quarta-feira, 6 de março de 2019

As feiquenius da TVil dão nisto...

Sol/Sapo:

O Ministério Público arquivou o inquérito sobre a suspeita de desvio dos donativos em espécie às vítimas do incêndio de Pedrógão Grande em 2017 que estão armazenados em dois armazéns cedidos pela respetiva Câmara Municipal - apurou o SOL de fonte judicial.

A investigação deparou com uma “dificuldade insuperável” - referiu a mesma fonte -, uma vez que, “enquanto em relação às instituições estas dispunham de listagens dos bens doados, isso já não acontecia com os cidadãos particulares que agiram movidos pela solidariedade sem guardarem qualquer fatura das compras efectuadas”.

Além disso, a mesma fonte adiantou ao SOL ter as maiores reservas sobre um alegado desvio de bens para familiares ou amigos de elementos ligados ao poder camarário, como foi sugerido numa reportagem da TVI sobre o tema, já que não “se está a falar de material topo de gama que pudesse ser atrativo a tais destinatários”.

Já aqui tinha escrito

A reportagem pecou pela ausência de cuidados na explicação dos critérios legais ou regulamentares ou mesmo convencionados para atribuição daquelas benesses às vítimas dos incêndios.
Ficou a impressão que houve falcatruas derivadas de um simples estratagema: a mudança de domicílio fiscal de alguns beneficiários que assim puderam candidatar-se a tais benefícios quando de outro modo o não poderiam fazer. Ficou ainda a impressão que houve conivência e cumplicidade nos serviços camarários para tal efeito e eventualmente favorecimentos avulsos. Compadrios, chamou-lhe a reportagem.
Há uma distinção a fazer entre a (i)moralidade na eventual actuação de alguns e a ilegalidade flagrante de outros e tal não ficou devidamente explicado e exposto.

Quem viu a reportagem ficou com a impressão nítida que o presidente da câmara em causa é simplesmente um mentiroso. Porém, tal não é suficiente para que a reportagem tenha um valor inequívoco de peça de jornalismo de qualidade irrefutável. E poderia ter sido. Bastava à jornalista especificar os diversos aspectos do que estava em causa, distinguindo o género de subsídios referidos, quem os atribuiu especificamente e a que regulamentação obedeceu.

Meter tudo no mesmo saco vai dar uma carga de trabalhos ao MºPº e a quem investigar a participação criminal efectuada. Com um risco grande de quem fez o mal poder fazer também a caramunha...

Enfim, mais um mau trabalho da TVil de Sérgio Figueiredo. Fumos de evidências que se esfumam em baforadas inconsequentes. 

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Mais outra do juiz Ivo Rosa