quarta-feira, março 06, 2019

A canalhice mediática e os lambe-cus

 O i de hoje dedica algumas páginas sobre a questão magna da liberdade de expressão versus ofensa ao bom nome.

"O i falou com especialistas para perceber esses limites e tudo o que está em causa neste caso".  Não vou mostrar tudo que é indecente. Vou apenas dizer que o artiguelho é mais um que segue o esquema do costume: as pobres jornalistas Beatriz Dias Coelho e Tatiana Costa presumíveis ignorantes do assunto, presumíveis saídas da madrassa da Nova do curso corrente de Comunicação Social, apresentaram a redacção ao director Vítor Rainho que aprovou e publicou.
Escusado será dizer que o i é uma nulidade como jornal e que um dia destes acabará na insolvência das dívidas a tudo e todos.

Ainda assim convém mostrar o esquema dos artigos de quem escreve sobre assuntos de que pouco ou nada percebe. Começam por introduzir o tema, geralmente com asneiras. Neste caso é logo no primeiro parágrafo: "Neto de Moura pediu para que durante algum tempo deixasse de julgar casos de violência doméstica". Não pediu nada disso, ó santinha! Aprenda primeiro e escreva depois...

Enfim, logo a seguir à exposição introdutória citam "autores" consagrados. Neste caso o excelso advogado Teixeira da Mota, do Público que já mijou fora do penico lá na loca infecta que lhe paga o artigo semanal. Já comentei oportunamente.
Depois tentaram ouvir o CSM que aos costumes agora diz nada de nada. Têm medo da água fria depois de terem aquecido o gato, dando-lhe corda para as injúrias abertas e públicas, de difamação repetida e relapsa.

Em seguida citam outros intervenientes, como o advogado do ofendido que diz coisas demais. De caminho tentam explicar o que nunca compreenderam e por isso voltam a asneirar.
À pergunta que fazem- o que faz um juiz desembargador?- respondem num dos itens: "por exemplo, no caso Neto de Moura o juiz justificou uma situação de violência doméstica enquadrando-a num passado histórico em que a violência doméstica sempre foi aceite em casos de adultério. Foi esse mesmo enquadramento que não foi aceite pelo CSM".
Não foi nada disso e há aqui dois erros flagrantes que mostram que nem sequer sabem ler o que se escreve na decisão do CSM.  O juiz aceitou os argumentos da primeira instância sobre a suspensão de pena e o CSM só não aceitou que o juiz dissesse que a mulher adúltera era falsa, desleal e hipócrita. E não era?!
E volta a asneirar quando escrevem que o CSM "em casos semelhantes não vai analisar se a decisão do juiz foi boa ou má. Vai sim analisar se as considerações proferidas pelos juízes violam ou não o dever de correcção. " Não é nada disto santinha! Vão analisar e não deviam porque a lei o proíbe, mas uma vez que se diz que analisam não é apenas tal dever, mas os outros deveres dos funcionários públicos. E são vários, não são apenas os de correcção.

Enfim, uma miséria assinada por aquela Beatriz Dias Coelho e sancionada pelo tal Vítor Rainho.

Nas duas páginas centrais o i publica os dizeres de alguns membros  honorários daquela academia do putedo, na acepção de Arnaldo Matos, ou seja de que "isto é tudo um putedo". Isto, a política e o resto associado.

Ora vejam lá se não será assim: todos os intervenientes que aqui se mostram dependem de algum modo do Estado, ou já dependeram para o exercício da profissão onde chegaram. São servidores actuais, respeitadores venerandos do politicamente correcto que alinha numa esquerda que está agora no Bloco.
Os humoristas não dependem do Estado? Pois isso é que duvido, porque fazem parte do "meio" e por isso ganham prémios da ILGA ou se permitem dizer o que dizem em público, impunemente e com aplauso geral dos poderes que estão.
Sem este Estado não iam a lado algum sem mendigarem o rsi.

O falecido Arnaldo Matos topou este género por experiência própria. Inclui neles o aqui ausente Garcia Pereira, seu amigo de longa data nas longas marchas da estupidez ideológica, mas temos aqui um belo naipe de exemplares. Disse pouco tempo antes de morrer que "isto era tudo um putedo".

Portanto tomei a liberdade em exprimir por escrito o que penso desta canalha, em comentário manuscrito na própria folha, a preceito dos ditos:





Entretanto riam-se com este humor de grande finesse, do filho da Ana Sá Lopes que arranjou emprego no SAPO porque é mesmo muita bom nisto. Não teve ajudas, foi só por ele. Ora reparem na finura do tema; no recorte das imagens; na inventividade dos ditos e na especiosidade da elegância...


Neto de Moura vai processar tudo o que mexe. Da minha parte, estou triste. Ainda na semana passada tinha escrito sobre a personagem e agora aparentemente vou escapar a uma merecida ação judicial. Sinto-me, como é óbvio, indubitavelmente ofendido e com insaráveis feridas no ego e na autoestima. Estou a considerar junto da minha vasta equipa de advogados a hipótese de processar Neto de Moura por não me ter processado.

Consta que Neto de Moura está “triste” com o que tem sido escrito e dito sobre ele. O que é absolutamente expectável e, aliás, saudável. Quando muita gente está a falar mal de nós porque nós efetivamente fizemos muitas asneiras é previsível que não apresentemos a felicidade de uma criança que marca em Alvalade e no Dragão na sua época de estreia (vocês sabem de quem é que eu estou a falar). Diga-se até que se Neto de Moura fosse completamente indiferente ao que se diz sobre ele seria um alarmante sinal de sociopatia. Mais um, digamos assim.

Vendo pelo lado positivo, processar toda a gente até é um sinal de que existe algum resquício de emoção naquele corpo. O problema é que tal empatia só se manifesta quando o visado é ele. Esqueçam, não é empatia. É mesmo autopiedade.

O sonho de Neto de Moura, com esta bateria de ações judiciais, é dar origem a uma espécie de Kristallnacht do espírito crítico. Um pogrom de jornalistas e humoristas que ousaram pôr em causa a idoneidade do juiz. Até agora, tenho a ideia de que os portugueses rejeitam a ideia de se condenar piadas e opiniões. Contudo, Neto de Moura, se prosseguir com a sua hubris, tornar-se-á cada vez mais um alvo fácil. Legítimo, mas fácil. Aliás, Neto de Moura está a duas semanas de se tornar numa punchline gasta. Isso magoa mais do que qualquer insulto. Ninguém quer ser a Elsa Raposo, a Maddie ou o José Carlos Pereira da magistratura.

É importante recordarmo-nos deste caso quando for alguém da nossa “equipa” a ser alvo de críticas e de escárnio. Há quase um consenso da opinião pública de que os tais acórdãos assinados por Neto de Moura são fundamentados de forma inqualificável e, por isso, quase toda a gente concorda que ele merece apreciações acintosas. Nem sempre é assim, mas com os picles podemos ser seletivos, com a liberdade de opinião, não
.

 Dito isto já se podem rir da criatura...de tão pacóvio, podia mesmo deixar de escrever e publicar apenas esta imagem de si mesmo. Teria sempre um efeito superior no despertar da hilariedade que não alcança de outro modo.

PS. Acresentei ao título do postal "os lambe-cus". São esses que aí estão e foram identificados há uns anos por Miguel Esteves Cardoso, aqui. Esse que aí está em cima ainda não chegou sequer a tal estatuto. E ele bem queria...

O poder judicial no seu labirinto e o jornalismo das notícias falsas

O Público e o Correio da Manhã de hoje continuam a cavalgar a onda Neto de Moura e por antonomásia a do poder judicial de julgar. E sobre a entrevista de ontem do juiz ao Observador? Pois, esqueceram-se dela e da defesa que o mesmo fez da sua circunstância. São estes os estilos de livro desses jornais.

O Público, fonte de toda a maldade da falsidade noticiosa sobre o assunto, faz agora a caramunha através do seu infausto director Manuel Carvalho, afinal um inenarrável como outros.

Repare-se no estilo em que o director do Público aparece agora a defender o ofendido pelas notícias falsas do jornal, assinadas pela jornalista Ana Henriques ( que devia deixar de escrever sobre estes assuntos atenta a sua evidente parcialidade e falta de isenção) em modo que todos entendem ser de deixem lá o pobre juiz; já levou tantas e tantas que é pena vê-lo a levar mais pontapés. Deixem estar que lhe dou outro e acaba-se por aqui. É esta a essência moral deste escrito no jornal de hoje:



Ao citar a autoridade do presidente do STJ e por inerência do CSM que teve o desplante de escrever asneiras na deliberação, sem crítica, sem filtro, contribui mais uma vez para a notícia falsa e para a desonra do juiz em causa de quem afinal agora tem pena ": o juiz tem o direito a ser tratado como uma pessoa". Pois tem e foi exactamente o que o Público não fez, desde a primeira hora. Quem é que lhe meteu o nome na primeira página do jornal com o propósito manifesto de o vilipendiar e enxovalhar? Foi Manuel Carvalho e a sua jornalista amestrada. Quem continuou a campanha vil de descrédito para com o mesmíssimo juiz? Foi Manuel Carvalho e a sua jornalista de companhia ( honni soi...). Quem continua a bater no ceguinho, sem ler as decisões em concreto, continuando a errar nos factos e permanecendo nas notícias falsas? Foi Manuel Carvalho e a sua redacção de incompetentes.

