Quem se der ao trabalho de ler o livro de João Miguel Tavares sobre José Sócrates Pinto de Sousa,, editado no final do ano transacto e aqui recenseado pode alvitrar uma resposta à pergunta formulada no título do postal.
Eu já o li de fio a pavio e asseguro que é um escrito agradecível pela escrita e estilo mai-lo conjunto de factos e histórias das muitas facécias da vida pública do retratado. Acredito que o magistrado Beirão seja honesto como o era o antigo PGR Pinto Monteiro. Mas quase apostava que nem passou os olhos pelo livrinho em causa porque se assim fosse não teria coragem de dizer o que disse publicamente do autor da acção contra o Estado, defendido por aquele e que o visado agradeceu logo.
Pareceu-me uma pequena frase lamentável, destoada, desnecessária e equívoca. Um carácter, no contexto, é algo que lida com a formação moral, designadamente a integridade e a honestidade. E se um carácter se diz assassinado tal significa que é o conjunto dessas características que é esvaziado ficando apenas a imagem do oposto., ou seja o retrato de alguém sem integridade ou honestidade.
Será esse o caso do Zé Pinto retratado no livro de JMT? Basta ler para entender. Basta conhecer os factos para perceber. Ou ler o que neste blog se escreveu ao longo dos anos para ver o que pode ser um "carácter" destes e se é possível um assassínio do mesmo...
De resto, no CM de hoje, Eduardo Dâmaso publicou esta nota que resume bem o assunto:
Portanto, em resumo: a retórica do "ninguém tem dúvida" é desde logo, oca, a meu ver. Eu não tenho a mínima dúvida que um carácter como o do Zé Pinto não pode ser assassinado. Está morto há muito tempo e por suicídio.

