Público de hoje:
Em França, a esquerda e a direita nos media, sobressaltadas...
Público de hoje:
Em França, a esquerda e a direita nos media, sobressaltadas...
O Público de hoje descobriu um tema que tem quase vinte anos de escândalo e despesismo público encapotado a favor de uma advocacia privada que carece destes apoios como pão para boca faminta: o da parecerística avulsa das grandes firmas de advocacia ao Estado, a solicitação dos governos e mais poderes públicos, autarquias e empresas públicas.
Milhões e milhões que todos os anos sangram o orçamento de Estado, em proveito de tais sociedades privadas, em número reduzidíssimo e quase sempre as mesmas e que deveriam ser utilizados em sectores tipicamente das funções de Estado.
O artigo explica que para além desses milhões ainda há os destinados a pagar vencimentos a funcionários contratados pelos departamentos de Estado para assegurar precisamente o que é solicitado pela parecerística aos privados, numa aparente duplicação de encargos sem sentido razoável e muito menos de Estado.
Há centenas de juristas nas autarquias, nos hospitais públicos e nas empresas públicas, com a incumbência de lidar com assuntos que são entregues regularmente à parecerística rendosa e casuística da advocacia privada de escritórios muito contados e que cobram à hora e em quantias absurdas.
Houve entretanto algum pejo e uma tentativa pífia de ordenar o caos, há meia dúzia de anos, mas debalde. Nenhum advogado destes quer mudar seja o que for e alguns estão no seio do Governo. Os Lacerdas já se replicaram...e o sistema já funciona em piloto automático perante uma impunidade assegurada pelas próprias leis gizadas e aprovadas pelos mesmos, como se confirma através do processo Influencer. A corrupção é por isso claramente generalizada, neste e noutros aspectos.
Estou a lembrar-me de um escândalo recente, imputável à Secretaria-Geral da Presidência da República e aqui já tratado, completamente esquecido deste jornalismo lamentável que só atira ao Ministério Público, para esconder este forte pendor e fedor pró-políticos e que se pode suspeitar legitimamente serem afinal quem os alimenta em subsídios directos ou encapotados, num processo corruptivo singular e sofisticado, como se está a ver com a insolvência de facto da Global Media e o caso da Lusa. O Público só não faliu de facto e de direito porque é subsidiado permanentemente pela SONAE.
Neste blog o tema é recorrente e tem quase vinte anos. Aliás, já vem de trás de 2005 e com um recorte escandaloso, protagonizado pelo escritório da PLMJ.
É esta firma de advocacia, a PLMJ que inicia todo este processo escandaloso ao redor dos recursos do Estado para alimentar firmas privadas de advocacia.
Um artigo na revista Visão de 1.10.2007 dava conta do contexto em que tal sucedeu. O artigo até refere o retrato da "nova geração de advogados portugueses, influenciados pela liberalização económica e globalização" :
No Público de hoje, Pacheco Pereira atira-se ao caso da procuradora Maria José Fernandes, agora para a defender do opróbrio de ter sido sujeita a inquérito disciplinar por causa do artigo no jornal. Espanta-se mesmo com a ausência de notícias espalhadas pelas aberturas de telejornais como tinha sido a publicação do tal artigo. Nem lhe ocorre a hipocrisia mediática de defesa da "política executiva" que tal evidenciou porque o seu objectivo permanente espelha-se bem neste artigo ignóbil a vários títulos.
Sobre o caso da tal procuradora escreve as burricadas que leu algures e replica aqui, como se fosse um sabidolas destas coisas pela quais leva a vida depois de reformado, envenenando a opinião desinformada de quem o possa ler.
Essencialmente, tal como outros, defende os "políticos", à outrance, atacando de rompante o Ministério Público porque sim e é assim.
Os argumentos são risíveis e de ignorante, pelo seguinte: Pacheco Pereira, antes de escrever estas coisas deveria informar-se em que circunstâncias é que o MºPº, detentor exclusivo da acção penal deve instaurar inquéritos e particularmente informar-se e perceber o que é o princípio da legalidade e também o da oportunidade. Está tudo nos sítios que poderia consultar se fosse inteligente e tivesse boa-fé o que aparente lhe falha em dose substancial.