O juiz Piçarra disse na deliberação  em causa, isto, irreprimivelmente atraído pela vertente populista do politicamente correcto:  

O presidente do CSM considerou que as expressões proferidas pelo juiz desembargador Neto de Moura, nos acórdãos que relatou, são ofensivas, desrespeitosas e atentatórias dos princípios constitucionais e supraconstitucionais da dignidade e da igualdade humanas.
“As expressões proferidas pelo juiz desembargador arguido, nos acórdãos que relatou, em especial no processo n.º 388/2014.6GAVLC.P1, ao referir-se à ofendida, enquanto “mulher adúltera”, como “dissimulada”, “falsa”, hipócrita” e “desleal” são ofensivas, desrespeitosas e atentatórias dos princípios constitucionais e supraconstitucionais da dignidade e da igualdade humanas”, segundo o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, que é por inerência presidente do CSM.

António Joaquim Piçarra votou a favor da sanção de advertência registada aplicada ao juiz Neto de Moura, autor de um acórdão em que minimizou um caso de violência doméstica pelo facto de a mulher agredida ter cometido adultério.


Se o jornalista fosse ao dicionário leria que adúltero implica exactamente tal coisa: ser desleal, falso e hipócrita. E ainda que "violou a fidelidade conjugal  em modo extremo", segundo o Dicionário da Porto Editora, 8ª edição de 1999 ( será anacrónica a definição? Será pior que citar a Bíblia, se Neto de Moura o fizesse?) .

Neto de Moura não deveria ser punido por infracção a um dever de correcção, ou seja de boa educação por dizer exactamente o que a mulher fez e foi no caso concreto. E estou convencido que o STJ o dirá, se for ao dicionário...

Por outro lado, se a qualidade de corno não afecta pessoas como Manuel Carvalho, será lá com ele. Mas a generalidade das pessoas, o homem médio, o cidadão comum é bem capaz de pensar de outro modo. O que Manuel Carvalho não poderá é desviar a sua idiossincrasia e aplicá-la aos demais, exigindo que os juízes o façam também.

Portanto, as afirmações que aqui faço estão todas aqui fundamentadas que nem acordão do presidente da APAV...e portanto inúteis porque servem para ficar aqui registadas e nada mais.

De resto este caso que o Público iniciou, tirando a ofensa grave à honra do juiz Neto de Moura, poderia ser apresentado de outro modo, mais civilizado, menos troglodita, mais capaz de suscitar verdadeiro interesse público.
Assim funcionou como uma feiquenius perfeita: notícia falsa na sua essência ( os acórdãos  não  desculpam a violência doméstica, mais do que as decisões de primeira instância o fizeram, subscritas até por mulheres juízas, até porque condenam os arguidos); efeito perverso realizado em seguida através da desvirtuação do conteúdo da decisão judicial para a ideia feita pelo jornal atinente ao juiz ( passou a ser acusado de justificar uma agressão a uma mulher e não foi a primeira vez e portanto ser machista, misógino e retrógrado, não se sabendo se as juízas de primeira instância o serão também)  agravada depois pela completa falsificação do conteúdo ( no segundo acórdão fica dito por estes media que o juiz retirou a pulseira electrónica, sem procurarem saber se o arguido já a tinha) e pela ultrapassagem da fundamentação jurídica que daria razão ao juiz e deixaria a notícia no fundo do cesto dos papéis, sem fundo que se lhe pegasse. Tal como muitas outras, dezenas, centenas delas em que há sempre descontentes com a decisão e advogados a dizerem o contrário do que disseram noutros casos que também defenderam.

A seguir, cavalgando a onda populista assim iniciada e continuada pelo Público que nunca deu a mão à palmatória e corrigiu os erros, antes os amplificou como agora o director o faz novamente, o que surgiu foi o humorismo de pacotilha que temos, escrito por meia dúzia de mentecaptos que têm a mania que são espertos e adoptaram o politicamente correcto como meio de expressão.
Os programas desta gente que efectivamente não sabe estar são do mais politicamente correcto que existe, não incomodam qualquer poder constituído, a não ser agora um judicial mas non troppo ( o juiz Piçarra é que merecia uma mocada...) e não cumprem o que deveria ser o humor. A iconoclastia fica-se pela ofensa gratuita a pessoas concretas com uso de cus estilizados e meninas de menos de 10 anos a colaborar nas farsas. Será isso a transgressão? Ou seja, a latente pedofilia?  Se for, estamos entendidos porque é disso que gostam, como alguns já deram provas.

Como resultado desta campanha triste temos já o principal líder da oposição a cavalgar a onda que lhe interessa: desvirtuar o poder judicial começando por capar o MºPº. Este Rio é uma desgraça neste tipo de conceitos e sempre pensou assim.


Repare-se no sofisma: o CSM já é dominado por políticos. Portanto o CSMP também o pode ser. Com se tal coisa fosse a mesma coisa...e o MºPº fosse apenas um órgão de gestão e disciplina dos seus magistrados e não quem nomeia os chefes dos departamentos que investigam políticos como os mais chegados a Rui Rio, (  o agora entalado director de campanha daquele, o autarca de Ovar). Rui Rio quer um MºPº como a PJ: debaixo da alçada do executivo em que ele mande...e portanto aproveita tudo isto para levar a água a esse moinho. E para evitar casos como o do seu director de campanha que são uma vergonha, naturalmente. Para a justiça, entenda-se...

Com base na mesma campanha difamatória iniciada no Público temos também o inefável bastonário da Ordem dos Advogados, Guilherme Figueiredo.

O Correio da Manhã, o órgão noticioso por excelência destas matérias do tipo Rosa Grilo e que agora começou nova novela gráfica e televisiva com o caso Rui "hacker" Pinto, anuncia hoje em grande página: "advogados querem afastar Neto de Moura"! Este querem cheira-me demasiado a Bloco, mas enfim vamos lá ver que advogados são esses:


Epá! Os advogados são apenas um: o próprio bastonário e mais nenhum. Que merda de notícia falsa!  Que pouca vergonha! Anunciada na primeira página...porque o bastonário da Ordem dos Advogados não representa todos os advogados, ou mesmo alguns, neste e em nenhum outro caso, para estes efeitos.

Para se ver o que poderia ter sido uma abordagem um pouco mais correcta ao assunto ( pelo menos não é populista e estúpido como tenho lido outros por aí) , pode ler-se este texto de Aguiar-Conraria no mesmo Público de hoje:



Como escreve o articulista, as decisões dos tribunais sobre estes dois casos de violência doméstica em que o juiz Neto de Moura interveio, também tiveram a intervenção de outros juízes e juízas e provavelmente teriam o mesmo desfecho sem Neto de Moura.
Para saber por que razão assim é e deve continuar a ser tinha que escrever outro postal. Fica para a próxima porque também gosto de estudar estas questões.

terça-feira, março 05, 2019

José Miguel Júdice, comentador da TViI, autor de feiquenius...

Estive a ver o comentário de José Miguel Júdice na tv em que se pronunciou sobre o caso Neto de Moura, como não podia deixar de ser.

O que disse é muito grave para um advogado que tem um escritório- PLMJ- com mais de duzentos advogados e até aflige. A ignorância que José Miguel Júdice demonstrou acerca do que é o pedido de escusa que um juiz deduz num processo é um escândalo.

Não percebo como um advogado assim tão ignorante em matérias jurídicas continua a ter a reputação suficiente para ir para a tv comentar, pelos vistos alimentando notícias falsas.

Transcreve-se ipsis verbis o que o advogado disse e as asneiras proferiu.

Ninguém acha que o dr. Neto de Moura é um bandido ou um mau pai de família. É uma pessoa que tem ideias sobre a violência sexual que não estão sintonizadas com a maioria dos portugueses. 

A propósito da "escusa" que a jornalista ( Clara de Sousa, manifestamente uma ignorante destas matérias porque não percebeu o que era a tal escusa apenas por uma palavra que usou- "temporária" ao referir-se à escusa)  lhe apresenta para comentar, disse:

"Se ele sente que em relação a casos de violência doméstica ( corrigiu daquela "sexual" para a doméstica depois de ouvir a jornalista) não está em condições de manter uma imparcialidade absoluta é melhor que não julgue. "
E portanto se ele não queria o que eu não entendo é porque é que o STJ ou...o CSM, peço desculpa, não lhe disse, "sim senhor! Se não estás à vontade a julgar violência doméstica tens escusa. Ter-se-ia evitado muito sofrimento para toda a gente, muita luta contra o senhor juiz e sofrimento do senhor desembargador que seguramente está a sofrer com os ataques que sofre...deram momentos de bom humor, é verdade, nem tudo é mau, mas repare de facto, nós devemos ser sensatos e quem está no espaço público não pode ter uma pele muito fininha. Tem de se preparar para levar pancada, faz parte".


Não sabe que um pedido de escusa se faz num processo concreto; não sabe que é um pedido específico com o fundamento específico; não sabe que é perante o STJ, neste caso e não sabe que não pode ser genérico, relativamente a uma qualquer matéria e não sabe, o que é ainda mais grave que o CSM não pode determinar uma coisa destas. Portanto não conhece os princípios constitucionais do poder judicial.
E é isto um advogado, daqueles que cobram à hora! Santo Deus que nunca assim vi coisa igual!

Não sei o que choca mais: se a ignorância se o azeiteirismo do comentário sobre "os momentos de bom humor" que apreciou relativamente ao caso.

Será que este advogado apreciu mesmo as rábulas do RAP na tv? Será?!  Parece que sim, o que parece provar uma coisa: é perigoso para um comentador no Júdice divergir do politicamente correcto.

Este gajo ainda é pior do que sempre me pareceu...

PS: enganei-me no título do postal, mas até fica bem assim, pensando melhor...


O jornal Público e as notícias falsas

O Público de hoje dedica a edição às "feiquenius", à sua maneira. Assim:




Fica clarinho como água: os protagonistas das feiquenius são aqueles figurados: Trump, Salvini e Bolsonaro. É por causa deles que se inventou o termo e por causa deles também que figuras do relevo intelectualmente liliputiano de um Pacheco Pereira assina artigos inanes.
 O que interessa, como aliás refere o jornal é a percepção pública acerca da realidade. Esta, em si pouco interessa.

