Recuperado acesso ao blog, cá estou de novo. Esta porta é mais ampla que a contanaloja. Ficam as duas abertas. A porta e a conta, corrente.
O tema de hoje é o caso do miúdo, Rui Pedro, que desapareceu em Lousada em 4.3.1998 quando tinha 11 anos.
Durante 13 anos fizeram-se investigações na PJ. Muitas e com várias pistas possíveis. Segundo os jornais foram mais de cem. Actualmente, com os elementos apurados, foi acusado de rapto um indivíduo. Os elementos indiciários constam do processo e o acusado tem o direito de se defender em sede de instrução e julgamento. Não é isso que está em causa.
O que fica em causa mais uma vez é a atitude pública do inenarrável bastonário da Ordem dos Advogados. Tomando a pele de provedor do cidadão, mandato que ninguém lhe conferiu, acaba de mandar mais uma das suas enormidades que o classificam como outro bocajão. A imediatamente anterior foi sobre o "Animal", um preso que deveria assentar arraiais no gabinete do bastonário durante alguns dias. Para ver como é que ele resolvia o assunto...escatológico.
O bastonário da Ordem dos Advogados, aparece desta vez a terreiro mediático, substituindo-se ao Provedor e concentrando em si e na sua figura o que outros bastonários poderiam igualmente fazer ( porque não aparece o bastonário da Ordem dos Médicos a fazer outro tanto, se a legitimidade é igual? Só por este ser formado em Direito e ser advogado? Parece pouco...).
Aparece então para criticar acintosamente, mais uma vez o Ministério Público, detentor da acção penal e titular do inquérito onde se investigaram os factos, e por isso já bocajou o seguinte, segundo o Público:
"Não quero fazer apreciações em relação a este processo em concreto, mas tenho medo de que se esteja a arranjar um culpado para salvar a face da justiça. Porque continuamos sem saber o que é que aconteceu à criança. O procurador é o vértice da pirâmide, é ele quem deve explicar."
E não se ficando pela suspeita sobre as intenções do MºPº a quem já arranjou o respectivo processo na sua mente de provedor, lança a atoarda mediática e populista que todos os media agarram como maná noticioso: " Treze anos para aprofundar indícios? Por amor de Deus!" E a insídia da suspeição em processo intencional ignominioso, logo a seguir:
"Sempre houve crimes que ficaram por esclarecer, agora é preciso assumir isso. O que já aconteceu noutros crimes mediáticos é que houve uma fuga para a frente; para salvar a face da Justiça arranjam-se uns culpados, a todo o custo".
A insídia deste bocajão desmonta-se a si mesma: o MºPº ou a polícia, em relação a este caso, nada tinham que provar ou sustentar ou arranjar um culpado ou seja o que for que ficasse para lá das diligências que poderiam e deveriam fazer.
O que essas entidades fizeram durante treze anos foi tentar perceber o que aconteceu, com os meios que tinham e que esse bastonário nunca defendeu serem poucos, antes pelo contrário. Se não encontrassem um suspeito ou um culpado ou apurassem o que aconteceu, arquivariam o processo como o fazem em relação a outros. Este caso, embora mediático, estava praticamente encerrado aos olhos da opinião pública e não se descobriu o que aconteceu ao miúdo desaparecido. Como não se descobriu noutros casos semelhantes.
Por isso, a que propósito aparece este bastonário com este discurso de terrorista? Nenhum, a não ser o de deslegitimar as instituições que não se defendem a si mesmas e os seus profissionais que não são capazes de lhe responder na mesma moeda nem usufruem do mesmo palco mediático onde aquele se pavoneia constantemente.
Mas poderiam tentar. Assim:
O bastonário da O.A. tem porventura, lá na sua Ordem, processos com anos e anos de investigação e sem conclusão. Porque não fala sobre isso?
Porque os jornalistas não lhe perguntam. Façam-no e verão a resposta que vai dar. Antes disso, sugiram-lhe que dê oportunidade ao "Animal" de o poder encontrar, de preferência na sua cela e com tempo disponível, algumas horas, para aspirar os aromas escatológicos que dela exalam.
