segunda-feira, agosto 22, 2022
O filho de Sérgio Figueiredo é um caso para estudo...
domingo, agosto 21, 2022
A Censura sempre existiu e a informação não é vaca sagrada
No Correio da Manhã de hoje aparece uma pequena notícia sobre um assunto que gera controvérsia: a informação e a censura, no caso sobre suicídios.
Conforme resulta de "um estudo" financiado pela FCT, mais de metade dos jornalistas inquiridos sobre o assunto entende que os suicídios não devem ser noticiados qua tale. A razão parece tão evidente que nem sequer é enunciada.
Uma das armas de arremesso contra a censura no regime anterior era mesmo esta: a censura nas notícias sobre suicídios, a que foi dado espavento pelos pachecos pereiras deste pobre país para denegrir o antigo regime e legitimar o que temos. Nunca falha quando se escreve sobre censura...mesmo que os factos possam desmentir tal verdade inventada a preceito.
Como se lê, as dúvidas e reticências, derivadas do simples bom senso, permanecem nos tempos actuais, mesmo com a libertinagem jornalística à solta.
Por outro lado, o sensacionalismo que determina a escolha de notícias e a estratégia da informação actual destinada ao grande público, encontra terreno fértil num tipo de acontecimentos que suscita indignação selectiva: a que se relaciona com o uso de recursos públicos por quem tem o estrito dever de cuidar dos mesmos para o exclusivo bem comum.
O abuso generalizado permite que se relativize a denúncia jornalística dos respectivos factos e autores e se acantone a indignação num grupo reduzido de jornalistas que apesar de tudo ainda não perderam o norte e a capacidade de mostrar o que deveria ser o interesse público, para além do sensacionalismo inerente ao escândalo.
Aqui, numa pequena nota do jornalista Eduardo Dâmaso, ainda há quem se indigne e consiga dizer que o rei vai nu. No caso é o reizinho Medina, um medíocre da política que perdeu todo o sentido do decoro e moral ou ética que se exige a um político.
Os dois retratados na imagem não entendem o assunto de igual modo porque são parte do esquema mental e político que relativiza estes problemas.
sábado, agosto 20, 2022
sexta-feira, agosto 19, 2022
A outra senhora advogada
Público de hoje, artigo da advogada Carmo Afonso, muito lá de casa da esquerda que há...
A temática é a dos juízes corruptos segundo a percepção de uns tantos que acham que é assim que outros juízes serão.
A advogada que escreve nas sementes de alfarroba também acha tremendo que assim seja, ou seja, que haja muitos juízes a pensar que outros poderão ser corruptos e que o CSM deve intervir neste caso concreto dos juízes que pensam mal de outros juízes.
E acha nas suas sementes de alfarroba que é o "desprestígio da justiça e o dos juízes" que está em causa quando alguns juízes, mesmo sendo muitos, pensam que outros juízes podem ser corruptos. E que nesse caso da percepção que uns juízes têm de outros é preocupante e "ignorar os resultados do inquérito é objectivamente criar um novo problema, e pelo menos esse poderia ser imediatamente acautelado ou resolvido".
Esta advogada que escreve nas sementes de alfarroba exige que os "factos sejam encarados publicamente pelas entidades com responsabilidade na magistratura judicial e que sejam anunciadas medias para os resolver".
o presidente do CSM, sensatamente, desvalorizou a "percepção" dos juízes inquiridos e alvitrou que se devem recusar leituras apressadas, ficando o CSM atento e pronto a actuar disciplinarmente sempre que haja indícios de fenómenos corruptivos. Que mais poderia fazer?
Esta advogada que escreve nas sementes de alfarroba acha que é pouco e que isso é "fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes".
Há por isso que fazer mais, tomar medidas, sei lá! Que medidas sugere? Nenhuma! Fica nas sementes de alfarroba que como é sabido é alimento preferido de mulas e burros...
Por mim, sugiro que se faça o seguinte: um inquérito entre advogados para saber se têm a mesma percepção. Por uma razão singela e fatal: se há juízes corruptos, então entre os advogados devem ser legião. E mais: se há alguém susceptível de corromper juízes, são precisamente os advogados, como o mais chão senso comum ensinaria se não se desse o caso de preferirem escrever em sementes de alfarroba.
Enfim, esta senhora advogada escolheu bem o título da página onde escreve. Fica-lhe a matar...
quinta-feira, agosto 18, 2022
Os rifões são para as ocasiões
A propósito de um rifão sobre a caramunha aqui fica um compêndio deles, já antigo ( a edição é da primeira metade do séc. XX) mas muito instrutivo sobre a sabedoria popular e a nossa cultura ancestral.
O autor, Pedro Chaves, prefaciou a obra de compilação em 1928 e voltou a anotar em 1945. Assim:
Há ditados e rifões para todos os gostos e feitios e vou escolher para aqui os relacionados com a justiça e tribunais e a higiene e medicina, já no final do livro de 452 páginas:
E as páginas sobre o fazer...