Um exemplo concreto de feiquenius recente e do Público:


Quem se der ao trabalho de ler o artiguelho da jornalista Natália Faria ( deve ser outra do curso da Nova...) sobre as feiquenius repara no estilo do costume: introdução, Trump, Salvini e Bolsonaro ao barulho logo a entrar. 
Depois, o estilo permanece no costume: entram no jogo escrito os especialistas. No caso dois liliputianos: Pacheco Pereira e o pequeno Adão. História e Sociologia  de livrinhos de bolso, Dreyfus, Hitler. O costume. Clássico. E Filosofia com José Gil, um portento nestas análises de feiquenius. E citações de Habermas para quem a discussão era tudo.
E mais opinião de um ou outro e ainda aqueles liliputianos...e está feita a redacção.

Sobre as feiquenius do Público? Nem reparam nelas...

O jornalismo de falsidades e difamação não pede "escusas"...

A jornalista Ana Henriques, fonte principal da campanha de falsidades e difamadora do juiz Neto de Moura volta a atacar, hoje no Público.
A partir de agora vai ter aqui um leitor atento e obrigado a denunciar os dislates e asneiras que se anicham frequentemente nos escritos da dita cuja. Uma polígrafa desse género, dedicada a causas, merece o desvelo...

Hoje escreve assim:


Notoriamente alguém lhe fez chegar a notícia que já se reproduz como laparota com cio nos sítios da internet e "redes sociais".

Ao ler vi que o título enferma logo de linguagem específica e falsa. Neto de Moura não pediu nem podia pedir para "deixar de julgar violência doméstica". E portanto o STJ não poderia ter autorizado ou negado tal coisa.

Para explicar à jornalista difamadora ( é assim mesmo que vai...) precisava de alguns parágrafos mas vou poupá-los porque acho que a inteligência que seria necessária não é suficiente, como tem demonstrado e irá certamente continuar a demonstrar na sua actividade profissional.

Vou apenas centrar-me no caso, genericamente e sem ler o que o STJ disse ( porque não há acesso visível a tal decisão que a jornalista guardou para seu uso e que alguém lhe forneceu, pela certa mas não com certeza inteira, provavelmente vindo do mesmo lado de quem lhe fornece tal matéria para escritos difamatórios) , a não ser pelas transcrições truncadas e naturalmente enviesadas, neste jornalismo de causas tão ao jeito de quem não sabe ser profissional competente, isenta e objectiva.

Os pedidos de escusa de magistrados, no caso juízes, estão previstos na lei é há vários acórdãos disponíveis na net para quem os saiba ler. O que não será manifestamente o caso da citada jornalista difamadora da honra alheia, no caso de um juiz e de modo relapso  e que  colocou o nome, a pessoa do juiz concreto em causa, na primeira página ou no corpo da notícia inicial sobre o acórdão em que o juiz "tirou a pulseira electrónica".

Por exemplo, este que resume o assunto e cita outro acordão do STJ:

Este pensamento jurisprudencial tem correspondência no Supremo Tribunal de Justiça que, no ac. de 14.06.2006, processo nº 06P1286, in http:/www.dgsi.pt/jstj.nsf/, se afirma:


“ I - No incidente de escusa de juiz não relevam as meras impressões individuais, ainda que fundadas em situações ou incidentes que tenham ocorrido entre o peticionante da escusa e um interveniente ou sujeito processual, num processo ou fora dele, desde que não sejam de molde a fazer perigar, objectivamente, por forma séria e grave, a confiança pública na administração da justiça e, particularmente, a imparcialidade do tribunal. De outro modo, poder-se-ia estar a dar caução, com o pedido de escusa, a situações que podiam relevar de motivos mesquinhos ou de formas hábeis para um qualquer juiz se libertar de um qualquer processo por razões de complexidade, de incomodidade ou de maior perturbação da sua sensibilidade.

II - O motivo de escusa apresentado tem de ser sério e grave, objectivamente considerado, isto é, do ponto de vista do cidadão médio, que olha a justiça como uma instituição que tem de merecer confiança.

III - A regra do juiz natural ou legal, com assento na Constituição - art. 32.º, n.º 9, só em casos excepcionais pode ser derrogada, e isso para dar satisfação adequada a outros princípios constitucionais, como o da imparcialidade, contido no n.º 1 do mesmonormativo. Mas, para isso, é preciso que essa imparcialidade esteja realmente mesmo em causa, em termos de um risco sério e grave, encarado da forma sobredita “.


Portanto, é assim. E mais : salienta que um dos juízes do STJ que votou a decisão em concreto de negar o pedido de escusa ao juiz Neto de Moura "foi procurador-geral da República", esclarecendo depois que foi Souto Moura.

Quem achar que isto é gratuito é ingénuo ou pior.

Outro que vai passar a merecer o desvelo necessário é o antigo inspector da PJ, Manuel Rodrigues, agora avençado da Cofina para comentar casos judiciários. Manuel Rodrigues esteve na ASFIC, fez parte da operação Noite Branca, na área do Porto e foi recomendado pelo juiz Santos Cabral para a área do banditismo, o que por si só representa sinal de competência profissional.

Mas...o que se tem visto das suas prestações  televisivas por conta da Cofina deixa muito a desejar e os seus últimos artigos sobre o juiz Neto de Moura são inqualificáveis para alguém com aqueles pergaminhos. Uma desgraça que permite pensar que o ex-profissional da PJ ficou afectado do bestunto pelos casos violentos que testemunhou como investigador.

No outro dia pediu publicamente uma avaliação das facultades mentais do referido juiz e hoje escreve isto no jornal Correio da Manhã:


Este indivíduo, Manuel Rodrigues precisa urgentemente de descanso que a reforma já lhe dará e afastar-se dos media da Cofina. São um veneno para a sanidade mental de comentadores que recebem por conta.
O outro caso similar é o de Rui Pereira. Há bocado, antes do almoço, Rui Pereira e Manuel Rodrigues lá estavam de plantão na CMTV a comentar as últimas sobre um tal Hacker português que está preso na Hungria e prestes a ser recambiado para cá, para responder em inquérito relacionado como assuntos do Benfica e não só. Aqueles dois comentadores são aficionados encartados de tal clube, não escondem tal afiliação desportiva e são tudo menos isentos ou objectivos nos comentários que fazem sobre futebol e o tal clube em particular.
O que Manuel Rodrigues disse to tal hacker, "um imberbe", além de outros mimos excede todos os limites da decência em televisão.

Enfim, um caso patológico.

Outro caso não menos patológico é a posição do Bloco de Esquerda sobre o assunto, seguida aliás  por muitos comentadores. A politização da decisão concreta de Neto de Moura, seguida por boa parte do jornalismo de causas. Neto de Moura contra as mulheres e facilitador de violência doméstica. Não se trata de demagogia, mas coisa muito pior.

Mariana Mortágua reagiu à intenção do juiz Neto de Moura em avançar com processos contra quem o chamou de misógino, machista ou incapaz de exercer o cargo por ter desvalorizado dois casos de violência doméstica. Num artigo de opinião publicado no Jornal de Notícias, a bloquista diz que o juiz pode aproveitar que as mulheres vão sair à rua a 8 de março e que pode processá-las a todas.


A filha do pirata não pensa com a cabeça oca. Pensa com outra coisa que não lhe permite pensar.

Outro que não entende o sistema e julga entender, porque se queixa do corporativismo e no passado fez tristíssimas figuras ao pressionar o antigo PGD-Porto, Pinto Nogueira, para "demitir" uma magistrada incómoda. Rui Rio é o nome.
O problema, para Rui Rio é o "corporativismo". Para este político do PSD, a Constituição e o princípio da separação de poderes são artefactos que devem ser descartado quanto antes, acabando com a autonomia da magistratura do MºPº. A começar pela intromissão do poder político, em maioria, no CSMP. Aqui, o caso de Neto de Moura permite-lhe demagogizar mas seria interessante saber a opinião do mesmo sobre o acórdão e já agora sobre o problema da violência doméstica em geral. Sobre o adultério e sobre o uso da Bíblia para explicar o passado remoto da nossa civilização judaico-cristã. Se o jornalismo que temos fosse de pessoas cultas e não de diletantes, seriam essas as questões a que Rio deveria responder, para se ver o que lhe vai no pensamento.

O presidente do PSD, Rui Rio, manifestou hoje a esperança de que a polémica que envolve o juiz Neto de Moura demonstre o “real estado da Justiça e do corporativismo fechado” que considera dominar o setor.
“Espero que a polémica em torno de Neto de Moura sirva para se perceber o real estado da Justiça e do corporativismo fechado que o domina. Um aspeto para o qual, ando há muito, muito tempo a apontar”, escreveu Rui Rio, numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter, ao início desta tarde
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ADITAMENTO com ENTREVISTA AO JUIZ NETO DE MOURA:

E depois disto tudo, deste fogo a arder na casa da Justiça, no seu inner sanctum que é o poder judicial no seu mais perfeito reduto, o da livre convicção para sentenciar, segundo a lei e o direito, o visado Neto de Moura, acedeu em falar a estes media que o atacam pessoalmente desde Dezembro do ano passado.

Depois destes 3 meses que fazem toda a diferença, fala assim ao Observador:

Gostava de o ouvir sobre a mais recente polémica que o envolve. Domingo num programa da TVI, foi apresentado um jogo sobre si… Viu o jogo?

Eu deleguei no meu advogado todos os comentários que pudessem ser feitos sobre essa questão. E a minha atitude tem uma razão de ser. É que eu acho que todos os pretextos vão servir para me perseguir disciplinarmente e eu tenho de manter o máximo de reserva. Falou-me aí num jogo que eu nem sei do que é que se trata…

É um jogo que foi apresentado ontem à noite por Ricardo Araújo Pereira, em que aparece a cara do juiz…
… Aparece a minha cara?

