O Expresso desta semana comemora a efeméride redonda dos 50 anos da ponte sobre o Tejo do modo mais acabrunhante que há. O actual director do jornal é qualquer coisa de indefinido que ainda não logrei alcançar.
Em duas páginas, três dos seus jornalistas relatam as maravilhas dos materiais e a resistência da construção e pouco mais. As fotos foram-nas desencantar a um fotógrafo que na época usou a Rolleiflex do patrão e tirou 38 fotos a cores. O jornal publica sete fotos desse lote, assim:
Em 15 de Junho de 1996, o mesmo jornal celebrava o ano de 1966 assim, no que se refere ao "acontecimento do ano", ou seja a inauguração da ponte Salazar:
Quem dirigia o jornal nessa altura era José António Saraiva, mas ainda assim quem leu aquela Revista do Expresso ficou a saber o que ocorreu naquele dia de um modo diverso do que hoje o mesmo jornal relata, escondendo uma memória de que eventualmente se envergonham.
Na última página daquela Revista de 1996 um tal Carreira Bom amargurava-se com a memória de Salazar...ilustrado pelo caricaturista jacobino do jornal.
Figuras destas nem o Diário de Notícias ou mesmo o Público as fez, hoje, com as reportagens que publicaram. Até me admirei.
sábado, agosto 06, 2016
sexta-feira, agosto 05, 2016
A demissão dos três ajudantes de ministro está em cima da mesa
A senhora dona Lourença, jornalista da RTP3, convidou o professor Freitas do Amaral para comentar o caso dos secretários de Estado que foram ver a bola a expensas da GALP.
O professor, que por vezes enguia nestas coisas, desta vez ficou firme e hirto: os ditos secretários de Estado devem demitir-se ou serem demitidos, pelo primeiro-ministro a banhos, desmentindo o seu vice, aquele inenarrável Silva que uma vez falou na sarjeta e parece que de lá nunca saiu.
E acrescentou que é incompreensível que quem seja jurista ( como é o Secretário dos assuntos Fiscais) não tenha compreendido o que se passou...
A mesma senhora dona Lourença convidou a seguir Nuno Garoupa para falar sobre o mesmo assunto ( além do inócuo Correia de Campos que nem ouço o que diz porque prefiro ouvir ao mesmo tempo o debate no Observador a propósito da ponte Salazar, com José Manuel Fernandes, Jaime Nogueira Pinto e Jaime Gama).
Nuno Garoupa tocou num ponto que ainda ninguém referiu com impacto suficiente : a GALP pelos vistos terá convidado, para além dos secretários de Estado, também reguladores do sector e supervisores e apontou claramente tal prática como indiciando corrupção. Nem mais!
A GALP deve ser chamada à pedra nesta vertente e rapidamente.
O professor, que por vezes enguia nestas coisas, desta vez ficou firme e hirto: os ditos secretários de Estado devem demitir-se ou serem demitidos, pelo primeiro-ministro a banhos, desmentindo o seu vice, aquele inenarrável Silva que uma vez falou na sarjeta e parece que de lá nunca saiu.
E acrescentou que é incompreensível que quem seja jurista ( como é o Secretário dos assuntos Fiscais) não tenha compreendido o que se passou...
A mesma senhora dona Lourença convidou a seguir Nuno Garoupa para falar sobre o mesmo assunto ( além do inócuo Correia de Campos que nem ouço o que diz porque prefiro ouvir ao mesmo tempo o debate no Observador a propósito da ponte Salazar, com José Manuel Fernandes, Jaime Nogueira Pinto e Jaime Gama).
Nuno Garoupa tocou num ponto que ainda ninguém referiu com impacto suficiente : a GALP pelos vistos terá convidado, para além dos secretários de Estado, também reguladores do sector e supervisores e apontou claramente tal prática como indiciando corrupção. Nem mais!
A GALP deve ser chamada à pedra nesta vertente e rapidamente.
O Jornal de Notícias de Camões merece ser um pasquim?
O Jornal de Notícias já foi um jornal de referência, no Norte. Ainda é, felizmente, malgré o seu infortunado director, Afonso Camões, confessadamente lá colocado pelo poder de José Sócrates in illo tempore.
Pelos vistos o jornalismo que lá se pratica deixa muito a desejar em termos éticos e deontológicos segundo se conta em poucas palavras.
Na Terça-Feira, o jornal de Camões ( não necessariamente o Jornal de Notícias que conheci e que tinha jornalistas como Aurélio Cunha) publicou esta capa estrondosa e de efeito garantido para ajudar um governo afecto ( tarefa principal do tal Camões, no jornal e que mancha qualquer jornalista que se quer profissional independente e respeitado):
Pronto, havia um caso com um juiz e a sua imparcialidade e Camões relatou em primeira página.
Azar do Camões: a notícia era falsa. E que faz a seguir? Publica o desmentido na primeira página, sobre a grande borrada que autorizou a publicar. Do mal o menos mas fica a borrada exposta.
Infelizmente e segundo agora se sabe, a fonte de informação da atoarda veio de dentro do próprio Governo, como aqui se diz :
Camões denunciou a proveniência da fonte privilegiada da asneira grossa que cometeu, em modo genérico ( "fonte ligada ao Governo"). Deveria indicar expressamente quem foi uma vez que a lei neste caso lho permite, para limpar a imagem enegrecida do JN, fruto da sua incompetência e afã noticioso de algo simpático e branqueador da imagem do Governo que está.
E seria muito fácil porque a ética jornalística lho impõe também: ouvir o/a juiz em causa, telefonando para o/a mesmo/a ou para familiares ou conhecidos e perguntar se era verdadeira a notícia que afinal era falsa.
Aparentemente não o fez e isso é um erro grave num jornalista, mas para Camões, segundo se adivinha, é como limpar as mãos à parede...e já estará habituado.
Entretanto, outro doutorado também já deu o seu parecer...
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, defendeu esta quinta-feira que a polémica em torno das viagens pagas pela Galp a secretários de Estado para assistirem a jogos do Euro 2016 está terminada com as explicações do ministro dos Negócios Estrangeiros.
As polémicas começam e acabam quando estas pessoas querem...
Pelos vistos o jornalismo que lá se pratica deixa muito a desejar em termos éticos e deontológicos segundo se conta em poucas palavras.
Na Terça-Feira, o jornal de Camões ( não necessariamente o Jornal de Notícias que conheci e que tinha jornalistas como Aurélio Cunha) publicou esta capa estrondosa e de efeito garantido para ajudar um governo afecto ( tarefa principal do tal Camões, no jornal e que mancha qualquer jornalista que se quer profissional independente e respeitado):
Pronto, havia um caso com um juiz e a sua imparcialidade e Camões relatou em primeira página.
Azar do Camões: a notícia era falsa. E que faz a seguir? Publica o desmentido na primeira página, sobre a grande borrada que autorizou a publicar. Do mal o menos mas fica a borrada exposta.
Infelizmente e segundo agora se sabe, a fonte de informação da atoarda veio de dentro do próprio Governo, como aqui se diz :
Camões denunciou a proveniência da fonte privilegiada da asneira grossa que cometeu, em modo genérico ( "fonte ligada ao Governo"). Deveria indicar expressamente quem foi uma vez que a lei neste caso lho permite, para limpar a imagem enegrecida do JN, fruto da sua incompetência e afã noticioso de algo simpático e branqueador da imagem do Governo que está.
E seria muito fácil porque a ética jornalística lho impõe também: ouvir o/a juiz em causa, telefonando para o/a mesmo/a ou para familiares ou conhecidos e perguntar se era verdadeira a notícia que afinal era falsa.
Aparentemente não o fez e isso é um erro grave num jornalista, mas para Camões, segundo se adivinha, é como limpar as mãos à parede...e já estará habituado.
Entretanto, outro doutorado também já deu o seu parecer...
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, defendeu esta quinta-feira que a polémica em torno das viagens pagas pela Galp a secretários de Estado para assistirem a jogos do Euro 2016 está terminada com as explicações do ministro dos Negócios Estrangeiros.
As polémicas começam e acabam quando estas pessoas querem...
O estranho caso do Secretário de Estado com "frequência de doutoramento em Direito" que entretanto acabou...
