domingo, dezembro 04, 2016

A grande obra do PCP, segundo Lopes, aos Domingos.

Sapo24:

“No nosso país tudo o que de melhor foi feito tem o contributo do PCP”, vincou o homem que é um dos braços direitos de Jerónimo de Sousa dentro do partido, sublinhando que “pela sua natureza” os comunistas são “um alvo permanente do capital, dos seus meios e torturas”.  



O melhor do PCP, nos últimos 40 anos,  foi isto:

 A balbúrdia do PREC que nos trouxe a primeira bancarrota em mais de 50 anos.





O ataque aos "milionários" e a descapitalização do país durante décadas que ainda hoje se sente:





O "ataque" teve como perpetrantes indivíduos deste jaez...comunista de gema podre:

 



A Constituição de 1976 como obra de arte da ronha comunista e vergonha inominável de alguns idiotas úteis:



O ataque à Liberdade tal como concebida pela "democracia burguesa" e incompatível com o ideário comunista. Um prelúdio do que nos esperava se não tivesse ocorrido o 25 de Novembro:


Tudo isto obra de um partido com "paredes de vidro" aqui bem espelhadas:






sábado, dezembro 03, 2016

O PCP nunca enganou ninguém...




O mais estranho é que muitos se deixem enganar. Um partido revolucionário como o PCP não é um partido de democracia burguesa. E se aceita esta forma de participação democrática há cerca de 40 anos é apenas porque não tem alternativa, desde 25 de Novembro de 1975.

O PCP anda a engolir sapos há 40 anos de tal modo que a pele já se confunde com a dos batráquios: dura e rugosa. O PCP é um partido fóssil cujo futuro é continuar a engolir sapos cada vez maiores.

Actualmente o PCP é um partido revolucionário que vive de...rendas. A contradição suprema dos princípios por força da necessidade de sobrevivência não fica obviamente por aqui e a vergonha que deveriam sentir é inexistente porque quem a perdeu há muito não chora sobre leite derramado.

Não há em Portugal outro partido mais desavergonhado que o PCP uma vez que vive há 40 anos em contra-corrente, a fazer das tripas coração e a usar os trabalhadores da função pública como arma de arremesso permanente para se afirmar politicamente. Uma tragédia. 

Parece que há jovens que ainda acreditam nestas balelas programáticas e no imaginário comunista morto há longos anos e enterrado para sempre.


sexta-feira, dezembro 02, 2016

Tão ladrão é o que rouba como o que fica à porta...da loggia.

 No i de hoje o socialista de boa cepa maçónica volta à carga da superioridade moral...para dizer que "vi a corrupção e fui-me embora. Fui mais útil ao PS saindo do que ficando"...



Tal como se escreveu aqui, há quase um ano:

António Arnaut, um maçónico bem intencionado e provindo da parolice coimbrã foi ministro socialista, dos "Assuntos Sociais",  em 1978, quando podia ter sido ministro da Justiça. É verdade e tal foi contado aqui, pelo próprio.
A Maçonaria mandava no Governo e o irmão Arnaut estava bem emparelhado com o irmão Almeida Santos, o Sombra do regime ( ele o disse quando afirmou que andava sempre na sombra de Mário Soares...)

Como é típico dessa parolice que copia modelos estrangeiros sem medir distâncias ( em Direito também há disso, lá em Coimbra) na altura o maçónico Arnaut, muito preocupado com os pobrezinhos e desvalidos, contando com o dinheiro que não tinha, mandou estudar um sistema de saúde que aliás vinha a ser estudado desde 1971, por Marcello Caetano.


 Ninguém contesta as melhorias no sistema de saúde, em Portugal, nestes quase 40 anos de experiência do SNS. Era o que mais faltava ser assim tão reaccionário quando é certo e sabido que o governo de Marcello Caetano tinha os mesmos propósitos de preocupação social que o maçónico Arnaut. Porém, os métodos e valores intrínsecos não eram certamente os mesmos e o diletantismo de alguém que poderia ter sido ministro da Justiça e acabou, por acaso na pasta dos assuntos sociais, nunca teria ocorrido.
Assim, como geralmente acontece com estes diletantes socialistas que pensam no bem e acabam por fazer o mal que todos pagamos, com língua de palmo, o SNS desvirtuou-se e perverteu-se.
Assim... o que aconteceu de novo na medicina em Portugal? Foi alcançado o desiderato do maçónico, de acabar com os tais exploradores ou os mesmos conseguiram afinal multiplicar-se e vicejarem como cogumelos na humidade?

quinta-feira, dezembro 01, 2016

A Direita que nunca existiu e a Esquerda sempre presente

Este livro acabado de sair...