Exatamente. É um jogo que as pessoas podem jogar online… Desconhece a existência deste jogo?
Sim, desconheço, até porque este fim-de-semana estive ausente, e não tive acesso à internet.


Acha que não se deve fazer humor com a decisão que anunciou há dias de processar humoristas (e outros)?
A orientação quanto a esse ponto é também do advogado e eu aceito. Mas que fique bem claro: aceito perfeitamente que critiquem as minhas decisões, isso é um direito de qualquer cidadão, criticar as decisões dos tribunais. Agora, coisa diferente é atacar pessoalmente quem as profere. E só nessa base é que admito que essas pessoas sejam processadas. Porque quando há crítica saudável, legítima, fundada, não é para atacar pessoalmente as pessoas.

Tendo em conta toda esta reação dos humoristas e de toda a opinião pública ao anúncio de que vai processar várias figuras públicas, está arrependido de o fazer?
Isso tudo está entregue à orientação e à decisão do meu advogado. Dei-lhe carta branca para ir estudar o assunto, para ponderar o que é que devia ser feito, ele entendeu que deve ser assim e eu apoio totalmente. E aliás é isso que é o normal. Quando uma pessoa vê afetados os seus direitos, reage como? Recomenda a via judicial. Foi isso que eu fiz. Por que é que hão de ficar, não direi ofendidos, mas preocupados com isso? É normal. Recorre-se ao tribunal quando se vê os direitos lesados. Se o tribunal entender que foram lesados os meus direitos, eles serão condenados; se entender que não, serão absolvidos.

É evidente que eu não posso sentir-me bem. É evidente que isto provoca mossa. É evidente que me sinto abatido. É evidente que me sinto triste com toda esta situação e sinto-me indignado”

Mas não está arrependido de ir para a frente com essa decisão?
Não, o meu advogado decidiu que há fundamento para avançar com ações… Então eu estou inteiramente em sintonia com ele.

Quanto é que vai pedir de indemnização cível?
Olhe, não faço a mínima ideia. É evidente que isso para mim não é o essencial. O essencial é que efetivamente haja uma reparação do mal que me estão a causar. Qualquer pessoa normal reage assim. Quando uma pessoa vê os seus direitos lesados, reage. Não me preocupa minimamente se vou receber, se não vou… Isso é absolutamente secundário. Isso para mim não tem relevância nenhuma. Não é essa a questão essencial. A questão é que os meus direitos têm sido lesados de forma perfeitamente inadmissível e intolerável. Só não se sente quem não é filho de boa gente, não é?

Há alguém que lhe tenha manifestado apoio diretamente?
Com certeza, mas não vou estar a revelar isso. Porque são pessoas mais próximas… São pessoas que me conhecem, outras que não me conhecem. Tenho tido de pessoas que nem sequer me conhecem.

E como é que lhe têm feito chegar esse apoio?
Através dos contactos que as pessoas têm… Através de e-mails.

E têm-lhe manifestado desagrado diretamente? Ou tem sido só indiretamente?
Não… Pessoalmente não, não.

O Bloco de Esquerda já reagiu. Quer o seu afastamento, e chegou a dizer mesmo que o juiz é um insulto a todos os magistrados. O que acha sobre isso?
Não comento. Isso será tratado nas ações que vão ser intentadas.

Mas como é que vê esta reação de um partido, neste caso do Bloco?
Acha que isso está de acordo com aquilo que são os princípios base, os princípios elementares de um Estado de direito? Em que tem de haver a separação de poderes? Acha que essa é uma atitude que respeita essa separação de poderes?
Agora as relações familiares são muito mais transparentes e há, penso eu, um sentimento de que as queixas, as denúncias apresentadas já não caem em saco roto.”

Condena a atitude do Bloco de Esquerda, é isso?
Não condeno, eu faço a pergunta, se acha que isso é próprio de um Estado de direito. Os juízos que eu faço serão no âmbito das ações que vão ser intentadas. Esse vai ser o juízo que publicamente vai ser exposto. Agora, não tenho comentário nenhum em relação a isso. A não ser isso que lhe disse, que é… Quer dizer, toda a gente sabe que é um pilar fundamental num Estado de direito a separação de poderes, o poder político do poder judicial.

Luís Marques Mendes, no seu comentário deste domingo na SIC, elegeu-o como a pior figura da semana. O seu advogado disse-nos que não vai processar Marques Mendes. Por que é que vai processar humoristas e não vai processar Luís Marques Mendes? É por ser político?
Eu nem sequer ouvi o que o dr. Marques Mendes disse. Portanto tudo o que é avaliação dessas situações é o meu advogado que as faz. Não vou fazer comentário absolutamente nenhum.

Está arrependido da forma como escreveu os acórdãos que deram origem à polémica? Faria diferente se fosse hoje?
Esse é um ponto em que eu não transijo minimamente quanto a não me pronunciar sobre o caso. Pronunciar-me sobre o caso concreto é que nem uma palavra!
Em geral ninguém pode dizer que se vai sentir inteiramente livre nas suas decisões, e em especial na respetiva fundamentação. Vai ter de medir n vezes as suas palavras”

Vai autocensurar-se nas próximas sentenças que escrever sobre violência doméstica?
Já agora, posso pedir-lhe a sua opinião? O que é que acha? Acha que os juízes não ficam condicionados com tudo isto? Não ficam condicionados nas suas decisões? Acha que não há, digamos, um condicionamento, que os juízes não sentem receio com tudo isto? Eu acho que qualquer pessoa admite isso, não é? Que efetivamente com tudo isto os juízes não se sentem inteiramente livres para decidir.

Então terá consequências a nível profissional na sua vida, no futuro, é isso?
Eu digo em geral! Eu vou mais longe, digo que em geral ninguém pode dizer que se vai sentir inteiramente livre nas suas decisões, e em especial na respetiva fundamentação. Vai ter de medir n vezes as suas palavras.

E vai ter consequências também pessoais? Como é que se sente em relação a toda esta polémica?
As consequências pessoais… É evidente que eu não posso sentir-me bem. É evidente que isto provoca mossa. É evidente que me sinto abatido. É evidente que me sinto triste com toda esta situação e sinto-me indignado. Não podia sentir-me de outra maneira, com os ataques pessoais. Repare. Eu friso bem: há decisões que são não só legítimas como bem-vindas. Agora há que distinguir a crítica do ataque pessoal. E em relação ao ataque pessoal é que eu vou reagir.

Teme que a forma como escreveu as suas sentenças e toda a polémica em volta disso desincentive as vítimas de violência doméstica de apresentarem queixa?
Se há situação em que tivemos uma melhoria clara é em relação a isso. Agora as relações familiares são muito mais transparentes e há, penso eu, um sentimento de que as queixas, as denúncias apresentadas, já não caem em saco roto. E a vítima já não é encarada como alguém que só está a pôr em causa o casamento. Acho que efetivamente esse é um ponto positivo, não é? É o de que essas situações deixaram de… as chamadas cifras negras nessas situações diminuíram consideravelmente. Aquelas situações que não chegam ao conhecimento dos tribunais… Isso diminuiu consideravelmente. Portanto, quanto a isso não tenho dúvidas nenhumas…

Mas as vítimas não se poderão sentir inibidas de apresentar queixa por causa das sentenças que causaram polémica?
Não, eu acho que é pelo contrário. Enfim, isto veio tornar ainda mais transparente, mais pública, digamos assim, essa situação. Porque, acho eu, as vítimas vêem que efetivamente o seu caso é analisado. Agora, se é bem analisado ou não, isso depende da perspetiva.

O seu advogado disse no Facebook que as feministas são, e passo a citar, “lambedoras de cricas”. Quando escolheu o seu advogado sabia que ele tinha escrito estas palavras?
Não me pronuncio sobre isso. Isso é uma questão que o meu advogado, penso eu que já esclareceu, e não me vou pronunciar sobre isso.

Leu o que o advogado Francisco Teixeira da Mota escreveu recentemente no Público sobre si?
Não… Não li, não faço a mínima ideia.

O advogado disse, muito resumidamente, que é preciso perceber quem é Neto de Moura, onde cresceu, onde estudou, o seu meio familiar… Sofreu algum desgosto amoroso que pudesse influenciar a forma como escreveu as sentenças?
Desgosto amoroso? Desgostos amorosos, acho que quase todos temos, não é? Mas não tem rigorosamente nada a ver com isso.


Único comentário: o juiz Neto de Moura não tem defesa para além disto, pelos vistos. E nem sei se poderia ter, agora. Mas logo no início tinha outro tipo de defesa. Telefonar, enviar um email, escrever publicamente, dizer às tv´s que o que disseram do acórdão que subscreveu não era verdade, fora distorcido e isso não era pronunciar-se sobre a substância da decisão que tomou. Era apenas esclarecer o óbvio para quem sabe ler e escrever e ensinar ignorantes e analfabetos, como são estas jornalistas de causas. 

Portanto, tinha feito uma obra de caridade. Agora sente os efeitos dessa omissão e espero que os demais juízes aprendam. 

Mas não aprendem porque continuam a achar que o calado é o melhor...

segunda-feira, março 04, 2019

E o Sousa Tavares, não escreve sobre violência doméstica?

Estou espantado. O cronista de jornal Expresso e de tv em hora nobre ainda não falou sobre o juiz Neto de Moura ou sobre violência doméstica. Ou falou e não dei por nada?

A TVI não lhe faz perguntas sobre o assunto? Até poderia convidar a ex-mulher, Teresa Caeiro...

