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terça-feira, 3 de julho de 2012

Crise? Pois sim...


Sapo-Notícias:

A Conta Geral do Estado de 2011 revela que 25 gestores de 13 entidades não sofreram qualquer redução salarial.
De recordar que no segundo semestre de 2010 foi decidido um corte salarial de 5% para os gestores públicos e o congelamento de prémios. No ano seguinte, o governo decidiu fazer cortes entre os 3,5% e 10 % nos salário dos funcionários públicos que recebessem mensalmente mais de 1500 euros brutos.
Além destes dados, a Inspeção-Geral de Finanças detetou ainda que em duas instituições houve uma “atribuição generalizada de prémios de desempenho”.
A Inspeção-Geral de Finanças descobriu também que foram atribuídos carros de forma permanente a alguns funcionários. Tendo estes veículos sido usados durante o fim-de-semana e feriados (com portagens e combustíveis pagos pelo estado) sem motivo aparente.
O Jornal de Negócios refere ainda que no que concerne os ajustes diretos, a Inspeção-Geral de Finanças refere que em 87% dos casos foi apenas consultado um único fornecedor, invalidando a busca por preços mais concorrenciais. Por outro lado, houve adjudicações que poderiam ter sido feitas internamente, sem recurso a contratação externa.


Esta pouca-vergonha, mais uma, acontece depois de todos os discursos sobre a crise e os sacrifícios ( a repartir por todos...) que o governo proclama. Este tipo de coisas tem mais impacto no descrédito do Governo do que outra coisa qualquer, mesmo as incompetências em conter o défice orçamental. Mesmo que o Governo nada tenha a ver com isto. Mais uma razão para mostrarem que ou há moralidade ou comem todos...

4 comentários:

Floribundus disse...

não há vergonha de parte a parte.
PQP

zazie disse...

Estes tipos só sabem fazer contas de mercearia.

Se a soma das parcelas for superior sem tocar nos privilégios, melhor.

S.T. disse...

José , será mesmo pouca vergonha....ou peculato ?

Luis disse...

O exemplo tem de vir de cima. Assim, PPC já perdeu a oportunidade de nem os deixar pestanejar e mandá-los bugiar, exonerando-os na hora.
Como não o fez, mais uma vez demonstra que a solução também não passa por ele.