sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

O Diabo era o jornal fassista e reaccionário...

 O Diabo fez 45 anos no passado dia 10 de Fevereiro. A edição de hoje comemora tal efeméride com artigos que servem para mostrar como Portugal ainda não é um país democrático em que a direita possa ter uma expressão tão livre quanto a esquerda o tem, pelo menos desde essa altura.

Sabe-se porque se demonstra facilmente e é assumido pelos próprios que os jornais do tempo do fassismo eram em boa parte controlados editorial e redactorialmente por pessoas de esquerda e algumas até comunistas do PCP e da esquerda da doença infantil do comunismo. 

Havia Censura que procurava limitar a propaganda de esquerda e os ataques insidiosos ao regime de então, com vista a derrubar o mesmo, substituindo-o por outro cuja noção de Liberdade era a dos então países do Leste europeu. Os mesmos que contestavam o regime queriam substituí-lo por uma ditadura do proletariado à maneira soviética ou por uma "democracia avançada" em que os partidos de direita nunca teriam lugar.

É essa noção que preside à tentativa actual de liquidação do Chega por via constitucional requerida pela lunática Ana Gomes, antiga militante do MRPP e cujas credenciais ideológicas não se alteraram muito, com o tempo. A única "direita" que aceitam é a que inventam para simularem uma democracia plena...e a que desapareceu por obra e graça dessa nova censura e repressão ideológica e que continua desaparecida em combate. É essa direita que essa esquerda totalitária quer impedir de ressurgir porque é a única direita que lembra o passado de horror de tal esquerda que vive dos mitos antigos e está sempre à espera de amanhãs que venham a cantar, hibernando para tal e se preciso for.  

O Diabo quando apareceu em 1976 tinha concorrência na direita, com o jornal A Rua, saído também na mesma altura e outros "pasquins reaccionários" como eram apelidados por esses democratas de circunstância. 

Na época e a seguir Portugal adquiriu uma "matrix" mediática e continuamos ainda hoje com o mesmo programa mediático, até mais alargado. 

O jornal A Rua extinguiu-se em 1981 como relatava no Expresso, um dos jornais mais importantes da "matrix" , um jornalista que não queria ser de direita porque fora educado desse modo. Ainda hoje é assim e é presidente da República. Et pour cause...


 A história de O Diabo já se contou por aqui mas a edição de hoje é mais abrangente: 




Confesso que não compro todos os números do jornal porque não me parece suficientemente bem feito e só comecei a comprar há uns anos atrás principalmente por causa de certos artigos e entrevistas que não via em mais lado nenhum. Nos anos noventa o jornal trouxe alguns artigos sobre os meandros judiciários e entrevistas a juristas ( Figueiredo Dias, por exemplo, várias vezes) que me interessavam.

A par disso nunca deixei de ler as crónicas do professor Martinez, um fassista dos antigos e seguramente um bom fassista, ainda por cima de entendimento monárquico que nunca se deixou iludir pelas luzes democráticas.

Na edição de hoje o artigo é de antologia e fez-me dar uma boa gargalhada numa passagem que se pode ler...


Outro articulista quase do começo e que deixou de escrever uma década depois, foi Jaime Nogueira Pinto que ultimamente é aceite nos fora habituais da esquerda mas não há muito tempo fora repudiado por ser...fassista. O artigo de hoje recorda tal época dos anos setenta e oitenta, com a sua escrita "ao contrário".


Ainda como exemplo de escritos que não aparecem noutros lugares, eventualmente ocupados por antigos militantes da causa exposta, temos hoje este artigo sobre a China de Mao e o que o MRPP de cá, com luminárias tão famigeradas como o historiador que só vê do olho esquerdo, Fernando Rosas e mais uns outros que ficam muito mal neste retrato:


Por estas e por outras o Diabo bem merece um mínimo de atenção.

Sem comentários:

Os escombros do apocalipse