A mixórdia de enxúndia de RAP e companhia

O i de hoje, um jornal pronto a acabar e que nunca mais finda, apesar de ser uma cloaca de mediocridade jornalística cavalga agora a onda da indignação postiça contra o juiz que quer fazer queixa de tudo e todos...e todos estão contra, naturalmente. O mundo ao contrário é sempre assim:



A infeliz Joana Amaral Dias, um caso perdido para a sensatez,  vejo agora, continua a dar-lhe e a burra a fugir: diz que o juiz "defende o apedrejamento de mulheres adúlteras". Onde isto já vai...e onde ficou o módico de inteligência!


Vital Moreira, sempre o mesmo destas circunstâncias jacobinas e de esquerda radical: um troca-tintas, papa da prosápia doutorada e da pouca-vergonha, acha que Neto de Moura não tem honra a defender e por isso não deveria processar ninguém. Vejamos alguns dos epítetos aplicados ao juiz desembargador, antes de ser figura pública-saco-de-boxe para nele marrarem certo tipo de jornalistas e pretensos humoristas: misógino, machista, incompetente ( B.E. etc) , doido ( Manuel Rodrigues da CMTV), estúpido que nem uma galinha ( RAP e equipa dessa Gente que realmente não sabe estar); calhau com olhos ( idem aspas) paneleiro em potência que devia enfiar no cu o acórdão que prolatou, bem enroladinho num papel mostrado aos espectadores, até ficar a gostar ( RAP, idem aspas ). Ficam só estas porque identificáveis na respectiva fonte. Porém, foram estas que desencadearam a imundície de comentários aos milhares nas chamadas "redes sociais" e nos sítios dos media virtuais, como Sapo, Observador, Visão, Expresso e Sábado, para citar alguns.

Vital Moreira sobre isto nada diz a não ser que o juiz terá o que merece. Pois bem, nem sempre foi assim a opinião flutuante de Vital Moreira e importa assinalar para se registar mais uma trafulhice intelectual do mesmo.

Tal como aqui se relata, no blog Delito de Opinião em 13.4.2009 e assinado por Pedro Correia, Vital Moreira é imbatível nestas trafulhices opinativas ( nestr blog ao longo dos anos tenho dado conta de algumas que deveriam envergonhar um anotador da Constituição que chegou a levar uns bufardos de antigos kamaradas por causa disto mesmo, desta vileza de  carácter)  :

Confirma-se: as opiniões de Vital Moreira variam conforme o tempo e as circunstâncias. Permite aos seus o que nega aos outros, e vice-versa. Repare-se no vigor com que agora aplaude os anunciados processos-crime movidos por políticos contra jornalistas: "As queixas penais de políticos por motivo de injúria ou difamação não constituem nenhum 'atentado à liberdade de expressão'" nem 'ataque aos jornalistas' (aliás, se a queixa se revelar infundada, será um tiro pela culatra...), mas sim o exercício de um elementar direito de defesa de direitos de personalidade. Por mais que isso custe a alguns jornalistas e comentadores, os políticos não perdem o direito à defesa da honra só por o serem." Isto diz ele em Abril de 2009, quando acaba de saber-se que José Sócrates processou vários profissionais da informação. Já em Março de 2008, quando o queixoso era Alberto João Jardim, pensava de forma bem diferente: "Um dirigente político como Alberto João Jardim, que muitas vezes ofende da forma mais soez quem o incomoda (incluindo os jornalistas), deveria abster-se de accionar judicialmente os que, na qualidade de jornalistas, se sentem no direito de retorquir, ainda que de forma menos canónica, aos seus destemperados ataques pessoais."

Dois pesos, duas medidas. Ao sabor das conveniências políticas do momento. São muitas, estas coisas com Vital Moreira. E naturalmente definem um carácter. Bastaria substituir o nome Neto de Moura por Vital Moreira e o doutorado percebia instantaneamente o problema. Assim faz de conta, como de costume. Vital, nesta perspectiva trafulha deveria também ser afastado do espaço público do ensino e deixar de ser citado nos acórdãos dos tribunais. Afinal, as suas teorias jurídicas podem muito bem ser uma trapalhada ideológica ainda mais perversa que a Bíblia e portanto o CSM deveria aconselhar os juízes a não citarem Vital Moreira nas suas decisões. É veneno.

Agora umas palavrinhas sobre a escatologia e o humor destes rapioqueiros de circunstância que surgiram de um nadir intelectualmente marcado por experiências pioneiras de um Hermann José, dos tempos dos anos oitenta do século passado. Esta geração nasceu por essa época e foi educada nesse ambiente. Aprendeu inglês porque o francês deixou de ser língua franca corrente e ficaram presos ao humor anglo-saxónico da comédia stendap de uns papalvos como eles e assim se tornaram. A referência que ouço é sempre a uns ingleses que têm nome de réptil , mas esses, aliás até são a excepção que confirma a mediocridade dos demais.
O humor que hoje se pratica nestas redes sociais de iutube e televisão por cabo é filho desses desgraçados  que mourejam pateticamente a ausência de graça por um lugar ao sol da ribalta mediática.

Quando aparece um petisco destes, apresentado pelos palhaços ricos que estes desgraçados do rsi tentam imitar,  correm todos à carcaça, para lhe picar os ossos depois de os aristocratas dessa selva lhe terem esfarripado a chicha. É esse o destino infausto dos faustos e dos filhos das anas sás lopes, todos abortos dessa ninhada por nascer.

Como estes abutres intelectuais do riso amarelo dominam a intelligentsia mediática, alcançam o que nunca sonharam: títulos do i e do Público, na edição de hoje reduzido a um mutismo suspeito. O director Manuel Carvalho deve ter vislumbrado que meteu o pé na poça, encharcando-se até ao pescoço nesta mixódia de enxúndias. Isso digo eu mas devo estar enganado.

 O episódio escatológico de ontem, na tvi, orquestrado pelo RAP e companhia que não sabe estar na tv é exemplar deste humor descambado.

Uma imagem do jogo dos cus, tirada daqui:


Concitar cus em estilo de jogo de computador e convocar uma menor, bem menor,  para o animar em directo, no sentido de achincalhar uma pessoa concreta não deve ter chegado à atenção da APAV, da CIG ou da miríade de agências que tentam a avença do Estado para proteger vítimas, seja do que for. Menos esta, um juiz vilipendiado e enxovalhado na sua honra pessoal e profissional, coisa sem valia de maior para alguém que citou a Bíblia num acórdão. Isso sim é falta grave, indesculpável e alvo da atenção desses avençados em matilha.
O juiz é um untermensch, para esta gente que respira ar fascista. Porque de facto é mesmo assim: a violência está no ar e dirige-se a uma pessoa que afinal quase ninguém defende. E quem defende é atacado da mesma forma. Daí o jogo "escatológico" do abate-cus ( a ideia deve ser do Quintela, muito emagrecido pelas dietas que lhe afectaram a mona, pela certa...) como gracinha do dia para fustigar um CSM atónito.

Vejamos então uma simulação humorística para colocar as coisas em perspectiva:

O RAP usou os cus como modelo? E chamou uma menina de menos de dez anos para animar o jogo? Olá! Temos um pedófilo à vista, não? Aquele ar final de simpatia suspeita para com a menor indicia coisa ruim, pela certa. Debaixo daquele ar de farsola habita um porquito pedófilo, não será assim? Aquele cabelinho curtinho de careca anunciada carece de afago constante, não está à vista?

Ora bem, isto que é apenas um exercício de humor "escatológico" e que pretende apenas exemplificar um ponto de vista pode muito bem ser apanhado por uma qualquer Joana Amaral Dias, psicóloga encartada ou uma jornalista pascácia daquelas que escreveram as asneiras conhecidas sobre os acórdãos em causa. Logo a seguir os abutrezinhos dos filhinhos ideológicos das anas sás lopes pegam no tema tratam-no à sua maneira: distorcendo realidades, aumentando virtualidades e temos em pouco tempo, nas redes sociais uma série: RAP será pedófilo?

Pois o esquema mediático não é assim tão diferente num caso e noutro, porque os processos são os mesmos: a falsidade do assunto base e a desvirtuação do tema em causa. O programa do gente que não sabe estar trasmuda-se em caso RAP, alegado pedófilo.  Tudo num registo humorístico e pejado de liberdade de expressão.

E que faz este RAP? Ignora a ofensa? Oculta ignomínia? Reprime a raiva? Considera tudo isso liberdade de expressão?

A comparação não é exagerada nem despicienda porque o que sucedeu no caso concreto de Neto de Moura é que RAP ofendeu de modo grave, reiterado e inadmissível .
Não há humor que desculpe o efeito, mesmo escatológico.  Chamou-o imbecil, estúpido que nem uma galinha, uma calhau com olhos e paneleiro em  potência e se calhar reprimido e ainda reforçou a dose noutro programa de um tal Governo Sombra que deixei de ver e  voltou a atacar pessoalmente o juiz em causa, no programa de ontem, sem defesa possível do juiz, portanto em modo cobarde. Fê-lo na pessoa concreta de Neto de Moura, aviltando-o, diminuindo-o de forma a que a opinião pública acéfala e de facto maioritária neste momento, o considere do mesmo modo. Um RAP relapso e suspeito de actos repreensíveis com menores porque porque abusou de uma criança em prime time, expondo-a a temáticas sexuais muito indecentes para a sua idade, sem a mesma poder prestar consentimento válido,  portanto...

Se o tal RAP não entende isto é um rematado estúpido. Para não dizer imbecil porque é palavra gasta por aqui. Ou pascácio, novo nome para designar estas pessoas.

 Também outro letrado, José Albino Caetano Duarte, desta vez juiz,  já jubilado e que tem que respeitar deveres de reserva e não comentar processos concretos falou e disse tudo o que lhe apeteceu sobre o caso em causa.  Este indivíduo que foi verificador de Alfândegas e depois juiz, tendo exercido a profissão entre 1980 a 1995 e agora já é jubilado depois de passar por vários gabinetes de Macau,  até 1999 e se tornar desembargador entretanto, pronunciou-se várias vezes sobre o juiz Neto de Moura, seu colega de profissão em tom depreciativo e difamatório.  Sempre para o arrasar profissionalmente pelas decisões que este tomou.   Será que o CSM vai ficar quieto e mudo?

