sábado, 13 de outubro de 2018

O capitalismo português há 50 anos e o que lhe sucedeu.

O jornalista Filipe S. Fernandes publicou agora um livro sobre "Os empresários de Marcello Caetano".

A introdução permite entender em modo sumário o que era o capitalismo nacional meia dúzia de anos antes do 25 de Abril de 1974, tantos como o tempo que Marcello Caetano esteve no poder.






No Sol de hoje, o antigo gestor bancário do BCP, Filipe Pinhal, mostra o que foi o capitalismo português há menos de vinte anos, no tempo do "Compromisso Portugal" surgido com o aparecimento de uma geração iluminada depois das reprivatizações dos anos oitenta.



O que Filipe Pinhal não explicou a não ser em modo sumaríssimo,  foi a razão do aparecimento deste novo capitalismo dos "golden boys" nacionais do tempo dos "yuppies" que espatifou toda uma herança que terão recebido.

Para mim, foram precisamente aqueles que acabaram com o capitalismo dos pais que potenciaram o falhanço rotundo dos filhos.
Pelos "mesmos" quero dizer os  que aplaudiram as nacionalizações da banca e seguros e ficaram a mandar em vez dos antigos patrões. Os que se congratularam com uma economia que já não era "monopolista" nem fascista.

Os frutos do 25 de Abril democrático geraram o capitalismo que temos e de que o Compromisso Portugal era uma simples expressão.
Podem bem limpar as mãos à parede todos os que aplaudiram a mudança que supostamente traria maior progresso e prosperidade, em vez do tempo do obscurantismo fassista e do analfabetismo estatisticamente inventado.

Há dias esteve por cá um estrangeiro que disse muito simplesmente que nós devíamos ter vergonha em não sermos um país de topo mundial. Era dinamarquês e por isso desculpa-se a ignorância. Mas a verdade é que apontou razões...e para mim muitas delas são enumeradas diariamente por aquilo que a Komentadoria geral da nossa república vai dizendo e publicando.

O nosso atraso é cultural e a uma esquerda retrógrada, fossilizada e autora directa da decapitação dos antigos capitalistas seguiu-se uma outra que é da mesma família marxista, que tem receitas similares para a economia ou que vive de slogans.  A Geringonça que há no Governo não é mais que isso.

Os comunistas, principais perpetradores do maior crime económico do século XX em Portugal, um crime contra a Pátria que funcionava economicamente, explicam assim o que se passou, neste artigo de seis páginas da revista Seara Nova, do Outono 2018: fizeram o mal e agora fazem a caramunha.




Qual a solução comunista? A mesmíssima que usaram em 1974-75, para praticar o maior crime da História recente nacional: meter tudo no Estado,  outra vez.

A Venezuela fez o mesmo...com os fantásticos resultados que se conhecem e que aliás os comunistas de todos os matizes aplaudem.

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