O MºPº não tem a oportunidade legal de não instaurar inquéritos sempre que lhe chegue uma denúncia que não seja pura e simplesmente disparatada.
No caso da autarca de Matosinhos, deveria saber se foi isso que sucedeu mas não se incomodou em indagar minimamente porque lhe bastou o eco mediático de apaniguados do poder político que está, acompanhado da ausência de comunicação devida da PGR que mais uma vez arca com as responsabilidades de tal omissão.
Por outro lado, o mesmo MºPº tem obrigação estrita de instaurar inquéritos por denúncias apresentadas e investigar factos, como habitualmente o faz, sempre que os indícios por pequenos que sejam, existam e sejam relevantes. Não pode nem deve fazer o que o falecido PGR Pinto Monteiro mais o pSTJ Noronha Nascimento fez relativamente à certidão que lhe foi apresentada por vários magistrados ( o titular o inquérito Face Oculta, João Marques Vidal; o superior hierárquico deste, Braga Themido e até o juiz de instrução António Gomes) relativamente a um crime imputável ao então primeiro-ministro José Sócrates e que aqueles entendiam estar indiciado, no caso concreto o crime de atentado ao Estado de Direito.
Assim, a passagem do escrito em que diz que "o MP abre mesmo a coisas que nada têm a ver com crimes mas que aparecem na comunicação social especializada nas malfeitorias ( está a referir-se aos media da então Cofina, hoje noutras mãos...mas também a coisas do Público) e não levam a lado nenhum" é apenas uma atoarda que no mínimo revela ignorância e na realidade a má-fé de quem não quer informar-se.
A lista das tais "malfeitorias" que são arquivadas pelo MP e que "não levam a lado nenhum" pode ser extensa porque afinal a estatística revela que a maior parte dos inquéritos instaurados pelo MP é arquivada e ninguém de boa-fé se espanta com isso ou processa intenções parvas como este escrito exemplifica.
A circunstância de avultar suspeita- "se o MP abre um inquérito, é porque há alguma coisa"- é inevitável? E daí? Haverá modo de o evitar? Atinge políticos? E algum foi obrigado a encarreirar por tal destino, conhecendo tal inevitabilidade das democracias?
Só com o estrito respeito pelo segredo de justiça, mas sobre isso, mormente no que se refere a casos mediáticos, já vimos como funciona: neste último Influencer não houve violação de segredo de justiça, a não ser pelos advogados dos arguidos e outros, após as diligências de interrogatório dos mesmos...e isso este palerma habitual nem refere. Porque sabe agora quem é que viola tal segredo e por isso nem nisso fala. O que revela a má-fé que o envolve nestes escritos, sempre a favor da "política" que lhe agrada.
A que não lhe agrada é "populista"...o que o torna supinamente irritante em tudo o que escreve, sempre eivado de má fé e maus fígados.
Quem conhecia bem estes espécimes era Vasco Pulido Valente e sobre os mesmos escreveu em 9 de Agosto de 1996 no suplemento Vidas do Independente, num escrito sobre os semanários e o...Público:
"O maoísmo não formou o "carácter" dos maoístas, o maoismo não fez mais do que atrair certos indivíduos com um certo, inconfundível "carácter", escreveu Vasco Pulido Valente, há muitos anos.
Tal & Qual:
Para além do ponto 4, aplica-se-lhe também integralmente o seguinte, sobre a característica de "especialista instantâneo" em que se transformou certo jornalismo que o Público bem exemplifica, neste e noutros caso de komentadoria habitual.
"Eles aprenderam, por volta de 1970, alguns "factos" e algum "calão técnico" e, daí em diante "brilharam sempre em qualquer circunstância, e sobre qualquer tema".
Sapo:
Não há dúvida e isto está aqui para o comprovar...
O presidente da República deve andar muito distraído...