A APAV é uma organização altamente duvidosa e interessada em justiça  de castigo. Gasta quase um milhão de euros por ano com despesas de pessoal. E nem digo mais. Ou antes, digo: a APAV defende a justiça da moça, com ou sem pregos, contra os agressores sortidos pelas vítimas aleatórias. É uma justiça de fafe, de um prato só.
O que este Albino diz do seu colega é de fugir e nem merece mais comentários a não ser dizer que este jubilado da magistratura disse que o que os humoristas dizem do seu colega é sátira, apenas. Nada mais.
Então deixa-me lá fazer um pouco de sátira do género: este juiz Caetano é uma besta; um calhau com um olho só e provavelmente cego. Um imbecil pior que uma galinha.
Para além disso foi um juiz versado em insolvências e outras matérias cíveis. De direito penal deve saber o que lhe dizem os jornais...

E como este juiz pelos vistos gosta de dar lições de moral a outros, vamos lá a ver quem assinou este acórdão em 2010 que diz assim:

M e N propuseram acção de indignidade sucessória com processo ordinário contra I pedindo que se declare a incapacidade sucessória da Ré por indignidade sucessória rela­tivamente à herança de L. Alegam que a Ré, herdeira testamentá­ria da falecida L submeteu esta a maus tratos físicos e psicológicos, tais como empurrões, murros e pontapés.
Contestou a Ré alegando que os factos invocados pelos autores não são causa de indignidade e impugnando a matéria fáctica.
Os Autores responderam à contestação.
Foi proferido despacho saneador, em que se conheceu, de imediato, do mérito da causa, julgando o pedido improcedente e absolvendo a Ré. Desta sentença, vem o pre­sente recurso interposto pelos Autores.
(...)
Defendem os recorrentes que a Ré sujeitou a autora da sucessão a maus tratos mas reconhecem que a mesma não foi condenada por qualquer desses factos. Resulta, aliás, dos documentos que juntaram que a Ré foi absolvida do processo crime por maus tratos. Esta absolvição permite que se coloquem sérias dúvidas sobre a verificação des­ses maus tratos. Além disso, sempre se terá de considerar que os maus tratos alegados pelos recorrentes não se revestem, de forma alguma, de gravidade semelhante à dos crimes a que se referem as alíneas a) e b) do artigo 2034º do Código Civil. Isto significa que, mesmo que a Ré tivesse sido condenada por estes crimes, nunca se justificaria a aplicação analógica por se tratar de crimes de menor gravidade.
Quanto à desnecessidade de condenação criminal, não podemos deixar de consi­derar que todo o regime jurídico da indignidade aponta em sentido inverso. Basta cote­jar o citado artigo 2034º do Código Civil com os artigos 2035º e 2036º do mesmo diploma legal. O artigo 2035º vem dizer que a condenação pode ser posterior à abertura da sucessão mas o crime teve de se verificar em data anterior àquela abertura da suces­são e o artigo 2036º, ao estabelecer o prazo para propositura da acção para obter a decla­ração de indignidade, refere que a acção deve ser proposta dentro dum ano a contar da condenação pelos crimes. Estes preceitos tornam claro que a ideia do legislador era aplicar o regime da indignidade só em caso de condenação e não apenas pela prática de factos que pudessem revestir natureza criminal. Se assim não fosse, como se compreen­deria que a falta de propositura da acção prevista no artigo 2036º do Código Civil per­mitisse que o alegado “indigno” viesse a suceder? Se a ideia do legislador fosse a defendida pelos recorrentes, teria de se contar o prazo para propositura da acção a partir dos factos e não da condenação.
Em resumo:
- Só se justifica a aplicação analógica do artigo 2034º do Código Civil no caso de haver condenação por crimes de gravidade idêntica ou superior à dos crimes previs­tos nas alíneas a) e b);
- Todo o regime da indignidade aponta para a necessidade de condenação crimi­nal não bastando a prova dos factos que poderiam levar a essa condenação.Termos em que acordam julgar improcedente a apelação confirmando a sen­tença.
Custas pelos Apelantes.

Lisboa, 23 de Setembro de 2010

José Albino Caetano Duarte
António Pedro Ferreira de Almeida
Fernando António Silva Santo


Aquele José Albino que caga de alto, agora, será este Caetano Duarte que se senta na enxúndia ? 

Que tal, juiz Caetano? Gostou? É sátira...

E quanto às jornalistas pascácias vão perguntar às prejudicadas com este acórdão o que pensam do juiz...e depois ponham no sítio do Expresso para a gente poder ver.

PS. O juiz Neto de Moura e o seu advogado infeliz deveriam saber o velho ditado: quem se mete com canalha, acaba quase sempre borrado. Uma questão escatológica, portanto.
Ou outro mais para o patológico: quem se livra d´um tolo, ganhou o seu dia. Ou outro ainda mais biológico: quem sua vida complica, seus cuidados multiplica.


domingo, março 03, 2019

RAP e Quintela de cu à mostra

O humorista Ricardo Araújo Pereira voltou ao tema do juiz Neto de Moura. Para achincalhar em dose reforçada, em prime time e durante quase toda a primeira parte do programa. Fê-lo na presença de menores, no caso uma menina com, sei lá,  para aí dez anos, que  chamou ao palco de propósito para lhe mostrar um videojogo, preparado pela "produção"  e no qual aparecem vários simulacros de rabos, cus estilizados,  para abater com  mísseis de fazer de conta, em forma de moca,  teleguiados pela menor em função de simulação de acção do referido juiz. Quantos mais cus abater melhor...explicou o solícito palerma à menor perplexa.
Logo a seguir passou uma reportagem de uma cadeia que noticiava um recluso que meteu vários telemóveis no...rabo. Com a menina a assistir na plateia.

A essência do programa foi voltar a gozar com o juiz em causa, repetindo-lhe as ofensas anteriores e mostrando-se completamente à vontade no papel de palhaço e difamador, sem se saber a fronteira entre um e outro. Nem o palerma saberá, se calhar.

Isto vai continuar, com toda a impunidade, este "humor" com a vantagem toda do lado do infractor e sem qualquer pudor, mesmo com meninas de menoridade presentes?

Talvez alguém da TVI lhe chame atenção no intervalo de uma snifadela...

O Observador chama-lhe um "jogo escatológico".  Já vi eufemismos piores...

Ricardo Araújo Pereira cria jogo escatológico para “‘salvar’ juiz Neto de Moura das ofensas da opinião pública”.


Parece que o humorista Zé Diogo Quintela também colaborou na rabo...la.

Não haverá por aí um humorista qualquer que goze com esta canalha e os ponha no lugar que devem ocupar, ou seja a latrina, em vez de andarem por aí a espalhar merda por tudo quanto é sítio mediático?

A Maçonaria não é notícia nos media nacionais

Segundo consta, ontem realizou-se no hotel Altis, em Lisboa, lugar sempre escolhido pelo PS para manifestações político-eleitorais, uma reunião internacional da Maçonaria.

Vários casacas pretas estavam à porta do dito a puxar umas fumaradas aí por volta das 5 da tarde. Hoje procurei nos jornais Público e Correio da Manhã uma notícia singela sobre a reunião desses beija-cus.

Nem uma linha! Não sabiam de nada estes jornalistas nacionais? Se calhar, alguns estiveram por lá...

Os mortos-vivos do vampirismo mediático que os ampara e uma carta aberta a Rui Pereira

...e a impossível vitória do sistema judicial.


O Expresso noticiou ontem o seguinte:



Hoje a "reacção" não se fez esperar:

Púbico, em primeiro lugar porque é a sede da campanha mediática contra o juiz em causa e que merece estudo mais atento. O leitor tem direito a um editorial imbecil de uma jornalista que epitomiza o género e tem um filho na mesma senda da imbecilidade reinante, um humorista qualquer coisa de quem não me lembra o nome mas já foi aqui citado.
É disto que temos hoje em dia nos media. É esta a mentalidade dominante que passa o seu saber aterrador de ignorâncias várias, apenas igualadas pela pesporrência e arrogância no que escrevem sobre virtualmente todos os assuntos.
Esta gentalha formada em cursilhos de ocasião crê-se iluminada para escrever sobre tudo e dar opinião sobre o par de botas adjacente. Nunca se leu nesta canalha educada em democracia partidocrática de esquerda um módico sinal  de humildade ou  dúvida porque foram adquirindo a solidez de sabedoria dos salcedes em conciliábulos de redacção.
Os seus escritos ressumam sempre  uma moralidade ingente que aflige quem a não partilha. São esses exemplares os titulares da noção de bem e de mal, na sociedade actual portuguesa. E é isso que torna muito preocupante este assunto.


A notícia que explica a do Expresso e  não sendo notoriamente enviesada ou opinativa,  resproduz os dizeres dos visados pela possível acção cível do juiz, apenas entrecortados pela opinião do advogado do juiz e do presidente da ASJP:


E o escrito de seta para baixo  que marca a opinião de um tal A.V. anónimo que apresenta  o moralismo sempre presente neste meio de informação de causas e nestas circunstâncias pior que um pasquim dos antigos e de papel afixado nas ombreiras das portas para gáudio dos passantes e humilhação dos visados:



Depois o pasquim por excelência que é um roteiro diário dos fenómenos do país e que prospera à sombra da exploração desenfreada do voyeurismo doentio  dos leitores privilegiados pelo jornal que descobriu o filão já descoberto em países anglo-saxónicos. A receita está comprovada e os enchidos de sangue, sofrimento e infortúnio são a norma e o alimento diário servido em alguidar e faca. É esta a noção de jornalismo que representam.




