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terça-feira, 28 de junho de 2016

A extrema-esquerda anacrónica e bloqueada no passado distante, com muito sucesso em Portugal.

Quem esteve atento à reunião do BE, neste fim de semana , em "convenção" ouviu uma aluada Catarina Martins a propor chantagens à UE, mas deveria estar lembrado do que há anos prega o seu doutrinador-mor, o padreca laico Louçã que aprendeu de um outro aluado pelo marxismo, João Martins Pereira, já falecido.

Em Abril de 2011, Louçã apresentou um livro que intitulou "Portugal agrilhoado" e que foi comentado aqui:

“Há duas razões essenciais para a complexidade constitucional da economia: a economia descreve processos de relações sociais, em parte indeterminadas e dependentes das escolhas dos agentes; em segundo lugar a economia descreve processos históricos com memória e dependência sensível das condições iniciais. Considerar a economia num contexto completamente determinista é uma forma ingénua de recusar estas características sociais e históricas.”
Para além de refutar toda a teoria económica sem lhe chamar nomes – “burguesa” seria o termo adequado aqui há uns anos, mas que evita por razões óbvias de aggiornamento retórico- Louçã envereda pela solução final para o nosso problema: “ a emergência de uma política socialista.
Ora bem. E começa logo com citação de Hegel. Que escrevia que a “desigualdade social cria a plebe, destituída de tudo, do mínimo de subsistência, de dignidade e até do sentimento do direito, e acima dela uma classe de riqueza desproporcionada.
Cá estamos, na página 159, no ponto nevrálgico do problema de Louçã, o comunista. No pressuposto de que “o Direito é assim excluído da maioria da população”, Louçã propõe-se refazer a “batalha” pela recuperação do Direito para os povos, através de soluções “que contrariem a destruição neoliberal pela economia cruel, procurando recuperar o salário e o rendimento, utilizar os bens comuns e promover a democracia económica.”

O comunismo do BE e dos demais partidos marxistas encontra a sua verdadeira nemesis num fenómeno social dos tempos modernos: a evolução tecnológica que o capitalismo potenciou e sustentou ao longo de todo o séc.XX e que nos permitiu o estilo de vida que temos actualmente.
Quando se ouvem ou lêem estes personagens saídos dos livros marxistas do fim do séc.XIX fica-se com a sensação que o tempo parou para os mesmos e que vivem numa redoma de ideias feitas em que avultam grandes conceitos de igualdade, de fraternidade artificial e de inveja aos que detêm propriedades e bens. O comunismo vive nesse caldo de cultura que se alimenta de pedras da luta de classes e de combate aos ricos da burguesia e basta ler o que Louçã então escreveu e agora a aluada Catarina Martins proclama em comícios para se perceber o que querem e como querem.

Essa gente deveria ser confrontada com os frutos actuais do capitalismo e que se encontram bem retratados nestes recortes de revistas americanas recentes:

Primeiro, o número de 13 de Junho da Bloomberg BusinessWeek. Revista mais americana não há. Revista mais capitalista, como é o capitalismo actual, não existe, a par da Fortune ou da Forbes.
Nesse número especial dá-se relevo à inovação tecnológica mais recente e que é um fruto de descobertas e invenções passadas, algumas delas de cientistas de outras latitudes, mas cujas descobertas desenbocaram nas últimas décadas do séc. XX no sul dos EUA, na California e lá se desenvolveram em modo completamente capitalistas e liberal, a antítese do que pregam aqueles aluados do BE.

O "Global Tech" é uma chapada de lógica que o BE nunca entenderá e por isso chafurdam nas velhas ideias anacrónicas do marxismo puro e duro para explicar o mundo e as coisas.


Basta ler este pequeno texto que explica o modo de produção de um novo chip para equipar servidores como o da Internet, para se perceber que o mundo do BE não existe e é uma miragem utópica que só conduziria à miséria mais profunda, sem ter sequer a redenção da caridade cristã, uma vez que o marxismo prescinde dessa vertente de fé.


 Quem diz computadores poderia dizer carros, transportes...e aqui fica a história do seu desenvolvimento, aparecida na mesma revista. O marxismo é totalmente estranho a estas descobertas e inovações. Com o marxismo ainda andávamos de carroça puxada a jericos, como os louçãs. E qualquer um pode criar um jerico...se o puder alimentar.


