domingo, abril 03, 2022

A Censura dos caquécticos marxistas

 Em 1972 a revista Observador tinha esta capa e artigo sobre Fidel Castro e Cuba. Segundo a lógica dos pachecos estas coisas nem deveriam ter sido publicadas por causa do regime comunista cubano. 





E agora compare-se este artigo com o publicado no Diário de Lisboa de 2 de Dezembro de 1973, em pleno vigor do período negro do fascismo, segundo aqueles pachecos.

O Diário de Lisboa, como aqui se refere, era um jornal da época prè-revolucionária  e já tinha como director o revolucionário do PREC, A. Ruella Ramos, um sectário comunista que também dirigiu o Sempre Fixe então relançado e um dos bastiões da extrema-esquerda ortodoxa e não alinhada em partidos.





O artigo, aparentemente de propaganda anti-castrista constitui na verdade um panfleto encapotado de apoio ao castrismo e comunismo inerente, pela pena de Joaquim Letria, um esquerdista notório, na segunda parte do artigo. 
Pode então perguntar-se: qual dos artigos se aproxima mais da realidade vivida em Cuba, na época? E quem é que censurou mais e de que modo?

Este género de censura é a que existe hoje em dia nos media: a de comer as papas na cabeça de quem lê e acredita piamente no que lê.

A ideia caquéctica da censura no Estado Novo

 Pacheco Pereira, na sua habitual avença no Público escreveu ontem estas baboseiras sobre a censura em Portugal:


A ideia é básica: a Censura durou 48 anos, "ininterruptamente" e foi algo insidioso que passou por "fazer" as cabeças, através de tempo, poder, proibições, ameaças, violências diversas, matilhas de vigilância, medo e antocensura". 

Tal como hoje, poderia e deveria acrescentar. Para tal basta ver como, quem e de que modo se exprimem hoje aas opiniões nos media correntes, incluindo e destacando aqueles onde o escriba tem assento avençado, como o Público.  

A prova? Um escrito como este que agora desenvolvo nunca poderia ser publicado ou publicitado aí. Desde logo porque seria entendido como insultuoso, anónimo e carroceiro. E depois, porque não há lugar a pensamento divergente daquele que o referido exprime e que passa por diabolizar o antigo regime através de ignomínias diversificadas e selectivas, com meias verdades factuais para esconder as mentiras habituais. 

Os exemplos dados, sobre as limitações noticiosas de acontecimentos estrangeiros, sem indicação de datas, contexto ou mesmo origem, são significativos. 

O "osso duro de roer dos saudosistas de Salazar e alguns neo-saudosistas (?!) actuais" é por isso um artefacto de plasticina, falsificado e de fancaria. É afinal um petisco que merece ser abocanhado e devolvido ao dono.  

Porquê? Por uma razão simples: uma boa parte dos exemplos, desgarrados e no caso sem contexto, são exemplos vazios uma vez que há contra-exemplos que os contrariam e desmentem. 

Não se dirá que não existia censura, uma vez que tal constitui uma evidência factual e formal. Nem se dirá que não houve cortes censórios de certas matérias, incluindo as elencadas. 

O que se diz é que a censura era moeda corrente nos países democráticos de então, nomeadamente na Inglaterra e França, mesmo sem comissões governamentais para o efeito. E as razões censórias não andavam muito longe das razões pelas quais o arbítrio da Comissão de Censura ou Exame Prévio por aqui se fazia sentir. E a Censura enquanto modo de limitar o conhecimento alheio de certas realidades é fenómeno perene e actual. 

E mais: agora a Censura é ainda mais perversa e insidiosa que antigamente. Porquê? Porque actualmente se censura por medo do patronato, dos que mandam, do medo de atentar contra o politicamente correcto e ser marginalizado, incluindo os avençadores dos escribas que debitam estas pérolas nos media. 

