mesma trazia deveria ter sido despejado pela cabeça abaixo deste Costa Inenarrável...

Os desaparecidos líderes partidários do PCP e BE...

Os directores de informação das televisões esqueceram-se de cumprir o que sempre cumprem: entrevistar ou ouvir o que têm a dizer os líderes partidários a propósito dos incêndios e dos mais de 100 mortos que provocaram. Não quiseram saber disse em Pedrógão e não querem saber agora.
Da parte desses líderes percebe-se que queiram passar entre os pingos da chuva que não chegou a cair em tempo oportuno. Da parte do jornalismo é simplesmente inaceitável e sinal de subserviência inadmissível a políticos que de algum modo governam o país, por representação,  na AR quando propõe legislação que é aprovada por eles mesmos.

Serão estes jornalistas incompetentes como os membros do governo que lidaram com o assunto?  São mais que isso: comportam-se como comissários dessa incompetência que uma vez exposta por eles os pode arrastar para um emprego incerto a ganharem menos de 2 mil euros por mês. É esse o único problema com estas pessoas que passo a nomear:

Paulo Dentinho, director de Informação da RTP.

Daniel Deusdado, director de informação na Antena 1.

Terão os apresentadores de informação aqui elencados, autonomia para tanto? Ter, têm, mas não querem ter porque o problema é o mesmo daqueles: dinheiro no bolso ao fim do mês. José Rodrigues dos Santos não tem esse problema mas tem outro: o lugar faz-lhe muito jeito, para o resto.

Quanto à SIC, nem é preciso dizer seja o que for: é o presidente da Impresa falida quem manda e portanto a bola bate sempre baixinho segundo os presumíveis desejos do chefe.  Algumas vez os Alcides, Teixeiras ou Costa se dignaram mostrar que têm dignidade profissional própria e não a emprestada por aquele?

E a TVI? Ao mencionar o "boy" Sérgio Figueiredo fica tudo dito.

E o resto das antenas e estações?

Porque é que a CMTV que não merece entrar naquele rol, não se dignou fazer esse serviço público que passa apenas por umas perguntas simples à gigantesca pequenez de  Catarina Martins, sempre tão presente como convidada daqueles, noutras ocasiões e em ritmo diário; ao fóssil Jerónimo ou ao jovem Ferreira, precocemente fossilizado. Etc.

Porque é que isto é assim? Alguém saberá explicar?

Continuamos um país de brandos costumes. E ainda bem, porque é melhor assim.

RR:

A Polícia Judiciária Militar (PJM) recuperou "praticamente todo" o material roubado em Tancos, na zona da Chamusca, no distrito de Santarém. A informação foi confirmada à Renascença pelas relações públicas da PJM.

Em comunicado, a PJM informou depois que, "na prossecução das suas diligências de investigação no âmbito do combate ao tráfico e comércio ilícito de material de guerra, recuperou esta madrugada na região da Chamusca, com a colaboração do núcleo de investigação criminal da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Loulé, o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos".

"O material recuperado já se encontra nos Paióis de Santa Margarida, à guarda do Exército, onde está ser realizada a peritagem para identificação mais detalhada. Prossegue a investigação criminal relativa a este furto, que continua em segredo de justiça", indica o comunicado.

"O ministro da Defesa Nacional bem como o DCIAP foram informados das diligências em curso", acrescenta.

A intercepção do material fez-se após denúncia anónima, avançou a RTP
.

Provavelmente,  o material de guerra nunca terá sido "roubado" na altura em que supostamente o foi.  Quem agora o entregou, anonimamente, claro,  desmente quem antes duvidara até da existência de um furto. Quem o fez deve sair do posto em que está e dar lugar a outro. Não porque não soubessem o que andam a fazer mas precisamente pelo contrário: sabem demasiado bem o que não fizeram e deviam fazer.

O assunto parece saído de uma comédia de enganos do antigamente. Única conclusão certa e segura até ao momento: a instituição militar que guarda o material de guerra em causa é uma balda. Só isso...

Para o efeito cómico ter um climax mais em conta com a farsa, seria um verdadeiro feito, um tour de force que os que desviaram o material dos paióis o voltassem a pôr no devido lugar em que antes estava e então anunciassem a devolução, em modo anónimo, claro. Isso é que seria um efeito especial digno de um filme de Hollywood.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

O senso comum é o que nos faz falta

Jornal i de hoje, um especialista que fala do que sabe e diz isto que aqui fica.


Os jornais por vezes ainda valem alguma coisa e é uma pena que não valham sempre, todos os dias.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Os responsáveis pela desprotecção civil são estes



Do Expresso, imagem de António Cotrim.