A revista Wired, também americana, na edição deste mês tem estes dois anúncios típicos de um capitalismo globalizado que não temos porque os próceres do BE e marxistas de todas as cores, em 1974-75 escorraçaram quem poderia em Portugal fazer coisa parecida. Esses, como os Champallimauds ou os Mellos ou outros do mesmo tipo são os inimigos declarados dos marxistas do BE e doutros. Não querem essas pessoas por cá e em vez disso querem o Estado a produzir do modo que produziu durante dez anos de 1974 a 1985, criando falências atrás de falências e descapitalizando o país de quem poderia produzir mais para aumentar o bolo a repartir por todos.
O BE e os marxistas em geral detestam tal ideia e abominam quem a pode pôr em prática. E têm muitos adeptos porque a inveja é uma das principais características do povo, como se escreveu nos Lusíadas, no fim do poema épico.

Enquanto que a maioria do povo português não tiver essa noção e do mal que nos tem provocado estaremos condenados a ver surgir governos de geringonça marxista.

A Schick é uma concorrente global da Gilette, símbolos do capitalismo actual porque mostram o que se fez e como se fez para conquistar o mercado global. O marxismo é totalmente avesso a este tipo de progresso tecnológico. Com o sistema louçã ainda hoje andaríamos hirsutos por falta de lâminas suficientes e baratas


Os carros da japonesa Toyota são dos mais conhecidos à escala global sendo dos mais fiáveis e exemplo acabado do que o capitalismo conseguiu neste domínio. Com o marxismo ainda teríamos Trabants copiados de modelos ocidentais ou nem sequer lá chegaríamos?




A revista americana Newsweek também publicou este mês um número especial sobre as inovações tecnológicas fazendo um historial de quem foram os seus pioneiros mais notórios:


30 comentários:

João José Horta Nobre disse...

Sim senhora, o Capitalismo é muito bonito quando o lucro flui. Só estou para ver é como é que os economistas pretendem resolver o problema da queda tendencial da taxa de lucro:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/04/a-costela-liberal-de-karl-marx.html

http://historiamaximus.blogspot.pt/2015/12/isto-nao-vai-acabar-bem.html

Anjo disse...

O José ainda vai ter à perna a Comissão Promotora da Justiça Social nas Designações e da Virtude da Não Discriminação Genérica por não ter escrito "a/o aluada/aluado" e "o/a padreco/padreca". Bem viu o que aconteceu ao Prof. Arroja...

contra-baixo disse...

"O marxismo é totalmente estranho a estas descobertas e inovações"

cuidado com as generalizações, podem ser demagógicas. A ex URSS teve os seu avanços, colocando, entre outros exemplos, satéltes e astronautas no espaço. Mesmo a pequena Cuba tem proporcionado avanços na medicina que ombreiam com os do mundo capitalista (que em certos casos é tão capitalista como em Cuba, pois são de grande monta os financiamentos públicos).

Floribundus disse...

no rectângulo beneficiamos de coisas para as quais não contribuimos

o futuro da high-tech nunca passará por aqui

muja disse...

Não é preciso confrontá-los com os frutos actuais do capitalismo, é suficiente confrontá-los com as sucessivas versões deles próprios.

Como se concilia a recuperação do salário e do rendimento com a imigração em massa?

Como se concilia o comunismo do Louçã com este do Marchais?

https://www.youtube.com/watch?v=LG2BA9SxClM

muja disse...

Dois pequenos esclarecimentos técnicos:

"Servidor" é uma designação de função. Todo o servidor é um computador e todo o computador pode ser um servidor. Além disso, um computador pode ser simultaneamente um servidor e um cliente de outros servidores. Não há nada fundamental que distinga um computador servidor de outro qualquer senão o ser posto a trabalhar para esse efeito.

A Internet é uma rede de computadores. Melhor dizendo, é uma rede de redes de computadores. O que permite a sua existência é a adopção dos mesmos protocolos de comunicação por todas as máquinas. A Internet não tem "o" servidor, nem "os" servidores - assim como uma rede de pesca não tem "o" nó.

Qualquer computador ligado à Internet pode ser um servidor, sem deixar de ser um cliente.

É um conceito muito diferente das "mainframes" de há umas décadas (mas que ainda se podem encontrar em bancos e outras grandes organizações) em que há uma única grande máquina à qual se ligam terminais "burros" (teclado e ecrã).





josé disse...

