Artigo de Nuno Garoupa, no Público de hoje dá conta de uma evidência: Portugal nos últimos 40 anos atrasou-se relativamente à Europa e os novos países de Leste já nos ultrapassaram em rendimento per capita.
Salazar ou Marcello Caetano teriam feito muito melhor se tivessem os meios que a democracia teve à disposição.
quinta-feira, julho 05, 2018
A corrupção de alto-coturno, legalmente impune, é isto
Este artigo de Helena Garrido, a antiga esquerdista radical tornada cronista de costumes económicos é o exemplo concreto de um elenco de casos de corrupção que se tornam virtualmente impuníveis como tal.
Estou convencido que isto só subsiste em Portugal porque as pessoas em geral ignoram estes fenómenos e acabam por achar que são normais e fazem parte da "política". Passados mais de 40 anos de regime democrático, os portugueses estão em geral mais analfabetos nestas matérias do que antes do 25 de Abril de 74...
No final do artigo a autora fala da perplexidade em não aparecer, ainda, um partido populista, em Portugal.
Perante este caldo de cultura, se uma boa parte dos analfabetos funcionais forem deste modo alfabetizados não demorará muito porque o combustível já existe: a inveja atávica dos tugas.
Observador:
O tempo passa e há já quem tenha caído com o peso das suas dívidas durante a crise e já se tenha levantado ou reduzido o seu nível de vida. Se é esse o seu caso é porque não devia centenas de milhões de euros, não estava integrado na rede do poder ou não pertencia a nenhum grande clube de futebol. Para esses, que deviam centenas de milhões de euros, os bancos não têm meios para os obrigar a pagar ou a falir e os mais diversos poderes defendem-nos com o sigilo bancário, ao mesmo tempo que se apresentam como defensores dos desfavorecidos. Nunca como hoje se teve um discurso e se actuou de forma oposta ao que se diz.
Porque não conseguem os bancos que os grandes devedores lhes paguem? Estão protegidos por contratos jurídicos invioláveis, argumenta-se. Ou nada têm nas empresas que eram suas e que, em muitos casos, desnataram. Ou nada têm em nome pessoal como aconteceu por exemplo com Nuno Vasconcellos da Ongoing que só tinha uma mota de águaquando o BCP finalmente resolveu executar a sua dívida de 9,7 milhões de euros.
Bem vindos pois a um país onde os grandes devedores conseguem continuar a dever sem que nada lhes aconteça enquanto outros, os pequeninos, pelo menos alguns, já tiveram tempo para pagar o que devem e reconstruir as suas vidas. Ou estão ainda a pagar caro os erros que cometeram.
Bem vindos a um país onde um banqueiro pode receber uma liberalidade de um cliente sem que nada lhe aconteça, para além de estar enredado em processos judiciais. Ou ao país em que um banqueiro pode conseguir financiamento para empresas do grupo da família, enganando gananciosos ou analfabetos, sem que nada lhe aconteça. Ou antes, o que lhe acontece é o Estado substitui-lo como credor.
Bem vindos a um país onde modestas pessoas, muitas iletradas e info-excluídas, ficam sem uma agência bancária a poucos quilómetros do sítio isolado onde vivem porque houve homens integrados nas redes do poder que não pagaram o que deviam ao banco do Estado que, por sua vez, concedeu esse crédito por orientações políticas, amiguismo ou critérios duvidosos que estão a ser avaliados pela justiça.
Bem vindos ao reino em que alguns homens, que abriram portas financeiras ou jurídicas para outros homens acederem a centenas de milhões de crédito que lhes dava o estatuto de banqueiros ou empresários, continuam a com poder para ditar as regras que do reino.
Bem vindos ao reino onde se leva à miséria quem deve milhares à banca ou se processa sem dó nem piedade quem deve centenas ao fisco e protege-se, a coberto do sigilo bancário, quem deve centenas de milhões e tem nas costas a responsabilidade do dinheiro que alguns bancos precisaram, nomeadamente a CGD.
Bem vindos ao reino que, numa luta sem quartel pela sua auto preservação, defende-se o sigilo bancário como se fosse um valor absoluto, indiferente à necessidade de apurar responsabilidades que podem mudar mentalidades e atacar o coração de uma elite rentista que condena o povo ao subdesenvolvimento.
Bem vindos ao reino da impunidade, ao reino em que a elite responsável ou cúmplice do problema dos bancos vai armadilhando a justiça com falta de meios e assim se vai preservando.
Bem vindos, enfim, a um reino que devia ser de uma fantasia de terror.
Quando se diz que não há uma única pessoa responsabilizada pelo que se passou na banca portuguesa é dizer pouco. Porque além de não existirem responsáveis pela concessão de crédito sem a devida avaliação de risco ou com critérios duvidosos – porque é disso que se trata e não de eventos inesperados que geraram incumprimento -, há igualmente grandes devedores que se podem dar ao luxo de continuara dever e, no limite, a fingirem que são empresários porque são protegidos pelo “sigilo bancário”.
Como se tudo isto não bastasse está criada em alguns bancos a ideia de adiar ainda mais a limpeza do malparado, opondo-se à proposta da iniciativa da Alemanha e da França de obrigar a uma redução para 5% da carteira de crédito. E ouvimos da Associação Portuguesa de Bancos exactamente os mesmos argumentos usados para convencer a troika a não aplicar em Portugal a solução de limpeza geral usada na Irlanda – e que a CGD acabou por adoptar no seu último aumento de capital. Estamos à espera de uma nova crise para termos ainda de gastar mais dinheiro a salvar bancos? (Atenção que a salvação dos bancos é uma expressão lata para dizer que estamos a salvar, e bem, depósitos. Mas esta solução que considero ser a que tem menos custos para a economia não pode ser o caminho para desresponsabilizar quem fez uma gestão danosa e perdoar grandes devedores).