 À cabeça Rui Esteves, logo atrás Albino Tavares.

Mais de 100 mortos averbados no currículo da ANPC e uma calamidade sem precedentes, este Verão. Não se demitem...

A teoria que passa como explicação é a inevitabilidade dos incêndios perante as condições florestais. Passa-culpas ideal porque dura "há 20, 30 anos". 

Ninguém pergunta a estes passa-culpas porque razão é que só este ano ocorreu esta catástrofe com esta dimensão. E perguntar-lhes se as mudanças na Protecção Civil ocorridas no início do ano por iniciativa deste Governo, para satisfazer apetites vorazes dos "boys"  nada tiveram a ver com o caso...

Tudo falhou...menos os principais responsáveis. Incrível!

Observador:

O novo relatório oficial e independente sobre os incêndios de Junho na zona de Pedrógão Grande foi entregue esta segunda-feira à tarde no Ministério da Administração Interna — e não poupa ninguém. O documento, coordenado por Xavier Viegas, do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, aponta o dedo à Protecção Civil, aos bombeiros, ao INEM, à EDP, à Ascendi, às autarquias e a proprietários privados.
O Expresso, que teve acesso ao relatório, cita um excerto: “Estamos convencidos de que se poderiam ter evitado algumas mortes e muito sofrimento aos feridos se este socorro tivesse sido mais pronto e melhor organizado“.
Primeiro, a Protecção Civil e os bombeiros: de acordo com o estudo, que aconselha um “grande cuidado na selecção dos quadros de Comando” de ambas as estruturas, tal como uma “melhor qualificação” dos agentes que no terreno asseguram prevenção e combate aos fogos, houve falhas graves de coordenação. E também de compreensão, por parte de toda a cadeia de decisão, daquilo com que se estava a lidar.
Diz o documento, ao longo de quase 250 páginas, que foi a falta de “percepção da importância deste incêndio” que fez com que “não fossem utilizados mais recursos, nomeadamente mais meios aéreos pesados, no seu combate, no período entre as 15h00 e as 18h00”. Conclusão: “A reacção ao agravamento da situação foi claramente tardia”. E o pior ainda estava por vir, a que não foram também alheias as sistemáticas falhas nas redes de comunicação. Sim, admite o relatório, houve “uma falha geral em toda a região, quer por limitações inerentes aos sistemas, (…) quer por sobrecarga de utilizadores, ou ainda por deficiente utilização de alguns dos sistemas”. Mas no final a história poderia ter sido outra, ou não tivesse o problema sido “agravado pela indisponibilidade de meios complementares devido à falta de planeamento.”
A coordenação das operações, que incluía o socorro às vítimas e o combate ao incêndio, foi claramente afectada, após as 22h00, quando se tomou conhecimento da existência de um grande número de vítimas mortais (…) Não foi prejudicado apenas o combate, como também o socorro às vítimas feridas. Não foi feita uma operação de busca e salvamento em larga escala – em condições muito difíceis – de ir junto dos feridos para os retirar para locais onde pudessem ser tratados”, acusa o relatório, citado pelo Expresso.
Em declarações aos jornalistas, depois de entregar o relatório no MAI , Domingos Xavier Viegas, apontou algumas das causas que contribuíram para a catástrofe. À cabeça, o facto de o incêndio ter deflagrado graças a “uma linha eléctrica mal mantida”, responsabilidade da EDP.
No documento, a causa do incêndio é assim identificada: “deficiente gestão de combustíveis na faixa de protecção da linha, por parte da entidade gestora”. À Ascendi, concessionária da Estrada Nacional 236-1, onde foram encontradas grande parte das vítimas mortais, também são apontadas responsabilidades: a “falta de limpeza da envolvente das estradas permitiu que muitas pessoas fossem colhidas em plena fuga, pelo fumo e radiação do incêndio, pelas chamas da vegetação em redor e mesmo por árvores caídas na própria estrada”.
A partir do momento em que o incêndio deflagrou, garantiu Domingos Xavier Viegas aos jornalistas, tudo ou quase tudo falhou: “A percepção da gravidade do incêndio desde o início, o ataque inicial ao fogo, e a disposição de meios”. Depois, a trovoada que se fez sentir e a propagação que se seguiu tornou o incêndio “verdadeiramente incontrolável”.
O responsável apontou directamente o dedo aos autarcas da região por não terem “planos municipais de prevenção activos”, o que contribuiu para a falta de planeamento destes cenários.
“Há muita coisa que tem de ser feita. O país é vulnerável. É preciso uma melhor governação dos espaços rurais, um melhor ordenamento das florestas, uma maior sensibilidade das pessoas na utilização do fogo e uma boa qualificação dos recursos humanos”, concluiu Xavier Viegas, apontando como prioritária a profissionalização dos bombeiros.
No relatório entregue esta segunda-feira no MAI, os especialistas condenaram ainda a política de evacuações “compulsivas e generalizadas”, garantindo que só os cidadão inaptos (leia-se crianças, idosas e doentes) é que devem ser retirados dos locais de incêndio, devendo todos os demais ficar e ajudar a defender os respectivos bens. Outra conclusão: a prestação de apoio psicológico e socorro médico e hospitalar teve “deficiências que importa estudar melhor”, sendo evidente que a situação do país na prestação de socorro a doentes queimados graves é “ainda insuficiente para acidentes desta escala”.
No total, os especialistas do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra fixaram em 65 o número de vítimas mortais resultantes destes incêndios.


