Observador, um artigo de Benedito Antunes, "funcionário público", para questionar algumas certezas dadas como certas...
quarta-feira, fevereiro 10, 2021
Coisas dos tribunais mediáticos
CM de hoje em que se noticia a escolha do novo presidente do Tribunal Constitucional e a decisão acerca dos recursos interpostos ( aqui é que se diz "interpostos" , ó jornalistas ignaros!) por dois sujeitos processuais até agora indefinidos e a partir daqui arguidos devidamente constituídos nos autos, o inenarrável Pinho e um outro, um tal Barreto Antunes a quem ninguém liga e que afinal foi o que atrasou mais o processo no Constitucional.
Havia dois recursos para apreciar nesse tribunal, pela Conselheira Canotilho, filha: um interposto pelo inenarrável Pinho e outro pelo desconhecido Barreto Antunes. Ambos, com maior ampliação no caso do desconhecido Barreto, porque o do inenarrável era mais sucinto, versavam sobre a mesma questão fundamental que o tribunal reduziu ao seguinte: a legalidade e constitucionalidade da competência do JIC para conhecer das invalidades processuais nos actos de constituição de arguido e aplicação de TIR, aliás praticados pelo MºPº .
O tribunal da Relação tinha já decidido que era ao MºPº que competia tal tarefa específica e não ao JIC, dando sopa de nabos ao juiz Ivo Rosa que tinha decidido o contrário.
Agora o Constitucional, pelas teclas da Conselheira Canotilho, filha, vem dizer exactamente o mesmo e volta a dar sopa, agora de nabiças, ao dito Ivo Rosa.
Tudo isto poderia ter sido explicado em termos mais finos e menos culinários ao público leitor, tanto do Correio da Manhã, como do Observador. Pior, neste último caso ao escrever que o "Constitucional rejeitou o recurso de Manuel Pinho" induz o leitor em erro porque afinal o Constitucional pronunciou-se sobre a questão de fundo e rapidamente, tendo em atenção o timing dos prazos em curso. Parabéns à Conselheira Canotilho, filha, pelo cumprimento das funções que lhe confiaram.
E ontem soube-se que o tal juiz Ivo Rosa decidiu trabalhar mais, acumulando o que até agora era exclusivo com o que antes tinha sido uma trabalheira impossível de aturar, por isso tendo requerido exclusivo só para esse que agora está em águas de bacalhau.
Está em onda produtiva, pelos vistos, o juiz Rosa. Anda com "fome de bola" se calhar e como se diz no futebol...
terça-feira, fevereiro 09, 2021
O Constitucional ouviu a opinião pública(da)...
Observador, última hora:
A argumentação sobre o mata-bicho
No Corta-Fitas há um texto de Henrique Pereira dos Santos que vou partilhar por uma de várias razões: o autor contesta verdades assumidas como tal por outros que se pronunciam sobre o mesmo assunto. Não usa argumentos de autoridade e apenas se limita a raciocinar sobre a argumentação, dando atenção a factos.
Já tem sucedido ter-se enganado e reconhecido o erro. Já tem sucedido que reconhece ignorância e não se arroga certezas, mesmo quando parece tê-las. É assim que prefiro opiniões.
Ah! E não é autoridade, não tem dever de responsabilidade e o que escreve pode ser contrastado e refutado.
O texto que segue é uma carta aberta ao provedor do Público que hoje tem um artigo sobre o caso do fecho das escolas como razão para a baixa rápida dos "casos", ou seja da estatística conhecida.
O artigo do Público é este:
Entretanto sabe-se que na China não se sabe de onde veio o bicho e a informação da OMS que foi lá ver o que a deixaram ver é que "é extremamente improvável" que tenha saído à má fila do laboratório de Whuan. Pois...extremamente improvável é que as teorias de conspiração não continuem, depois disto.
segunda-feira, fevereiro 08, 2021
Um vigilante e moço de fretes, no Público? É "a bem da Nação".
Na sequência deste postal, acerca do jornalismo do Público, em particular do seu director actual, pago pela SONAE e que escreve editoriais como este que se publica para ler como é que alguém atinge este nível no chamado "quarto poder"... que parece existir para defender os demais.
O jornalista Manuel Carvalho anda agora no Público a defender as costas do Costa e companhia limitada no Governo porque as críticas que lhe faz são para inglês ver.
Quanto ao cidadão do video, está já condenado de preceito e sumariamente, segundo o alvedrio assumido do editorialista. Condenado por "insolência" para com os bravos agentes policiais, dedicados inteiramente à função de catar transviados do confinamento e que se atrevem a circular sem máscara posta, junto à marginal sem gente. O Manuel Carvalho é assim, mais um vigilante dos bons. À antiga. Nada que me surpreenda.
Como isto, destes editoriais, só no antigo Diário da Manhã porque nem sequer o Diário de Notícias de então fazia figuras destas:
O video em causa é este:
A rectificação da História ao gosto do freguês
Público de hoje, um artigo de um arqueólogo chamado Raposo, sobre os símbolos da nossa identidade passada:
Sobre este assunto já escrevi aqui há uns anos, o seguinte:
Há cerca de dois anos [em 2014], um tal Sá Fernandes, intelectual de elevada craveira e que dizem que trabalha na Câmara Municipal de Lisboa, decidiu no seu pelouro de vereação acabar com uns emblemas ajardinados e antigos, que existiam na Praça do Império, em frente aos Jerónimos.
Tais emblemas incluem brasões e símbolos da nossa portugalidade e remontam ao tempo em que ainda tínhamos colónias, como uma boa parte dos países europeus.
Em 1940, para comemorar os 800 anos da nossa nacionalidade e os 300 anos da restauração da mesma, fez-se uma exposição em Lisboa que foi chamada do Mundo Português e foi nessa altura que se construíram pavilhões evocativos e idealizou um jardim, em frente ao mosteiro dos Jerónimos que mais tarde, ainda no tempo de Salazar, veio a incluir os referidos brasões desenhados em bucho, como elementos decorativos e simbólicos do nosso passado histórico ultramarino.
É desse passado histórico que o tal Sá Fernandes, mais a Câmara de Lisboa, responsável pelos jardins locais, se envergonham e por isso, no alto do poder de vereação decidiram acabar com os símbolos desse mal que inclui a Cruz de Cristo que ornava as nossas caravelas quando partiram para as Descobertas.
É destes jacobinos que temos para obliterar a História à boa maneira comunista que apagava das fotografias os elementos entretanto tornados indesejáveis de figurar na história representada.
O jornal O Século, em 1940 publicou uma edição especial que pode ser vista integralmente aqui e mostra nesta imagem a composição arquitectónica, com os jardins agora em causa.
O Século Ilustrado de 29.6.1940 mostra a inauguração:
Durante o tempo de Salazar e Caetano e até aqui há duas décadas atrás, os jardins e respectivos emblemas simbólicos eram cuidados assim:
Actualmente, depois de instalado na CML o poder maçónico e jacobino, encontram-se assim, num acto de abandono voluntário e equivalente ao das fotos do comunismo estalinista:
Assim foi notícia há dois dias que um gabinete de arquitectura qualquer ganhou um concurso de ideias para refazer esteticamente o local, o que inclui, natural e obrigatoriamente ( se não, nem sequer teriam ganho...estou em crer) a substituição dos referidos brasões simbólicos por outra coisa qualquer, eventualmente de índole maçónica que é a profissão de fé da actual CML.
Enfim, mais uma jacobinice, das antigas e de sempre e que a falta de cultura dos portugueses em geral permite e condescende.
A propósito de tal assunto, por ocasião da referida Exposição do Mundo Português foi construída uma nau representativa das que marearam em busca de outras terras e outros mares, nos séculos XVI e XVII.
O galeão da carreira da Índia foi idealizado no início de 1939 como relata este artigo do Século Ilustrado de 25 de Fevereiro de 1939.
Foi construído no Arsenal da Marinha e serviu para engalanar o Pavilhão do Mar nessa mesma Exposição.
Foi inaugurado em Setembro de 1940, como relata o artigo desse mês da mesma revista com a imagem de Salazar, o cardeal Cerejeira e Leitão de Barros, um dos autores da ideia.
Estas fotografias, os jacobinos maçónicos não apagam da memória.
Por uma razão suplementar: a nau Portugal chama-se Sagres tal como o actual navio-escola que ostenta nas suas velas a mesmíssima Cruz da Ordem de Cristo que tanto incomoda esta gentinha de pequenez histórica assegurada.
ADITAMENTO: o vereador Sã Fernandes defende-se assim, no Público de hoje de quem o acusa seja do que for. Aliás, está pronto a aprovar tudo o que venha...
domingo, fevereiro 07, 2021
A decadência do país tem imprimatur esquerdista
Artigo de Helena Matos no Observador, impressionista sobre a decadência do país em quatro décadas de socialismo e social-democracia sem meios para tal.
A comparação da competência do Estado em montar planos de acção concretos para tarefas precisas e determinadas é uma boa ideia.
Comparar o Portugal que vinha do Estado Novo, sob Salazar e Marcello Caetano, tem sido feito sempre para denegrir esse tempo de fassismo e colonialismo e exaltar as virtudes da democracia que o substituiu e tem sido sempre governado por gente à esquerda do espectro político, com ideias directamente inspiradas em soluções marxistas quando não de extrema-esquerda neo marxista.
O resultado de tais ideias está à vista e o "declínio" é notório para quem quiser ver.
Ao contrário do que escreveram luminárias do tipo Eduardo Lourenço ou o outro Eduardo, filho de um professor universitário do tempo de fassismo de apelido Prado Coelho, a identidade nacional não foi do género etéreo e romanesco, cimentada a mitos cujo contorno inventaram, baseando-se nos escritos de autores nacionais que romantizaram tais ideias, como Camões, Pessoa ou Pascoaes.
A identidade nacional passou certamente por fenómenos bem mais complexos e que a meu ver radicam todos na Educação, na Instrução que houve e deixou de haver em determinadas alturas dos nossos séculos.
Aqui há umas semanas, num programa de rádio na Antena 2 foi entrevistado um historiador que dizia ter Portugal ficado para trás na História a partir do momento em que se acabou com o ensino dos jesuítas, a partir do século XVII, com o grande desastre que foi o ensino oficial começado no tempo de Pombal que, tal como o socialismo, prometia mundos e fundos e só ofereceu misérias práticas.
Há um exemplo concreto que permite entender melhor este fenómeno e curiosamente tem a ver com o ensino religioso, mormente o de jesuítas.
Na edição de 27 de Janeiro de 2021 do jornal esquerdista JL, havia está página assim:
A ideia é simples e noutros países já a puseram em prática: o ensino do latim, no secundário ajuda a criar "competências" reais e não apenas as imaginárias na retórica educativa dos diversos matarruanos que temos na governança da Educação. Portugal gasta balúrdios no sistema educativo com resultados pouco prometedores, segundo estatísticas internacionais e rankings variados que incluem a imagem notória da decadência das nossas universidades.
No século XVI éramos os maiores do mundo no avanço científico do conhecimento dos mares e da navegação. Hoje somos uma sombra do que éramos ainda há 50 anos, no tempo do tal fassismo sempre vituperado pelo esquerdismo comunista e socialistas que só nos tem desgraçado.
Em França a ideia acima expressa também tem eco, assim, como mostra a edição especial da Le Point de Janeiro-Fevereiro deste ano:
Como é que se ensinava latim há um pouco mais de 50 anos? No Secundário ensinava-se no 6º e 7º anos e nos seminários, com livros de jesuítas, era assim, logo desde o 1º ano do ensino preparatório, a seguir à 4ª classe:
Uma Selecta de textos literário, compilados por Álvaro Ascensão e José Pinheiro, S.J. já dos anos quarenta do nosso "fassismo":
E uma Gramática, também de um eclesiástico, P. Manuel Francisco de Miranda, esta já dos anos sessenta, ainda do tempo do "fassismo":
Quanto ao número de horas que se dedicavam por semana a tal estudo, era extenso:
E quanto ao calendário diário das tarefas e ocupações dos alunos de tais instituições de ensino religioso também é elucidativo mostrar como era, para se ver como foi que se conseguiu educar muitos milhares de alunos que depois se tornaram adultos formados, professores e profissionais dos vários ofícios que depois faziam o que agora não se consegue fazer.
sábado, fevereiro 06, 2021
A expressão política da nossa miséria actual
Em pequenos apontamentos de jornais podemos fazer um retrato aproximado dos nossos problemas políticos de base.
Quem manda no poder político em Portugal, actualmente, de modo a poder determinar políticas sectoriais diversas e com influência concreta na vida comum dos cidadãos?
Vejamos esta pequena crónica no Público de hoje, de João Miguel Tavares que relata as circunstâncias de algumas figuras do principal partido que tem o poder político e que o exerce há muitos anos, precisamente deste modo crítico, com sinais evidentes de nepotismo, corrupção, compadrio e incompetência:
Quem tem sido um dos ideológos principais deste modo de fazer política e com influência determinante no partido de poder, do PS? Este que defende uma esquerda responsável pelas bancarrotas e pela desgraça económica e social que temos perante nós:
Como é que se pode analisar hoje em dia o que se passa em Portugal? No Sol de hoje aparece este retrato que me parece muito próximo do real, a cores e com muito boa resolução:
Hoje, no Expresso, Vítor Gaspar, o antigo ministro das Finanças do governo de Passos Coelho, agora "alto quadro no FMI", numa entrevista diz esta coisa interessante sobre a noção de "bom governo", citando uma pintura alegórica de Lorenzetti em que 21 cidadãos passam uma corda entre eles e tal corda une dois fios, por sua vez ligados a cada um dos pratos da balança da justiça.
Aplicando tal alegoria ao governo português e pensando naquele sinistro Vieira da Silva, mais o malhadinhas Santos Silva, acompanhado da melíflua Van Dunem e da pateta ministra que gere a crise sanitária mais o inenarrável Cabrita e outros como o da Educação, teremos que concluir que o governo que está tem nada a ver com a referida alegoria e é apenas uma trágica representação do que há de pior na política: o nepotismo, a corrupção, o compadrio e a incompetência associada. O que seria de esperar de alguém que aprendeu política exactamente segundo tais paradigmas e escolhe ministros segundo tais critérios?
A pintura alegórica é esta, tirada daqui:










