Editorial de um tal David Pontes, no Público de hoje:
Como ainda gosto de ler jornais em papel e não me apetece subscrever informação digital, comprei hoje o Público depois de ler um artigo sobre o ensino de História em Portugal cujo comentário ficará para depois.
Ao ler o editorial de um David Pontes, jornalista pela certa e que começou a estagiar no jornal logo em 1990, segundo o seu retrato breve e resumido a actividades jornalísticas forçosamente diletantes em áreas que não domina, deu-me vontade de comentar para repensar o escrito.
O título remete para um exercício de liberdade de expressão de magistrados com o qual não posso estar mais de acordo e isso é pão com queijo para este jornalismo. É nestas águas que se sentem confortáveis no nado, nas generalizações sobre direitos e liberdades que qualquer diletante opinativo pode esportular sem ofender a inteligência seja de quem for.
Creio mesmo que é nesta ideologia difusa que se alimentou num biberão esquerdista, desde o berço educativo que vicejam estes exemplos no jornalismo nacional. Não se notam espécimes que saiam desse redil de conformismo ideológico, nem sequer para questionar tais asserções enraizadas.
Tudo o resto decorre desse quadro mental generalizado e por isso mesmo democraticamente unificado em opinião que dificilmente tolera a divergência que ultrapassa tal quadro matriz.
O artigo editorial tem também a ver com isso porque é nesse quadro mental que o editor se arroga um saber sobre instituições e poderes que manifestamente não tem nem se apercebe de tal ignorância.
Desde logo o editorialista acha naturalíssimo que o artigo da procuradora/inspectora Maria José Fernandes, tenha tido o "raro condão de abrir noticiários televisivos no dia seguinte".
Para o mesmo é naturalíssimo que os seus colegas editores das televisões e demais órgãos informativos tenham dado um desmesurado destaque a um artigo que sintomaticamente atacava a instituição- o Ministério Público- que nessa mesma altura estava a ser posta em causa por representantes de outros poderes.
O editorialista tem a obrigação de saber que sobre o assunto falaram cão e gato, no komentariado televisivo e também advogados de defesa dos arguidos, em directo após diligências processuais, violando sistematicamente um dever de reserva que nunca admitem a outros, como sejam os magistrados e simultaneamente violando um segredo de justiça cuja derrogação lhes serve para arrasar precisamente o MºPº, imputando-lhe gratuita e permanentemente tal malfeitoria.
O editorialista tem igualmente obrigação de saber que antes do artigo da procuradora já se tinham pronunciado em graves declarações de imputação de intenções suspeitas ao MºPº, alguns representantes máximos do poder político, mormente a segunda figura do Estado, o presidente da Assembleia da República, o nefando Santos Silva que gosta de "malhar na direita", seja lá isso o que for que lhe interesse. Também se pronunciaram figuras gradas do poder político que governa em modo desabrido e desafiador dos poderes públicos e das instituições, contra o MºPº.
Não me ocorre nenhum escrito do jornalista Pontes sobre tal assunto que mina a democracia em aspectos fundamentais do Estado de Direito.
Mas escreve agora, ingenuamente ou nem por isso, sobre o fenómeno mediático da replicação em telejornais do artigo da procuradora no Público. Artigo esse em que se destacavam os aspectos coincidentes com o discurso inflamado contra o MºPº, proferido por aqueles próceres do poder político.
Será isso um caso típico de interesse por notícia de homem que morde no cão? Nem por isso, uma vez que é mais um caso típico de interesse em notícia de cão que não morde nas canelas de um poder que o pretende dominar.
O jornalismo nacional, muito fruto dos estágios e formações do género da que terá sido ministrada ao jornalista Pontes, enfileira mais rapidamente na defesa do poder político ideologicamente afecto, como é manifestamente o PS esquerdista, do que na defesa dos interesses genuínos dos cidadãos eleitores que assim são manipulados mediaticamente resultando tal efeito nas sondagens e votos respectivos.
O poder político que está depende em grande parte do poder mediático que o ampara, como é manifestamente o caso do jornal Público, cuja independência e isenção é simplesmente uma quimera.