Quem assim reina frequentou as mesmas escolas ou colégios, as mesmas faculdades, concentra-se basicamente em Lisboa, é um grupo de amigos e conhecidos que troca cumplicidades e favores. Um grupo transversal aos partidos que vai expurgando quem a ele não pertence ou se atreve a tentar mudar esta elite que controla o poder a seu favor, mesmo com discursos de defesa do povo. Este reino da impunidade terá um dia consequências graves. Por tudo isto mas também pelo que temos assistido nos últimos tempos, resta-nos estar gratos por não termos ainda em Portugal um partido populista de tipo autoritário em Portugal.
Estou convencido que isto só subsiste em Portugal porque as pessoas em geral ignoram estes fenómenos e acabam por achar que são normais e fazem parte da "política". Passados mais de 40 anos de regime democrático, os portugueses estão em geral mais analfabetos nestas matérias do que antes do 25 de Abril de 74...
No final do artigo a autora fala da perplexidade em não aparecer, ainda, um partido populista, em Portugal.
Perante este caldo de cultura, se uma boa parte dos analfabetos funcionais forem deste modo alfabetizados não demorará muito porque o combustível já existe: a inveja atávica dos tugas.
Observador:
O tempo passa e há já quem tenha caído com o peso das suas dívidas durante a crise e já se tenha levantado ou reduzido o seu nível de vida. Se é esse o seu caso é porque não devia centenas de milhões de euros, não estava integrado na rede do poder ou não pertencia a nenhum grande clube de futebol. Para esses, que deviam centenas de milhões de euros, os bancos não têm meios para os obrigar a pagar ou a falir e os mais diversos poderes defendem-nos com o sigilo bancário, ao mesmo tempo que se apresentam como defensores dos desfavorecidos. Nunca como hoje se teve um discurso e se actuou de forma oposta ao que se diz.
Porque não conseguem os bancos que os grandes devedores lhes paguem? Estão protegidos por contratos jurídicos invioláveis, argumenta-se. Ou nada têm nas empresas que eram suas e que, em muitos casos, desnataram. Ou nada têm em nome pessoal como aconteceu por exemplo com Nuno Vasconcellos da Ongoing que só tinha uma mota de águaquando o BCP finalmente resolveu executar a sua dívida de 9,7 milhões de euros.
Bem vindos pois a um país onde os grandes devedores conseguem continuar a dever sem que nada lhes aconteça enquanto outros, os pequeninos, pelo menos alguns, já tiveram tempo para pagar o que devem e reconstruir as suas vidas. Ou estão ainda a pagar caro os erros que cometeram.
Bem vindos a um país onde um banqueiro pode receber uma liberalidade de um cliente sem que nada lhe aconteça, para além de estar enredado em processos judiciais. Ou ao país em que um banqueiro pode conseguir financiamento para empresas do grupo da família, enganando gananciosos ou analfabetos, sem que nada lhe aconteça. Ou antes, o que lhe acontece é o Estado substitui-lo como credor.
Bem vindos a um país onde modestas pessoas, muitas iletradas e info-excluídas, ficam sem uma agência bancária a poucos quilómetros do sítio isolado onde vivem porque houve homens integrados nas redes do poder que não pagaram o que deviam ao banco do Estado que, por sua vez, concedeu esse crédito por orientações políticas, amiguismo ou critérios duvidosos que estão a ser avaliados pela justiça.
Bem vindos ao reino em que alguns homens, que abriram portas financeiras ou jurídicas para outros homens acederem a centenas de milhões de crédito que lhes dava o estatuto de banqueiros ou empresários, continuam a com poder para ditar as regras que do reino.
Bem vindos ao reino onde se leva à miséria quem deve milhares à banca ou se processa sem dó nem piedade quem deve centenas ao fisco e protege-se, a coberto do sigilo bancário, quem deve centenas de milhões e tem nas costas a responsabilidade do dinheiro que alguns bancos precisaram, nomeadamente a CGD.
Bem vindos ao reino que, numa luta sem quartel pela sua auto preservação, defende-se o sigilo bancário como se fosse um valor absoluto, indiferente à necessidade de apurar responsabilidades que podem mudar mentalidades e atacar o coração de uma elite rentista que condena o povo ao subdesenvolvimento.
Bem vindos ao reino da impunidade, ao reino em que a elite responsável ou cúmplice do problema dos bancos vai armadilhando a justiça com falta de meios e assim se vai preservando.
Bem vindos, enfim, a um reino que devia ser de uma fantasia de terror.
Quando se diz que não há uma única pessoa responsabilizada pelo que se passou na banca portuguesa é dizer pouco. Porque além de não existirem responsáveis pela concessão de crédito sem a devida avaliação de risco ou com critérios duvidosos – porque é disso que se trata e não de eventos inesperados que geraram incumprimento -, há igualmente grandes devedores que se podem dar ao luxo de continuara dever e, no limite, a fingirem que são empresários porque são protegidos pelo “sigilo bancário”.