O melhor é fecharem para balanço. E nunca mais aparecerem nas tv´s. As mais de 100 mortes são-lhes imputáveis.

Era melhor estarem calados: os factos falam por si e são a eloquência da incompetência

Observador:

Confirmados 35 mortos (incluindo bebé de um mês), 7 desaparecidos e 56 feridos (16 graves). Números podem subir. Ministra diz que demissão seria "as férias que não tive". Marcelo e Costa falam ao País.

 

Não se aproximem do fogo que isso queima...

 24Sapo:

A DGS emitiu um comunicado em que recorda os riscos para a saúde associados à exposição a fumo resultante de fogos florestais, lembrando as informações e conselhos mais importantes.
A população é aconselhada a tentar evitar a exposição ao fumo, mantendo-se dentro de casa com janelas e portas fechadas, em ambiente fresco. Se possível, ligar o ar condicionado no modo de recirculação de ar.
É ainda recomendado que sejam evitadas fontes de combustão dentro de casa, como aparelhos a gás ou lenha, velas, incenso ou tabaco.
Sempre que não seja possível evitar actividades no exterior, é aconselhado o uso de máscara ou respirador.
A população deve ainda manter-se hidratada e fresca e ir acompanhando as informações que vão surgindo.

O jacobinismo no seu esplendor habitual. Esta mentalidade mata.

Incompetência absoluta, mortos em catadupa e irresponsabilidade por não saberem o que andam a fazer

 Daqui, às 15.48:

Paulo Fernandes, perito da Comissão Técnica Independente, disse ao Expresso que o risco de incêndio nas regiões mais afectadas era máximo e estava acessível desde sexta-feira: “Ter em conta as previsões do IPMA seria a medida mais rápida a adoptar, mas, para isso, a Autoridade Nacional de Protecção Civil deveria estar mais atentar e fazer planeamento tendo em conta esta informação. Não pode ficar no comando de Carnaxide nem nos distritais, tem de chegar ao local.” E vai mais longe, dizendo que “bastava ver as imagens de satélite, era bastante claro”.

Desenrasquem-se! Estes patetas deviam ter disto isto quando tomaram posse...


Observador:

“Não podemos ficar todos à espera que apareçam os nossos bombeiros e aviões para nos resolver o problema”.
Jorge Gomes, secretário de Estado, disse que têm de ser as pessoas a combater os fogos. "Temos de nos autoproteger" e "não podemos ficar à espera dos bombeiros e dos aviões". Costa não o censura.

Se estes incompetentes a roçar o estatuto de criminosos tivessem este discurso logo no início, quando decidiram mudar a Protecção Civil de alto a baixo, para colocar os boys do partido, talvez o efeito fosse outro e as pessoas não acreditassem tanto no Estado e neste Governo que os deixou ficar mal, na miséria.


A estes não foi preciso vir esta cambada de incompetentes criminosos dar lições: aprenderam-nas à sua custa:


Quando as chamas já cercavam a aldeia e toda a gente esperava ao início da tarde de domingo que o fogo chegasse a Casal do Gago, decidiu mandar-se os mais velhos e crianças para o Centro de Convívio da localidade.
Sem avistarem bombeiros ou qualquer outra autoridade, os habitantes valeram-se da pouca água que tinham em ‘bidons' para combater as chamas que cercavam as casas e apenas foram retiradas pessoas das suas residências quando estas estavam ameaçadas pelas chamas.
"A nossa sorte foi ninguém fugir, senão as pessoas morriam assadas", disse à agência Lusa Vitor Ferreira, da Amadora, a passar férias na casa dos seus pais.
No terreno, morreram os animais e teve de andar a apagar tudo à volta, se não os seus pais "morriam".
As lições de Pedrógão Grande "ajudaram", sublinha.
João da Fonseca, reformado, fala numa dúzia de casa habitadas que ficaram destruídas e de pessoas que ficaram só com a roupa que traziam vestida.
Durante o incêndio, retirou uma família de alemães para a sua casa e arrancou à força uma mulher idosa, que tinha a casa a arder e não queria sair da sua habitação.
"Antes de vir a bola de fogo, atirei-a para o carro. Teve de ser", contou João da Fonseca, frisando que a população usou as lições de Pedrógão Grande.
No Casal do Gago, "não houve um Pedrógão igual porque as pessoas se refugiaram e ajudaram-se umas às outras, senão morria tudo", sublinhou João da Fonseca, dando voz à indignação da população que se viu sozinha a apagar as chamas.
"Bombeiros? Zero. Protecção Civil? Onde? Pessoal da Câmara? Vieram só agora de manhã", notou, referindo que não ficou "ninguém ferido graças à população".
Para o reformado, o que se passou foi "uma vergonha nacional".
Ao seu lado, está Márcio António, com a roupa toda pintada de negro, os olhos vermelhos, cigarro na boca e uma cara de desânimo perante o cenário que se viveu.
"Chamei os bombeiros e zero", conta o habitante da aldeia, visivelmente desolado.

Deixem-nos trabalhar! Os mortos somam e seguem...e a incompetência campeia.

 Daqui:


foto Mário Cruz/Lusa


A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, rejeita sair do cargo, depois deste domingo em que morreram pelo menos 27 pessoas na sequência de incêndios.

"Estou empenhada a trabalhar numa situação que é extraordinária", afirmou aos jornalistas.

Começo a desconfiar que se esta chefe máxima dos incompetentes, não trabalhasse tanto, morria menos gente nos incêndios...e a conta já vai em 28 mortos. Perdão, 29, às 12:14. E não vai ficar por aqui. De facto, às 13:00 são já 31. E espera-se que fique mesmo por aqui, por mais este número fatal, 31. Não ficou: às 17:00 são já 35.  E desta vez não houve "downbursts" nem EN236-1. Só houve incompetência abissal e bastou.

E nem uma ponta de vergonha se vê nesta gente que continua a acusar os outros de serem os responsáveis por mais esta tragédia.

Uma foto que ilustra a incompetência desta gente, tirada ontem por um bombeiro de Leiria ( Hélio Medeiros, aqui)

A táctica da incompetência do PS, com mais 31 mortos a somar a 65: passar entre os pingos da chuva que não cai

Observador:

Portugal arde outra vez. E, cerca de 4 meses após as primeiras chamas em Pedrógão Grande, arde igual. Assiste-se à mesma impreparação operacional, ao mesmo descontrolo, aos mesmos lamentos, às mesmas caras, ao mesmo desespero das populações, às mesmas desculpas políticas. Tudo na mesma. E não tinha de ser assim: os erros fatais nos incêndios do Verão foram há muito identificados e, em termos operacionais, só não se promoveram mudanças por opção. Por opção política, entenda-se.
A questão política está, aliás, bem explícita no relatório independente sobre o incêndio em Pedrógão Grande (que, num acto esclarecedor, António Costa apresentou sem ter lido). Relata o caos operacional que se viveu no terreno. Critica o amadorismo com que a Protecção Civil (invadida de incompetentes com cartão partidário) geriu os acontecimentos, prejudicando a segurança das populações. Sugere que vidas poderiam ter sido poupadas se decisões mais rápidas e acertadas tivessem sido tomadas. Denuncia o exibicionismo político que, no local, atrapalhou mais do que ajudou. Comprova a falha do SIRESP. Descreve a manipulação dos registos da linha temporal dos factos – feita, naturalmente, por alguém com poder para a alterar. E explica que, quando foram necessários, meios aéreos ficaram no chão por picuinhices – um helicóptero não foi utilizado porque estava a 42 km do incêndio, visto que os regulamentos estipulam 40 km como distância máxima autorizada.
O relato de incompetências é demolidor. De-mo-li-dor. Mas, pelos vistos, não o suficiente para provocar consequências políticas ou inflamar a opinião pública. Porquê? Uma resposta possível é porque o PS conseguiu encaixar a divulgação do relatório independente sobre Pedrógão Grande entre o pós-autárquicas e o orçamento de estado. Quando toda a gente quer saber o que lhe vai cair a mais no bolso. Quando o PSD está às turras por uma nova liderança. Quando a acusação de Sócrates vê a luz do dia e toma para si a agenda mediática. Quando, por mais estrondosas que sejam as conclusões do relatório, o ruído à volta é ensurdecedor e dispersa e abafa tudo. Quando, no fundo, já ninguém quer saber. E o resultado está à vista: o que consta do relatório chegaria para fazer cair um governo, mas nem fará sair uma ministra.
É tudo estratégia de comunicação? Chamem-lhe o que quiserem, mas é assim que o PS governa: passando entre os pingos da chuva. Não leu os relatórios. Não soube das informações. Não averiguou as acusações. Não esperava tal evolução dos acontecimentos. Não havia nada que pudesse fazer. Não lhe era possível prever que o mundo mudaria tão inesperadamente. Não era consigo, limitou-se a herdar as complicações. Não viu nada de suspeito nos comportamentos de com quem privou. Ninguém o alertou para situações menos correctas. Não tem a certeza de que os problemas realmente existam – no limite, não existem. Não consegue fazer nada contra a má-fé da oposição. No fundo, a haver culpas, pertencem aos outros.
Uns dirão que a táctica é de génio – até porque, a confiar nas sondagens, funciona. Mas o que é mesmo é uma vergonha um país sujeitar-se a tamanha impunidade, abdicando do escrutínio democrático e sacrificando a confiança popular no Estado. Com 65 vidas em causa e o país novamente em chamas, até onde irá o calculismo do governo?
Esse calculismo irá até onde Marcelo permitir que vá. O Presidente da República tem sublinhado a impossibilidade de o país permanecer sem respostas e sem apuramento de responsabilidades políticas. Mas, como já se tornou evidente, as suas recomendações terão pela frente a resistência dos socialistas, indisponíveis para aceitar que o seu governo falhou. Eis a prova de fogo presidencial. Para garantir justiça quanto a Pedrógão, Marcelo terá de a impor usando da sua força política e, talvez, quebrar a boa relação que tem mantido com António Costa. Estará disposto a isso? É bom que esteja. Perante a gravidade dos factos, um presidente que não sirva para isso, não serve para nada.