"cuidado com as generalizações, podem ser demagógicas. A ex URSS teve os seu avanços,"...

Eu tive essa noção, ao escrever. Mas se reparar, o que digo é que a inovação tem a ver com o capitalismo e o seu funcionamento intrínseco de apelo à liberdade de iniciativa privada e à concorrência entre empresas num ambiente como o de um Silicon Valley ou parecido.

A URSS nunca teve disso. Nem a China que aliás tem agora desenvolvimento tecnológico que dá água pela barba aos americanos da Intel.

Mas...quem começou tudo isso e como se desenvolveu? No Socialismo não seria possível.

E actualmente, a concorrência capitalista gera produção de bens que os países socialistas não conseguem replicar. Veja-se a Venezuela...

josé disse...

Sobre os servidores e a internet, o que lá está escrito no artigo é isto:

"The endpoint of this mechanized miracle: the Intel Xeon E5 v4, the company’s latest server chip and the engine of the internet."


Não tenho estudos para discutir isto mas o que leio permite-me escrever o que escrevi:"um novo chip para equipar servidores como o da Internet"

muja disse...

Um novo chip para equipar servidores, está muito bem. Como "o" da Internet é que não, porque a Internet não tem um servidor.

Esses chips - na realidade, em termos computacionais, são 24 chips (chamados "cores") condensados num só - são usados sobretudo para virtualização - em que uma só máquina física corre várias máquinas virtuais. Dessa forma, um computador pode parecer vários.

Eles dizem isso porque a virtualização é o fundamental do que se chama "a cloud". E hoje em dia a Internet confunde-se com "a cloud". Esta não é mais do que virtualização em conjunto com a Internet. Em termos práticos, permite que uma empresa não possua infraestrutura informática física própria - diz-se dela que "está na cloud". Quer isto dizer que o processamento de informação do negócio é feito em máquinas remotas virtuais e a comunicação com estas feita através da Internet.

Quando usamos o Gmail por exemplo, estamos a fazer isso. O servidor de email corre na cloud do Google, o cliente (aquilo que nós vemos) nos navegadores dos nossos computadores e a comunicação do cliente com o servidor é feita pela internet.

contra-baixo disse...

"a inovação tem a ver com o capitalismo e o seu funcionamento intrínseco de apelo à liberdade de iniciativa privada e à concorrência entre empresas num ambiente como o de um Silicon Valley ou parecido."

Não é verdade, o capitalismo tem história (com o advento da burguesia), atrás dele há todo um passado de invenções e avanços civilizacionais, cuja motivação não era a ganancia do lucro.
Existe uma essência do homem capitalista, não vamos é elevá-la à condição da essência capitalista do homem.

zazie disse...

Não era a ganância do lucro, porque a "ganância" tanto pode ser a do luxo como a do Poder.

Ora essa, agora só havia ganância a partir do Renascimento...

Concorrência livre é uma coisa- ganância é um vício humano. Não é a primeira que faz o segundo.

zazie disse...

Quais eram as motivações antes do dito "capitalismo" aparecer com a dita burguesia?
(um chavão que ensinam na escola e que não é nada)

josé disse...

"Existe uma essência do homem capitalista, não vamos é elevá-la à condição da essência capitalista do homem."

A liberdade individual é a essência. O colectivismo é a essência do socialismo e dos totalitarismos, estes em maior ou menor grau.

zazie disse...

Já o Santo Agostinho dizia que ao Estado compete zelar pela justiça e não impedir a propriedade privada das pessoas.

A mesma ideia foi desenvolvida por Tomás de Aquino que mostra até como o comércio é uma forma de libertação do povo, face ao Poder.

O comunismo nega tudo isto.
O resto já o José disse.

contra-baixo disse...

Sempre li que na idade média a essência do homem era divina; pelos vistos era capitalista, a do proprietário privado que se relacionava com os outros homens por relações mercantis. Era esta a Cidade de Deus do Agostinho de Hipona? Dúvido!

zazie disse...

Leu o quê? Onde, a quem?

Se "dúvida", em vez de duvidar, quem duvido que saiba ler sou eu.

zazie disse...

V. sabe a diferença entre natureza humana e natureza do Estado?

Sabe a diferença entre sentido de Bem Comum na tradição católica e na comunista?

Para saber teria de ler Santo Agostinho e S. Tomás de Aquino. Rebatia citando-os.