Como se tudo isto não bastasse está criada em alguns bancos a ideia de adiar ainda mais a limpeza do malparado, opondo-se à proposta da iniciativa da Alemanha e da França de obrigar a uma redução para 5% da carteira de crédito. E ouvimos da Associação Portuguesa de Bancos exactamente os mesmos argumentos usados para convencer a troika a não aplicar em Portugal a solução de limpeza geral usada na Irlanda – e que a CGD acabou por adoptar no seu último aumento de capital. Estamos à espera de uma nova crise para termos ainda de gastar mais dinheiro a salvar bancos? (Atenção que a salvação dos bancos é uma expressão lata para dizer que estamos a salvar, e bem, depósitos. Mas esta solução que considero ser a que tem menos custos para a economia não pode ser o caminho para desresponsabilizar quem fez uma gestão danosa e perdoar grandes devedores).
Quem assim reina frequentou as mesmas escolas ou colégios, as mesmas faculdades, concentra-se basicamente em Lisboa, é um grupo de amigos e conhecidos que troca cumplicidades e favores. Um grupo transversal aos partidos que vai expurgando quem a ele não pertence ou se atreve a tentar mudar esta elite que controla o poder a seu favor, mesmo com discursos de defesa do povo. Este reino da impunidade terá um dia consequências graves. Por tudo isto mas também pelo que temos assistido nos últimos tempos, resta-nos estar gratos por não termos ainda em Portugal um partido populista de tipo autoritário em Portugal.
quarta-feira, julho 04, 2018
George Soros, patrão das ONG contra os valores da civilização ocidental
O multimilionário George Soros, cujos investimentos especulativos lhe permitem sentir-se "como Deus, criador de todas as coisas" está apostado em destruir uma parte da civilização ocidental através do dinheiro que acumulou e vai gerindo numa fundação filantrópica- Open Society Foundation. É dela e dos cerca de 20 mil milhões de euros que sai o dinheiro para apoiar ONG´s do tipo bloquista, de todas as causas possíveis e imaginárias para minar valores e fundamentos da civilização judaico-cristã. A promoção da eutanásia, despenalização da droga, democratização do aborto, supressão das fronteiras, liberdade total para os imigrantes, etc etc ( e neste etc basta ver as causas do BE...) são algumas das actividades filantrópicas do multimilionário, tal como explica a revista Valeurs Actuelles de 10.5.2018:
Não me admirava nada que fosse financiador do Bloco de Esquerda. Mas se o for, ninguém o saberá, a não ser que alguém fale...
Não me admirava nada que fosse financiador do Bloco de Esquerda. Mas se o for, ninguém o saberá, a não ser que alguém fale...
O estranho caso da esfera armilar desaparecida da História do JN
A revista História-Jornal de Notícias de Junho do corrente ano vale a pena ler. O seu "coordenador-editorial", Pedro Olavo Simões apresenta aquilo que chamo de "recta intenção" que se manifesta em passagens como esta, do editorial, sobre as suas memórias de infância em Vale Formoso, junto à Serra da Estrela: "Um filho da terra tombado na Guerra Colonial, ou, como então se dizia, no Ultramar". É a primeira vez que leio uma coisa assim numa publicação do género e significa um passo em direcção certa: o equilíbrio na linguagem explicativa dos fenómenos históricos.
Na revista o artigo de fundo é do mesmo autor, sobre a bandeira nacional e " de onde vêm os símbolos nacionais portugueses". Hélas! A seguir ao elogio tenho uma crítica a apresentar: sobre os tais símbolos quase nada aparece no artigo. Qual o significado das quinas? Qual o motivo dos castelos? E qual a função da esfera armilar? Nada nos esclarece. Sobre as cores e modelos da bandeira, jacobina e maçónica, temos informação em barda, mas não chega.
Felizmente, no Público da passada Segunda-feira foi publicado um artigo que esclarece o caso singular da esfera armilar.
Quanto à revista destaco uma entrevista com o historiador João Pedro Marques que começa assim:
Diz quem sabe: na Universidade os Rosas, Loffs e quejandos é que mandam...até quando?
Na revista o artigo de fundo é do mesmo autor, sobre a bandeira nacional e " de onde vêm os símbolos nacionais portugueses". Hélas! A seguir ao elogio tenho uma crítica a apresentar: sobre os tais símbolos quase nada aparece no artigo. Qual o significado das quinas? Qual o motivo dos castelos? E qual a função da esfera armilar? Nada nos esclarece. Sobre as cores e modelos da bandeira, jacobina e maçónica, temos informação em barda, mas não chega.
Felizmente, no Público da passada Segunda-feira foi publicado um artigo que esclarece o caso singular da esfera armilar.
Quanto à revista destaco uma entrevista com o historiador João Pedro Marques que começa assim:
Diz quem sabe: na Universidade os Rosas, Loffs e quejandos é que mandam...até quando?
terça-feira, julho 03, 2018
Steve Bannon e os movimentos populistas
Steve Bannon foi um dos artífices da vitória de Trump, o mais vilipendiado presidente dos EUA de que há memória. Nem Reagan, ainda no tempo dos blocos imperialistas o foi tanto.
A revista francesa Valeurs Actuelles, na sua última edição mostra o que nenhum outro órgão de informação português faria: dar conta do périplo de Bannon pela Europa, particularmente a Itália e Hungria. para falar com os "populistas".
Algo está a mudar e a Esquerda não suporta...
O número especial da revista sobre a "verdadeira história das colónias" francesas também cá canta e um dia destes terá a devida atenção. É uma história alternativa à que nos contam...
A revista francesa Valeurs Actuelles, na sua última edição mostra o que nenhum outro órgão de informação português faria: dar conta do périplo de Bannon pela Europa, particularmente a Itália e Hungria. para falar com os "populistas".
Algo está a mudar e a Esquerda não suporta...