Dantes não havia tanto medo e isso parece-me indiscutível. Paradoxalmente quem se atrevia nas redacções a escrever o que sabia poder ser cortado pela Censura não temia os efeitos sobre a profissão e o ganha-pão. Actualmente, temem e Pacheco Pereira sabe disto muito bem. 

Logo, desvirtuar essas realidades, isolando o país do contexto da época e reflectindo tais idiossincrasias é falsificar e mentir. Fake news, portanto e em que Pacheco Pereira se especializou há muito tempo, apanhando o ridículo dos cortes arbitrários para arquitectar uma teoria geral da Censura em Portugal, separada do mundo civilizado de então. 

Escrever que "O Portugal que aparece nos cortes da censura não era o Portugal que existia. Esse, os portugueses não podiam conhecer" é da mais pura demagogia e mentira. 

Os portugueses  no Estado Novo conheciam e sabiam muito melhor a realidade do poder e adjacências mediáticas, do que hoje, apesar da Censura Prévia ou a posteriori. 

Actualmente é que são comidos com casca e tudo por quem escreve nos jornais, como Pacheco Pereira e isso parece-me indesmentível, pelas razões expostas. 

 Um pequeno exemplo deste antigo maoista que jurava pela roupa nova do imperador como hoje se lambuza com estas ignomínias constantes.

Há 50 anos A China de Mao entrou na ONU. É preciso dizer que na época, Mao e a China eram o paraíso terrestre para quem não acreditava em Deus. Daí os grupúsculos maoistas, como o MRPP e outros de que Pacheco Pereira fazia parte, devido a uma certa mentalidade sectária e irredutível na razoabilidade política que continuam a manter porque lhes é inerente. 

A revista Observador, um órgão informativo que era favorável ao regime de então,  com Marcello Caetano e apesar disso englobado nos "48 anos da longa noite fascista",  dava assim a notícia e 3 de Dezembro de 1971. Segundo a teoria arbitrária esta capa nem seria possível, nesse tempo:




Em Fevereiro de 1972 Nixon e Kissinger visitaram a China e foram recebidos por Mao, com penico ao pé. Aqui num artigo de 13.4.1998, num número especial da revista Time:


Nessa mesma altura de 1972 Pacheco Pereira, ainda imberbe assumia a postura que ficou para sempre: anafada e refastelada num espírito marxista caquéctico, mas sempre com penico aos pés:


No livro de João Céu Silva, de conversas com Vasco Pulido Valente, antes deste morrer, dizia assim sobre a Censura, desmentindo ipso facto aqueles sectários e falsificadores de informaçâo:

VPV é taxativo: "essa coisa de que o regime não deixava ler livros nem comunicar com o mundo é pura mentira". 
Aliás, os pais assinavam o L´Express e o Le Nouvel Observateur e recebiam a Time.  E quanto ao mencionado número da Time que de facto fora proibido, diz assim:
" Proibiu-se aquele número. E depois? E nem foi ele, mas um gajo qualquer: Ah, estão a dizer mal dele, proibe-se. Mas nunca se proibiu a Time que continuou na chegar cá a casa."





Em 1972, caquéctico era o marxismo de Mário Soares...

 Sérgio Sousa Pinto, militante do PS, nasceu em 1972, ano em que Mário Soares publicou a sua magnum opus da política rasqueira, Le Portugal Baillonné, cuja tradução é uma ignomínia ao Estado que precedeu o actual e por isso só foi publicado posteriormente ao derrube do mesmo, em 1974. Afinal Sérgio Sousa Pinto alguma vez leu outra obra proibida, actualmente e de facto, pelos poderes que estão? Refiro-me ao livrinho de quem conheceu muito bem Mário Soares, um tal Rui Mateus...

Para comemorar a efeméride de tal publicação original, deu ontem à estampa no Público um artiguito de duas páginas a louvaminhar o seu herói, confessadamente  devido a "teimosia de Manuel Carvalho" que insistiu na comemoração de tal efeméride. Similis cum similibus...

O que diz o artigo de substancial? Mais ignomínias sobre o regime que precedeu o actual. Leiam-se:



Para além de classificar o regime anterior, in totum, de 1926 a 1974, com a amálgama habitual de Salazar e Marcello Caetano, uma flagrante  desonestidade, com frases deste calibre retórico: " triste realidade de país atrasado e oprimido, sob uma ditadura anacrónica, resíduo de outra era, e um fascismo paroquial e decrépito que aliava brutalidade e senilidade" elabora depois considerações que desligam a realidade portuguesa do que foi e passou a ser. Falsifica a história, optando por uma versão sectária, voilà! 

Porém, a frase que mais me tocou foi esta: "Ao contrário das incontáveis seitas de pensamento que atraíam as elites de esquerda, cheias de certezas e doutrina livresca, Soares não sabia bem o que queria. Era o preço que pagava pela sua superioridade intelectual e política"

Escreveu isto sem se rir, suponho. Mas devia. Um indivíduo que desenha -e desenha muito bem- devia rir-se destas coisas sem sentido. 

Mário Soares nem sequer pode ser um mito porque nunca teve estaleca para tal, malgrado as tentativas de o alcandorar a salvador da pátria e libertador do comunismo- de que aliás fez parte, tal como Sérgio Sousa Pinto quis fazer, segundo a sua biografia em modo de entrevista acima linkada. 

Por isso talvez seja necessário voltar ao "tempo em que você nasceu", ou seja a 1972 e mostrar o tal país onde vigorava a tal ditadura caquéctica, tenebrosa e anacrónica. Sérgio Sousa Pinto não o viveu porque nasceu precisamente nessa altura e como bebé só percebeu sombras e suspiros. Nada mais. Infelizmente depois disso aprendeu de cor o que lhe ensinaram, incluindo o panegiricado Soares, de quem foi valete durante o período em que usufruiu de estadia em Bruxelas como eurodeputado, na habitual sinecura que contemplou alguns apaniguados do poder político que está. Talvez lhe tenha dado ensejo de completar a coleção de revistas e álbuns de bd, disponíveis nas ruas de Bruxelas a preços convidativos e por isso o proveito é dele. Seja. Passemos por isso a 1972 como o deveria conhecer e aparentemente não conhece.

A mordaça que poderia afectar  o país em 1972 era esta, mostrada pela revista Observador de 31.12.1971:

 







E no ano seguinte, em 11 de Maio de 1973 a mesma revista, num número especial mostrava as "linhas de força" de algo que Sérgio Sousa Pinto, como jurista ignora:



PNB a preços de mercado, em 1972: 7%!

E como é que Mário Soares entendia estas coisas, como jurista exilado em Paris, vivendo numa "habitação modesta e exposta, do temor permanente pela segurança de Mário Soares e família", o que deixa muitas interrogações a propósito da fortuna posteriormente amealhada?    

Sobre isto vale a pena recordar factos históricos olvidados por quem se calhar nunca os conheceu, uma vez que a História é para quem a estuda e em Direito não se lêem destas coisas, publicadas em Abril de 1973 na mesma revista Observador, em modo de divulgação sem grande propaganda: 




Saberá Sérgio Sousa Pinto quem é a figura que discursa na imagem abaixo, sob a menção "oposição democrática"? Sabe, mas não quer saber. E sabe que se Mário Soares quisesse estar presente, poderia ter estado. Afinal não tinha mandado de detenção pendente que pudesse ser executado sem mais e Portugal era um Estado de Direito. Até foi a figura da direita, em baixo, que o libertou do exílio horroroso de S. Tomé, onde se encontrava aliás com plena liberdade de movimentos, embora impedido de regressar a Portugal. Ficou lá uma eternidade: oito meses.