Este personagem que agora arribou nas notícias e que assina Rocha Andrade, Secretário de Estado, foi deputado do PS e notabilizou-se por assinar alguns trabalhos parlamentares relacionados com Direito Fiscal. Andaria a doutorar-se como consta do seu currículo que deste modo não augura nada de especialmente abonatório ( um doutoramento assim sabe-me a relvas...). É Secretário de Estado da pasta, eventualmente por isso.
Em tempo: segundo se informa agora e após isto ter escrito, na caixa de comentário, o dito doutorando já se doutorou, em Dezembro de 2015, pelo que o perfil na AR está desactualizado. O doutoramento foi em Coimbra e em método pré-Bolonha. Ou seja, com todos os ademanes da borla e capelo, com defesa da tese na sala respectiva. É até professor na Academia de Coimbra!
Ó desgraça maior! Ó desdita maldita! Então um doutor, professor de Direito Fiscal não conhece o Código de Conduta de 2015? Na defesa da tese, deveriam ter-lhe perguntado para aferir melhor a "distinção e louvor" conferidos...
Como deputado não devia desconhecer a existência de um Código de Conduta dos trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira, em vigor desde 2015.
Tal diploma no seu articulado proibia-lhe expressamente o que aceitou da GALP: uma viagem para assistir a um jogo de bola, no estrangeiro, mesmo com a Selecção Nacional em grande forma. A AT depende governamentalmente da sua assinatura e despacho, mas aparentemente o doutorando em Direito não se deu conta. Muito menos o deputado e ainda menos o governante. É demasiada displicência para um doutorando e só lhe resta o que virá a seguir: demitir-se e acabar o doutoramento se for esse o caso. ( Em tempo: como já acabou a tal tarefa magna deveria remeter-se novamente à sombra dos Grilos...)
O CM de hoje apresenta uma notícia fatal que outros jornais não mencionam:
Segundo a notícia, "Fernando Rocha Andrade ainda não deu provimento a nenhum recurso hierárquico da petrolífera, tendo impugnado todas as reclamações da empresa em tribunal".
Não sei se serão impugnações ou oposições a execuções, mas para o caso, tanto fará, embora o jornalismo de rigor deixe muito a desejar, com notícias destas que não explicam esses pormenores que qualquer funcionário de Finanças percebe e explicaria a qualquer jornalista interessado.
Porém, o dito Secretário de Estado não deu nem tinha que dar porque não lhe compete a si tal tarefa. No entanto, como superintendente da AT tem a última responsabilidade administrativa na matéria e se os subordinados da divisão jurídica do Fisco, competente para conhecerem as oposições da GALP às liquidações de impostos e subsequentes execuções tributárias, não acatarem as reclamações ou se responderem às oposições a execuções, como parece ser o caso, então o dito Secretário devia ter mais vergonha e contenção e não aceitar prendas assim, em nome de um Estado que pelos vistos não entende, mesmo sendo formado em Direito. Se o fez a título privado ainda seria pior...
Enfim, é disto que tem o PS?
Já agora quem é que patrocina juridicamente a GALP nos tribunais tributários? Alguém sabe? É fácil de saber: um telefonema ao Administrador judicial (ou juiz-administrador, presidente) do Tribunal Tributário de Lisboa...
Mas enquanto não chega tal informação pode sempre procurar-se algures...e apurar-se que o Estado estava em dificuldades para encontrar advogados de defesa no caso que o opõe à Galp. E com Secretários de Estado deste calibre e doutorados deste modo estamos bem aviados...
A petrolífera dispõe de uma rede de sociedades que a apoiam em determinadas áreas e que inclui a maioria dos grandes escritórios portugueses. Fazem parte deste ‘legal panel' a Cuatrecasas (que assessora a Galp neste processo do gás natural), a PLMJ, a SRS Advogados, a Morais Leitão e a Vieira de Almeida, entre outras das principais sociedades nacionais. Ao que o Económico apurou, alguns destes escritórios terão sido abordados pelo Governo, mas declinaram a oportunidade de assessorar o Estado, devido ao conflito de interesses decorrente do facto de fazerem parte do ‘legal panel' da Galp. Outros estarão impedidos de trabalhar quer com o Estado, quer com a Galp, dado que têm ambos como clientes noutros processos na área da energia.
Em tempo: segundo se informa agora e após isto ter escrito, na caixa de comentário, o dito doutorando já se doutorou, em Dezembro de 2015, pelo que o perfil na AR está desactualizado. O doutoramento foi em Coimbra e em método pré-Bolonha. Ou seja, com todos os ademanes da borla e capelo, com defesa da tese na sala respectiva. É até professor na Academia de Coimbra!
Ó desgraça maior! Ó desdita maldita! Então um doutor, professor de Direito Fiscal não conhece o Código de Conduta de 2015? Na defesa da tese, deveriam ter-lhe perguntado para aferir melhor a "distinção e louvor" conferidos...
Como deputado não devia desconhecer a existência de um Código de Conduta dos trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira, em vigor desde 2015.
Tal diploma no seu articulado proibia-lhe expressamente o que aceitou da GALP: uma viagem para assistir a um jogo de bola, no estrangeiro, mesmo com a Selecção Nacional em grande forma. A AT depende governamentalmente da sua assinatura e despacho, mas aparentemente o doutorando em Direito não se deu conta. Muito menos o deputado e ainda menos o governante. É demasiada displicência para um doutorando e só lhe resta o que virá a seguir: demitir-se e acabar o doutoramento se for esse o caso. ( Em tempo: como já acabou a tal tarefa magna deveria remeter-se novamente à sombra dos Grilos...)
O CM de hoje apresenta uma notícia fatal que outros jornais não mencionam:
Segundo a notícia, "Fernando Rocha Andrade ainda não deu provimento a nenhum recurso hierárquico da petrolífera, tendo impugnado todas as reclamações da empresa em tribunal".
Não sei se serão impugnações ou oposições a execuções, mas para o caso, tanto fará, embora o jornalismo de rigor deixe muito a desejar, com notícias destas que não explicam esses pormenores que qualquer funcionário de Finanças percebe e explicaria a qualquer jornalista interessado.
Porém, o dito Secretário de Estado não deu nem tinha que dar porque não lhe compete a si tal tarefa. No entanto, como superintendente da AT tem a última responsabilidade administrativa na matéria e se os subordinados da divisão jurídica do Fisco, competente para conhecerem as oposições da GALP às liquidações de impostos e subsequentes execuções tributárias, não acatarem as reclamações ou se responderem às oposições a execuções, como parece ser o caso, então o dito Secretário devia ter mais vergonha e contenção e não aceitar prendas assim, em nome de um Estado que pelos vistos não entende, mesmo sendo formado em Direito. Se o fez a título privado ainda seria pior...
Enfim, é disto que tem o PS?
Já agora quem é que patrocina juridicamente a GALP nos tribunais tributários? Alguém sabe? É fácil de saber: um telefonema ao Administrador judicial (ou juiz-administrador, presidente) do Tribunal Tributário de Lisboa...
Mas enquanto não chega tal informação pode sempre procurar-se algures...e apurar-se que o Estado estava em dificuldades para encontrar advogados de defesa no caso que o opõe à Galp. E com Secretários de Estado deste calibre e doutorados deste modo estamos bem aviados...
A petrolífera dispõe de uma rede de sociedades que a apoiam em determinadas áreas e que inclui a maioria dos grandes escritórios portugueses. Fazem parte deste ‘legal panel' a Cuatrecasas (que assessora a Galp neste processo do gás natural), a PLMJ, a SRS Advogados, a Morais Leitão e a Vieira de Almeida, entre outras das principais sociedades nacionais. Ao que o Económico apurou, alguns destes escritórios terão sido abordados pelo Governo, mas declinaram a oportunidade de assessorar o Estado, devido ao conflito de interesses decorrente do facto de fazerem parte do ‘legal panel' da Galp. Outros estarão impedidos de trabalhar quer com o Estado, quer com a Galp, dado que têm ambos como clientes noutros processos na área da energia.
O universo Louçã é um aborto esquerdista
Francisco Louçã anda em tempo de vésperas e de vez em quando sai da toca para falar de si e dos outros.