O número especial da revista sobre a "verdadeira história das colónias" francesas também cá canta e um dia destes terá a devida atenção. É uma história alternativa à que nos contam...
O Semanário de Notícias, um jornal de croniqueiros crónicos ideologicamente mascarados.
O Diário de Notícias, jornal diário com 153 anos, acabou. Em vez do diário que durou esse tempo todo, há agora um semanário, com o mesmo nome e que promete mundos e fundos, assim:
Como se pode ler, os mundos do DN continuam os mesmos: é um mundo de Adolfo Mesquita Nunes ( então não?!), Marisa Matias ( Eurodeputada do BE, pá!), Margarida Balseiro Lopes ( Quem? Presidente da JSD, podia lá faltar), Maria Antónia Almeida Santos (quem? Deputada do PS, tinha que ser), António Araújo ( tem o adequado pedigree) e outros do mesmo género e espécie, como a ingenuamente Câncio ou o antigo escriba do Pastilhas de Miguel Esteves Cardoso, Rui Pelejão, este, porém, um pouco mais próximo dos autores que gostaria de ler, em vez daqueles que se juntam aos habituais croniqueiros do jornal. O Semanário de Notícias transformou-se assim, num jornal de croniqueiros crónicos. Tem vinte ao todo, sem contar com o croniqueiro-mor, o antigo mascarilha Ferreira Fernandes.
Também tem Viriato Soromenho-Marques, neste caso com uma crónica auto-complacente sobre os jornais e a memória da sua primeira escrita, sobre Allende, no registo politicamente correcto ( Allende morto pelo fassismo de Pinochet...etc). Este nunca falhou uma. Aprendeu com Kant a liberdade de pensamento...
Para além desses mundos fechados, há os fundos abertos nos offshores do Oriente. Esses, para esta colecta, não durarão outros 153... dias, penso eu de que, ao ler a primeira edição do novo diário travestido em semanário.
Tirando os croniqueiros que são mais que as mães, há os jornalistas, a rarear e com futuro incerto.
Um deles, João Céu Silva, foi o que me fez ler o jornal. Da próxima veremos como será. Desta foi por causa da página que aqui fica:
Como alguns sabem, Vasco Pulido Valente regressou há uns dias ao convívio mediático. Primeiro numa entrevista na RTP3 cuja visualização se recomenda, em que fala até de Salazar e do salazarismo. Como ele disse, ao contrário da ideia corrente, espalhada pelo comunismo primitivo e pelos papagaios da escrita condizente e correcta, que incluem todos os acima apontados, o fascismo nunca existiu, nesse tempo, tal como já tinha sido escrito na capa de um livro, pelo filósofo dos pobrezinhos portugueses, Eduardo Lourenço.
Para tal ideia, historicamente falsa, muito contribuíram discursos como este que passo a citar, vindo das calendas de 24 de Outubro de 1975, na revista Flama ( que era do Patriarcado de Lisboa...):
Aprendeu alguma coisa esse jovem mascarilha, depois de tirar o lenço de cóbói? Sim. Agora não gosta de anónimos e trata de os desmascarar. Trauma de juventude, por certo.
Esqueceu alguma coisa desse tempo? Duvido muito.
Estes mascarados ideológicos ainda hoje poderiam aproveitar a leitura do artiguelho que se anunciava no mesmo número, sobre " o que acontece a um país sem divisas?". A resposta não a davam logo, mas demorou poucos meses a ser dada pela Realidade que mascaravam: a bancarrota.
E qual era a explicação que davam para mascarar essa Realidade? Simples, porque ainda hoje é a mesma para as duas bancarrotas que se lhe seguiram: a crise internacional. Na altura era "a crise do sistema capitalista internacional, quer a crise estrutural profunda em que ele vive quer a sua actual crise cíclica em desenvolvimento". O marxismo é sempre assim: mascara-se a incompetência atávica dos kamaradas com umas pinceladas intelectuais. Umas papas e bolos e os tolos estão no papo. Uns saltos no palco a homenagear os zés pedros e está feito o circo para as próximas eleições. No caso ainda se acrescentava "a quebra das remessas dos emigrantes ( movimentada por razões políticas mas ligada ainda à crise exterior), a paralização da própria corrente migratória, a atitude política do grande capital face à revolução portuguesa ( boicotes, sabotagens, ataques a nível económico, etc)". Uma explicação idêntica à que os Maduros da Venezuela também dão para o caos económico que provocaram. Tudo culpa dos outros. Sempre.
Nem se lembraram de olhar para o lado, a Espanha que não cometeu as loucuras criminosas do PREC, para perceberem que eles eram a origem do problema, do caos e da bancarrota.
Ainda hoje o não admitem...
Quanto ao actual dono do DN, por interposto entreposto de fundos orientais, o magnífico Proença de Carvalho que assina uma espécie de editorial na mesma página do outro, que fazia tal personagem mirífica desta democracia, na altura em que os mascarados ideológicos tomavam conta do país?
Este pomba branca do regime que temos, em 1975 era socialista democrático. Vinha da Soalheira, terra pobre e por isso era do partido dos pobrezinhos. Ainda tinha pouco cacau, apesar do que lhe deu o Champalimaud, por conta de Salgado Zenha e por isso precisava de ganhar uns cobres. Poucos dias depois daquela foto dos mascarilhas dos SUV, Em Novembro de 1975, aceitou tomar conta do Jornal Novo, fundado em Abril desse ano por um grupo de capitalistas monopolistas fascistas ( os Mello e Champalimaud, mais um Artur Portela Filho demasiado esquerdista para o gosto deles e que por isso esteve lá pouco tempo).