Daí que lhe tenha parecido muito natural a réplica mediática de tal escrito da procuradora, com esse raro condão que pelos vistos não compreende neste contexto simples: só foi notícia amplamente mediatizada porque alimentou a onda de crítica, vinda de um certo poder político do PS ao Ministério Público que actuou e cujos dirigentes devem ter ficado perplexos com a reacção destemperada e desproporcionada de tal poder político incomodado.
Ao jornalista Pontes nem ocorreu que anteriormente e sempre que este poder socialista foi posto em causa por investigações criminais, agiu sempre deste modo destemperado e acusador para com a instituição que tem o estrito dever de assim proceder. Tal sucedeu em 2003 no caso Casa Pia; no caso Freeport; no caso Face Oculta; no caso Marquês e outros, como agora este Influencer.
É um padrão de actuação política que o jornalista Pontes não quer entender para perceber melhor porque é que o artigo da procuradora mereceu destaque inusitado nos media em geral, particularmente nos mais afectos ao poder socialista como é o caso manifesto das televisões dominadas pelo empresário Ferreira que aliás emprega um dos arguidos do processo, o advogado Lacerda, que afinal já nem é amigo do primeiro-manhoso, perdão, ministro.
Por isso o destaque mediático nada tem a ver com o que em seguida escreve sobre tal artigo, mas sim e apenas para aumentar a confusão, atacar quem investiga e manipular a opinião pública a favor de suspeitos de corrupção. Isso, o jornalista do Público nunca denunciou nem sequer se questionou publicamente a tal propósito.
Assim, continua no escrito a lavrar em asneiras decorrentes de um desconhecimento básico da natureza do MºPº que temos, da dinâmica processual que legalmente existe e da essência do estatuto de tal magistratura, replicando farpas mediáticas ao SMMP, acusando-o facilmente de um corporativismo atávico, sem perceber o que foi dito por tal entidade.
É isto o jornalismo que temos destes estagiários dos anos noventa formados sabe-se lá onde e como e que se acham no direito de escrever sobre tudo e todos, mesmo que pouco ou nada saibam sobre os assuntos. Sabem o essencial: as generalidades da política caseira e a necessidade de seguir um politicamente correcto que lhes assegure um mínimo de bem estar de emprego.
Assim, quando escreve que "no centro das críticas está a cada vez mais inexistente hierarquia interna no seio do MP e uma sacrossanta ideia de que os magistrados são detentores de uma autonomia individual" o que será que o jornalista estagiário dos anos noventa percebe sobre isso?
Leu o Estatuto do MP? Percebeu o alcance e limites da celerada Directiva 1/2020, impugnada nos tribunais, pelo SMMP, porque atentatória da legalidade vigente, apenas assente num parecer do CCMP? O qual diz isto assim de modo explícito mas equívoco:
Saberá o jornalista se foi isto que a tal procuradora do artigo do Público quis dizer no escrito? A mim não me parece muito que tenha sido, mas enfim.
O que o jornalista defende, atacando a autonomia interna do MºPº, por motivos que se adivinham, ou seja, de apoio ao poder político que está, do PS, porque não haverá outros expostos, devido à sua ignorância do assunto, é pura e simplesmente o exercício de um poder hierárquico do género militar ou de funcionário público administrativo em que as chefias podem, querem e mandam, mesmo nos termos e limites de uma lei que é nesses casos quase sempre difusa quanto a isso.
Não o incomoda que possa haver um chefe hierárquico no MºPº- e provavelmente nem conhece a estrutura de um DCIAP e os poderes hierárquicos existentes- que tenha o poder de interferir casuística, arbitrária, pontualmente interessada em determinado caso ou processo, por interferência directa de terceiros, no sentido de alterar decisões ou determinações do titular de um processo penal.
Nem lhe ocorre a perversidade que tal significa porque lhe parece mais natural o que se espelha no âmbito das escutas do caso Influencer: a intervenção directa, atrabiliária, criminosa porque minada por tráfico de influência, de decisores políticos, manipulados por interesses privados e tudo em nome da "política" que parece ser o mantra desta gente do jornalismo estagiário dos anos noventa.