Desta vez foi ao Jornal de Negócios (!) e explica mais uma vez a sua excelsa concepção de sociedade alternativa: o reino da utopia socialista e revolucionária, permanente e actualizada pelas ideias fossilizadas do passado.
É ler as duas páginas essenciais...porque este indivíduo é das pessoas mais perigosas que há em Portugal.
Desta vez foi ao Jornal de Negócios (!) e explica mais uma vez a sua excelsa concepção de sociedade alternativa: o reino da utopia socialista e revolucionária, permanente e actualizada pelas ideias fossilizadas do passado.
É ler as duas páginas essenciais...porque este indivíduo é das pessoas mais perigosas que há em Portugal.
quinta-feira, agosto 04, 2016
Os esganiçados e a separação entre "o político" e "o económico"
Sapo:
O Bloco de Esquerda e o PCP, partidos que apoiam o Governo no Parlamento, criticam o comportamento do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, que assistiu a jogos da selecção no Europeu a convite da Galp.
Jorge Pires, membro do comité central do PCP, considera que a atitude do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais é criticável.
“Situações como estas que se verificaram com o secretário de Estado Rocha Andrade não contribuem para a separação entre o poder político e económico, fundamental para o funcionamento do regime democrático em Portugal”, afirma o dirigente comunista.
Apesar de criticar o caso, o PCP não exige demissões e remete para o Governo, para o primeiro-ministro e para o secretário de Estado em causa “a leitura política da situação”.
Se fosse com "o Passos" já teriam a roupa rasgada de tanto se esganiçarem. Assim...preferem fazer de conta que aceitam uma empresa capitalista, "de monopólio", a pagar viagens de membros do Governo para assistir a jogos de bola. No pasa nada...
Entretanto e como o assunto é daquele género que esta partidocracia gosta e merece, vai ser o mesmo gerido por um dos piores exemplares da política que há em Portugal: o inenarrável Santos Silva.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, vai ser o responsável pela gestão do caso das viagens dos secretários de Estado Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira, avança a SIC Notícias.
Segundo o mesmo órgão de comunicação, o ministro tem estado em contacto com várias entidades para gerir este caso.
Já se antevê esse "modo de gestão": a PGR vai analisar o caso sob o ponto de vista criminal que nunca o deveria ser e dependendo dessa análise, a sorte dos visados será determinada. O polegar vai para baixo ou para cima segundo as regras jacobinas habituais.
Aditamento:
O assunto está já encerrado segundo o inenarrável Silva. Os visados pagam as viagens que fizeram e não deviam ter feito e não se fala mais nisso. Tal como a austeridade, o caso acabou. E vai haver um código de conduta para estas coisas que o jacobinismo não faz a coisa por menos.
O Bloco de Esquerda e o PCP, partidos que apoiam o Governo no Parlamento, criticam o comportamento do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, que assistiu a jogos da selecção no Europeu a convite da Galp.
Jorge Pires, membro do comité central do PCP, considera que a atitude do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais é criticável.
“Situações como estas que se verificaram com o secretário de Estado Rocha Andrade não contribuem para a separação entre o poder político e económico, fundamental para o funcionamento do regime democrático em Portugal”, afirma o dirigente comunista.
Apesar de criticar o caso, o PCP não exige demissões e remete para o Governo, para o primeiro-ministro e para o secretário de Estado em causa “a leitura política da situação”.
Se fosse com "o Passos" já teriam a roupa rasgada de tanto se esganiçarem. Assim...preferem fazer de conta que aceitam uma empresa capitalista, "de monopólio", a pagar viagens de membros do Governo para assistir a jogos de bola. No pasa nada...
Entretanto e como o assunto é daquele género que esta partidocracia gosta e merece, vai ser o mesmo gerido por um dos piores exemplares da política que há em Portugal: o inenarrável Santos Silva.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, vai ser o responsável pela gestão do caso das viagens dos secretários de Estado Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira, avança a SIC Notícias.
Segundo o mesmo órgão de comunicação, o ministro tem estado em contacto com várias entidades para gerir este caso.
Já se antevê esse "modo de gestão": a PGR vai analisar o caso sob o ponto de vista criminal que nunca o deveria ser e dependendo dessa análise, a sorte dos visados será determinada. O polegar vai para baixo ou para cima segundo as regras jacobinas habituais.
Aditamento:
O assunto está já encerrado segundo o inenarrável Silva. Os visados pagam as viagens que fizeram e não deviam ter feito e não se fala mais nisso. Tal como a austeridade, o caso acabou. E vai haver um código de conduta para estas coisas que o jacobinismo não faz a coisa por menos.
A Esquerda descolonizadora: mau, mau, mesmo.
A revista francesa L´Histoire, em número especial deste mês publica um estudo divulgador sobre a África.
À míngua de encontrarmos por aqui artigos semelhantes e com a distância requerida pelo tempo, aqui vão algumas páginas que nos dizem respeito, sobre a colonização e descolonização e o que se seguiu.
De repente torna-se interessante saber por que razão Mário Soares e o PS de época apoiava o líder Jonas Savimbi, da UNITA, contra o outro líder do MPLA. A razão profunda, quero dizer.
A colonização portuguesa teve um contexto e a descolonização idem. Esse contexto tem sido apresentado de modo diverso por quem defende uma ou outra. Parece certa, porém, uma conclusão: Portugal não tinha hipótese plausível de se manter país ocupante e colonizador de outros países em África, fosse de que modo fosse e durante muito mais tempo, no século XX. A não ser que fizesse como na América: expulsar os pretos desses países, reduzindo-os a reservas étnicas e dominando através de um melting pot improvável toda a estrutura social e produtiva. Nem a África do Sul conseguiu tal ambiente apesar de ter quase 10% de população branca em 1950. Frederik De Klerk, um afrikaner, compreendeu tal fenómeno e capitulou por não conseguir aguentar mais tempo a sobrevivência anacrónica de um regime sem futuro pacífico.
Portugal, com Salazar, teve a mesma dificuldade de compreensão e atolou-se numa guerra que não teria fim nesse contexto histórico. Resultado: estávamos condenados a deixar África enquanto colonizadores, mas poderíamos ter de lá saído de outro modo mais consentâneo com os interesses dos que lá estavam.
Mário Soares, porque razão apoiava a UNITA, se contribuiu mais que ninguém para entregar as antigas províncias ultramarinas aos comunistas do MPLA, FRELIMO e PAIGC? É um mistério que apenas se deslinda se interpretarmos essa opção como um erro de timing ou uma incompreensão do que se estava a passar, em 1974-75.
Qualquer uma dessas interpretações retira-lhe o estatuto de homem de Estado como outros o foram, no caso, Salazar e Marcello Caetano, indivíduos que merecem outra atenção nacional e outro estudo que não há nos media. Porque ainda são fassistas, segundo a determinação mediática, sem grande contestação, dos comunistas e esquerda em geral e assim se arrumam no canto da História.
À míngua de encontrarmos por aqui artigos semelhantes e com a distância requerida pelo tempo, aqui vão algumas páginas que nos dizem respeito, sobre a colonização e descolonização e o que se seguiu.
De repente torna-se interessante saber por que razão Mário Soares e o PS de época apoiava o líder Jonas Savimbi, da UNITA, contra o outro líder do MPLA. A razão profunda, quero dizer.
A colonização portuguesa teve um contexto e a descolonização idem. Esse contexto tem sido apresentado de modo diverso por quem defende uma ou outra. Parece certa, porém, uma conclusão: Portugal não tinha hipótese plausível de se manter país ocupante e colonizador de outros países em África, fosse de que modo fosse e durante muito mais tempo, no século XX. A não ser que fizesse como na América: expulsar os pretos desses países, reduzindo-os a reservas étnicas e dominando através de um melting pot improvável toda a estrutura social e produtiva. Nem a África do Sul conseguiu tal ambiente apesar de ter quase 10% de população branca em 1950. Frederik De Klerk, um afrikaner, compreendeu tal fenómeno e capitulou por não conseguir aguentar mais tempo a sobrevivência anacrónica de um regime sem futuro pacífico.
Portugal, com Salazar, teve a mesma dificuldade de compreensão e atolou-se numa guerra que não teria fim nesse contexto histórico. Resultado: estávamos condenados a deixar África enquanto colonizadores, mas poderíamos ter de lá saído de outro modo mais consentâneo com os interesses dos que lá estavam.