Repare-se no requisitório contra o referido juiz, escrito pela jornalista Francisca Genésio, uma rematada imbecilidade: "As críticas ao juiz Neto de Moura surgiram  devido a dois acórdãos do magistrado sobre violência doméstica. No primeiro manteve duas penas suspensas a dois arguidos pelo facto de as vítimas terem cometido adultério[ e para realçar a imbecilidade até transcreve passagens do acórdão]. No segundo, retirou a pulseira electrónica a um homem que rebentou o tímpano de uma mulher a soco".

É este o resumo do entendimento que estas palermas fazem dos dois acórdãos. Não lhes dá para mais o bestunto e nem vale a pena argumentar que esses factos assim apresentados são falsos, tratando-se por isso de puras "feikenius" porque nunca sentirão vergonha do que não entendem. Não adianta nada de nada apresentar as provas dessa falsidade porque as não entendem pura e simplesmente. E são elas a base de todos estes equívocos desinformativos.

Há um personagem que merece destaque nestas notícias que é do komentador da CMTV Manuel Rodrigues. Antigo agente da PJ dedica-se a alimentar com opiniões supostamente profissionais os casos do dia que aquela estação anda a explorar agora, o de uma tal "Rosa Grilo".
A pouca-vergonha deste tipo de personagem  nem lhe permite entender que apelar a um exame psiquátrico ao juiz em causa, determina ipso facto que olhem para quem o diz. Olhem bem para o que este personagem diz na tv e nas opiniões que emite e suscitem imediatamente um psicanalista para determinar quem é verdadeiramente desequilibrado. Se o juiz ou este personagem que ganha bons réditos por comentar assuntos daquele quilate em prime time. Evidentemente que há pior que este exemplar, nas tv´s vindos das polícias, nos programas da manhã televisiva e é esse o problema, actualmente nos media.

São estes os novos "ratinhos" das televisões, sucedendo ao sinistro personagem de antanho das pantalhas brasileiras e lhes serviram de guião  nestes  programas de entretimento.

Aqui chegados importa reconhecer o óbvio: há uma  discrepância grave no entendimento destes assuntos, entre este autêntico poder mediático e o poder judicial que aquele juiz no caso representa.

Estas questões, do modo como têm vindo a ser apresentadas nestes media que afinal se resumem a poucos, com pouca audiência, mas se replicam  de um modo assustador como os zombies num filme de terror.

Estes mortos-vivos do vampirismo mediático representarão já a sociedade portuguesa no seu todo? Ou seja, representa o "povo"? É essa a questão premente e que me permito abordar com o cuidado inerente a uma opinião pessoa que tentarei fundamentar.

A minha ideia-chave, neste caso é esta: a esmagadora maioria dos órgãos de poder mediático, em Portugal, a saber os poucos jornais e revistas que existem, mais os rádios e tv´s,  pertença de dois ou três grupos de media-  e também os media públicos, como a Antena Um/RTP, comungam de ideias comuns sobre determinados assuntos, como a violência doméstica que é alvo da atenção da Justiça.

O fenómeno da violência doméstica ( digo assim para simplificar) é um flagelo com séculos.  Ao longo do tempo tem sido encarada pelos poderes públicos como algo cada vez mais relevante para a intervenção do Estado, nos seus poderes essenciais de segurança e justiça. Mesmo para quem  acredita num sistema liberal de organização do Estado, com a sua interferência mínima na vida dos cidadãos, estes poderes são inquestionáveis nessa esfera.

O actual sistema de Justiça português, na sua organização específica,  tem algumas décadas de consolidação e até há poucos anos estes jornalistas de pacotilha que agora ensinam os mais novos, nem sabiam distinguir o Ministério Público do Poder Judicial e confundiam juízes com procuradores. Este fenómeno de ignorância impressionante a que se somava uma endémica ignorância do sistema legal penal, ainda se fazia sentir há uma dúzia de anos, se tanto.  Foi com o processo Casa Pia que tudo se foi modificando, gradualmente, com particular importância no que respeita ao relacionamento do poder político com o judicial que o poder mediático reflecte de algum modo.
Há agora jornalistas que há uma dúzia de anos não entendiam pevide destes assuntos e agora escrevem de cátedra sobre os mesmos, como o meu amigo de actividades blogueiras Carlos Lima, sub-director da Sábado a quem evidentemente manifesto uma simpatia não colaborante nestes assuntos em que continua a avultar um desconhecimento preocupante.

Este desconhecimento é genérico na maior parte do jornalismo português e é uma das razões pelas quais se suscitam estes problemas graves de equívocos em crescendo.

O caso particular do juiz Neto de Moura que- repito- não conheço nem preciso de conhecer, é sintomático de tudo isto.

O nacional-jornalismo, com destaque para os directores das publicações e estações de rádio e tv,  não entende o funcionamento da Justiça e dos Tribunais em particular. Não entende a idiossincrasia de um poder judicial que resulta das leis aprovadas pelo poder político e questiona por isso, abertamente as decisões judiciais que lhes parecem iníquas, injustas ou erradas.

Para mostrar melhor o problema passo aqui uma pequena crónica do juiz conselheiro Orlando Afonso, uma pessoa experimentada por décadas de reflexão teórica e prática nestas matérias, em artiguinho de opinião no CM de ontem:



Provavelmente o teor deste artigo é completamente impenetrável para imbecis do género daquela acima apontada. A respectiva formação intelectual não chega para atingir o entendimento do que significa.

Mas chega para  o professor de direito penal Rui Pereira, avençado da Cofina, na mesma edição do jornal que nele exprime regularmente a opinião de um dependente, viciado no comentário televisivo a fait-divers da importância do caso Rosa Grilo. Não tem vergonha, doutor Rui Pereira? Não repara na evidência da obscenidade a que empresta autoridade? Enfim.

Ampare-se lá com esta se entender por bem: aquilo que escreve neste artigo não é correcto. O senhor sabe melhor que aqueles imbecis que um juiz de direito tem uma formação técnica e de experiência feita que lhe permite julgar estes casos melhor que qualquer um daqueles jornalistas ignorantes. Sabe isso de modo indiscutível, para mim.

E no entanto, embarca nesta fogueira de vaidades mediáticas, muito semelhante ao caso que o livro de Tom Wolfe relata e descreve em modo magistral e artístico.

O que temos nestes dois casos do tal juiz Neto de Moura, caro Rui Pereira é um assunto arrumado tecnicamente, como o senhor muito bem sabe.

O juiz desembargador não retirou a pulseira ao arguido. Impediu-o de a usar o que é substancialmente diferente. Como é que o senhor embarca nesta mistificação e amplia o que deve ser reduzido à expressão mais simples?

Pior ainda: As decisões dos tribunais estão sujeitas a críticas e os juizes podem errar, mas sabe por ciência certa, por ter estado no julgamento de primeira instância e depois na Relação que o juiz em causa errou na sentença que proferiu? Como isso? Se o mesmo tivesse cometido um erro jurídico ainda o poderia afirmar, mas como bem sabe não cometeu nenhum e o juiz em causa é mesmo competente, como demonstra no que escreve nos acórdãos.

A menção à Bíblia num acórdão pode ser dispensada mas é irrelevante e se fôssemos a ver todos os acórdãos que citam passagens deste ou daquela autor, mesmo juristas,  certamente ficaríamos aterrados com algumas e nem sequer como a desta, da Bíblia.

Portanto, o que o juiz decidiu pode ser criticado, como frequentemente acontece. Numa decisão judicial é raro todos ficarem contentes, mas é preciso decidir. Acha que a pretensa mãe a quem Salomão ( isto é para citar a Bíblica, no Antigo Testamento)  retirou uma criança ficou contente com a decisão?
 Se o senhor fosse juiz desembargador provavelmente faria o mesmo, atento a sua pessoa de índole serena. Mas...então porque critica a decisão deste juiz se ela é legítima e releva apenas da sua idiossincrasia que não é obtusa, machista ou misógina ou mesmo anacrónica, como o acusam de ser?

A ponderação acerca da privação de liberdade é uma decisão jurisdicional e frequentemente acontece que um juiz que pensa assim encontra depois outro que pensa assado e lhe altera a decisão por ser competente para tal. Devemos criticar em modo populista, sim, populista quem assim procede? Ou aceitar estas regras de um jogo que o senhor, sim, o senhor, ajudou a impôr legalmente?

Sabe quem  acusa agora este juiz em modo sumário de justiça sumaríssima e popular que o senhor acolita chamando-a de anacrónica? Uma certa esquerda que tem origem no Bloco, vinda do radicalismo como V. mesmo também perfilho em tempos idos.  E também uma esquerda de outra ordem. Daquela que ontem esteve no hotel Altis, na companhia daqueles casacas- pretas todos, vindos de todo o mundo. A Maçonaria, sim que se reuniu ontem à vista dos passantes que repararam em quem fumava cá fora. O senhor esteve lá? Responda só sim ou não...é que se esteve deve reconhecer que anacronismo maior que a Maçonaria é difícil de encontrar. E o senhor é dessa seita.

Argumentar que a decisão do juiz Neto de Moura é inconstitucional é uma pouca-vergonha que o apouca. Uma tristeza.

O que está em jogo aqui, como sempre esteve é a percepção exacta que as pessoas, mormente os jornalistas desta ignorância geral, do que significa um caso de violência doméstica como os apontados.

Perceber significa ir um pouco mais além do que resulta escrito numa sentença ou acórdão. Significa estar presente em julgamento ou ter feito o inquérito; ouvir as pessoas reais, todas e não apenas a vítima; perceber coisas que só que presencia directamente ou tem contacto imediato de terceiro grau percebe.