Esta cultura perdeu-se e os que a perderam mais depressa são os literatos e jornalistas...
quarta-feira, agosto 17, 2022
Como é que nos informamos sobre os incêndios?
Confesso a minha perplexidade que deve ser igual à de muitos, acerca dos incêndios dos últimos dias no interior Beirão que começou no dia 6 de Agosto em Garrocho, na Covilhã, distrito de Castelo Branco, passando depois aos concelhos de Manteigas, Gouveia, Guarda e Celorico da Beira, no distrito da Guarda e no dia 12 era anunciado como "controlado".
Não estava controlado ou não foi controlado como deve ser? A questão assume relevo para se saber se quem lida com estes assuntos percebe dessa poda. Por mim é só perplexidades.
E tanto maiores quanto leio no Público de hoje isto, na entrevista a Xavier Viegas que está muito mais contido e comedido nas críticas a quem manda. Não sei porquê, mas já o ouvi na tv com este discurso mais conformista e surpreendente que contrasta muito com o que dizia no tempo do incêndio de Pedrógão e depois disso, porque ainda há pouco tinha dito que estávamos na mesma quanto a prevenção e que as condições atmosféricas e climáticas, este ano, era mais perigosas do que jamais o foram:
A perplexidade aumenta quando se lêem coisas destas, no caso no Observador, escrito por João Adrião, "gestor ambiental e florestal", portanto alguém à partida mais qualificado para se pronunciar sobre estes assuntos:
Nas páginas anteriores do jornal aparece este pequeno artigo de alguém que tem a coragem de dizer que "dantes" era melhor do que agora, no que ao combate e prevenção a incêndios diz respeito. Tenho a mesma impressão, mas é só isso, uma vez que nunca vi tantos especialistas a tentarem explicar e cada vez menos gente a entender as explicações...incluindo eu cada vez mais confuso com as notícias e a falta de informação credível e que se perceba.
Os truques do Tal & Qual para vender qualquer coisinha...
O jornal Tal&Qual, originalmente lançado em 1980, relançado há pouco mais de um ano, depois de uma hibernação prolongada de vinte anos, anda em busca de leitores perdidos e procura avidamente em cada edição uma capa salvífica que lhe reponha os rendimentos para os seus mentores.
O destaque redactorial vai para um tal Manuel Catarino, verdadeiro faz-tudo do jornal que se esgaça em artigos sensacionalistas para concorrer num mercado saturado. No tempo em que apareceu, nos idos dos oitenta, era um tablóide de pequenas escandaleiras nacionais que dava guarida a submarinos da redacção escrita, como um Ferreira Fernandes ou um Joaquim Letria, o fundador, muito do grupo dos zambujais de todo o género. Uma fauna da escrita lusitana.
Actualmente o redactor-mor esfalfa-se em encontrar a capa certa, todas as semanas, para levar ao engano o leitor desprevenido e sempre com o leit-motiv do costume jornalístico: a pequena escandaleira, misteriosa se for possível, para dar o toque de cereja no topo do bolo mole e tentar vender parte da tiragem anunciada de 17 mil e 500 exemplares. Venderá cinco mil? Duvido.
Hoje a capa é assim, do género aludido:
O Pinho malfadado da EDP e do BES anda em bolandas, amarrado a uma pulseira electrónica da justiça à perna. Os factos de que é ainda suspeito são graves porque contendem com a corrupção mais soez e que utilizou os recursos do Estado para afundar a Economia de que o dito era ministro. Pior, seria impossível.
Pois o Ministério Público e a Justiça andaram a investigar e demorou anos até conseguir pôr-lhe a perna com o adereço, numa modalidade bem mais benevolente do que a medida requerida que era pura e simplesmente a pildra.
O Tal & Qual desta semana condoído de tal vítima do sistema de Justiça atira uma pedra ao charco para tornar sensação o que nunca deveria ser: o "truque" do Ministério Público para manter este Pinho preso à pulseira que o condiciona na perna e liberdade no andar.
Qual o truque inventado pelo Tal & Qual para descobrir o ardil do Ministério Público? Está assim explicado pelo tal Manuel Catarino à míngua de sensações, como a do infausto Sérgio Figueiredo, se calhar muito lá de casa e por isso ausente de qualquer notícia do jornal. Truques.
O ponto é que Pinho apesar os esforços do seu advogado, ainda não conseguiu dinamitar o processo, até hoje, mas ainda não desistiu de anular qualquer hipótese de se fazer justiça material, preferindo mil vezes a famigerada justiça formal, a que existe para proteger arguidos de imputações injustas e condenações iníquas, o que no caso de Pinho é claríssimo como água de rosas, como todos sabem e pressentem.
Em vez de noticiar isto e dar a devida explicação aos leitores, o jornalista Manuel Catarino prefere usar outro truque: imputa ao MºPº um ardil processual nefando e aparentemente escandaloso, ou não fosse esse o motivo de primeira página: separar o processo em dois, articulando factos que se podem autonomizar para tornar mais célere o que o arguido pretende à viva força emperrar até ao limite do possível e a uma desejadíssima prescrição salvífica que o liberte da amarra compulsória e da previsão de vários anos à sombra de uma carregueira qualquer.