...com este "prefácio" e introdução:


...é a continuação destoutro livro, da autoria de Eduarda Dionísio, publicado em 1993 e dedicado também à "cultura".


Com este "prefácio" e introdução...





O primeiro relata a Direita que a Esquerda gosta; o segundo, a Esquerda que a Direita prefere.




quarta-feira, novembro 30, 2016

Aldrabices em série no Governo da Geringonça...

Observador:


O Governo escrutinou currículos em vários ministérios e detectou mais uma falsa licenciatura, que deu em exoneração nos Assuntos Parlamentares. Ainda houve outra saída por causa de uma nota curricular.

E já vão quatro...se fosse com o Passos tínhamos governo em questão, por causa das aldrabices em série. Neste caso nem o inenarrável e intocável  Pedro Nuno Santos sai nem alguém o convida a sair.

Um tartufo na pele de humorista à força

Por causa desta entrevista que a revista Visão de hoje dá à capa...


...fui comprar este livrinho que custa um pouco mais de uma dúzia de euros e tem 118 páginas incluindo um índice remissivo das citações cotadas de autores célèbres.


Depois de ler o índice, em folheio avulso das páginas  ocorreu-me uma ideia abducente e que revigorou a curiosidade após ter lido umas passagens esparsas do Falsfaff do bardo do "ser ou não ser" colocadas em quatro páginas do opúsculo pensado em citações.

 Então fui refolhear  uma obra antiga que tenho há precisamente 40 anos: Le mot d´esprit et ses rapports avec l´inconscient, de 1905 e da autoria de um reputado judeu de Viena que se dedicou ao estudo da psicanálise. A edição original da Gallimard ( aqui em edição de bolso nrf) é de 1930 e foi revista pelo autor, então ainda vivo.






O índice batia certo com o contexto...e volteei as folhas com afã de descoberta da careca a este tartufo.



Passada meia hora de pesquisa...nada de careca, até agora. 
A páginas 18-19 até traz a referência à obra...para dizer em resumo muito resumido de tal forma que lhe capa o resumo todo que "Freud vê no riso uma forma de descarga de energia psíquica, aquela energia que, não sendo libertada, anda entretida a reprimir as emoções".

O que leio na obra de Freud sobre o assunto é um pouco mais complexo e deixa-me a pensar se as demais citações estão no contexto certo ou se o pedantismo já chegou à Madeira...



Portanto, apesar de tudo recomendo o opúsculo que até traz citações de Miguel Esteves Cardoso, num micro ensaio sobre a "merda" e  que o psicanalista de Viena não conheceu...

terça-feira, novembro 29, 2016

A triste realidade: Portugal falido pelo socialismo

RR:

É preciso pôr os pés na realidade e deixar de ter ilusões. O crescimento económico de 1,5% previsto pelo Governo de António Costa para 2017 está longe de ser suficiente, dizem dois economistas alemães. 
Portugal está “falido”, diz Thomas Mayer. Segundo o ex-economista chefe do Deutsche Bank, é preciso chamar os “bois pelos nomes”. Basta olhar para a dívida pública portuguesa, superior a 130% do Produto Interno Bruto (PIB).

Se não fosse o rating acima de “lixo” de uma agência de notação financeira, a DBRS, Portugal estaria em maus lençóis, constata Mayer.
“Assim que a DBRS reduzir o rating, Portugal deixa de se conseguir financiar no mercado”, sublinha.

segunda-feira, novembro 28, 2016

Cuba livre e outros cocktails

A "pedido de várias famílias" aqui ficam uns recortes do Diário de Lisboa de 2 de Dezembro de 1973 acerca da Cuba de Fidel Castro e o que a oposição no exílio, em Miami , fazia na época para reverter a situação na ilha.

A reportagem é de Joaquim Letria, o futuro ( dali a ano e meio) fundador de O Jornal, também um dos jornalistas que julgaram ser tudo possível depois do 25 de Abril de 1974.

O Diário de Lisboa dessa época prè-revolucionária já tinha como director o revolucionário do PREC,  A. Ruella Ramos, um sectário comunista que também dirigiu o Sempre Fixe então relançado e um dos bastiões da extrema-esquerda ortodoxa e não alinhada em partidos.