Mário Soares, porque razão apoiava a UNITA, se contribuiu mais que ninguém para entregar as antigas províncias ultramarinas aos comunistas do MPLA, FRELIMO e PAIGC? É um mistério que apenas se deslinda se interpretarmos essa opção como um erro de timing ou uma incompreensão do que se estava a passar, em 1974-75.
Qualquer uma dessas interpretações retira-lhe o estatuto de homem de Estado como outros o foram, no caso, Salazar e Marcello Caetano, indivíduos que merecem outra atenção nacional e outro estudo que não há nos media. Porque ainda são fassistas, segundo a determinação mediática, sem grande contestação, dos comunistas e esquerda em geral e assim se arrumam no canto da História.
quarta-feira, agosto 03, 2016
Fustigar o comunismo é preciso.
Jornal O Diabo de ontem, um artigo de Pedro A. Santos em que se analisa o que mais ninguém nos media o faz: o comunismo e a sua história negra.
Os últimos números de O Militante estão pejados de lamúrias pelas "campanhas" contra "o Partido", feitas de "falsidades e difamações" , aliás nunca explicadas ou contestadas.
Ainda bem porque há décadas que essas "falsidades e difamações" têm passado incólumes nos media nacionais que não se incomodam nunca com o PCP e a sua história negra ligada ao comunismo internacional de expressão mais dura e estalinista.
Um dos fenómenos mais intrigantes da democracia que já leva 40 anos é a condescendência permanente com o PCP e a esquerda em gera.
Portanto, com o comunismo e este PCP que há só se perdem as que vão por fora...
Os últimos números de O Militante estão pejados de lamúrias pelas "campanhas" contra "o Partido", feitas de "falsidades e difamações" , aliás nunca explicadas ou contestadas.
Ainda bem porque há décadas que essas "falsidades e difamações" têm passado incólumes nos media nacionais que não se incomodam nunca com o PCP e a sua história negra ligada ao comunismo internacional de expressão mais dura e estalinista.
Um dos fenómenos mais intrigantes da democracia que já leva 40 anos é a condescendência permanente com o PCP e a esquerda em gera.
Portanto, com o comunismo e este PCP que há só se perdem as que vão por fora...
quarta-feira, julho 27, 2016
Ninguém liga ao que Medina Carreira diz...
Ontem na TVI, no programa Olhos nos Olhos, Medina Carreira e António Barreto fizeram o epitáfio deste governo bem como dos que lhe seguirem as pisadas. Ninguém quer saber, apesar das explicações serem simples: não temos capital e andamos a gastar demais, muito acima das nossas possibilidades. Pedimos emprestado ( no último semestre o Governo aumentou a dívida em 6 mil milhões de euros) e evidentemente não teremos capacidade para a pagar porque desde o ano 2000 que crescemos à taxa 0.
Medina Carreira foi ministro das Finanças no I Governo Constitucional, o tal que agora se comemorou a efeméride, com uma homenagem a Mário Soares. Esse governo durou pouco tempo porque em Dezembro de 1977 o PS que decidiu governar sozinho, apresentou uma moção de confiança na AR ( para obtenção de uma plataforma de acordo com os partidos e os parceiros sociais) que foi rejeitada por todos os partidos da oposição. Tal conduziu à queda desse governo e ao II governo também com Mário Soares e o apoio...do CDS, em Janeiro de 1978. Também não durou muito, por causa de Ramalho Eanes que lhe tirou o tapete...
Dez anos depois de 25 de Abril de 1974, nesta entrevista ao Expresso de 4 de Agosto de 1984 Medina Carreira explicou o que não lhe deixaram fazer nesse Governo e o que era preciso fazer nessa altura.
Tal como agora ninguém o ouviu...
Medina Carreira foi ministro das Finanças no I Governo Constitucional, o tal que agora se comemorou a efeméride, com uma homenagem a Mário Soares. Esse governo durou pouco tempo porque em Dezembro de 1977 o PS que decidiu governar sozinho, apresentou uma moção de confiança na AR ( para obtenção de uma plataforma de acordo com os partidos e os parceiros sociais) que foi rejeitada por todos os partidos da oposição. Tal conduziu à queda desse governo e ao II governo também com Mário Soares e o apoio...do CDS, em Janeiro de 1978. Também não durou muito, por causa de Ramalho Eanes que lhe tirou o tapete...
Dez anos depois de 25 de Abril de 1974, nesta entrevista ao Expresso de 4 de Agosto de 1984 Medina Carreira explicou o que não lhe deixaram fazer nesse Governo e o que era preciso fazer nessa altura.
Tal como agora ninguém o ouviu...
A nossa grandeza foi há mais de 500 anos...
Século Ilustrado de 13.8.1960, reportagem sobre a inauguração do Padrão dos Descobrimentos por ocasião da efeméride dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique, o Navegador.
A mundialização da economia desenvolveu-se muito a partir das nossas descobertas...mas no séc. XVIII a Europa do Norte já nos tinha passado a perna, pelo que os nossos mitos assentam num passado distante de muitos séculos.
A máquina a vapor surgiu em 1769, com Watt. O primeiro carro a petróleo apareceu em 1906, na América, com Henry Ford. A "conquista de África" pelas potências europeias ocorreu a partir de 1884, com a conferência de Berlim.
Nós já não éramos potência de coisa alguma, a não ser da saudade dos tempos das Descobertas...
A mundialização da economia desenvolveu-se muito a partir das nossas descobertas...mas no séc. XVIII a Europa do Norte já nos tinha passado a perna, pelo que os nossos mitos assentam num passado distante de muitos séculos.
A máquina a vapor surgiu em 1769, com Watt. O primeiro carro a petróleo apareceu em 1906, na América, com Henry Ford. A "conquista de África" pelas potências europeias ocorreu a partir de 1884, com a conferência de Berlim.
Nós já não éramos potência de coisa alguma, a não ser da saudade dos tempos das Descobertas...
terça-feira, julho 26, 2016
O vício da nossa dívida e a Censura que há
O Diabo de hoje:
Como escreve o articulista, porque será que "esta informação não abre telejornais?"
A resposta parece-me simples: quem alinha as noticias sabe que isto não pode ser dito assim. Se o for, como há uns tempos José Rodrigues dos Santos o fez, a Esquerda cai-lhes em cima e perdem o lugar, eventualmente o emprego.
Censura, portanto, é o que temos para ludibriar o povo.
Como escreve o articulista, porque será que "esta informação não abre telejornais?"
A resposta parece-me simples: quem alinha as noticias sabe que isto não pode ser dito assim. Se o for, como há uns tempos José Rodrigues dos Santos o fez, a Esquerda cai-lhes em cima e perdem o lugar, eventualmente o emprego.
Censura, portanto, é o que temos para ludibriar o povo.
domingo, julho 24, 2016
A passarola das bancarrotas
Ontem alguém resolveu homenagear Mário Soares por ocasião da efeméride dos 40 anos passados sobre o primeiro governo constitucional que encabeçou após as eleições.
O Diário de Notícias de hoje publica uma notícia sobre a reunião de homenageadores com um texto que é um exemplo de branqueamento e desresponsabilização de um indivíduo que teve mais participação directa e afinal de contas responsabilidade, na génese das bancarrotas que nos afectaram nestes últimos 40 anos do que qualquer outro.
Torna-se um clássico deste género de branqueamentos jornalísticos que duram há 40 anos, ler que António Costa enalteceu as virtudes do homenageado, dizendo que nessa altura , esse primeiro governo de Mário Soares "fez muito em pouco tempo".
Tal significa esquecer os antecedentes dos dois anos anteriores e principalmente o que veio a suceder com a aprovação da Constituição de 1976 em que Mário Soares e o PS tiveram um papel determinante para o nosso atraso económico, durante décadas, subscrevendo, apoiando e participando na estruturação do novo sistema económico que nos tirou o capital que precisávamos e continuamos a precisar. Os resgates ocorrem por não termos esse capital e quem o escorraçou foram os adeptos desta geringonça que agora governa e nessa altura andavam de passarola.
