quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Marcelino da Mata, herói por conta própria e de Portugal

 O funeral oficialmente envergonhado e sem honras militares de Marcelino da Mata deveria envergonhar todo o povo português que não se revê no discurso do antifassismo e anticolonialismo, apanágio de toda uma esquerda comunista e não só que domina esmagadoramente o panorama mediático, em Portugal.

Num jornal de parede digital- Notícias Viriato- dá-se conta de um video que mostra o que foi tal funeral e a pequena multidão que lá foi, testemunhada pelo comandante supremo das Forças Armadas, o envergonhado Marcelo Rebelo de Sousa cujo serviço militar teria muito que dizer ao país, mas não diz, precisamente por isso, porque será coisa para ter vergonha. 

Conforme refere o autor do video, António Abreu, praticamente não houve jornalistas presentes no local e nenhuma televisão. As fotos do DN abaixo mostradas noutro postal são da autoria de José Luís Alves da Global Imagens. "É assim que está o país..."


A importância de Marcelino da Mata é demasiado grande para se deixar por conta da esquerda a Censura que os seus próceres praticaram nos media, apenas interrompida para debitarem e bolsarem os comentários habituais, do género dos produzidos pelos Loffs e Rosas que se julgam detentores da verdade história que deve mostrada ao povo português. 

Por isso vale a pena mostrar algumas passagens de um pequeno livro publicado há uns tempos- Guerra, Paz e Fuzilamentos dos Guerrilheiros, Guiné 1970-1980, da autoria de Manuel Amaro Bernardo. 










Como se pode ler, o papel de alguns "heróis" do 25 de Abril, como Salgueiro Maia, durante as operações militares, poderá ter deixado muito a desejar...e a promoção de torturadores a escalões hierárquicos superiores ao que Marcelino da Mata teve direito, também. 

Por outro lado, para se poder aquilatar melhor a ignomínia que os Loffs e Rosas andam por aí a debitar, basta ouvir alguns minutos da entrevista de João Miguel Tavares a Rui Ramos, no Observador, acerca do papel dos soldados guineenses e não só, integrados nas Forças Armadas portuguesas no tempo da guerra no Ultramar. Em determinada altura eram em número superior ao contingente que ia da "metrópole" e eram eles quem ajudava no esforço de guerra para derrotar o comunismo nesses países africanos. 

Por outro lado ainda quem ajudou esse mesmo comunismo a singrar, concedendo a independência dos territórios ultramarinos exclusivamente aos que representavam os movimentos de libertação de pendor marxista, foram os políticos e militares da altura, com destaque para Mário Soares, Almeida Santos e Rosa Coutinho. Tudo fizeram para isso e nada fizeram para tal evitar, apesar de acordos como o de Alvor. 

Cometeram os mesmos erros que os franceses, alguns anos antes, na Argélia, onde existia uma grande parte da população de credo muçulmano que apoiava a França, combatendo nas suas Forças Armadas contra o bando de terroristas da FLN que tomou conta do país e massacrou depois tais pessoas aos milhares, como sendo traidores...não tendo da França acolhido tais pessoas que se sentiam francesas e que também lutavam contra o totalitarismo comunista. 

Tal como Rui Ramos refere, o que se passou nos nossos antigos territórios ultramarinos não foi apenas a estafada "guerra colonial" mas sim uma verdadeira guerra civil entre quem defendia sociedades livres e quem apoiava ditaduras do "proletariado" e afins.

Fizeram-no em nome do comunismo internacional e subjugados aos interesses estratégicos da então URSS, como era o caso dos movimentos de libertação que tomaram o poder nessas antigas províncias ultramarinas e engendraram depois uma autêntica guerra civil declarada e para eliminar os que tal não aceitavam, como era o caso de Marcelino da Mata. Este aliás só escapou a tais massacres porque se encontrava ocasionalmente em Portugal. 

Que designação cabe àqueles  indivíduos, incluindo os Loffs e Rosas de agora,  neste panorama histórico, comparados com Marcelino da Mata? 

São patriotas? 

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