Sob este Pôncio de Carvalho o jornal também não singrou por aí além e foi substituído por Helena Roseta, cerca de três anos depois.
Quanto ao Proença foi de vento em popa para ministro de um governo da confiança de Ramalho Eanes, para a RTP, idem, e depois para todas as comissões que importam na área do poder político em Portugal. Freitas do Amaral, Cavaco Silva e por aí fora ,com os dias loureiros todos até chegar a advogado preferido de Ricardo Salgado, o do BES e ao poleiro da Global Media.
A convergência com os mascarados foi-se aperfeiçoando e cá estamos, neste nosso belo estado social.
Proença é um dos que detém o segredo do nosso actual regime. É de polichinelo, porém: uma cambada de corruptos e incompetentes. Com poucas excepções porque quando não são uma coisa, são outra e quem junta as duas, manda.
Também tem Viriato Soromenho-Marques, neste caso com uma crónica auto-complacente sobre os jornais e a memória da sua primeira escrita, sobre Allende, no registo politicamente correcto ( Allende morto pelo fassismo de Pinochet...etc). Este nunca falhou uma. Aprendeu com Kant a liberdade de pensamento...
Para além desses mundos fechados, há os fundos abertos nos offshores do Oriente. Esses, para esta colecta, não durarão outros 153... dias, penso eu de que, ao ler a primeira edição do novo diário travestido em semanário.
Tirando os croniqueiros que são mais que as mães, há os jornalistas, a rarear e com futuro incerto.
Um deles, João Céu Silva, foi o que me fez ler o jornal. Da próxima veremos como será. Desta foi por causa da página que aqui fica:
Como alguns sabem, Vasco Pulido Valente regressou há uns dias ao convívio mediático. Primeiro numa entrevista na RTP3 cuja visualização se recomenda, em que fala até de Salazar e do salazarismo. Como ele disse, ao contrário da ideia corrente, espalhada pelo comunismo primitivo e pelos papagaios da escrita condizente e correcta, que incluem todos os acima apontados, o fascismo nunca existiu, nesse tempo, tal como já tinha sido escrito na capa de um livro, pelo filósofo dos pobrezinhos portugueses, Eduardo Lourenço.
Para tal ideia, historicamente falsa, muito contribuíram discursos como este que passo a citar, vindo das calendas de 24 de Outubro de 1975, na revista Flama ( que era do Patriarcado de Lisboa...):
E quem era o inflamado autor deste discurso corrosivo contra o fascismo e tutti quanti o apoiasse?
Era este jovem guerreiro, mascarado, ao meio na foto e que ainda não pensava ser director do Diário de Notícias, travestido agora em semanário.
Aprendeu alguma coisa esse jovem mascarilha, depois de tirar o lenço de cóbói? Sim. Agora não gosta de anónimos e trata de os desmascarar. Trauma de juventude, por certo.
Esqueceu alguma coisa desse tempo? Duvido muito.
Estes mascarados ideológicos ainda hoje poderiam aproveitar a leitura do artiguelho que se anunciava no mesmo número, sobre " o que acontece a um país sem divisas?". A resposta não a davam logo, mas demorou poucos meses a ser dada pela Realidade que mascaravam: a bancarrota.
E qual era a explicação que davam para mascarar essa Realidade? Simples, porque ainda hoje é a mesma para as duas bancarrotas que se lhe seguiram: a crise internacional. Na altura era "a crise do sistema capitalista internacional, quer a crise estrutural profunda em que ele vive quer a sua actual crise cíclica em desenvolvimento". O marxismo é sempre assim: mascara-se a incompetência atávica dos kamaradas com umas pinceladas intelectuais. Umas papas e bolos e os tolos estão no papo. Uns saltos no palco a homenagear os zés pedros e está feito o circo para as próximas eleições. No caso ainda se acrescentava "a quebra das remessas dos emigrantes ( movimentada por razões políticas mas ligada ainda à crise exterior), a paralização da própria corrente migratória, a atitude política do grande capital face à revolução portuguesa ( boicotes, sabotagens, ataques a nível económico, etc)". Uma explicação idêntica à que os Maduros da Venezuela também dão para o caos económico que provocaram. Tudo culpa dos outros. Sempre.
Nem se lembraram de olhar para o lado, a Espanha que não cometeu as loucuras criminosas do PREC, para perceberem que eles eram a origem do problema, do caos e da bancarrota.
Ainda hoje o não admitem...
Quanto ao actual dono do DN, por interposto entreposto de fundos orientais, o magnífico Proença de Carvalho que assina uma espécie de editorial na mesma página do outro, que fazia tal personagem mirífica desta democracia, na altura em que os mascarados ideológicos tomavam conta do país?
Este pomba branca do regime que temos, em 1975 era socialista democrático. Vinha da Soalheira, terra pobre e por isso era do partido dos pobrezinhos. Ainda tinha pouco cacau, apesar do que lhe deu o Champalimaud, por conta de Salgado Zenha e por isso precisava de ganhar uns cobres. Poucos dias depois daquela foto dos mascarilhas dos SUV, Em Novembro de 1975, aceitou tomar conta do Jornal Novo, fundado em Abril desse ano por um grupo de capitalistas monopolistas fascistas ( os Mello e Champalimaud, mais um Artur Portela Filho demasiado esquerdista para o gosto deles e que por isso esteve lá pouco tempo).
Sob este Pôncio de Carvalho o jornal também não singrou por aí além e foi substituído por Helena Roseta, cerca de três anos depois.
