segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Os escândalos democráticos

Do mesmo i, a notícia requentada de um escândalo da democracia e que vale a pena ler, para se entender como são as pessoas que foram o que foram:

A burla foi detectada em 1983, quando o gerente do banco Pinto & Sotto Mayor em Mira tentou depositar 200 mil contos na Dopa. O processo foi instruído por um magistrado do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) e posteriormente entregue a Luís Verdasca Garcia. No Natal de 1984, o novo juiz ordenou uma busca à Dopa que resultou na detenção do patrão e na apreensão de uma lista com 235 clientes ou "correntistas". Além de Sousa Tavares, estariam nela outros apelidos ilustres, enumerados pelo jornalista Manuel Catarino: "Vanzeller, Pinto Basto, D?Orey, Avillez, Roquette, Lumbrales, Breyner, Mendia - entre outros."

Uma outra lista, mais política e supostamente mais incendiária, teria sido destruída. O dono do "Expresso", Pinto Balsemão, também foi referido por Verdasca Garcia, que acusou o semanário de olhar para outro lado e só dar relevo ao assunto quando ele próprio foi indiciado por suborno. Uma funcionária do TIC, Lúcia Moreira, acusou o juiz de receber seis mil contos para libertar Queirós de Andrada. O magistrado foi suspenso e só conseguiu limpar o nome quase sete anos depois, em 1995.

Pelo meio, o "Expresso" tinha destapado escutas telefónicas que salpicavam o ministro da Justiça, Mário Raposo. Depois de ter negado "a mais ligeira intervenção no processo", Raposo acabou por admitir que tinha interferido apenas "como advogado" - isto é, redigiu o recurso para a libertação de Andrada.

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