segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Tancos: uma história de mistério e imaginação

Artigo de José António Saraiva no Sol do último fim de semana.



Por meio de indução abductivamente dedutiva JAS conclui: as armas furtadas de Tancos não foram as que acabaram por ser devolvidas...

Quais os pontos de apoio dedutivo-abductivo desta teoria explicativa de um mistério?  JAS não acredita na explicação vinda a público, de que as armas furtadas foram depois devolvidas do modo rocambolesco que se sabe e ainda falta saber mais. Não pode ser, segundo JAS, porque o "roubo" terá sido realizado por mais que uma pessoa e só se sabe de um suspeito. Depois teria que haver cúmplices no interior da base militar e ainda se não conhecem; as armas teriam um destinatário prévio e de encomenda e não seriam para venda a retalho e depois porque apareceu uma caixa que nem sequer desaparecera...

A hipótese é plausível? Mais que a versão que JAS considera inverosímil? Se assim for que valor tem o encobrimento? Se isso aconteceu porque "resolveram simular uma recuperação das armas para calar os políticos"?  Para esconder um furto formigueiro que teria autoria alargada e envolveria muita gente da tropa, na cumplicidade ou na negligência?

E para tal, os autores, com nova cumplicidade de co-autores, voltaram a cometer outra subtracção, desta vez sem intenção de apropriação, um mero "furto de uso", apenas como instrumento de encobrimento do furto ou furtos anteriores?  E como terão cometido tal facto se a vigilância nos paióis passou a ser maior do que antes, com aplicação do ditado, casa roubada trancas à porta?

Sinceramente: José António Saraiva conhece a historieta de E.A. Poe, sobre o mistério da Carta Roubada?

Pois que leia, uma vez que aí terá uma resposta possível.


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