Se não sabe, duvide apenas dos seus conhecimentos para fazer perguntas.

zazie disse...

O Santo Agostinho até dizia algo como "um reino que não se preocupa com a justiça é apenas um grupo de saqueadores".

zazie disse...

Uma simples busca no Google dá-lhe a resposta

Floribundus disse...

gosto de ler em certos artistas
'o género do anjos'

leio que a alta tecnologia do futuro está longe de ser o
'vale do chispe'

por lapso hoje até escrevi
'brutânico'

muja disse...

Eu o que li sobre esse assunto foi um livro chamado Catolicismo, Protestantismo e Capitalismo do Amintore Fanfani.

Ele define o capitalismo, nesse livro, como a tendência para a busca dos ganhos, ou lucros, ignorar ou procurar libertar-se daquilo que lhe obsta.

Diz ele que sempre existiram homens com esse espírito em todas as alturas e épocas. Mas que nem todas as épocas ou sociedades permitiram completa liberdade a essa tendência, não necessariamente em termos do que é legal ou ilegal, mas do que pode ser socialmente aceite. Mais, que esses homens procuram, ao longo do tempo, modificar as sociedades no sentido de estas oporem menos resistência a esse tal espírito capitalista.

Por exemplo, nem sempre foi bem vista a publicidade. Considerava-se que quem precisava de chamar a atenção para os seus produtos não vendia produtos bons. Não era ilegal nem proibida, mas era mal vista.

Diria eu que a questão fundamental aqui deve estar entre a legalidade e a moralidade. E uma mesma prática pode ser moral em determinadas circunstâncias e noutras não, sendo sempre legal.





joserui disse...

Eu diria o último chip para servidores, *o* motor da internet…
De resto esta lógica é a toda a prova. Em universos alternativos tudo seria possível para os amanhãs que cantam, mas o que cantou na inovação tecnológica foi o capitalismo. O resto são Louçãs, Martins, e outros alucinados.
Dito isto, em 1945 foi muito à custa da massa cinzenta alemã… de um lado e de outro da cortina. Os soviéticos colocavam satélites em órbita com base na tecnologia alemã e na espionagem ao Ocidente. Até a historieta da caneta que não escrevia no espaço é propaganda comunista. A caneta não só escrevia e escreve de pernas para o ar, como ainda se vende. O lápis também não éw uma invenção comunista, é alemã (que surpresa incrível). -- JRF

joserui disse...

Essa da moralidade e legalidade faz-me lembrar esse grande ex-comunista Pina Moura sobre a ética republicana. Eles são todos comunas até começarem a governar-se, depois passam a burgueses sem estagiarem no comércio a retalho :) . -- JRF

zazie disse...

"sem estagiarem no comércio a retalho"

AHAHAHAHAAHA

Miguel Dias disse...

Contra-abaixo disse "A ex URSS teve os seu avanços, colocando, entre outros exemplos, satéltes e astronautas no espaço".

Convêm sublinhar que grande parte desses "avanços" - sintomático o uso desta palavra e não por exemplo «desenvolvimentos» - foram uma cópia/imitação, e nalguns casos um roubo, do que se fazia no Ocidente e das suas inovações. Basta lembrar os espiões do lado de cá da Cortina que fornecerem ideias e teorias que possibilitaram os tais "avanços" tecnológicos da União Soviética, o caso mais conhecido do casal Rosenberg, e os cientistas alemães que foram levados à força para o leste após a II Guerra Mundial, porque "avanços" tecnológicos espontâneos e de livre iniciativa efectuados pelos cientistas ou pelas instituições soviéticos é que nada. O "saber pelo saber" condição essencial para o desenvolvimento da Ciência não existia nos sistemas comunistas, já os Lyssenkos abundavam.

Mas para melhor avaliarmos o desenvolvimento tecnológico da União Soviética convêm pensarmos o que é que sobrou deste após o colapso do regime comunista. Alguém menciona uma marca de automóveis, de electrodomésticos, de computadores que tenha valor no mercado e qualidade para concorrer com as marcas ocidentais. Nos dias de hoje até os chineses ou os indianos estão mais desenvolvidos a nível de computação.