Para mostrar o que este miserável jornalismo de lambebotismo ambiente tem feito ao longo de décadas, mostram-se uns recortes de jornais de época para que se conheça o que essa gente não relata, por desconhecimento, ignorância, má-fé ou pura censura democrática.
O primeiro é do O Jornal de 25.6.1976 em que se mostra o que seriam "os grandes problemas do novo governo PS". Um deles era a "coordenação económica" e estavam já indicados os "nomes" dos génios: Rui Vilar, um dos apaniguados-mor deste regime era um deles. Vasco Vieira de Almeida, um dos advogados deste regime, era outro.
O "Pensamento de Che Guevara" era livro recomendado...pela Bertrand cujos trabalhadores, no ano seguinte, boicotariam o lançamento do segundo volume do Arquipélago Gulag de A.Soljenitsine, privando os ascendentes da Rita Rato de matéria para lhe explicar o que eram os gulags...
Em Setembro desse ano o panorama gerido por estes génios, era este: uma bancarrota em perspectiva salva in extremis com dinheiro estrangeiro e medidas de austeridade que pareciam nunca terem fim. Gasolina a aumentar, tabaco a aumentar, inflação sempre a subir.
É desta obra que se orgulham e estão a homenagear um dos principais responsáveis?!
Um dos modos de resolver este problema já vinha do ano anterior...como relata o Expresso de 31.5.1975: ouro da "pesada herança" do tempo de Salazar e Caetano...e o resto, "austeridade". Como hoje.
Estes génios apesar de terem na mão 2/3 da Economia e orientarem de facto a politica económica nunca conseguiram melhor do que conduzir o país a duas bancarrotas. Uma logo a seguir e outra menos de dez anos depois, em 1984, com Mário Soares sempre ao leme. É disto que se orgulham e homenageiam?!
Para além do problema económico,resolvido do modo assinalado por aqueles dois ou três génios que acabaram por encher os bolsos ao longo das décadas, certamente em retribuição pela obra meritória em prol da Pátria, que outro problema se agigantava?
O do trabalho, por exemplo, tinha sido resolvido de um modo peculiar e sem paralelo na Europa de então: o Decreto-Lei nº 372-A/75 de 16 de Julho, em pleno PREC assegurava todos os direitos aos trabalhadores, na sequência da Constituição aprovada que tinha garantido o paraíso para os trabalhadores por conta de outrém e o inferno para os empregadores, esperando assim obter o nirvana económico.
Ainda assim, esse paraíso depressa se mostrou exíguo e em Outubro de 1976 estes mesmos génios acrescentados por outro chamado Vítor Constâncio, do mesmo naipe, capitaneados por Mário Soares, afinal acharam que era preciso fazer o que o PCP não queria, nunca quis e ainda hoje anda a refutar, pela luta contra a "precariedade": os contratos de trabalho a prazo, inventados por esse primeiro governo constitucional para remendar o desastre daquele diploma que prometia o paraíso aos trabalhadores.
É ler o Decreto-Lei 781/76 de 28 de Outubro ( a lei dos contratos a prazo) e perceber a aldrabice em que o PS se especializou sempre sob o comando de Mário Soares...porque foi o instrumento que permitiu verdadeiramente a tal precariedade, uma vez que as entidades patronais da época e posteriormente achavam e continuam a achar que o paraíso de uns não pode ser o inferno de outros...
E o outro problema magno, o da Educação, como é que estes génios o resolveram? Fácil e já foi aqui explicado: um dos génios apontados à pasta era Rui Grácio. O mesmo que acabou com essa coisa bizarra de haver escolas comerciais e industriais para quem quisesse seguir o ensino técnico e os liceus para quem quisesse seguir para os cursos superiores das faculdades existentes.
A divisão era entendida pura e simplesmente como classista e prejudicava os filhos das classes trabalhadoras em proveito da "burguesia". Foi exactamente por isto e nada mais que aquele génio, infelizmente já desaparecido, acabou com a separação e inventou o "ensino unificado".
Com os resultados brilhantes que estas décadas evidenciaram: a maior imbecilidade de sempre, na Educação.
Portanto, esses três grandes problemas ficaram assim resolvidos pelo primeiro governo constitucional e de facto este governo fez mesmo "muito em pouco tempo". Tudo mal, quase. De resto deu continuidade ao que já vinha de trás e que era incrível o que se fez em dois anos de democracia conquistada em 25 de Abril de 1974.
No fundo qual era o verdadeiro problema que tínhamos? É simples de enunciar e os jornais de 1975 explicavam claramente para quem sabia ler ( o que era raro, nesse tempo...):
Como é que isto se passava perante o país, sem grande sobressalto a não ser o de entregar o Governo ao referido Mário Soares e sus muchachos, com os resultados apontados e que agora celebram, sem pudor algum e memória nenhuma?
Passava-se assim, como explicava o Expresso de 25 de Abril de 1975, num artigo assinado por Helena Vaz da Silva: a imprensa estava toda, mas mesmo toda nas mãos dos democratas que nos fizeram a folha das bancarrotas. O pluralismo informativo era uma quimera e toda a gente aceitava este estado de coisas.
Para assegurar melhor a permanência desta fantasia política os génios de então, do lado do MFA inventaram uma lei de Imprensa para amordaçar certos desviantes, sem qualquer prurido e sem se darem conta de que estavam a fazer exactamente o mesmo que não admitiam ao governo de Salazar e Caetano: a Censura pura e simples.
Este era o projecto de lei de imprensa de Agosto de 1975 que garantia a qualidade democrática pura e dura...
Pior ainda: em complemento lógico desta gigantesca e irrepetível lavagem ao cérebro colectivo que nem Salazar ou Caetano tinham logrado imaginar como possível ou desejável, o mesmo Expresso cujo director agora foi tecer loas ao homenageado, numa lógica absolutamente coerente, publicava entrevistas com indivíduos mentecaptos, loucos que não se curaram nestes últimos 40 anos e ainda andam por aí à solta, com todo o perigo que exalam.
Eis Arnaldo Matos numa entrevista em 9.8.1975, cujo conteúdo poderia ser o mesmo de hoje, com as devidas adaptações do tempo histórico entretanto decorrido.
Era isto o Expresso de Balsemão e Marcelo Rebelo de Sousa e não admira que Portugal esteja como está... com o trabalho destes génios, como o que agora foi homenageado.
O Diário de Notícias de hoje publica uma notícia sobre a reunião de homenageadores com um texto que é um exemplo de branqueamento e desresponsabilização de um indivíduo que teve mais participação directa e afinal de contas responsabilidade, na génese das bancarrotas que nos afectaram nestes últimos 40 anos do que qualquer outro.
Torna-se um clássico deste género de branqueamentos jornalísticos que duram há 40 anos, ler que António Costa enalteceu as virtudes do homenageado, dizendo que nessa altura , esse primeiro governo de Mário Soares "fez muito em pouco tempo".
Tal significa esquecer os antecedentes dos dois anos anteriores e principalmente o que veio a suceder com a aprovação da Constituição de 1976 em que Mário Soares e o PS tiveram um papel determinante para o nosso atraso económico, durante décadas, subscrevendo, apoiando e participando na estruturação do novo sistema económico que nos tirou o capital que precisávamos e continuamos a precisar. Os resgates ocorrem por não termos esse capital e quem o escorraçou foram os adeptos desta geringonça que agora governa e nessa altura andavam de passarola.
Para mostrar o que este miserável jornalismo de lambebotismo ambiente tem feito ao longo de décadas, mostram-se uns recortes de jornais de época para que se conheça o que essa gente não relata, por desconhecimento, ignorância, má-fé ou pura censura democrática.
O primeiro é do O Jornal de 25.6.1976 em que se mostra o que seriam "os grandes problemas do novo governo PS". Um deles era a "coordenação económica" e estavam já indicados os "nomes" dos génios: Rui Vilar, um dos apaniguados-mor deste regime era um deles. Vasco Vieira de Almeida, um dos advogados deste regime, era outro.
O "Pensamento de Che Guevara" era livro recomendado...pela Bertrand cujos trabalhadores, no ano seguinte, boicotariam o lançamento do segundo volume do Arquipélago Gulag de A.Soljenitsine, privando os ascendentes da Rita Rato de matéria para lhe explicar o que eram os gulags...
