domingo, 20 de janeiro de 2019

Neil Young conforme o fui conhecendo

Neil Young é um dos artistas de música popular de quem tenho mais discos. Quase todos dos anos setenta  e das décadas seguintes alguns. Como procuro edições originais, em prensagens de época e de preferência as mais antigas demorei algum tempo a coleccionar.
Tudo começou algures no início dos anos setenta, ao ouvir os Crosby Stills Nash & Young, de que o músico fazia parte, desde 1970, embora a canção que mais gostava era Teach your children, de Graham Nash e que tinha um som de guitarra ondulante e constante ao longo da melodia. Ainda não sabia que era uma "pedal steel guitar", muito usada na música country americana,  mas a sonoridade ficou como referência para outras músicas que apareceram logo a seguir. O som é eléctrico mas dulcificado pela modulação que o assemelha a um órgão acústico. É instrumento que raramente vi em Portugal e muito menos tocado por músicos portugueses. No entanto é uma marca sonora no panorama musical americano da música popular. Neil Young utiliza-o no seu álbum mais conhecido- Harvest, de 1972 e foi com este disco que começou o meu interesse pelo músico e a sua obra.

Esta revista Mundo da Canção, de 20 de Maio de 1972 é testemunha desses primeiros contactos com a imagem de Neil Young. Esta imagem, aliás, nunca mais a encontrei em lado algum impresso, nas várias publicações que entretanto foram saindo dedicadas ao artista. A revista não credita a autoria da imagem ou a proveniência e não faz parte dos discos que conheço. Esse número trazia todas as letras do disco Harvest, tiradas do encarte com as mesmas que o disco comportava.


E foi assim que fiquei a conhecer Neil Young e a sua música. A história toda, profusamente ilustrada , está contada aqui.

Tal vem a propósito de um artigo no CM de hoje sobre Neil Young e um novo disco de músicas bem antigas, gravadas em concerto em 1976 e que nunca havia sido publicado, apesar de versões piratas circularem, com o nome de Bernstein tapes, do nome do fotógrafo e colaborador de Neil Young que as coligiu na altura.



O disco chama-se Songs for Judy e o artigo é da autoria de Adolfo Luxúria Canibal, músico de Braga. É pena o artigo ficar-se por referências que poderiam colher-se na internet e não comportar quase nenhuma referância pessoal. Este género de recensões críticas, a alardear conhecimento copiado vale pouco, para mim. Preferia uma história pessoal sobre músicas ou sobre o músico Neil Young.
A minha, resumida e incompleta está feita ali no sítio que indiquei.

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