domingo, abril 28, 2024

O Ministério Público sob ataque do poder político maioritário

 O infeliz Aguiar-Branco deu-lhe para sugerir a presença da PGR Lucília Gago no Parlamento para esclarecer se houve algo de político nas recentes investigações a políticos, mormente nos casos Influencer mas também no da Madeira. 

Sempre que o Ministério Público se mete com políticos do poder centralizado no bloco do dito, ou seja do PS e PSD o Carmo e a Trindade tremem e ameaçam cair a todo o instante, com declarações profusas de responsáveis e irresponsáveis mai-los seus papagaios amestrados nas tvs e media em geral. Querem responsabilizar o PGR do momento pelas agruras por que passam e agarram-se a todas as nesgas de oportunidade, mormente decisões judiciais que não sufragam as posições jurídicas do MºPº (que defende a legalidade) e a interpretam como os juristas costumam fazer: cada cabeça sua sentença. Como a do MºPº é una, a cabeça é a do/a PGR do momento.

Souto Moura também foi chamado ao Parlamento em 2006 por causa do caso Casa Pia e o pretexto foram listas de suspeitos incongruentes ou telefones escutados inconsequentes que envolviam os notáveis intocáveis. Os notáveis políticos e mediáticos, sempre afoitos a defender a legalidade democrática nesses casos esquecem num instantinho as convicções escritas em papel molhado e olvidam que a lei deve ser igual para todos ou todos devem ser iguais perante a lei, sem excepções. 

Por isso esta crónica de Eduardo Dâmaso no CM de hoje assenta que nem luva a tais notáveis mais os seus papagaios amestrados dos media, subjugados a tal estrutura que lhes retira o estatuto de isenção que deveria ser o estado natural de um jornalista. São muitos, quase todos e as excepções são muito poucas. Eduardo Dâmaso é uma delas porque conhece a tessitura destes interesses que se desenvolvem na sombra destas movimentações hipócritas e anti-democráticas sob a capa enganadora da demagogia encapotada.


A que propósito pode ir Lucília Gago ao Ministério Público? Obviamente que não será para satisfazer o interesse dos políticos de bloco central mais a extrema-esquerda enxofrada pela derrota eleitoral e a incapacidade em formar nova geringonça. É sempre tudo político e política nestas movimentações de poder político insatisfeito. É uma vergonha também porque esquecem o essencial: António Costa e o seu Governo prevaricaram ou foram corruptos no caso Influencer? E o PSD da Madeira está pejado de corruptos? É esse o assunto principal de que nem querem ouvir falar...e preferem questionar quem tem a obrigação de investigar os indícios e suspeitas mais que suficientes para se entender que de facto há muitos gatos escondidos com rabos felpudos de fora e a abanar. 

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