O senhor não este nem num nem noutro julgamento. Não conhece os factos a não ser os mediáticos. Será sensato escrever estas enormidades e defender estas coisas neste caso concreto relativamente a dois casos que nem conhece bem?


Se disser que sim, concluo que é apenas mais um populista.


Sabe o que resulta disto? Na edição de ontem do jornal aparecem estas notícias:



O senhor tem a certeza que estas duas decisões judiciais estão certas e não foram influenciadas por esta histeria mediática? Eu não sei e não vou criticar, desfazendo aquilo que digo, mas gostaria de saber as duas versões da história, particularmente o que o arguido conta e as autoridades apuraram. Mas não me custa nada a acreditar que estas decisões de tribunais são já fruto da influência mediática que tudo isto obviamente tem nos juízes e particularmente nas juízas que já são maioria nos tribunais.

Daqui a a algum tempo ainda o irei ler a escrever que há excesso de prisões preventivas em casos de violência doméstica...

Doutor Rui Pereira: sabe o que lhe aconselho? Escreva um artiguinho sobre isto publicado na edição de hoje e de todos os dias desse jornal e de que evidentemente é cúmplice porque é avençado da Cofina ( não leve a mal, não é por acinte que o digo, mas porque é a realidade que lhe retira objectividade e isenção):


O senhor sabe o que é um crime de lenocínio e sabe que há até decisões constitucionais que o colocam em causa como direito penal vigente, mas não faltam decisões de tribunais deste país sufragadas por tribunais superiores a condenarem chulos que exercem profissão junto de putas de estrada.

Acha que isto que a Cofina faz é diferente? Porque pactua com isto? Por dinheiro?

Já agora e para desenfastiar o seu populismo crescente, aponto-lhe este artigo do Observador, para ler. É sobre violência. A doméstica e a outra...

Entretanto temos outro bacoco a perorar no Sapo. Pergunto-me como é que estes exemplares conseguem lugar como komentadores de tudo e de todos. Será porque de nada percebem e interessa okupar espaço com estas inanidades papagueadas?

Repare-se na cara que deve ser o espelho da alma:



Neto de Moura, o juiz que cita a Bíblia em acordos judiciais, vem agora reencarnar a Inquisição. Nada que nos surpreenda verdadeiramente, tendo em conta que ele vive, de facto, no século XVI. Mas o juiz está então agora a perseguir, escrutinar e processar todos aqueles que ousaram atentar contra o seu bom nome (o que é um bom nome?), seja em forma de comentário político ou escárnio humorístico. Que a sua masculinidade era mais frágil do que qualquer mulher vítima de violência doméstica, já todos nós tínhamos percebido. Que a sua toxicidade tivesse tons pidescos, já é uma camada extra de tacanhez que tem até uma certa graça.

E mais do mesmo palerma da rapioquice: convocar o juiz para um duelo...

Eu gostava de estar cinco minutos numa sala escura com o juiz, só para termos uma conversa sobre o que constitui violência a sério. (…) Eu não sei se este juiz não precisava de cinco minutos comigo, acho que eram pedagógicos e até medicinais. Mas depois, se calhar, [precisava de] um internamento numa sala toda ela almofadada”.

Se fosse comigo aceitava. Se não fosse para mais, seria para ter o prazer de lhe assentar um par de bufardos bem dados naquelas trombas cheias de prosápia e estupidez. Que realmente era o que o palerma precisava.
Esta canalha domina o discurso público sobre estas matérias como se fossem aferidores da moralidade e conhecimento alheios.

Que miséria.

sexta-feira, março 01, 2019

O jornalismo mixordeiro e populista e a justiça

O jornalismo que temos, uma desgraça nacional, a começar no Público que vende pouco mais de uma dúzia de milhar de exemplares e a acabar no Correio da Manhã que vende quase dez vezes mais, tem vindo a alimentar uma campanha infame contra um juiz em concreto- Neto de Moura- e de caminho contra o sistema de justiça em geral, por causa de decisões avulsas em casos de violência doméstica.

São decisões de tribunais de segunda instância que conhecem de facto e de direito de decisões tomadas por tribunais de primeira instância. Esse jornalismo infame, com a participação activa de alguns bons jornalistas e o activismo de imbecis que pululam nas redacções e nem escrever bem o português conseguem, tem-se afadigado nos últimos dias numa campanha negra baseada em factos falsos, outros verdadeiros e distorcidos e ainda outros que apenas servem de Causa do feminismo mais histérico de que há memória em Portugal. A isso não deve ser estranha a actual composição das redacções, com jornalistas formadas em fornadas de cursilhos de comunicação social e que replicam as nódoas escritas dos seus pares mais velhos que lhas ensinaram.

Tome-se nota desta crónica de Eduardo Dâmaso, no Correio da Manhã de hoje que enfileira feito panurgo na correria para o abismo da incompetência profissional, da incompreensão da factualidade concreta, o erro mais crasso do jornalismo mais básico e embarca  a todo o vapor no combóio da ignomínia injusta e destemperada.

Aqui se replicam todos os clichés entretanto expostos para denegrir profissionalmente uma pessoa que é juiz e com dados de facto errados e replicados como se fossem a verdade nua e crua. Incrível e inadmissível que alguém que assim escreve ainda consida dirigir um órgão de informação como a Sábado. Começo a compreender as razões de Alberto Gonçalves, cronista despedido pelo mesmo Eduardo Dâmaso e  que julgava acintosas e rascas.


Não é admissível que um jornalista que se crê responsável escreva que o juiz Neto de Moura retirou uma pulseira electrónica a um indivíduo que ainda a não tinha. É uma diferença fundamental e que inquina toda a argumentação nela assente.

Não é admissível que se julgue sumariamente um juiz desembargador pelo facto de ter subscrito um acórdão como o que está em causa, irrepreensível nos seus fundamentos e apenas discutível quanto à decisão de fundo acerca da redução de tempo de suspensão de pena. Para isso é preciso discutir novamente o caso concreto, refazer todo o julgamento e refazer a decisão que pode ser diferente porque as sensibilidades dos julgadores não são idênticas.
Decretar em juízo sumário que o juiz Neto de Moura é um perigo porque reduz penas a agressores de mulheres é uma enormidade que roça a boçalidade. Há dezenas ou centenas de decisões dos tribunais superiores que expõem estas diferenças e fundamentam as divergências de entendimento e quem sabe Direito como Eduardo Dâmaso tem que saber isto e considerar isto a normalidade do procedimento dos tribunais.

Se a questão concreta é a protecção de uma vítima de violência doméstica tem que se saber que a mesma não fica desprotegida com esta decisão nem mais nem menos do que já estava. E para explicar isto já dei o meu óbulo aí atrás.
Se a questão concreta é saber a medida da pena justa para o arguido condenado é preciso perceber o seu lado e a sua circunstância coisa que ninguém fez até agora, além de escreverem que arrebentou "ao soco" ( esta pérola é da jornalista Ana Henriques do Público que deve ter tirado 20 na redacção de estágio)  o tímpano à vítima. Deve ser este impacto sonoro em surdez projectada que provoca esta histeria.

Como exemplo máximo da qualidade supina do jornalismo que agora Eduardo Dâmaso abraça profissionalmente, esta primeira página do Correio da Manhã de hoje que se segue à de ontem e repetirá amanhã, é um modelo a ensinar nas madrassas do jornalismo nacional, maxime no Curso da Nova.

A telenovela do CM, assunto quase diário. Lá está a jornalista "pente fino" a passar as notícias pelo buraco da agulha, sempre em registo fino:


E o intervalo para anúncios, deste calibre moral, cheios de estrelinhas negras a tapar vergonhas que lhes confere a tal superioridade intelectual que lhes permite julgar juízes. É um dos alimentos quase diários do jornal...conciliar página a página, lado a lado a informação corajosa que "incomoda" com o apoio à chulice mais desbragada e criminosa.

Um must! Este jornal onde trabalha Eduardo Dâmaso e outros e é um exemplo para as gerações que andam aí a aprender jornalismo:


É por causa desta superioridade moral que Eduardo Dâmaso e outros conseguem escrever sobre Neto de Moura com a sobranceria que se lê. E isso sem falar no encarte profusamente ilustrado que se vê e que acompanha o jornal quase todos os dias.

Só pode ser isto. E por isso mesmo nem comento mais esta crónica do inefável advogado Francisco Teixeira da Mota que também cavalga a onda populista  no Público. No Público, claro, claro está. Até encosta o antigo comunista Neto de Moura à direita...


Isso para nem falar do antigo segundo educador do proletariado, o advogado Garcia Pereira, ex-amigo do falecido Arnaldo Matos que o expôs à comunidade em toda a sua nudez de hipocrisia e desvalor e que escreveu agora este panfleto ignominioso e insultuoso para o visado, em nome da TVI. Garcia Pereira- TVI. Entende-se ou é preciso um desenho mais preciso?

Sobre Garcia Pereira basta dizer que é um exemplo de sensatez ambulante. Um exemplo de moderação, incluindo política de há décadas a esta parte. Um modelo de comportamento moral. Um doido, provavelmente, segundo qualquer psiquiatra amador.

Misturando toda esta mixórdia de comentadeiros de ocasião surge isto como resultado:



Portanto, estamos bem entregues, a esta cambada.

Quanto aos juízes assistem a tudo isto pálidos e inquietos, mas mudos. Comunicam por sinais de fumo entre si, tendo a ASJP escrito aos sócios a dizer o que eu digo. Mas em modo mais soft que não estão para grandes incómodos com o incêndio que lavra às portas de casa. Às tantas querem morrer lá dentro, em sacrifício ritual.

Patético. Olhem para a caricatura do grande desenhador Nuno Saraiva ( sans blague) e matutem no que significa a figura da antonomásia.

Entrevista de Ivo Rosa ao Expresso