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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Os trocos de Sócrates


José Sócrates declarou às Finanças 44 mil euros de rendimentos em 2011. Este montante sustenta apenas três meses de vida em Paris, onde o ex-primeiro-ministro está a viver gastando uma média de 15 mil euros mensais.
O Correio da Manhã sabe que na declaração de rendimentos que José Sócrates entregou ao Fisco consta apenas o vencimento dos seis meses de 2011 em que exerceu o cargo de chefe do Governo - até 20 de Junho.
Por esse período de tempo, o gabinete do primeiro - ministro pagou a José Sócrates cerca de 44 mil euros.
Sem emprego nem poupanças conhecidas, o ex-chefe do Governo mantém, ainda assim, uma vida de luxo numa das cidades mais caras da Europa. Em Paris, para onde foi estudar Ciência Política, José Sócrates gasta sete mil euros só na renda de casa, numa das zonas mais caras da 'Cidade Luz' -16.º Bairro -, mil euros nas propinas da faculdade, dois mil euros no colégio particular do filho e cerca de cem euros por refeição em restaurantes. Um estilo de vida caro, que não é compatível com os seus rendimentos conhecidos. O ex-primeiro-ministro não apresenta poupanças nas declarações de rendimentos entregues no Tribunal Constitucional (TC), conforme estava obrigado por lei por exercer o cargo de primeiro - ministro.
Entre 12 de Março de 2005 e 20 de Junho de 2011, período em que exerceu o cargo, os rendimentos declarados ao TC por José Sócrates foram: 104 206 euros (2010), 106 781 euros (2009), 103 772 euros (2008), 101 638 euros (2007), 100 511 euros (2006) e 89 637 euros (2005). Ao todo, nesse período, o antigo chefe do Governo ganhou 606 545 mil euros. A este valor, acrescenta - se a remuneração de 2011, o que totaliza 650 545 euros.
Desde 1995 - ano a partir do qual é possível consultar as declarações no Constitucional - Sócrates exerceu outros cargos políticos que o obrigavam a declarar rendimentos, como secretário de Estado e ministro do Ambiente. Segundo as declarações entregues naquela instituição, Sócrates obteve, entre 1995 e 2010, rendimentos de 1,19 milhões de euros. Em todos esses anos, nunca fez referência a qualquer poupança.
O apartamento arrendado por José Sócrates fica no 16.° Bairro, a dez minutos a pé da Torre Eiffel, numa das zonas mais nobres de Paris. Os vizinhos de Sócrates. numa rua em que o preço do arrendamento começa nos sete mil euros, são embaixadores, príncipes e milionários, que procuram a exclusividade da zona. Para se deslocar, Sócrates tem um Mini.

José Sócrates e sua entourage ( tipo Renato Sampaio) lidam com os portugueses como se fossem  uma cambada de palermas.
Serão mesmo?

10 comentários:

Wegie disse...

Claro que são!!! Basta ver o exemplo abaixo do português típico.

Floribundus disse...

os 'índios' votaram guterres e sócrates.
deviam andar de pena na cabeça e osso no nariz.
são um peso morto para os contribuintes.

JMCL disse...

Este tema não pode morrer, José!

JMCL disse...

Este tema não pode morrer, José!

Zephyrus disse...

Os Antigos diziam que o aspecto física permitia inferir a natureza do carácter. O português antigo da minha terra natal era magro, seco, de ossos fortes, ombros largos. O português actual está rechonchudo, alguns obesos. Ora os antigos associavam o excesso de peso à gula, à preguiça ou à luxúria. E a magreza à iniciativa, à austeridade ou ao auto-controlo.

Zephyrus disse...

O padre Athaíde Oliveira, no século XIX, dividiu a minha terra natal em dois grandes grupos sociais. De um lado as famílias dos pescadores, do outro os proprietários agrícolas.

Ao que parece, os pescadores não poupavam. Quando tinha dinheiro, gastavam tudo. Quando acabava, mendigavam.

Já os proprietários agrícolas eram austeros, poupados. Os mais educados investiam na educação dos filhos e mandavam os mais inteligentes para a Universidade ou para o seminário.

Parece que nas últimas décadas fomos governados pelos «pescadores».

Karocha disse...

O que é que estes comentários têm a ver com o Sócrates e o post do José???

Zephyrus disse...

Eram comentários para o post de baixo. Não para este. Enganei-me.

Nuno Calisto disse...

Seria bom saber, conforme publicou o Correio da Manhã, qual a proveniência dos 400 milhões de euros que estão num offshore em nome da família Pinto de Sousa, que é como se sabe um conhecidíssimo e dinâmico grupo empresarial português, cotado em bolsa e com delegações nas maiores capitais do mundo.
Este tema não deve morrer.

pedro frederico disse...

Bom dia Sr Nuno Calisto; sem consultar o Zandinga e por ordem alfabetica:
Cova da Beira
Freeport
MAgalhaes
Parque Escolar
PPPs
varios (aqui nos varios meto roubos sortidos, de que nao tivemos conhecimento)
mas a vitima foi sempre a mesma...