O jornalista com o seu escrito quer mesmo que o MºPº seja o espelho de tal poder e seja permitido às chefias dizer ao subordinado, magistrado como eles, em qualquer momento, sem registo processual, sem apoio sequer na lei processual penal ou do estatuto, para agir assim ou assado, impondo a sua vontade individual ou determinada pelo topo hierárquico, no caso apenas mais uma pessoa.
A suspeita que é isso que pretende assenta desde logo na repetição do mantra dos "erros ou abusos na sua actuação", do MºPº quer dizer, sem indicação concreta dos mesmos e passando assim por connoisseur privilegiado de tais anomalias, por via de um conhecimento alheio e sem sindicância.
A conclusão do seu artigo ainda é mais triste. Leia-se porque é de facto a confissão clara de que lado está na defesa dos interesses de todos e que o jornalismo supostamente representa.
"Um dia, quando olharmos para trás e nos perguntarmos como, de uma forma geral, "chegámos aqui", veremos que aqueles que apostam em hiperbolizar as falhas da democracia e dos seus actores para desacreditar o sistema"...
Repare-se bem na gravidade do escrito: a defesa à outrance dos "actores" da democracia é apenas a defesa de salafrários e corruptos, porque de nada mais se trata no caso concreto do Influencer.
O episódio patético do Escária e do dinheiro no gabinete que deveria ser o toque de rebate para este jornalismo perceber a realidade factual e actual do que se passa, serve apenas para defender o sistema e o regime e naturalmente os seus actores, ou seja o primeiro-ministro A. Costa, tão estimado por este jornalismo estagiário dos anos noventa e que por isso mesmo se vendeu a tal poder político como em certa profissão acontece. É a mais antiga do mundo, aliás.
Há vinte anos um processo mediático tomou conta de certo jornalismo, como o da então Visão que em 30 de Outubro de 2003 publicou este artigo assinado por dois jornalistas que revelam um entendimento diverso do actual, o que denota uma mudança substancial em vinte anos, aliás explicada de algum modo no artigo do agora cancelado Buonaventura: "o risco da mediatização da justiça é uma justiça incomunicável nos seus próprios termos". As soluções que o agora cancelado professor propunha nunca chegaram a vias de facto...
Como se lê, o problema então não era o Ministério Público: era mais do lado dos juízes porque havia os "xerifes" e "securitários" na designação simplória deste jornalismo, e havia os "liberais" e "bonzinhos", mais sensíveis aos direitos, liberdades e garantias dos arguidos, segundo o escrito.
O juiz que decidiu o caso concreto do deputado mostrado e que depois se retirou monasticamente para parte incerta da Roménia em cura psicológica, entretanto regressado porque a memória residente é curta, era um dos "bonzinhos", chamado Carlos Almeida, acolitado no artigo por um juiz que é considerado no meio um monumento à inteligência e que aliás também se pronunciou agora sobre o caso Influencer, na mesma altura e para concordar com o artigo da tal procuradora.
Ontem como hoje...só com diferentes protagonistas.
A imagem "institucional" da República portuguesa nos documentos oficiais, até agora, era esta:
O Governo que ainda está, demitido e tudo, achou que não era boa imagem, particularmente os símbolos da nossa portugalidade e da nossa História.
Assim, encomendou em ajuste directo, mas com consulta prévia a três entidades, um novo logotipo para uma nova "identidade visual" porque aquela incomodava certas sensibilidades maçónicas e wokistas no seio da presidência do Conselho de Ministros...e ficou assim, como se pode ver.
Vai com tarja preta para acrescentar uma dimensão simbólica ao estilicídio como é este gotejar de wokismo:
A adjudicação do contrato para tal empreitada foi devidamente oficializada em documento legalmente inatacável, ainda com a anterior "identidade visual", através da Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros:
O contrato foi assinado em 22 de Novembro de 2022 e tinha um prazo de validade curto- pouco mais de um mês, segundo se lê.
