sexta-feira, março 08, 2019

Os Comandos portugueses em África e depois

Ao ler este artigo no O Diabo de hoje deparei com o aparecimento de um livro cujo lançamento no passado dia 21 de Fevereiro, passou completamente à margem de todas as notícias mediáticas desse dia.

Se fosse um opúsculo de um fernando rosas qualquer teria a TVI em directo e a RTP em Prós&Contras imediato. Assim...fica por conta de quem ainda se lembra do tempo que passou e muitos nem querem ouvir falar. O autor, John P. Cann, esse, é outro proscrito, só lembrado por pessoas como o tenente-coronel Brandão Ferreira, condenado por ter chamado traidor a Manuel Alegre. Para isso não houve liberdade de expressão...

O assunto do livro é o dos Comandos portugueses na Guerra do Ultramar. Assunto tabu, portanto.


Os Comandos portugueses, nos quinze anos que mediaram  o início da guerra no Ultramar e o fim da mesma, com o PREC, fizeram História. Porém, o poder instituído , o que manda nos media, na "cultura" e na História agora contada não quer saber de tal coisa, nem pintada.

Lembremo-la nós...

Paris Match de 1.3.1975


Vida Mundial  16 de Janeiro de 1975.


E o texto que acompanhava estas imagens: 

É costume dizer-se que a partir do 25 de Novembro a "direita" retomou o poder e acabou o prec. Este suicídio colectivo e em marcha acelerada terminou, de facto, mas apenas na instituição militar. O resto continuou bem vivo e actuante e dali a pouco começava outra aventura: a das FP25, com os resquícios dos doidos do prec, alguns deles ainda hoje no asilo ideológico em que se meteram.
Porém, nunca se terminou com o esquerdismo comunista, porque dali a meses tínhamos uma Constituição "à maneira" que deixava intocáveis as nacionalizações e deixou-se lavrar o fogo da linguagem esquerdista na pradaria dos usos e costumes, até hoje.
A sociedade portuguesa se não estava modificada até então, ficou-o nos anos a seguir. O grande vencedor do 25 de Novembro foi o esquerdismo moderado do PS e a social-democracia do PSD que conquistaram a alforria eleitoral que nos conduziria às duas bancarrotas em perspectiva.
E ainda há quem diga que as pessoas não mudam...e na verdade em relação a alguns capitães de Abril tal se verificará. Ainda andam por aí, feitos lémures de 1975 a catequizar jovens das escolas sobre os grandes benefícios do 25 de Abril de 74 que trouxe a luz ao Portugal apagado de então.


Qualquer dia este blog tem que passar à clandestinidade.

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