O jornal desse dia, um Domingo, tinha capa e suplemento a cores o que era notável para a época e o  nosso meio de imprensa, relativamente pobre mas em franca evolução.  Depois disso foi sempre a descer em qualidade gráfica até à época das vacas gordas da CEE.
O Diário Popular também já tinha suplementos a cores e por isso a concorrência sentia-se, embora a impressão do DL fosse bem melhor.

Quanto ao teor informativo é o que se pode ler. A reportagem poderia ter sido realizada hoje...o que é dizer muito do nosso género jornalístico de artefactos criados para entreter o público leitor e no fim de contas desinformar objectiva e regularmente.
Julgo que este Joaquim Letria foi o mesmo que depois disse do seu O Jornal ser um periódico que não metia notícias na gaveta. Nem precisava porque as tinha guardadas no sótão ideológico do politicamente correcto que  nunca abandonou.





 A última página era isto, exemplo máximo do politicamente correcto com travo artsy ao estilo do Público:



Como jornalista do género "enviado especial" a diversos locais,  também lá estava Nuno Rocha, o futuro fundador do Tempo e que nesta edição assina uma reportagem de uma viagem à...Roménia .
Na altura e até 1989 a Roménia foi um dos países comunistas mais típicos, mais pobres e mais atrasados do Leste e que tinha como dirigentes o casal Ceausescu,  ogres do seu próprio povo e que foram lapidados no decurso da revolução contra o comunismo.

Nuno Rocha reportou especialmente, além do mais que até dói ao ler que a Roménia era "um país sem polícias", o que antecipava o que sempre pensei do seu jornalismo e que me levou a comprar muito poucas vezes o produto que depois lançou, O Tempo, logo em 1975.

Curiosamente era este jornalismo que a Censura deixava estupidamente passar, sendo absoluta propaganda cripto-comunista enroupada em  crónica de viagens que mistificava completamente a realidade de um país como a Roménia comunista era. A propaganda ideal, pois então, escrita por Nuno Rocha que dali a tempos estava supostamente a combater o comunismo no Tempo...


domingo, novembro 27, 2016

O jornalismo português impresso, televisivo e radiofónico é um ESCÂNDALO!

Ou uma grande porcaria, como demonstram os obituários e articulo mortis sobre Fidel Castro.

Nem um jornalista de imprensa, rádio e televisão se atreveu a mencionar o óbvio ululante, como diria o brasileiro Nelson Rodrigues: um ditador é um ditador e um ditador sanguinário é isso mesmo e não um herói do povo. Quem chacina milhares dos seus concidadãos, por mor de uma ideia política importada e já com provas dadas na altura de ser totalitária não merece o título de herói a não ser por aqueles que ainda acreditam nessa ideia, nesses métodos e nessa política.

O jornalismo português aprendeu com aqueles que acreditavam nisso tudo e não tiveram tempo, ainda, de se reciclarem mentalmente e repensarem essas idiotices e começarem a pensar pela própria cabeça.

O resultado é o que vemos com os adelinos farias e tutti quanti.

Fidel? Não tenho pachorra...



Sobre a morte de Fidel Castro, Jerónimo de Sousa do PCP disse em nome dos "camaradas portugueses" que o Comité Central sentia um "profundo pesar". O cripto-líder Arménio Carlos disse mais: "foi o líder histórico de uma revolução que prossegue um caminho próprio".

Catarina Martins do BE afinou pelo mesmo diapasão: "Um grande homem  da revolução cubana, uma revolução vitoriosa"

Os socialistas não saíram do seu registo e pela voz do governante Santos Silva disseram que "é uma personalidade histórica de Cuba cuja morte devemos lamentar".

José Manuel Fernandes colocou os pontos nos iii, sem mastigar frases de circunstância:

 "Há muito que Fidel Castro não era uma figura deste tempo. Não por estar doente e afastado do poder, que passara ao irmão, mas por representar uma utopia há muito desacreditada, a utopia marxista-leninista, e a mais trágica das ilusões do século passado, a ilusão comunista."
 (...)
  "Esta duplicidade moral da esquerda pode ser ilustrada com uma provocação simples, mas verdadeira: o regime de Castro matou muito mais opositores do que o regime de Pinochet; Castro, ao contrário de Pinochet, nunca permitiu uma consulta livre sobre o seu destino político, nem abandonou o poder respeitando a vontade popular; Castro encontrou uma Cuba corrupta mas economicamente dinâmica e deixa-a empobrecida e corrompida pelos mesmos males que vituperou, como prostituição, enquanto Pinochet recuperou a economia chilena, ainda hoje a mais dinâmica de toda a América Latina. Castro não deveria por tudo isso merecer mais condescendência do que a tolerância zero que justamente dedicamos à ditadura chilena."