Em Setembro desse ano o panorama gerido por estes génios, era este: uma bancarrota em perspectiva salva in extremis com dinheiro estrangeiro e medidas de austeridade que pareciam nunca terem fim. Gasolina a aumentar, tabaco a aumentar, inflação sempre a subir.
É desta obra que se orgulham e estão a homenagear um dos principais responsáveis?!
Um dos modos de resolver este problema já vinha do ano anterior...como relata o Expresso de 31.5.1975: ouro da "pesada herança" do tempo de Salazar e Caetano...e o resto, "austeridade". Como hoje.
Estes génios apesar de terem na mão 2/3 da Economia e orientarem de facto a politica económica nunca conseguiram melhor do que conduzir o país a duas bancarrotas. Uma logo a seguir e outra menos de dez anos depois, em 1984, com Mário Soares sempre ao leme. É disto que se orgulham e homenageiam?!
Para além do problema económico,resolvido do modo assinalado por aqueles dois ou três génios que acabaram por encher os bolsos ao longo das décadas, certamente em retribuição pela obra meritória em prol da Pátria, que outro problema se agigantava?
O do trabalho, por exemplo, tinha sido resolvido de um modo peculiar e sem paralelo na Europa de então: o Decreto-Lei nº 372-A/75 de 16 de Julho, em pleno PREC assegurava todos os direitos aos trabalhadores, na sequência da Constituição aprovada que tinha garantido o paraíso para os trabalhadores por conta de outrém e o inferno para os empregadores, esperando assim obter o nirvana económico.
Ainda assim, esse paraíso depressa se mostrou exíguo e em Outubro de 1976 estes mesmos génios acrescentados por outro chamado Vítor Constâncio, do mesmo naipe, capitaneados por Mário Soares, afinal acharam que era preciso fazer o que o PCP não queria, nunca quis e ainda hoje anda a refutar, pela luta contra a "precariedade": os contratos de trabalho a prazo, inventados por esse primeiro governo constitucional para remendar o desastre daquele diploma que prometia o paraíso aos trabalhadores.
É ler o Decreto-Lei 781/76 de 28 de Outubro ( a lei dos contratos a prazo) e perceber a aldrabice em que o PS se especializou sempre sob o comando de Mário Soares...porque foi o instrumento que permitiu verdadeiramente a tal precariedade, uma vez que as entidades patronais da época e posteriormente achavam e continuam a achar que o paraíso de uns não pode ser o inferno de outros...
E o outro problema magno, o da Educação, como é que estes génios o resolveram? Fácil e já foi aqui explicado: um dos génios apontados à pasta era Rui Grácio. O mesmo que acabou com essa coisa bizarra de haver escolas comerciais e industriais para quem quisesse seguir o ensino técnico e os liceus para quem quisesse seguir para os cursos superiores das faculdades existentes.
A divisão era entendida pura e simplesmente como classista e prejudicava os filhos das classes trabalhadoras em proveito da "burguesia". Foi exactamente por isto e nada mais que aquele génio, infelizmente já desaparecido, acabou com a separação e inventou o "ensino unificado".
Com os resultados brilhantes que estas décadas evidenciaram: a maior imbecilidade de sempre, na Educação.
Portanto, esses três grandes problemas ficaram assim resolvidos pelo primeiro governo constitucional e de facto este governo fez mesmo "muito em pouco tempo". Tudo mal, quase. De resto deu continuidade ao que já vinha de trás e que era incrível o que se fez em dois anos de democracia conquistada em 25 de Abril de 1974.
No fundo qual era o verdadeiro problema que tínhamos? É simples de enunciar e os jornais de 1975 explicavam claramente para quem sabia ler ( o que era raro, nesse tempo...):
Como é que isto se passava perante o país, sem grande sobressalto a não ser o de entregar o Governo ao referido Mário Soares e sus muchachos, com os resultados apontados e que agora celebram, sem pudor algum e memória nenhuma?
Passava-se assim, como explicava o Expresso de 25 de Abril de 1975, num artigo assinado por Helena Vaz da Silva: a imprensa estava toda, mas mesmo toda nas mãos dos democratas que nos fizeram a folha das bancarrotas. O pluralismo informativo era uma quimera e toda a gente aceitava este estado de coisas.
Para assegurar melhor a permanência desta fantasia política os génios de então, do lado do MFA inventaram uma lei de Imprensa para amordaçar certos desviantes, sem qualquer prurido e sem se darem conta de que estavam a fazer exactamente o mesmo que não admitiam ao governo de Salazar e Caetano: a Censura pura e simples.
Este era o projecto de lei de imprensa de Agosto de 1975 que garantia a qualidade democrática pura e dura...
Pior ainda: em complemento lógico desta gigantesca e irrepetível lavagem ao cérebro colectivo que nem Salazar ou Caetano tinham logrado imaginar como possível ou desejável, o mesmo Expresso cujo director agora foi tecer loas ao homenageado, numa lógica absolutamente coerente, publicava entrevistas com indivíduos mentecaptos, loucos que não se curaram nestes últimos 40 anos e ainda andam por aí à solta, com todo o perigo que exalam.
Eis Arnaldo Matos numa entrevista em 9.8.1975, cujo conteúdo poderia ser o mesmo de hoje, com as devidas adaptações do tempo histórico entretanto decorrido.
Era isto o Expresso de Balsemão e Marcelo Rebelo de Sousa e não admira que Portugal esteja como está... com o trabalho destes génios, como o que agora foi homenageado.
sábado, julho 23, 2016
José Sócrates: a pessoa que destruiu mais valor, em Portugal?
Hoje no Sol, o escrito de José António Saraiva retoma o tema de José Sócrates e o seu "maior crime" que foi a destruição do valor da PT:
O CM de hoje também pega no tema:
Portanto, o assunto é o que se passou na PT e no negócio da venda da Vivo para a compra da OI. O caso foi mencionado por aqui, há cinco anos, em Abril de 2011, com o título "A fina flor do entulho", referindo-se a certos banqueiros que agora são mencionados diariamente nos media...
Ricardo Salgado, se isto se provar tem que pagar criminalmente por esta tragédia e devia estar preso preventivamente.
Imagem do Sol de 15.4.2011
Estes são os banqueiro portugueses. Estão à rasca porque se endividaram demais, empanturrando-se em alavancagens. Agora precisam de 37 mil milhões ( pelo menos) nos próximos três anos.
Estes cinco banqueiros enterraram-se em dívidas, à semelhança dos portugueses dirigidos por um Partido Socialista que governou praticamente nesta última dúzia de anos.
Há um deles que descende de banqueiros que lidaram com Salazar e Caetano: Ricardo Salgado. Os pais e avôs souberam lidar com a ditadura mas não impunham regras à ditadura como este descendente impõe à democracia, incentivando despesa pública para a financiar. Parte dos nossos problemas a ele se devem. À sua cupidez natural e falta de ética de responsabilidade social e nacional. Provas?
O comunista António Vilarigues apresenta-as hoje no Público:
" Contas feitas pelo economista Eugénio Rosa ( uma espécie de Medina Carreira alternativo e sem projecção mediática, mas com maior rigor matemático- nota minha) indicam que segundo os dados do Banco de Portugal, no período 2000-2010, a dívida total líquida do país aumentou 269 por cento. A dívida líquida externa do Estado cresceu 122,6, por cento, menos de metade do crescimento da dívida do país. Mas a dívida líquida da banca e das empresas ao estrangeiro aumentou 629,2 por cento(!!!). Isto é, cinco vezes mais que o aumento percentual da dívida externa do Estado."
E continua:
" Uma das características da actual crise é a transformação da dívida privada, contraída pelo sistema financeiro com as suas trampolinices e "lixos tóxicos", em dívida pública a ser paga por todos nós. No caso de Portugal, os dados são esclarecedores. Desde 2008 ( em euros) a banca portuguesa recebeu quatro mil milhões dados pelo Governo; 20 mil milhões em avales; cerca de 7,7, mil milhões ( ou quase cinco por cento do PIB de Portugal) enterrados no BPN, dos quais dois mil milhões já aparecem nas contas públicas; cerca de 450 milhões no BPP; cerca de quatro mil milhões ( 2008 a 2010) só em juros roubados dos nossos impostos no esquema de "eu ( banco português) vou ao BCE pedir a um por cento e empresto-te a 4, 5 a 6 a 7, a 8 a 9...por cento"; para pagamento do IRC a rondar em média os 10 por cento ( quando a taxa é de 25 por cento); no OE para 2011 avales no valor de 20,181 milhões e ajudas para aumentos de capital de 9,146 milhões; lucros líquidos em 2010 iguais aos de 2009- cinco milhões de euros por dia- pagando metade dos impostos."