Quanto ao Proença foi de vento em popa para ministro de um governo da confiança de Ramalho Eanes, para a RTP, idem, e depois para todas as comissões que importam na área do poder político em Portugal. Freitas do Amaral, Cavaco Silva e por aí fora ,com os dias loureiros todos até chegar a advogado preferido de Ricardo Salgado, o do BES e ao poleiro da Global Media.
A convergência com os mascarados foi-se aperfeiçoando e cá estamos, neste nosso belo estado social.
Proença é um dos que detém o segredo do nosso actual regime. É de polichinelo, porém: uma cambada de corruptos e incompetentes. Com poucas excepções porque quando não são uma coisa, são outra e quem junta as duas, manda.
segunda-feira, julho 02, 2018
Dinis, Dinis, a Sonaecom não o quis
Observador:
David Dinis, ex-diretor do Observador e diretor do Público, demitiu-se do cargo incompatibilizado com a administração, confirmou o próprio ao Observador sem adiantar mais pormenores. A demissão de David Dinis surge na sequência da decisão da administração do jornal de demitir o diretor-adjunto do Público, Diogo Queiroz de Andrade, sem a aprovação do diretor.
Já não era sem tempo, mas julgo que o Público irá de mal a pior. O "pizzo" à mafia esquerdista custa milhões por ano mas é para aguentar...
David Dinis, ex-diretor do Observador e diretor do Público, demitiu-se do cargo incompatibilizado com a administração, confirmou o próprio ao Observador sem adiantar mais pormenores. A demissão de David Dinis surge na sequência da decisão da administração do jornal de demitir o diretor-adjunto do Público, Diogo Queiroz de Andrade, sem a aprovação do diretor.
Já não era sem tempo, mas julgo que o Público irá de mal a pior. O "pizzo" à mafia esquerdista custa milhões por ano mas é para aguentar...
Tengarrinha e o MDP das comissões democráticas eleitorais
Morreu José Manuel Tengarrinha. No dia 25 de Abril de 1974 estava preso há dias, por ter ido várias vezes à missa do padre Felicidade Alves e talvez fosse mais conhecido do que Álvaro Cunhal. Era um dos líderes da CDE que concorreu às eleições de 1969 e organizou congressos de oposição, como o que se realizou em Aveiro, em 1973, com a presença de todos os notáveis da oposição dita democrática e que deixava de fora os "partidos revolucionários" que os consideravam, justamente, burgueses. Em 1974, estes vingaram-se...
Em finais de 1974 e para concorrer às eleições de Abril do ano seguinte transformou-se em partido, tomando o nome de MDP/CDE, juntando por isso a designação antiga- com a sigla CDE, "comissões democráticas eleitorais"- à tomada logo a seguir ao 25 de Abril de 74- Movimento Democrático Português- uma espécie de amálgama de democratas que sendo marxistas e até leninistas não se reviam inteiramente no comunismo ortodoxo do PCP nem no novel partido Socialista de influências jacobinas e maçónicas.
As contradições entre alguns destes "democratas" começaram cedo e acabaram por liquidar o partido que nunca foi o que eventualmente esperavam os seus mentores. Nas eleições de 1975 tiveram um pouco mais de 4% e cinco deputados, ficando ainda assim à frente dos esquerdismos variegados que então apareceram e que originaram os Livres e outros blocos de esquerda.
O desconhecimento e ignorância histórica da maioria das pessoas dá nisto.
Porém, os do MDP não escondiam as suas preferências políticas e por isso foram acusados logo no início de serem uma espécie de "muletas" do PCP, portanto uns cripto-comunistas explicitamente coligados, ideologicamente, ao MES, à FSP e ao PCP, como disse o referido Tengarrinha, em Guimarães, durante a campanha eleitoral para a Assembleia Constituinte de 1975.
Em entrevista ao Século Ilustrado de 9.11.1974 também não deixou os créditos por mãos alheias que o acusavam de ligações ao PCP:
O Livre Rui Tavares faz assim o obituário daquele, hoje no Público:
Este escrito de Rui Tavares é um exercício censório à maneira do que se fazia antes do 25 de Abril: contar a história com alguns eufemismos e revelações de entre-linhas. Este indivíduo, de democrata tem apenas a costela esquerdista. É um aleijado ideológico, com representatividade democrática próxima do zero absoluto e ligado a máquinas de respiração artifical nas tv´s do regime actual.
Para se saber quem foi este Tengarrinha e o que significou o seu MDP é preciso recuar umas décadas e com recortes fazer a história que os livres não conseguem fazer.
Em 1969 quando se tornou candidato eleitoral pela "oposição democrática" ( juntamente com um João Bénard da Costa ou um Jorge Sampaio ou José Galvão Teles ou mesmo um Francisco Sousa Tavares, pai do actual Tavares que perora na SIC para dizer mal do regime de Salazar que o alimentou a ele e ao pai), Tengarrinha era jornalista, tinha 37 anos e uma licenciatura em História e Filosofia.
Como se pode ler pelo recorte do livro As eleições de Outubro de 1969, editado pelas Publicações Europa-América, em 1970, com 622 páginas, em pleno fassismo, os candidatos da tal oposição eram esses e ainda outros que agora não podem ser oposição, na democracia que temos: os verdadeiros fascistas de Rolão Preto e do Integralismo lusitano.
Ora confira-se:
Em 1973, estes democratas dessa ocasião estavam prontos para tomar o poder se lhes fosse dada a oportunidade.
A revista Observador de então, de 13 e 20 de Abril de 1973 mostrava perfeitamente o que se passava ( até a ausência estranha de Mário Soares...):
Para estes democratas Livres isto é História que nunca existiu e como não há quem lha mostre passam a mensagem que querem, na tv e outras loca infecta.