Cuba não é exemplo de nada para ninguém, mas os mitos continuam a alimentar essa esquerda fóssil.

Aquela ilusão comunista ainda hoje é defendida e partilhada pelo PCP, pelo BE e amplamente ajudada pelo PS que apesar de a não defender continua a partilhar o cama com aqueles fósseis.
Isto é a nossa tragédia nacional que se representa há cerca de 40 anos no palco social e político. Agora já é uma farsa, mas com virtualidades de se tornar outra vez tragédia, se o permitissem as circunstâncias e o tempo.

De todos os escritos que hoje li sobre o assunto o que mais me enoja é o do Público. Pela pena de um tal Fernando Sousa o branqueamento de Fidel Castro é de tal ordem que até suja o papel. O máximo que chega na História negra desse tipo particular de comunismo é aos anos 2000 e aos casos mediáticos das prisões de dissidentes.

O resto é hagiografia pura e com uma tónica comum que é dada pelo comunista Domingos Lopes, assim:


Imagino o que seria o jornal se o obituário a fazer fosse o de Salazar. 

sexta-feira, novembro 25, 2016

25 de Novembro de 1975: o fim da balbúrdia do PREC, apenas.

Hoje passa mais um aniversário do "25 de Novembro", celebrado como o dia da derrota dos comunistas e  por isso mesmo completamente silenciado oficialmente pelas forças da Geringonça. Compreende-se porque é assim que contam a História: censurando e silenciando quando não obliterando.

Do outro lado do espectro político este dia é o símbolo do regresso aos "brandos costumes" uma vez que estava concluída a tarefa principal que era a entrega dos territórios ultramarinos.
Esta visão dos acontecimentos pretende provar demais, uma vez que o que aconteceu nesses dias, em Portugal, poderia ter desencadeado uma guerra civil de consequências imprevisíveis, atenta a correlação de forças já existente.
A Direita portuguesa tinha partido para o exílio mental, como ainda agora  se pode confirmar e portanto os poucos que ficaram e não perderam a lucidez talvez não fossem suficientes para travar o avanço revolucionário da loucura do PREC. A Igreja não tinha tanques e meia dúzia de comandos não chegariam para várias dúzias de suv´s, em termos numéricos.
Se tais suv´s conseguissem convencer os moderados de que a revolução seria a favor dos pobres e desfavorecidos e contra os ricos de cartola e empresas exploradoras,  torna-se muito duvidoso concluir que a meia dúzia suplantasse as grosas inteiras de loucura revolucionária em curso.

O que aconteceu foi por isso fruto da mais pura sensatez e ao mesmo tempo da sorte das ocasiões, como aliás aconteceu no dia 25 de Abril de 74: os moderados afastaram os radicais mas não expulsaram o veneno instilado no país e ainda toleraram a manutenção das raízes do mal, regando-as copiosamente nos anos a seguir. A Direita ausente nunca se recompôs porque já não existia. E foi esse o  drama que ainda perdura.

Na altura essa Direita organizava-se informalmente à volta de uma fogueira na Rua e pouco mais que em 1977 vendia pouco mais de trinta mil exemplares na rua. Os seus acólitos debandaram para paragem incerta e muitos terão mesmo virado a casaca, traindo pacatamente os ideais.
Esta Direita envergonha o país que fomos mas não há volta a dar porque nem sequer tem meios para denunciar publicamente a História que depois nos passaram a impingir nos media em geral. Marcello Caetano queixou-se disso no Depoimento, Memórias e Confidências que contou no exílio  e por isso é caso arrumado.
Esta Direita nem meios tem, sequer,  para reeditar os Discursos de Salazar...em seis volumes. Quem os quiser ler terá de os comprar em alfarrabistas, o que é dizer quase tudo.

Assim, uma relembrança do passado nunca fez mal a ninguém, hoje que ninguém quer lembrar, oficialmente o que se passou, para não haver incómodo público. E assim todos se calam e nenhum jornal lembra a efeméride.