"E agora"?  Mário Soares o que pensava do país, da economia e de tudo isso em 1972? Podemos saber porque o disse numa entrevista à revista L´Express ( numa das célebres entrevistas L´Express va plus loin avec...), de 10 de Julho de 1972, de resto já aqui publicada e comentada.

Mário Soares conta que começou a conspirar contra o regime, como comunista, em 1942 e foi preso uma dúzia de vezes por ir à missa duas vezes, segundo se pode depreender. Felizmente nunca foi torturado, nem lhe bateram sequer, segundo confessa. Vá lá. 

Quando lhe perguntam se foi comunista responde que se calhar foi sempre socialista. Mas só nos anos cinquenta descobriu tal coisa e continuou marxista, entenda-se. 
Quando lhe perguntaram como se poderia resolver o "problema colonial" que entende como o mais premente de todos, não hesita: novo regime. E como derrubar o antigo? Simples: vale tudo, incluindo luta armada. "Violência sob todas as suas formas", disse. Está-se mesmo a ver como é que um regime poderia tolerar tais ideias. Do mesmo modo que o próprio Mário Soares tolerou depois as FP25...

Quando lhe perguntam o que pretende para o país, revelava a sua verdadeira faceta de diletante marxista: mudar tudo, numa "transformação profunda das estruturas económicas e sociais". 
Este propósito era tão claro apesar de Mário Soares "não saber bem o que queria" que só poderia dar no que deu: uma tragédia colectiva, com duas bancarrotas sucessivas, em 1976 e passados dez anos em 1986, já tínhamos outra a contabilizar, de que só nos livramos com a intervenção do FMI e a entrada dos fundos da CEE. O antigo e hediondo regime alguma vez passou por tais vergonhas nacionais?  

Ao longo dos anos tenho vindo aqui a elencar as razões e documentar os motivos para tal tragédia, imputável em boa medida a Mário Soares e ao PS de sempre. 

Fica apenas para memória uma parte do programa do PS desse tempo, ainda marxista e apoiante activo e militante das nacionalizações ocorridas em 1975 e que destruíram por completo e durante décadas as estruturas essenciais em que assentava a economia nacional em 1972 e que poderia ter evoluído para uma economia muito mais próspera e sadia do que jamais foi. 
Mário Soares sufragou até aos anos oitenta as ideias peregrinas da esquerda comunista sobre o capitalismo e por isso embarcou e apoiou as iniciativas e soluções legislativas, agora democráticas que se impuseram ao país, após 1975, com as nacionalizações e a estratégia anti-capitalista promovida pela esquerda comunista, consagrada constitucionalmente como um "caminho para o socialismo". 

A única coisa que se lhe pode creditar com mérito é a coragem de ter lutado no Verão Quente de 1975 contra a implantação de um regime comunista em Portugal, o que seria uma grande tragédia colectiva mas ainda assim improvável mesmo que não tivesse sido um dos grandes opositores a tal desiderato da esquerda comunista. Mário Soares lutou pela sua própria sobrevivência, eventualmente física, mas havia outros, havia todo um povo que se oporia a tal aberração em pleno século XX, na Europa. 

As sequelas do marxismo do PS, particularmente na Economia, porém, essas ficaram e permanecem até hoje e isso é legado de Mário Soares. 






A política económica subsequente às nacionalizações e ao desmantelamento do sistema económico que tínhamos em 1972, por motivos totalmente ideológicos e marxistas, foi sempre, até meados dos anos oitenta, com a nossa entrada na CEE, uma desgraça colectiva que só nos trouxe pobreza, por vezes no limiar da bancarrota, como sucedeu nos anos setenta e oitenta. 

Mário Soares esteve sempre no epicentro desta desgraça, apoiando politicamente as soluções desastradas e trágicas para a economia que desfizeram o que tínhamos em 1972,  altura em que crescíamos a taxas nunca vistas depois em democracia. 
Não será isso suficiente para fazer pensar Sérgio Sousa Pinto e moderar a hagiografia de alguém que absolutamente não merece tais elogios? 

