quarta-feira, julho 06, 2022

Mário Ferreira: "presuntos implicados".

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A Cofina anda como gato a bofe à cata de notícias que incomodem o seu concorrente mediático, da Media Capital. Estas notícias têm obviamente esse contexto e a menção às dificuldades da TVI em manter audiências é apenas um sinal.

Não obstante, se assim não fora nem teríamos a oportunidade de ler estas coisas mais os depoimentos incisivos de diversas figuras públicas, algumas relacionadas com a política que criticam abertamente os critérios do Banco Português de Fomento na escolha de candidatos a benefíciários das ajudas monetárias europeias, aos milhões. 

A transparência nestes casos vale tanto como a lisura decorrente da circunstância de o implicado Ferreira andar a distribuir presuntos por convidados excelentíssimos em festas que organiza para o efeito, com relevo para figuras públicas da política actual. 

O indivíduo não percebe que estes procedimentos, numa sociedade como a portuguesa, nunca serão olhados pela opinião pública de modo a não suscitar suspeitas. Nunca! E daí o que está à vista: os presuntos implicados. Em espanhol, claro, que tem o mesmo sabor do pata negra...

Joe Berardo, no tempo de José Sócrates fez exactamente a mesma coisa: tentou e conseguiu ( através de Armando Vara) integrar-se no núcleo de poder socratino que desfez a economia nacional em dois tempos e uma bancarrota. E ainda anda para aí a arrotar postas de pescada. Enfim. 

Mário Ferreira é um empresário com valor, evidentemente. Valor no sentido moral da expressão e que se integra como competência para negociar, jeito para lidar com coisas do negócio e capaz de fazer frutificar uma empresa, em valor venal e global. Julgo, aliás, que nem precisava disto. Mas, a vaidade...e a vã cobiça, são tramadas. Quem vem do nada, não se ilustrando pelo saber académico ou pelas maneiras educadas em pequeno e apenas na idade adulta da hotelaria, deslumbra-se com estas coisas e depois trama-se. É o que vai suceder, estou mesmo a ver. E pelos mesmos motivos do Berardo...

Ao mesmo tempo este e outros casos dão-nos uma magnífica oportunidade para entender a sociedade portuguesa actual, derivada deste poder político, mediático e social, com algumas décadas. Parece-me uma sociedade profundamente corrupta, muito mais do que antigamente, no tempo do fassismo.

Porém, as leis que se aprovam para educar e disciplinar a sociedade nos "valores democráticos" geram estas distorções, estes fenómenos em que avulta o tráfico de influências mais chão e mais pernicioso que é o de nem sequer parecer o que efectivamente é e permitir que os visados, presuntos implicados, digam que não fizeram mal algum, que é tudo legal e que afinal cumprem os ditames e regras sociais, morais e legais e tudo o mais. Apresentam-se sempre como inocentes, porque de facto nem percebem como poderiam ser culpados. 

É o que fazem os bancos, as empresas e estas pessoas individuais. A ética, a moral, nisto tudo? Não é precisa porque a lei é que vale e aquilo nunca deu de comer a ninguém. Comer é um modo de dizer: ter bens, dinheiro, boa vida!

Eram estes os valores de antigamente? Outro Mário, perdão, Henrique, neste caso Tenreiro, era assim? Era mesmo?! 

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A outra senhora advogada