terça-feira, 5 de março de 2019

José Miguel Júdice, comentador da TViI, autor de feiquenius...

Estive a ver o comentário de José Miguel Júdice na tv em que se pronunciou sobre o caso Neto de Moura, como não podia deixar de ser.

O que disse é muito grave para um advogado que tem um escritório- PLMJ- com mais de duzentos advogados e até aflige. A ignorância que José Miguel Júdice demonstrou acerca do que é o pedido de escusa que um juiz deduz num processo é um escândalo.

Não percebo como um advogado assim tão ignorante em matérias jurídicas continua a ter a reputação suficiente para ir para a tv comentar, pelos vistos alimentando notícias falsas.

Transcreve-se ipsis verbis o que o advogado disse e as asneiras proferiu.

Ninguém acha que o dr. Neto de Moura é um bandido ou um mau pai de família. É uma pessoa que tem ideias sobre a violência sexual que não estão sintonizadas com a maioria dos portugueses. 

A propósito da "escusa" que a jornalista ( Clara de Sousa, manifestamente uma ignorante destas matérias porque não percebeu o que era a tal escusa apenas por uma palavra que usou- "temporária" ao referir-se à escusa)  lhe apresenta para comentar, disse:

"Se ele sente que em relação a casos de violência doméstica ( corrigiu daquela "sexual" para a doméstica depois de ouvir a jornalista) não está em condições de manter uma imparcialidade absoluta é melhor que não julgue. "
E portanto se ele não queria o que eu não entendo é porque é que o STJ ou...o CSM, peço desculpa, não lhe disse, "sim senhor! Se não estás à vontade a julgar violência doméstica tens escusa. Ter-se-ia evitado muito sofrimento para toda a gente, muita luta contra o senhor juiz e sofrimento do senhor desembargador que seguramente está a sofrer com os ataques que sofre...deram momentos de bom humor, é verdade, nem tudo é mau, mas repare de facto, nós devemos ser sensatos e quem está no espaço público não pode ter uma pele muito fininha. Tem de se preparar para levar pancada, faz parte".


Não sabe que um pedido de escusa se faz num processo concreto; não sabe que é um pedido específico com o fundamento específico; não sabe que é perante o STJ, neste caso e não sabe que não pode ser genérico, relativamente a uma qualquer matéria e não sabe, o que é ainda mais grave que o CSM não pode determinar uma coisa destas. Portanto não conhece os princípios constitucionais do poder judicial.
E é isto um advogado, daqueles que cobram à hora! Santo Deus que nunca assim vi coisa igual!

Não sei o que choca mais: se a ignorância se o azeiteirismo do comentário sobre "os momentos de bom humor" que apreciou relativamente ao caso.

Será que este advogado apreciu mesmo as rábulas do RAP na tv? Será?!  Parece que sim, o que parece provar uma coisa: é perigoso para um comentador no Júdice divergir do politicamente correcto.

Este gajo ainda é pior do que sempre me pareceu...

PS: enganei-me no título do postal, mas até fica bem assim, pensando melhor...


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