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quarta-feira, 22 de junho de 2016

A CGD é um exemplo flagrante de crime de gestão ( administração) danosa...prescrito.

João Lopes, bancário da CGD e sindicalista dos trabalhadores da Caixa, nesta entrevista ao i de hoje explica bem o que se passou nestas últimas décadas, particularmente na última, no banco público que está na berlinda: abusos e má gestão, danosa, com a participação directa de governantes em determinadas operações bem conhecidas. Por exemplo no assalto ao BCP: " a Caixa fez uma intervenção que serviu claramente para influenciar a gestão do BCP no tempo de Jardim Gonçalves, emprestando dinheiro ao empresário Joe Berardo ficando como garantia as acções do banco que hoje em dia não valem nada. Isto não pode ser feito sem existir a cobertura da tutela , ninguém é louco ao ponto de pôr centenas de milhões de euros nas mãos de uma pessoa, aceitando como garantia as acções de outro banco porque se sabe que é uma garantia que pode não ter valor nenhum."

Isto que é do mais puro senso comum não impressionou ninguém, nem sequer o MºPº durante estes anos todos...e o "fuck you" lá anda, cantando o rindo. O eventual crime, muito especioso, está prescrito.

9 comentários:

Floribundus disse...

o min. das fin. anunciou durante o jogo dos empatas

o empréstimo de 500€ por parte de cada nativo

p período de carência tende para infinito

por minha vontade dava-lhe um pontapé onde mais lhe doi

o monhé de Belém fala 'do bola'

'vai alta a Lua
na monção da morte ...'

Buíça disse...

Em bom rigor um empréstimo com garantia de acções é do mais banal que há. São é dadas como garantia acçoes que representem entre 1.2x e 2x o valor do empréstimo e estipula-se que se elas baixam de valor o banco imediatamente as vende e liquida o empréstimo inteiro, a menos que seja adicionadas mais garantias imediatamente. Deste modo o banco só perde dinheiro se quiser mesmo muito.
O verdadeiro crime vai estar nos detalhes desse contrato que aparentemente, na prática, emprestou dinheiro em troco de muito poucas garantias. E o criminoso é quem o aprovou e assinou (em troco de quê).
Pode parecer bizarro que tenhamos acesso aos ultra-secretos contratos de jogadores e treinadores de futebol, a escutas integrais do conselho superior do GES, mas do banco publico auditado dezenas de vezes todos os anos e prestes a ser alvo de inquérito parlamentar não possamos ver simplesmente o que dizem estes contratos e quem os assinou.
Mas a realidade é que nenhum dos partidos do "arco da governação" (e suspeito que os outros dois tambem) quer abrir essa caixa de pandora.
E quando alguém quebrar esse pacto e revelar tudo o que se faz através da Caixa ou se souber quem exactamente e com quanto são financiados os partidos políticos, a Caixa vai ao fundo e choverão acusações a quem estará a "destruir a CGD" ou "atacar a democracia".

João José Horta Nobre disse...

Portugal inteiro é um exemplo flagrante do crime de gestão danosa...

josé disse...

Eu por mim contentava-me em ver o contrato de empréstimo que a CGD fez ao antigo primeiro-ministro. O tal que lhe terá permitido viver em Paris, o que confessadamente é falso porque não foi com esse dinheiro que lá viveu. Esse serviu para comprar o Mercedes série S, se calhar.

Esse contrato previa prazo curto de empréstimo e não se sabe que garantias foram dadas, porque o dito cujo não tinha aparentemente qualquer rendimento.

Terá sido a hipoteca da casa? Gostava de ver o contrato, esse gostava...

Floribundus disse...

o único que permitem conhecer neste GULAG

DO CONTRATO SOCIAL
Jean-Jacques Rousseau

Buíça disse...

Ui, não caia nessa armadilha José, esse contrato será com certeza exemplar e escrupulosamente cumprido. Quanto mais o escrutinarem, menos se fala dos bem mais chorudos concedidos aos "amigos".

josé disse...

Hummm...um empréstimo de mais de 100 mil euros a pagar em prazo curto quanto dará de prestação mensal? E o spread de alguém que nem sequer aproveitou o subsídio de reintegração? E a garantia de pagamento o que foi? Hipoteca sobre a casa?

Não me parece assim tão blindado...

josé disse...

E como é quem uma avença de 12 500 euros a que se somou outra por debaixo de igual valor pode justificar tantas despesas?

zazie disse...

Pois...