Então aqui vai uma sucessão de artigos e recortes, em modo cronológico e a partir de 1976: 

O Jornal de 28.5.1976, tinha Sérgio Sousa Pinto quatro aninhos e por muito precoce que fosse aposto que ainda não saberia descodificar esta informação. Terá aprendido, entretanto? Duvido.


16.7.1976:


9.7.1976:


9.5.1977:
Manobras no estrangeiro, junto de amigos da Internacional Socialista para resolver os apertos económicos derivados das políticas sufragadas pelo PS e Mário Soares. Aqui figura um personagem que foi afastado, censurado e olvidado pelo partido. Não foi apenas o regime hediondo de Salazar que o fez, com a censura à figura, de resto então anódina, de Mário Soares...


E a situação trágica voltou a repetir-se nos anos oitenta porque as razões para tal permaneciam as mesmas, com o apoio de Mário Soares, sempre. Descobriram então que afinal o capitalista Mello, espoliado em 1975 até poderia dar uma ajuda...


Infelizmente o retrato de Mário Soares nessa época, quatro anos depois de 1972,  não é nada lisonjeiro, porque a extrema-esquerda a quem deu a mão, objectivamente, o repudiava, tal como hoje ainda o fazem os próceres do BE, herdeiros disto: "o movimento de massas tem de vencer"! Então não tem?!


Esta é a verdadeira obra do indivíduo que "não sabia o que queria" e resumia tudo a uma palavra: "liberdade", como se tal fosse uma palavra mágica para tudo resolver. Estudar, saber, trabalhar e decidir ao modo de um verdadeiro estadista é que não era com ele. Pois sim...sempre preferiu estas figuras e hedonismos:



sábado, abril 02, 2022

A oligarquia russa em modo de ficção

 Saiu há pouco tempo o enésimo livro ( vinte em vinte anos, desde 2001) de Daniel Silva, o novelista americano de sucesso garantido no "mainstream". O título é The Cellist e ando a ler como já li uma boa parte dos outros. Gosto da história do género corrente, de ficção político-policial em que intervêm os "bons", ligados ao ocidente judaico-cristão, contra os diversos "maus" que aparecem ao longo do tempo. 

Neste último livro, escrito já durante a crise sanitária em curso e em vias de desaparecer numa endemia qualquer, trata o assunto dos oligarcas russos, aparecidos do nada dos serviços secretos dissolvidos e reformados com refinamento, depois da queda do muro e do esfrangalhamento do império soviético na Europa. 

Como de costume a realidade deve ser bem mais estranha que esta ficção que aqui fica para mostrar como um autor judeu vê o aparecimento dos oligarcas russos e o papel do oligarca-mor, chamado Putin e que no livro não tem nome explícito, mas todos percebem de quem se trata.










sexta-feira, abril 01, 2022

A decadência do Ocidente vista por um ateu

 O autor francês Michel Onfray  publicou um livro em 2015, traduzido cá em 2019 e com esta capa:


A introdução ajuda a perceber como pensa Onfray e porque acha que os europeus ocidentais já estão no limbo da irrelevância e da morte cultural, com sucedeu com outras civilizações anteriores. Ao longo do livro tenta explicar como é que a Religião judaico-cristã tende a desaparecer diluindo-se como outras anteriores, desde a Antiguidade clássica.

Para Onfray tudo gira em redor da noção de "poder" e do seu instrumento actual, a Razão desligada de Deus. A actual civilização europeia já não pode, nem quer porque se atolou  com a "Razão crítica" separada de Deus, numa criação  vinda do Humanismo revolucionário francês no final do séc. XVIII. 

São dúzia e meia de páginas que vale a pena ler. Nas restantes do livro que tem quase 600 de texto corrido dedica-se a tentar demonstrar o que aqui fica escrito: o niilismo e ateismo torna-se por vezes fascinante como desafio à Fé de quem a tem.