O tema de hoje é o caso do miúdo, Rui Pedro, que desapareceu em Lousada em 4.3.1998 quando tinha 11 anos.
Durante 13 anos fizeram-se investigações na PJ. Muitas e com várias pistas possíveis. Segundo os jornais foram mais de cem. Actualmente, com os elementos apurados, foi acusado de rapto um indivíduo. Os elementos indiciários constam do processo e o acusado tem o direito de se defender em sede de instrução e julgamento. Não é isso que está em causa.
O que fica em causa mais uma vez é a atitude pública do inenarrável bastonário da Ordem dos Advogados. Tomando a pele de provedor do cidadão, mandato que ninguém lhe conferiu, acaba de mandar mais uma das suas enormidades que o classificam como outro bocajão. A imediatamente anterior foi sobre o "Animal", um preso que deveria assentar arraiais no gabinete do bastonário durante alguns dias. Para ver como é que ele resolvia o assunto...escatológico.
O bastonário da Ordem dos Advogados, aparece desta vez a terreiro mediático, substituindo-se ao Provedor e concentrando em si e na sua figura o que outros bastonários poderiam igualmente fazer ( porque não aparece o bastonário da Ordem dos Médicos a fazer outro tanto, se a legitimidade é igual? Só por este ser formado em Direito e ser advogado? Parece pouco...).
Aparece então para criticar acintosamente, mais uma vez o Ministério Público, detentor da acção penal e titular do inquérito onde se investigaram os factos, e por isso já bocajou o seguinte, segundo o Público:
"Não quero fazer apreciações em relação a este processo em concreto, mas tenho medo de que se esteja a arranjar um culpado para salvar a face da justiça. Porque continuamos sem saber o que é que aconteceu à criança. O procurador é o vértice da pirâmide, é ele quem deve explicar."
E não se ficando pela suspeita sobre as intenções do MºPº a quem já arranjou o respectivo processo na sua mente de provedor, lança a atoarda mediática e populista que todos os media agarram como maná noticioso: " Treze anos para aprofundar indícios? Por amor de Deus!" E a insídia da suspeição em processo intencional ignominioso, logo a seguir:
"Sempre houve crimes que ficaram por esclarecer, agora é preciso assumir isso. O que já aconteceu noutros crimes mediáticos é que houve uma fuga para a frente; para salvar a face da Justiça arranjam-se uns culpados, a todo o custo".
A insídia deste bocajão desmonta-se a si mesma: o MºPº ou a polícia, em relação a este caso, nada tinham que provar ou sustentar ou arranjar um culpado ou seja o que for que ficasse para lá das diligências que poderiam e deveriam fazer.
O que essas entidades fizeram durante treze anos foi tentar perceber o que aconteceu, com os meios que tinham e que esse bastonário nunca defendeu serem poucos, antes pelo contrário. Se não encontrassem um suspeito ou um culpado ou apurassem o que aconteceu, arquivariam o processo como o fazem em relação a outros. Este caso, embora mediático, estava praticamente encerrado aos olhos da opinião pública e não se descobriu o que aconteceu ao miúdo desaparecido. Como não se descobriu noutros casos semelhantes.
Por isso, a que propósito aparece este bastonário com este discurso de terrorista? Nenhum, a não ser o de deslegitimar as instituições que não se defendem a si mesmas e os seus profissionais que não são capazes de lhe responder na mesma moeda nem usufruem do mesmo palco mediático onde aquele se pavoneia constantemente.
Mas poderiam tentar. Assim:
O bastonário da O.A. tem porventura, lá na sua Ordem, processos com anos e anos de investigação e sem conclusão. Porque não fala sobre isso?
Porque os jornalistas não lhe perguntam. Façam-no e verão a resposta que vai dar. Antes disso, sugiram-lhe que dê oportunidade ao "Animal" de o poder encontrar, de preferência na sua cela e com tempo disponível, algumas horas, para aspirar os aromas escatológicos que dela exalam.