Também não há quem lhes mostre esta imagem publicada na mesma revista Observador, de 28.9.1973 que mostra o apoio popular a Marcello Caetano, depois de ter sido vilipendiado em Londres por Mário Soares e seus adeptos. O Livre ou o MDP coitados, ao lado disto...
Quando Tengarrinha e outros foram presos, pela DGS que no tempo de Salazar se chamava PIDE mas que agora é só conhecida por essa sigla como se os cinco anos e meio de governos de Marcello Caetano nunca tivessem existido, noutra mistificação e falsificação histórica, foram-no por actividades subversivas contra o regime e a legalidade de então.
Não foi por mero arbítrio ideológico, como aconteceu em 28 de Setembro de 1974, contra "fascistas" como Artur Agostinho, um mero repórter de rádio e tv e outros perigosos "fascistas" que queriam regressar ao tempo anterior ao 25 de Abril de 1974. Essa mera intenção imputada em processo verbal foi castigada com meses de prisão em Caxias, numa manifestação suprema de superioridade democrática.
Quanto às actividades subversivas dos "democratas" ligados ao PCP e partidos revolucionários, como efectivamente Tengarrinha também fora, importa ler algumas páginas sobre o que Marcello Caetano entendia sobre o assunto e ver se não tinha plena razão...à luz do que ocorreu durante o PREC:
E em 3.4.1975
Querem mais? No mesmo número de 1974 que trazia a entrevista a Tengarrinha sobre as acusações que lhe faziam de ser uma muleta do PCP, aparecia esta reportagem bem clara no significado explícito: o Portugal democrático apoiava o MPLA comunista na tomada do poder em Angola. ~
Perante isto, torna-se necessário ler as vinte páginas sobre o que Marcello Caetano disse do comunismo e destes compagnons de route que nos tramaram durante décadas, enquanto povo.
Quem contestar que Marcello Caetano tinha razão deve pensar no PREC...e no que quase nos aconteceu, com o apoio entusiástico dos Tenagarrinhas Livres.
Livra!
Uma nota final: estes recortes não se publicam em mais lado nenhum. E por uma ou duas razões: a primeira é que não existem estes livros, como os apontados. O dos governos de Marcello Caetano encontram-se em alfarrabistas mas são raríssimos. Eram abundantes, nas bibliotecas das antigas Casas do Povo, espalhadas por todo o país e cuja história ninguém faz porque seria um modo de envergonhar o actual regime. Esses livros foram queimados, literalmente nalguns casos, deitados ao lixo noutros e suprimidos das bibliotecas que os guardavam, pelos comunistas que os substituiram pelas obras dos marxistas mais notórios.
Outra razão é que não existindo agora, a História torna-se omissa quanto a estes factos que envergonham e desmentem a versão dos antifassistas que passam o tempo a dizer mal de Salazar como se não tivesse passado já mais tempo de democracia do que o que o mesmo esteve no poder.
Por último os alunos das madrassas do jornalismo actual nunca aprenderam isto. Os professores nunca lhes ensinaram tal coisa e se porventura viessem a saber, chumbavam ipso facto, nos Isctes, Novas e outros sítios onde se diz que se ensina jornalismo ou "ciências da comunicação".
Finalmente, censura deste tipo nem sequer existia no tempo que essa gente execra. Basta ler os recortes para verificar tal coisa. ~
Portanto, outra vergonha do actual regime: repristinar uma Censura que nem sequer existia...
Em finais de 1974 e para concorrer às eleições de Abril do ano seguinte transformou-se em partido, tomando o nome de MDP/CDE, juntando por isso a designação antiga- com a sigla CDE, "comissões democráticas eleitorais"- à tomada logo a seguir ao 25 de Abril de 74- Movimento Democrático Português- uma espécie de amálgama de democratas que sendo marxistas e até leninistas não se reviam inteiramente no comunismo ortodoxo do PCP nem no novel partido Socialista de influências jacobinas e maçónicas.
As contradições entre alguns destes "democratas" começaram cedo e acabaram por liquidar o partido que nunca foi o que eventualmente esperavam os seus mentores. Nas eleições de 1975 tiveram um pouco mais de 4% e cinco deputados, ficando ainda assim à frente dos esquerdismos variegados que então apareceram e que originaram os Livres e outros blocos de esquerda.
O desconhecimento e ignorância histórica da maioria das pessoas dá nisto.
Porém, os do MDP não escondiam as suas preferências políticas e por isso foram acusados logo no início de serem uma espécie de "muletas" do PCP, portanto uns cripto-comunistas explicitamente coligados, ideologicamente, ao MES, à FSP e ao PCP, como disse o referido Tengarrinha, em Guimarães, durante a campanha eleitoral para a Assembleia Constituinte de 1975.
Em entrevista ao Século Ilustrado de 9.11.1974 também não deixou os créditos por mãos alheias que o acusavam de ligações ao PCP:
O Livre Rui Tavares faz assim o obituário daquele, hoje no Público:
Este escrito de Rui Tavares é um exercício censório à maneira do que se fazia antes do 25 de Abril: contar a história com alguns eufemismos e revelações de entre-linhas. Este indivíduo, de democrata tem apenas a costela esquerdista. É um aleijado ideológico, com representatividade democrática próxima do zero absoluto e ligado a máquinas de respiração artifical nas tv´s do regime actual.
Para se saber quem foi este Tengarrinha e o que significou o seu MDP é preciso recuar umas décadas e com recortes fazer a história que os livres não conseguem fazer.