Nos anos 80 com a "Guerra das Estrelas" dos EUA impulsionada por Ronald Regan, foi evidente que a URSS sempre estivera atrasada relativamente ao Ocidente, e que não conseguia competir a nível de desenvolvimento económico e tecnológico. Gorbachev foi obrigado a reconhecer que o tal "avanço" da União Soviética era uma falácia e teve de lançar uma "Glanost" e uma "Perestroika" para permitir o revigorar da economia soviética.

Miguel Dias disse...

Apreciei o facto de o José ter mencionado no post as lâminas barbear para ilustrar a pujança da economia dita "capitalista" em oposição ao regime comunista, é que George Orwell na obra "1984" já referia a inexistência ou insuficiência de lâminas de barbear no regime estalinista como uma das características da economia comunista.

josé disse...

A melhor síntese entre o capitalismo e o socialismo na vertente de proporcionar aos mais necessitados e incapazes ( idosos, mentecaptos de todo o tipo, nos quais incluo os esquerdistas) o mínimo de subsistência digna foi o que Marcello Caetano conseguiu e iria conseguir mais se o tivessem deixado.

Se o comunismo não tivesse feito o que fez a Portugal, sob a bandeira dos amanhãs a cantar, hoje estaríamos muito melhor e os pobres não seriam tão pobres.

josé disse...

As lâminas de barbear, tal como o calçado desportivo são dos símbolos mais perfeitos do capitalismo e das suas virtualidades para proporcionar bem estar. Mas há inúmeros exemplos do contrário e das virtualidades do capitalismo em estragar a vida comum global.

O envenenamento alimentar através das Monsanto ou das Sapec é o exemplo.

João José Horta Nobre disse...

«O envenenamento alimentar através das Monsanto ou das Sapec é o exemplo.»

Isso faz tudo parte do grande plano engendrado pela Superclasse Mundialista:

http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/06/a-superclasse-mundialista-quer.html

Zephyrus disse...

Em Portugal ninguém confia no monstro Estado.

Quando surge um negócio inovador, que gera lucro, grita-se logo: «é rico, que se taxe»! E de seguida, pede-se de imediato que se regule. Normalmente a regulamentação é feita por alguém que não percebe a ponta de um corno do ponto técnico do que está a regular. Como é comum, acaba por tornar a novidade inviável graças a um novelo de palavreado jurídico. Se o novo negócio faz concorrência a corporação instalada, é dito e garantido que se não houver intervenção de Bruxelas sairá regulação que torna a novidade legal mas inviável em Portugal, devido a um ou dois artigos propositadamente colocados no decreto-lei.

Hoje fiquei a saber que o Estado aceitou que durante anos a fio as clínicas de medicinas alternativas não pagassem IVA e agora quer IVA retroactivo dos últimos 4 anos com multa de 30% e juros de 25%. O famoso Pedro Choy, se isto se concretizar, provavelmente dará falência. Há 25 mil empregos em risco. Conheço uma pessoa nesta situação com dois filhos a estudar no estrangeiro que ficará sem tostão. Isto é digno de um Estado totalitário. Que saiba, nunca Salazar fez algo assim. E foi lei do Governo do Passos Coelho. Pergunto: alguém quer investir num país assim? Alguém quer construir riqueza num país assim? Para de um dia para o outro ser confiscado? Ou ver o negócio destruído com uma regulamentação ou um decreto-lei?

A emigração continuará em massa e por cá ficarão apenas velhos. Quando se acabarem os jovens, e para lá caminhamos, nem haverá dinheiro para reformas mínimas. Mais dez anos e lá chegaremos.

O Estado é um Demónio totalitário com leis castradores e impostos pornográficos. O futuro de Portugal é o empobrecimento e nada mudará pois esta é a cultura que está instalada nas Universidades, Ministérios ou escritórios de advogados.

Além disso para que se pague a inovação é necessário capital. Se aparece um génio nos EUA com uma ideia, aparece o capital para financiar o projecto. Ora os portugueses não têm capital. E é difícil acumulá-lo com este esforço fiscal. Se há lucros, diz logo a Esquerda, que se aumentem os impostos. E assim nunca há acumulação de riqueza. Não saímos da pelintrice. Mais: se alguém cria algo que faz concorrência a poder instalado, as teias de interesses logo clamarão por regulamentação e a lei sairá feita à medida de alguém de algum escritório de advogados privado.

Continuaremos a República pelintra da Europa Ocidental, o cantinho pobre e parvo alegre do Ocidente.