Observador, uma notícia rara e inusitada:
Albano Pinto meteu-se com o diabo, mas se calhar ainda não sabe...
Observador, uma notícia rara e inusitada:
Um bom exemplo de certos lãozudos ideológicos que infestam os media por conta do partido no poder e recebem maquias chorudas por tal exercício, vem na Sábado de hoje:
Alguém dá importância ao que diz este fraldiqueiro do poder que está?! Não parece, mas o indivíduo vai enchendo os bolsos com tal irrelevância. Para complemento do rendimento já acumula funções mensais numa comissão de comemorações públicas dos 50 anos do 25 de Abril, a perfazer daqui a quatro anos. Só isso dá-lhe mais que a qualquer professor catedrático, mesmo que seja o Jorge Simões...
Este é bem o retrato do momento actual que o país atravessa.
Entrevista da ministra da Educação, futura e próxima Conselheira do STJ (!) ao DN de hoje:
Antes de comentários é necessário dizer que esta senhora faz parte da nomenklatura socialista e da oligarquia governante, com todas as prebendas, perks e privilégios associados, como muito poucos podem ter acesso e que tal estatuto tem décadas de uso e proveito. Magistrada do MºPº prè-CEJ, foi sempre "provida" em cargos com relevância político-institucional, mesmo no interior da hierarquia do MºPº, tendo trabalhado efectivamente em processos, concretos e como qualquer magistrado, escassos anos ou meses.
Depois dizer que enquanto ministra da Justiça, por solidariedade governamental e socialista, nunca se ocupou verdadeiramente dos problemas reais da magistratura e em particular da investigação criminal, com propostas e decisões concretas que pudessem favorecer o exercício efectivo da Justiça, olvidando recomendações e solicitações de décadas, tais como o provimento de magistrados suficientes ou de agentes policiais, particularmente na PJ. Basta ler isto no CM de hoje:
Finalmente, com esta entrevista que replica muitas outras, ilude mais uma vez os problemas apresentando e anunciando soluções retóricas para problemas práticos que se eternizam, como seja por exemplo a questão do direito premial contido na chamada "delação premiada".
Lendo a entrevista, aliás de rotina e com perguntas de manga de alpaca destes assuntos, vê-se que a inépcia das explicações para a inacção na contratação de pessoal policial ou na magistratura se enquadra na mistificação habitual nesta senhora.
O mesmo DN aqui há uns dias publicou uma reportagem sobre o assunto da corrupção, sendo o primeiro este artigo:
Estas declarações dos intervenientes desmistificam todas as afirmações da ministra que está.
Sobre a tal "delação premiada" importa saber primeiro do que se trata e para a maioria das pessoas isso é assunto equívoco, incluindo o jornalismo de manga de alpaca, exercido na mesa junto ao computador.
A Ordem dos advogados num escrito relativamente recente em forma de parecer dizia assim, resumindo:
A Ordem dos Advogados, onde estão neste momento advogados como Rui Silva Leal, membro do CSMP, entende que não deve ser coisa que possa ser negociada, seja com o MºPº seja mesmo com o juiz de julgamento ou de instrução. Tudo deve ter lugar num julgamento, com tarifa prévia de imposição de isenção de pena para quem merecer tal prémio.
CM de hoje, mais um caso do inenarrável juiz Ivo Rosa:
A Relação de Lisboa considerou "inexistente" um despacho do juiz Ivo Rosa que se intrometia na competência de um colega do mesmo tribunal, o TCIC, acerca de um assunto em que nunca deveria ter metido o bedelho.
A "inexistência" enquanto conceito jurídico é ensinada nas faculdades de Direito, logo no início do curso, assim, como se mostra no Manual de Teoria Geral do Direito Civil, de Mota Pinto, aqui numa edição de meados dos setenta.
O Tal&Qual de hoje tem esta página acerca de um coleccionador de discos, particularmente dos Beatles, o estimável Abel Rosa.
O artigo anuncia uma nova edição deste livro editado no final do ano passado:
Os Beatles em Portugal foram censurados no tempo do Estado Novo de Salazar e também no Estado Social de Caetano. Porquê e como?
Explica o autor, primeiro em relação ao filme A Hard day´s night, de meados dos sessenta e que sofreu vários cortes em certos diálogos e foi classificado para maiores de 17 anos. Nisso consistiu a censura:
Também em 1970, o mesmo se passou com o filme Let it Be, aprovado para maiores de 12 anos, sem cortes...embora com considerações sobre moralismos:
Enfim, uma censura venatória, de caça a expressões ou exposições gráficas consideradas como atentatórias da moral pública e bons costumes, mas não só, porque também cingida a provocações de índole política, num tempo de revolucionários comunistas encapotados em extremismos variados.
O livrinho tem interesse documental e tem boa apresentação, mas carece de outro contexto de época.
Na mesmíssima altura, antes dela e depois dela, na terra de onde provinha o produto acabado dos Beatles, havia igualmente...censura. E se calhar da boa porque não incomodava por aí além quem do lado de cá bramia ou assobiava nas salas contra os cortes...o que aliás era frequente.
Em 1967, uma canção aparentemente inócua dos Beatles, A day in the life, foi censurada pela prestigiada BBC, onde penavam alguns portugueses como o comunista António Cartaxo, num exílio prateado.
A censura neste caso tinha a ver com...bons costumes.
E se formos a ver na Wikipedia o rol das canções proibidas pela estação britância, considerada por cá como um modelo de fazer rádio, então é o escândalo, segundo os critérios acima enunciados. Fica aqui uma amostra das centenas e centenas de canções censuradas na estação. Muito mais do que por cá alguma vez sucedeu, no tempo em questão:
Observador: