sábado, 6 de fevereiro de 2021

A expressão política da nossa miséria actual

 Em pequenos apontamentos de jornais podemos fazer um retrato aproximado dos nossos problemas políticos de base.

Quem manda no poder político em Portugal, actualmente, de modo a poder determinar políticas sectoriais diversas e com influência concreta na vida comum dos cidadãos? 

Vejamos esta pequena crónica no Público de hoje, de João Miguel Tavares que relata as circunstâncias de algumas figuras do principal partido que tem o poder político e que o exerce há muitos anos, precisamente deste modo crítico, com sinais evidentes de nepotismo, corrupção, compadrio e incompetência: 


Quem tem sido um dos ideológos principais deste modo de fazer política e com influência determinante no partido de poder, do PS? Este que defende uma esquerda responsável pelas bancarrotas e pela desgraça económica e social que temos perante nós: 


Um dos sintomas mais relevantes da incompetência, improviso e desgraça que nos atinge, por causa deste governo de António Costa é denunciado por um dos seus, antigo ministro e reformador de leis penais. Rui Pereira, comentador residente da Cofina, de quem tenho louvado o papel relevante de perito em leis penais, no esclarecimento do público, mas ao mesmo tempo o oportunismo de relevar o que não lhe interessa, colaborando no sensacionalismo permanente do jornal, diz assim no jornal de hoje, sobre o desnorte do Governo. Apesar de ter muitos juristas, o governo não sabe legislar...e o exemplo concreto é dado pela ausência de normas claras que possam prever comportamentos relacionados com a presente crise sanitária. 


Neste contexto o esforço do MºPº e da PJ em investigar comportamentos criminais relativamente a desvios de doses de vacinas em favor de pessoas que não eram prioritárias, ab initio, torna-se, a meu ver uma ilusão, uma mistificação e no fim de contas um abuso de poder, ele mesmo, porque pretendem usar a lei penal para nela inserir comportamentos que lá ainda não têm lugar. Enfim, veremos o que os tribunais dirão sobre tal assunto e mais uma vez denota os maus caminhos que o MºPº actualmente percorre. 
Gostaria de saber como é que o MºPº irá integrar na investigação comportamentos deste tipo noticiados no Público de hoje e como irá equacionar o sentido de justiça relativamente aos demais:



O resultado destas políticas recentes e desta ideologia expressa pelo PS actual é este, relatado numa pequena crónica do CM de hoje: uma democracia cada vez mais limitada em Portugal, o que já se nota lá fora.

Como é que se pode analisar hoje em dia o que se passa em Portugal? No Sol de hoje aparece este retrato que me parece muito próximo do real, a cores e com muito boa resolução: 


 Hoje, no Expresso, Vítor Gaspar, o antigo ministro das Finanças do governo de Passos Coelho, agora "alto quadro no FMI", numa entrevista diz esta coisa interessante sobre  a noção de "bom governo", citando uma pintura alegórica de Lorenzetti em que 21 cidadãos passam uma corda entre eles e tal corda une dois fios, por sua vez ligados a cada um dos pratos da balança da justiça. 

Aplicando tal alegoria ao governo português e pensando naquele sinistro Vieira da Silva, mais o malhadinhas Santos Silva, acompanhado da melíflua Van Dunem e da pateta ministra que gere a crise sanitária mais o inenarrável Cabrita e outros como o da Educação, teremos que concluir que o governo que está tem nada a ver com a referida alegoria e é apenas uma trágica representação do que há de pior na política: o nepotismo, a corrupção, o compadrio e a incompetência associada. O que seria de esperar de alguém que aprendeu política exactamente segundo tais paradigmas e escolhe ministros segundo tais critérios? 


 A pintura alegórica é esta, tirada daqui





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