E pergunta o articulista comunista: " E dizem que já não aguentavam mais sacrifícios?" E acrescenta ainda: " o comissário europeu para os assuntos económicos revelou que "é quase certo" que parte dos 80 mil milhões da chamada ajuda para Portugal será canalizado para a banca portuguesa."
Dito isto talvez valha a pena acrescentar que aquela fina flor do lixo em que transformaram os seus bancos, assim considerados pelas agências de rating, merecem um castigo nacional. Não deveriam ficar impunes nesta desgraça porque são autores, co-autores e cúmplices do desgoverno da última dúzia de anos.
O dito Ricardo Salgado ainda nem há muito tempo, numa daquelas entrevistas de quem sente o rei na barriguinha cheia dizia que o primeiro-ministro Inenarrável que ainda temos, era um político aceitável e
E disse também que eram precisos os tais mega investimentos. E não foi assim há tanto tempo...
Tal como não foi assim há tanto tempo- Outubro de 2009- que em entrevista à TSF disse isto:
Ricardo Salgado considerou Teixeira dos Santos «dos melhores ministros das Finanças que Portugal jamais teve».«Na minha opinião pessoal, é muito bom para o nosso país» que continue à frente do Ministério das Finanças, no novo Governo apresentado por José Sócrates, defendeu.
Entulho, disse? É pouco. Talvez responsável directo pelo "lixo tóxico".
ADITAMENTO:
Entretanto o principal visado, José Sócrates e sus muchachos estão de nariz empinado a fustigar quem investiga fazendo dos investigadores uns salafrários e uns criminosos... e autores de coisas infamantes que dezenas de juízes de tribunais superiores já consideraram sustentáveis e credíveis. Para aqueles, no entanto, é tudo de outro mundo e nada com eles.
Económico ( um jornal que apareceu por causa da Ongoing...em que Sócrates também teve o dedo):
Questionando o aparecimento de novas suspeitas sobre si no âmbito da "Operação Marquês" em que é arguido e a indefinição dos prazos para a acusação, o ex-primeiro-ministro José Sócrates deixou acusações ao Ministério Público: "O que se percebe é que a táctica do Ministério Público é sempre igual - cada vez que tem um prazo para concluir a acusação apresenta novas suspeitas", afirmou em Chaves.
"E até quando é que o Estado tem o direito de apontar um dedo a um cidadão e considerá-lo suspeito? Isto não tem prazos? O Ministério Público acha que faz parte da sua autonomia não ter prazos? Não, não é assim. O que eles estão a fazer deste processo é um processo que devia ser justo e exemplar num processo infame", criticou.
"Até onde é que os responsáveis da investigação querem levar esta farsa e este embuste? Eu acho que isto já vai passando a mais, porque realmente levantar suspeitas sobre suspeitas, passar de Argélia, Angola, das PPP para todos os actos do Governo qualquer dia me julgarão, enfim, contribuindo também com um pouco de espírito, como responsável por tudo desde as guerras peninsulares", considerou.
O CM de hoje também pega no tema:
Portanto, o assunto é o que se passou na PT e no negócio da venda da Vivo para a compra da OI. O caso foi mencionado por aqui, há cinco anos, em Abril de 2011, com o título "A fina flor do entulho", referindo-se a certos banqueiros que agora são mencionados diariamente nos media...
Ricardo Salgado, se isto se provar tem que pagar criminalmente por esta tragédia e devia estar preso preventivamente.
Imagem do Sol de 15.4.2011Estes são os banqueiro portugueses. Estão à rasca porque se endividaram demais, empanturrando-se em alavancagens. Agora precisam de 37 mil milhões ( pelo menos) nos próximos três anos.
Estes cinco banqueiros enterraram-se em dívidas, à semelhança dos portugueses dirigidos por um Partido Socialista que governou praticamente nesta última dúzia de anos.
Há um deles que descende de banqueiros que lidaram com Salazar e Caetano: Ricardo Salgado. Os pais e avôs souberam lidar com a ditadura mas não impunham regras à ditadura como este descendente impõe à democracia, incentivando despesa pública para a financiar. Parte dos nossos problemas a ele se devem. À sua cupidez natural e falta de ética de responsabilidade social e nacional. Provas?
O comunista António Vilarigues apresenta-as hoje no Público:
" Contas feitas pelo economista Eugénio Rosa ( uma espécie de Medina Carreira alternativo e sem projecção mediática, mas com maior rigor matemático- nota minha) indicam que segundo os dados do Banco de Portugal, no período 2000-2010, a dívida total líquida do país aumentou 269 por cento. A dívida líquida externa do Estado cresceu 122,6, por cento, menos de metade do crescimento da dívida do país. Mas a dívida líquida da banca e das empresas ao estrangeiro aumentou 629,2 por cento(!!!). Isto é, cinco vezes mais que o aumento percentual da dívida externa do Estado."
E continua:
" Uma das características da actual crise é a transformação da dívida privada, contraída pelo sistema financeiro com as suas trampolinices e "lixos tóxicos", em dívida pública a ser paga por todos nós. No caso de Portugal, os dados são esclarecedores. Desde 2008 ( em euros) a banca portuguesa recebeu quatro mil milhões dados pelo Governo; 20 mil milhões em avales; cerca de 7,7, mil milhões ( ou quase cinco por cento do PIB de Portugal) enterrados no BPN, dos quais dois mil milhões já aparecem nas contas públicas; cerca de 450 milhões no BPP; cerca de quatro mil milhões ( 2008 a 2010) só em juros roubados dos nossos impostos no esquema de "eu ( banco português) vou ao BCE pedir a um por cento e empresto-te a 4, 5 a 6 a 7, a 8 a 9...por cento"; para pagamento do IRC a rondar em média os 10 por cento ( quando a taxa é de 25 por cento); no OE para 2011 avales no valor de 20,181 milhões e ajudas para aumentos de capital de 9,146 milhões; lucros líquidos em 2010 iguais aos de 2009- cinco milhões de euros por dia- pagando metade dos impostos."
E pergunta o articulista comunista: " E dizem que já não aguentavam mais sacrifícios?" E acrescenta ainda: " o comissário europeu para os assuntos económicos revelou que "é quase certo" que parte dos 80 mil milhões da chamada ajuda para Portugal será canalizado para a banca portuguesa."
Dito isto talvez valha a pena acrescentar que aquela fina flor do lixo em que transformaram os seus bancos, assim considerados pelas agências de rating, merecem um castigo nacional. Não deveriam ficar impunes nesta desgraça porque são autores, co-autores e cúmplices do desgoverno da última dúzia de anos.
O dito Ricardo Salgado ainda nem há muito tempo, numa daquelas entrevistas de quem sente o rei na barriguinha cheia dizia que o primeiro-ministro Inenarrável que ainda temos, era um político aceitável e
E disse também que eram precisos os tais mega investimentos. E não foi assim há tanto tempo...
Tal como não foi assim há tanto tempo- Outubro de 2009- que em entrevista à TSF disse isto:
Ricardo Salgado considerou Teixeira dos Santos «dos melhores ministros das Finanças que Portugal jamais teve».«Na minha opinião pessoal, é muito bom para o nosso país» que continue à frente do Ministério das Finanças, no novo Governo apresentado por José Sócrates, defendeu.
Entulho, disse? É pouco. Talvez responsável directo pelo "lixo tóxico".
ADITAMENTO:
Entretanto o principal visado, José Sócrates e sus muchachos estão de nariz empinado a fustigar quem investiga fazendo dos investigadores uns salafrários e uns criminosos... e autores de coisas infamantes que dezenas de juízes de tribunais superiores já consideraram sustentáveis e credíveis. Para aqueles, no entanto, é tudo de outro mundo e nada com eles.