Parafraseando Bob Dylan:  quantos mortos mais terão de morrer para que estes incompetentes deste Governo PS dêem lugar a quem sabe?

Incêndios e A. Costa? Não é nada com ele...é o tempo. "Habituem-se"!




foto de Leiria, ontem, pela lente de Leonardo Grumete.

Observador:

 Convicto de que os “portugueses são adultos”, António Costa diz que, como o Governo não tem “uma solução mágica”, entre o momento da entrega do relatório de Pedrógão Grande e a tomada de medidas é preciso “tempo”. Tempo que pode trazer mais tragédias. “Entre apresentar relatórios com propostas e essa propostas estarem no terreno há um tempo e, durante esse tempo, acontecem tragédias”, diz António Costa na sede da Protecção Civil.
Primeiro ministro diz que “os portugueses são adultos e sabem bem que o Governo não tem uma solução mágica, que os problemas não se resolvem com a nossa vontade e, para resolver os problemas, é necessário tomar medidas”. Essas medidas estão em suspenso até ao Conselho de Ministros de dia 21 de Outubro.

O Relatório sobre o incêndio de Pedrógão é demolidor das estruturas da Protecção Civil que são da única e exclusiva responsabilidade deste primeiro-ministro e da sua ministra apatetada, Constança.

Morreram 65 pessoas em Pedrógão e a conta de ontem já será superior a 20. Mesmo assim não é nada com o primeiro-ministro e com a Protecção Civil que desenhou, substituiu comandos e colocou boys do PS a mandar sem perceberem a ponta de um corno do assunto. Não é nada com este primeiro-ministro porque a noção que este indivíduo tem da responsabilidade política advém-lhe das sondagens que anda a encomendar à socapa, em "focus group". Enquanto conseguir manipular a opinião pública não é nada com ele. É com o tempo, com estas condições climáticas adversas, com estes azares que já vão em mais de 80 mortos. Nada com ele. É o fado. A incompetência não é com ele. A falta de preparação não é com ele. A desorganização da Protecção Civil que foi um dos principais responsáveis a arquitectar, não é nada com ele, etc etc etc.

O que interessa é que o Costa defende os pobrezinhos, contra os "liberais", os ricos, a direita, enfim. Isso sim, é com ele, no discurso político permanente. Isso é que interessa. Podem morrer cem ou duzentas pessoas por obra directa deste grande incompetente que o problema será sempre esse e será resolvido eleitoralmente desse modo: esquerda e direita. Os incêndios e os mortos não são de esquerda e desconfia-se que serão causados pela "direita".

Tem razão numa coisa, este Costa: será uma infantilidade demitir esta inenarrável ministra Constança porque o problema é ele mesmo, A. Costa.