O mais caricatural deste relato sumário dos acontecimentos reside na circunstância de o VI Governo Provisório ter entrado em "greve", em 20 de Novembro de 1975, o que originou que um grupo de intelectuais esquerdistas que integravam o famigerado MUTI decidisse processar o Governo, apelando a uma lei "fassista" e afinal já revogada nessa altura: o cómico, o  trágico e ridículo associados. No manifesto de lançamento do tal MUTI apareceram cerca de 400 personalidades. Algumas ainda andam por aí...como o desaparecido cantor Tordo, que nem por ter acabado a austeridade, regressou, mas deve estar a reaparecer.

De resto o que os jornais então contaram serve para mostrar o que se passou:

O Jornal de 21 de Novembro de 1975 espelhava numa opinião o que se passava: um país à beira de um confronto e isso já depois da independência de Angola. O PREC não terminou com tal acontecimento. 



Logo a seguir aos acontecimentos surgiram as interpretações. A do PCP de Álvaro Cunhal é curiosa...


...porque consistiu num mero "golpe de rins:

O PS de Mário Soares em vez de pôr um ponto final na aventura da geringonça da época, expulsando o PCP do Governo, nada fez por isso e criticou quem o defendia :



O PSD de Sá Carneiro ficou isolado...


 Mas havia outras interpretações, mormente da tal Direita envergonhada e neste caso dirigida por Vitorino Nemésio, outro esquecido do tempo "Se bem me lembro":


 E foi assim que o PREC continuou em modo mais suave, tendo como compagnon de route o PS de sempre, agora no poder para distribuir benesses pelos seus apaniguados habituais, constituindo uma classe política que é a que ainda temos, sem tirar nem pôr, com o advento da aventura de Macau.

Em 1976, dali a meia dúzia de meses foi a epifania que ainda hoje o PCP celebra: a aprovação de uma Constituição democrática que nos garantia que caminhávamos ainda para a "sociedade sem classes". Ipsis verbis.


E até os social-democratas davam vivas à coisa muito democrática que nos garantia o "socialismo", "mediante a criação de condições para o exercício democrático do poder pelas classes trabalhadoras".



Em 1978, porém, Marcello Caetano publicou uma edição ( a 4ª, revista e aumentada) da sua obra de estudo sobre as Constituições portuguesas e não tinha dúvidas: quem mandava, ainda nessa altura, era o Conselho da Revolução.


O qual só acabou, extinguindo-se de vez, em...1982. Porque o PS assim o quis...
Expresso, 13.3.1982:


quinta-feira, novembro 24, 2016

As mulheres não mudaram assim tanto, em 50 anos...

A RTP3 pela voz de Ana Lourenço comemorou a efeméride dos 50 anos do Código Civil, circunscrevendo o tema ao assunto da mulher e a diferença entre o tempo actual e o de então, com ênfase na discriminação das mulheres em relação aos homens.

Para comentar o tema convidou um professor de direito de família e...Cândida de Almeida, agora no STJ e que falou da dificuldade em ser magistrada nesse tempo de discriminação feminina.

Enquanto falava reparei que levantava um pouco o lábio superior do lado direito, ao mesmo tempo que piscava intermitentemente o olho do mesmo lado, fazendo rebrilhar a tonalidade das rosáceas da face, demasiado esticadinhas e polidas para a idade da dita.

Enfim, nada mudou em 50 anos e afinal aparecem a falar em discriminações. A natureza é o que é, sendo que a das mulheres não mudou nada de nada. E a prova vi-a agora mesmo.

A ironia do destino é essa: não há código que altere a essência feminina. Podem exercer as profissões todas, ganhar o mesmo ou mais que o resto continua tudo igual. E ainda bem.

Secretos na grelha...

O Ministério Público terá um inquérito pendente e tendente a averiguar o que se passou nos serviços secretos nos últimos anos, sob a intendência de Júlio Pereira, por sinal magistrado do MºPº.

O antigo agente que esta semana foi condenado em primeira instância abriu uma página do livro para dizer que os serviços secretos são um antro de ilegalidades. Rui Pereira, o antigo ministro da pasta e maçon discreto, disse em tempos que se assim fosse seria muito grave...

Como Silva Carvalho será ouvido obrigatoriamente em tal inquérito esperam-se resultados a breve trecho...até porque o MºPº terá em mãos um manual apócrifo que documentará o que aquele diz agora à boca-cheia, depois do magnífico trabalho dum  jornalista do Expresso, com cabeça de catatua.
Será essa mais uma coroa de glória do jornalismo-expresso.







Entrevista de Ivo Rosa ao Expresso