Pois esta iniciativa do Ministério Público, legal, constitucional, desejável e importante para o funcionamento da justiça, é apresentada pelo Manuel Catarino como um "ardil", apresentado jocosamente como uma "genialidade" dos procuradores encarregados da investigação. Porque, segundo o mesmo, os investigadores ainda não têm provas no processo. Só "indícios" e ele sabe ou alguém lhe disse que assim seria. Adivinha-se quem...enfim, não é difícil de saber.
Mas o facto que sustenta o processo autonomizado é que é uma porra difícil de contornar: o banqueiro Salgado deu uma avença regular, secreta e sigilosa ao arguido enquanto o mesmo foi ministro e este escondeu-a numa offshore, branqueando capitais. E objectivamente o ministro, agora arguido, deu uma grande ajuda ao antigo patrão, que por seu turno está numa grande embrulhada por ter aproveitado diversas manigâncias, incluindo com a EDP.
Perante isto o Tal & Qual considera que há um ardil para tramar Manuel Pinho. E truques à mistura...
Quanto a isto Manuel Catarino presta-se ao frete. Quanto ao resto, não responde aos costumes. Tal e qual.
Sérgio Figueiredo, corrido a pontapé mediático, faz a caramunha habitual...
Sapo24:
É um acabado sem-vergonha e a prova está aí,
E já são dois sem-vergonha. Nem sei qual o maior...porque este é ministro das Finanças, julgo que no caso sem saber ler nem escrever, para além do discurso político stricto sensu que é o que interesse. Para o essencial há sempre assessores e ajudantes...
No outro dia o socialista João Soares, na tv, depois de ter concordado com a explicação de Poiares Maduro sobre o acto de ausência de vergonha protagonizado por "ambos os dois" retratados, disse que tinha a ideia que Medina era sério, incapaz de favorecer seja quem for e que até conhecia os pais dele, pessoas igualmente sérias.
Há pessoas assim, cuja ingenuidade é tocante tendo em conta quem são e o que sabem da política e do PS em particular e cuja noção de seriedade fica sempre no primeiro patamar, o da aparência.
terça-feira, agosto 16, 2022
A corrupção entre juízes
O Público de ontem tinha esta notícia, misturada com opinião da articulista e dos comentadores convidados para a comentar, no estilo habitual do jornal, como se estes fossem neutros ou isentos na apreciação:
O pressuroso sindicalista dos juízes, interrompendo as férias, já veio comentar, com a figura do costume que é exigir sempre responsabilidades, neste caso ao CSM, todo de férias também.
A Felgueirinhas atingiu há muito o patamar de Peter...
Sapo:
Confesso que fiquei espantado quando vi há meses a Felgueirinhas ( é filha de Fátima Felgueiras...) a assumir o comando da revista Sábado, originando a saída de alguns jornalistas ( Carlos Lima, por exemplo e que poderia ter sido um melhor director do que a dita...). Vaticinei a mim próprio que não duraria muito tempo e só não previ que fosse tão rápido, embore não fique nada admirado. Desde que comecei a ver os lotes de revistas Sábado, no quiosque, a ficarem quase intactos e a Visão ao lado a diminuir o monte, ao contrário do que até então acontecia, fiquei elucidado.
Esta Felgueirinhas é uma jornalista que nem sequer para investigação serve por aí além porque busca sempre a perversidade e o sensacionalismo inerente mesmo quando o assunto o não suscita. Este jornalismo da Felgueirinhas é o jornalismo trash, da miséria humana exposta para consumo corrente. É um sinal dos tempos e se calhar a Felgueirinhas julga que deve ser assim e vai continuar, pelos vistos, na TVI. Até ao dia em que a estação, ou seja, quem nela manda para ganhar algum, perceber que afinal as audiências não precisam dela...porque foi essa a conclusão da Cofina que disso sabe mais e melhor, por uma razão: é o modelo desta onda de jornalismo miserável. É o padrão. Eduardo Dâmaso é a excepção que confirma a regra, apenas, embora tenha que alinhar no esquema. Não há oferta jornalística em Portugal capaz de contrariar esta tendência. O Expresso? Talvez, mas expurgado do wokismo....
domingo, agosto 14, 2022
A propósito do Padrinho e da mitificação estética
No suplemente de hoje do CM aparece esta apreciação do filme O Padrinho por causa da efeméride dos 50 anos da sua exibição.
Por outro lado, em 1972 ou 73 não encontrei qualquer artigo de recensão crítica ao filme, ou sequer menção a propósito do seu carácter "seminal", original ou importância cinematográfica, como acontecia com outros filmes e realizadores. Os críticos da praça nacional, na época não deram qualquer importância ao filme ou sequer ao realizador, F.F. Coppola.















