Em 1969 quando se tornou candidato eleitoral pela "oposição democrática" ( juntamente com um João Bénard da Costa ou um Jorge Sampaio ou José Galvão Teles ou mesmo um Francisco Sousa Tavares, pai do actual Tavares que perora na SIC para dizer mal do regime de Salazar que o alimentou a ele e ao pai), Tengarrinha era jornalista, tinha 37 anos e uma licenciatura em História e Filosofia.
Como se pode ler pelo recorte do livro As eleições de Outubro de 1969, editado pelas Publicações Europa-América, em 1970, com 622 páginas, em pleno fassismo, os candidatos da tal oposição eram esses e ainda outros que agora não podem ser oposição, na democracia que temos: os verdadeiros fascistas de Rolão Preto e do Integralismo lusitano.
Ora confira-se:
Em 1973, estes democratas dessa ocasião estavam prontos para tomar o poder se lhes fosse dada a oportunidade.
A revista Observador de então, de 13 e 20 de Abril de 1973 mostrava perfeitamente o que se passava ( até a ausência estranha de Mário Soares...):
Para estes democratas Livres isto é História que nunca existiu e como não há quem lha mostre passam a mensagem que querem, na tv e outras loca infecta.
Também não há quem lhes mostre esta imagem publicada na mesma revista Observador, de 28.9.1973 que mostra o apoio popular a Marcello Caetano, depois de ter sido vilipendiado em Londres por Mário Soares e seus adeptos. O Livre ou o MDP coitados, ao lado disto...
Quando Tengarrinha e outros foram presos, pela DGS que no tempo de Salazar se chamava PIDE mas que agora é só conhecida por essa sigla como se os cinco anos e meio de governos de Marcello Caetano nunca tivessem existido, noutra mistificação e falsificação histórica, foram-no por actividades subversivas contra o regime e a legalidade de então.
Não foi por mero arbítrio ideológico, como aconteceu em 28 de Setembro de 1974, contra "fascistas" como Artur Agostinho, um mero repórter de rádio e tv e outros perigosos "fascistas" que queriam regressar ao tempo anterior ao 25 de Abril de 1974. Essa mera intenção imputada em processo verbal foi castigada com meses de prisão em Caxias, numa manifestação suprema de superioridade democrática.
Quanto às actividades subversivas dos "democratas" ligados ao PCP e partidos revolucionários, como efectivamente Tengarrinha também fora, importa ler algumas páginas sobre o que Marcello Caetano entendia sobre o assunto e ver se não tinha plena razão...à luz do que ocorreu durante o PREC:
Está aí tudo explicadinho por que motivos os Tengarrinhas democratas eram presos: porque queriam liquidar o regime fassista, substituindo-o por um comunista.
Só um doido ou um néscio, como um Costa Gomes, poderiam permitir uma coisa dessas em Portugal, nos anos setenta.
O tal Tengarrinha ou o Jorge Sampaio que depois foi presidente da República não sabiam disto? Sabiam e estavam carecas de o saber, particularmente o Tengarrinha. Curiosamente nem a sua ex-mulher, Vera Lagoa de sobrenome lhe descobriu a dita que nem era preciso, mas sempre a encobriu...
Quem discorda? Então vamos lá ver como era...
Sempre Fixe, 30.9.1974: nem é preciso comentar...
Repare-se na linguagem, propósitos e nomes do MDP, em Dezembro de 1974:
E ainda em Julho de 1975, os propósitos do PCP, aqui claramente explicadinhos por um Pato avesso a laranjas, na sequência da proclamação do mentor estalinista, Álvaro Cunhal, em 6 de Junho de 1975 à jornalista italiana Oriana Falacci: Portugal nunca teria um parlamento como o dos países europeus ocidentais. Seria mais como os de Leste...:
Perante isto, torna-se necessário ler as vinte páginas sobre o que Marcello Caetano disse do comunismo e destes compagnons de route que nos tramaram durante décadas, enquanto povo.
Quem contestar que Marcello Caetano tinha razão deve pensar no PREC...e no que quase nos aconteceu, com o apoio entusiástico dos Tenagarrinhas Livres.
Livra!
Uma nota final: estes recortes não se publicam em mais lado nenhum. E por uma ou duas razões: a primeira é que não existem estes livros, como os apontados. O dos governos de Marcello Caetano encontram-se em alfarrabistas mas são raríssimos. Eram abundantes, nas bibliotecas das antigas Casas do Povo, espalhadas por todo o país e cuja história ninguém faz porque seria um modo de envergonhar o actual regime. Esses livros foram queimados, literalmente nalguns casos, deitados ao lixo noutros e suprimidos das bibliotecas que os guardavam, pelos comunistas que os substituiram pelas obras dos marxistas mais notórios.
Outra razão é que não existindo agora, a História torna-se omissa quanto a estes factos que envergonham e desmentem a versão dos antifassistas que passam o tempo a dizer mal de Salazar como se não tivesse passado já mais tempo de democracia do que o que o mesmo esteve no poder.
Por último os alunos das madrassas do jornalismo actual nunca aprenderam isto. Os professores nunca lhes ensinaram tal coisa e se porventura viessem a saber, chumbavam ipso facto, nos Isctes, Novas e outros sítios onde se diz que se ensina jornalismo ou "ciências da comunicação".
Finalmente, censura deste tipo nem sequer existia no tempo que essa gente execra. Basta ler os recortes para verificar tal coisa. ~
Portanto, outra vergonha do actual regime: repristinar uma Censura que nem sequer existia...
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