Económico ( um jornal que apareceu por causa da Ongoing...em que Sócrates também teve o dedo):
Questionando o aparecimento de novas suspeitas sobre si no âmbito da "Operação Marquês" em que é arguido e a indefinição dos prazos para a acusação, o ex-primeiro-ministro José Sócrates deixou acusações ao Ministério Público: "O que se percebe é que a táctica do Ministério Público é sempre igual - cada vez que tem um prazo para concluir a acusação apresenta novas suspeitas", afirmou em Chaves.
"E até quando é que o Estado tem o direito de apontar um dedo a um cidadão e considerá-lo suspeito? Isto não tem prazos? O Ministério Público acha que faz parte da sua autonomia não ter prazos? Não, não é assim. O que eles estão a fazer deste processo é um processo que devia ser justo e exemplar num processo infame", criticou.
"Até onde é que os responsáveis da investigação querem levar esta farsa e este embuste? Eu acho que isto já vai passando a mais, porque realmente levantar suspeitas sobre suspeitas, passar de Argélia, Angola, das PPP para todos os actos do Governo qualquer dia me julgarão, enfim, contribuindo também com um pouco de espírito, como responsável por tudo desde as guerras peninsulares", considerou.
quinta-feira, julho 21, 2016
O Nacionalismo queque
No final dos anos oitenta do século passado, apareceu O Independente, jornal semanário dirigido por Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso. Aparentemente não eram de esquerda, como o actual PR também não parecia ser...
Em 19 de Agosto de 1988, o jornal publicou quatro páginas sobre produtos de origem estrangeiras que tínhamos por cá, à venda, ainda antes de entrarmos de chancas na CEE. A palermice da escrita ia ao ponto de se declarar " a CEE vem aí e nós cobrar-lhe-emos a factura das Descobertas"...
O estendal de produtos de consumo que importávamos então acompanhava o fenómeno da crescente globalização e contrastava com o proteccionismo mitigado que é apanágio de um nacionalismo então de algum modo proclamado pelos próceres do jornal.
Ainda sobre essa ideia nacionalista em contraposição ao cosmopolitismo globalizador estes dois artigos de Miguel Esteves Cardoso mostram o estado da arte de então...
Independente 3.3.1989 em que MEC enuncia uma ideia particular sobre o Nacionalismo:
Independente de 3.7.1989, contra a Europa e a globalização, em nome de uma ideia qualquer, mal digerida, em que se equaciona o Nacionalismo com a entrada na CEE. Ideia aliás muito actual...
Em 19 de Agosto de 1988, o jornal publicou quatro páginas sobre produtos de origem estrangeiras que tínhamos por cá, à venda, ainda antes de entrarmos de chancas na CEE. A palermice da escrita ia ao ponto de se declarar " a CEE vem aí e nós cobrar-lhe-emos a factura das Descobertas"...
O estendal de produtos de consumo que importávamos então acompanhava o fenómeno da crescente globalização e contrastava com o proteccionismo mitigado que é apanágio de um nacionalismo então de algum modo proclamado pelos próceres do jornal.
Ainda sobre essa ideia nacionalista em contraposição ao cosmopolitismo globalizador estes dois artigos de Miguel Esteves Cardoso mostram o estado da arte de então...
Independente 3.3.1989 em que MEC enuncia uma ideia particular sobre o Nacionalismo:
Independente de 3.7.1989, contra a Europa e a globalização, em nome de uma ideia qualquer, mal digerida, em que se equaciona o Nacionalismo com a entrada na CEE. Ideia aliás muito actual...
O Nacionalismo de Salazar não envergonha ninguém...
Acerca da ideia de Nacionalismo que foi expressa por Pedro Soares Martinez, um salazarista convicto, talvez seja interessante registar aqui algumas ideias do próprio Salazar acerca do conceito e que foram publicadas no livro La Pensée de Salazar, edição do SPN, s/d.
"O nacionalismo do Estado Novo não é nem poderá ser jamais
uma doutrina de isolamento agressivo-ideológico ou político-porque se
incorpora, como aliás toda a nossa história, na obra de cooperação amigável com
outros povos. Também o consideramos afastado do liberalismo individualista,
nascido no estrangeiro, e do internacionalismo de esquerda que outros sistemas
téoricos e práticos, nascidos também no estrangeiro, por reacção contra os
mesmos.
Será reconhecido um dia que Portugal é dirigido seguindo um
sistema original, particular à sua história, tão diferente de todas as outras,
e desejamos que se compreenda bem que não afastamos os erros e vícios do falso
liberalismo e da falsa democracia para abraçar outros que podem ainda ser
maiores, mas ao contrário, para reorganizar e fortificar o País junto a partir
dos princípios de autoridade, ordem, tradição nacional, em harmonia com essas
verdades eternas que são felizmente o património da humanidade e o apanágio da
civilização cristã .
A fonte principal dos ensinamentos que recebemos, a fonte
onde fomos buscar inspiração para as grandes linhas da nossa construção
política foi a nossa história, a tradição, o temperamento, a realidade
portuguesa, numa palavra. Desta pretendemos extrair tudo o que do passado
permaneça vivo e fecundo e dos tempos novos, tudo o que pareça constituir uma
aquisição segura e uma aspiração legítima para o progresso geral e para uma
melhor compreensão da justiça.
A Nação, para nós, é una e eterna; nela não existem nem
classes privilegiadas nem classes inferiores. O povo somos nós todos mas não
havendo oposição da igualdade, a justiça exige que a maior solicitude vá onde
se encontram as maiores necessidades: não se é justo quando não se é humano.
Eis a nossa tese e a nossa posição: nacionalismo intransigente
mas equilibrado, que simplifique a solução dos problemas mundiais utilizando o
quadro natural da divisão em nações, que trabalhe com o sentimento da
solidariedade internacional para a qual contribui através do activo das suas
realizações e que não ofenda nem contrarie os interesses superiores pela
actividade desenvolvida no plano nacional.
A universalidade da ideia e acção no curso da evolução
católica e europeia, ao serviço da elevação moral e material da espécie, eis a
característica da história do nosso país.
Apertados na faixa ocidental da península entre o imenso mar
e vizinhos poderosos, estamos condenados a viver em cada instante o drama da
nossa vida. Mas, sob o olhar benevolente da Providência, contamos já outro
séculos de trabalho, de sofrimentos, de lutas, de liberdade. Se há sempre o
mesmo perigo, há também, sempre o mesmo milagre.
Poderá negar-se o que há de mais evidente e mais palpável na
nossa obra, mas o despertar da consciência nacional, o prestígio de Portugal no
mundo resplandecerão sempre: por toda a parte, o orgulho de ser Português
rejuvenesce o sangue dos portugueses e permite que as cinzas heroicas de ontem
repousem tranquilas no seu túmulo.
Essencialmente parece-me ser isto o Nacionalismo de Salazar que resumia
numa frase o espírito dos direitos da Nação: “nada contra a Nação, tudo pela
Nação.”
“Uma Nação não se confunde com um partido; um partido não se
identifica com o Estado; o Estado na vida internacional não é um sujeito mas
antes um colaborador associado.
O Povo na simplicidade da sua alma e espontaneidade dos seus
sentimentos é sempre a fonte viva do
nosso nacionalismo.”
“A grande força de progresso social e político representada
pelos nacionalismos parece jogar um papel benfeitor apenas na medida em que se
exerça no terreno da competição pacífica; de outro modo conduzirá a tornar
ainda mais difícil a resolução de problemas que se colocam e pelo facto de
despertar nacionalismos rivais. “
E sobre o outro lado, o dos actuais "patriotas" da geringonça, ou seja sobre o Internacionalismo:
"Em lugar de se caminhar para uma melhor humanidade, mais
fraterna ou pacífica, minou-se a segurança interior dos Estados, desbastou-se a
coesão nacional, permitiu-se a criação de partidos políticos tendo uma acção e
uma influência exteriores, quer dizer, foi-se avante na hegemonia de um partido
que ao mesmo tempo que parodia a raça eleita do Senhor, comete o sacrilégio de
prometer a todos os povos a redenção pelo crime.”
O internacionalismo aqui em evidência não é outro senão o
comunismo…
Subscrever:
Mensagens (Atom)