Assim, passado mais de um ano e eventualmente em prazo suplementar porque o fixado contratualmente caducou em Dezembro do ano passado, o novo "visual" já aí canta a troco da módica quantia de € 74 000,00 mais o IVA da praxe tributária.
Importaria saber efectivamente se o prazo de 40 dias foi cumprido e se não foi o que sucedeu, mesmo informalmente e através de telefonemas esconsos, como habitualmente. Importaria indagar como procedeu a dita Secretaria-Geral, logo que se apercebeu do prazo de 40 dias ter sido excedido e se deu execução ao oficialmente contratado, ou se pura e simplesmente fez como de costume informal, no seio deste Governo: ignorar ou traficar a influência de lobby.
Houve alguém que estranhou um preço tão simpático para o objecto visual em causa e por isso foi alvo de atenção do Polígrafo que já assegurou que tudo estava bem e regular, no melhor desse mundo podre, mesmo sem indagar aquele pormaior dos 40 dias, acima referido. Se calhar estragava-lhes o frete.
Assim, foram 74 mil euros, sim, mas tudo em ordem. Curiosamente, no gabinete do chefe de gabinete do primeiro-ministro deste conselho de ministros foi encontrada há poucos dias uma quantia similar, em notas e que numa primeira versão não pertenciam a ninguém, mas afinal pertencem juradamente ao detentor do cargo em causa...
Quanto ao beneficiário do contrato para a renovação visual com limpeza de vistas incómodas para a presidência deste Conselho de Ministros, temos aqui a identidade do dito:
Em primeiro lugar interessa saber quem é este "primeiro outorgante" e o seu inevitável currículo para a função está aqui: todinho do ISCTE. Até tem um mestrado em "estudos africanos". E escarafunchando um pouco mais conclui-se que é suspeito de crimes em investigação, por...corrupção, num inquérito já do ano passado. Será de admirar?! Neste caso o inquérito está a cargo da PJ...
Quanto ao "segundo outorgante", o seu currículo será este, com o nome apresentado: professor na ESBAP, auxiliar desde 2012 e pelos vistos ligado a uma empresa de design, como administrador- a Studio Eduardo Aires, SA.
A obra-prima, com o custo de 74 mil euros mais IVA, essa prima pela figura que se pode ver: ridícula, a meu ver. Desprezível e atentatória do senso comum que nunca entenderá como se pode gastar 74 mil euros numa borrada destas a imitar um rot(hk)o qualquer.
Quanto ao modo como decorreu a contratação pública, basta ler o que a lei estabelece no caso de consulta prévia a três entidades, como se assegura que sucedeu:
No que respeita à tramitação procedimental, a consulta prévia desdobra-se nos seguintes momentos (artigos 114.º e segs. do CCP): 1) envio do convite (pelo menos a três entidades), 2) esclarecimentos e retificação das peças do procedimento, 3) apresentação de propostas, 4) negociação (fase eventual), 5) análise e avaliação de propostas, 6) relatório preliminar (elaborado pelo júri do procedimento), 7) audiência prévia, 8) relatório final (elaborado também pelo júri do procedimento), 9) adjudicação e 10) celebração do contrato.Este artigo no Tal & Qual de hoje mostra bem como os poderes em Portugal estão podres de corrupção.
Vital Moreira volta a atacar e denuncia a sua ignorância através da raiva incontida que não controla.
Escreveu na causa dele esta atoarda que só o devia envergonhar pela profunda ignorância que tresanda do escrito, o que é espantoso, vindo de um professor catedrático de Direito!
Bastar-lhe-ia ler o que está no portal do Ministério Público-PGR para se refrear na raiva incontida que transmite nos escritos contra o Ministério Público cuja actividade legal lhe sapou os interesses:
Na verdade, Vital Moreira, o catedrático dos Grilos nem sequer sabe o que é o princípio da legalidade que vincula o Ministério Público porque se soubesse não teria escrito a bacorada raivosa que escreveu.
Que tristeza!