CM e Público de hoje:
Evidentemente, com notícias destas começo a desconfiar que este blog também será monitorizado pelo Servidor S... isso porque quem cita Salazar fora dos lugares comuns arrisca-se a ficha virtual. Pois que lhe faça bom proveito e se algum dia se descobrir crime contem comigo. Podem contar, isso garanto.
E como homenagem aos servidores do Servidor S. aqui deixo um desenho ilustrativo, num moliceiro de Aveiro, tal como publicado no Sol de hoje:
sábado, novembro 09, 2019
O caso Noronha Nascimento: politicar
Artiguelho de Noronha Nascimento, antigo pSTJ no CM de hoje:
Resumo do artigo: o sistema judicial brasileiro condenou em pena de prisão um inocente, Lula da Silva por um motivo torpe, ainda por cima. Não por erro judiciário mas por manipulação política. Só falta dizer que o juiz Moro foi o autor do crime...
O juiz Noronha sabe do que fala, quando fala em "aspecto notório de uma manipulação dos tribunais para obter dividendos políticos", ou não fosse ele mesmo, enquanto juiz privativo do antigo primeiro-ministro José Sócrates o autor de despachos que liquidaram in ovo a investigação criminal a que o mesmo deveria ter sido submetido pelo crime de atentado ao Estado de Direito. Já fez dez anos mas Noronha nada aprendeu mas já esqueceu tudo.
Até já defendeu regimes de excepção, a operar no Supremo para resolver as questões de igualdade de todos os cidadãos perante a lei...tal como agora aconteceu no Brasil.
Vamos por isso lembrar ao indivíduo como foi para se contar como é. Essencialmente o assunto desenrolou-se de modo muito pouco transparente porque o pSTJ trancou tudo e o antigo PGR cortou a x-acto o que faltava. Não satisfeitos andaram depois disso a falar no assunto, como se fossem as autoridades que tudo viram e fazem fé em juízo, pobres coitados.
Sol, 18.11.2011:
Enfim, algum tempo depois o pSTJ Noronha descobriu a careca, assim ( CM 4.10.2013), emparelhando com o antigo PGR numa homenagem a que se associou o tal Lula que agora é defendido por este Noronha, sem vergonha e que aparece a politicar, em modo de apoio presencial a um corrupto notório que segundo o MºPº nem o livro escreveu. Ainda vai aparecer como testemunha de defesa, do bom nome do arguido ...e afinal tem o filho no SIS que entrou no tempo daquele. Por concurso, claro está e honi soit.
Com anteros luíses, belos morgados, ruis patrícios e afins estão todos nas suas sete quintas. Ou mais se os ivos se juntarem à pandilha dos saragoças das matas.
Finalmente, nas manifestações mediáticas de Noronha aparece sempre uma qualquer novidade inusitada, de cariz pedante. Uma vez na tv embrulhou-se numa citação de Kant sobre o imperativo categórico. Hoje a citação é de Gil Vicente e da peça Barca do Inferno, sobre o falso testemunho.
O patético Noronha deste artiguelho nem se deu conta das figuras que na peça vicentina são reservadas para aquelas que o próprio encarna, ou seja dos magistrados, ele que o foi do STJ, nos preparos em que andou e toda a gente percebeu pelas explicações que deu.
Para poupar tempo, copio apenas isto daqui:
Os dois personagens que se seguem – o Corregedor e o Procurador – chegam carregados de livros e de processos. São corruptos e falam numa linguagem empolada, cheia de citações em latim, nas quais quase sempre incorrem em erros. Achincalhados pelo Parvo, são logo mandados para a Barca do Inferno, cada vez mais cheia.
Entretanto: "não dêem munição ao canalha!" Leia-se sobre a corrupção de Lula: que aliás não foi absolvido e comporta-se como se o tivesse sido. Tal como um certo Pedroso há uns anos. É típico:
Obviamente há canalhas que não leram este livro já desaparecido das bancas das bertrands e outras fnacs.
As mesmas que importavam a Veja e agora não se vê em lado nenhum. Não se vende a Veja em Portugal, vejam só! Porquê? Perguntem a quem não quer que se venda...
Resumo do artigo: o sistema judicial brasileiro condenou em pena de prisão um inocente, Lula da Silva por um motivo torpe, ainda por cima. Não por erro judiciário mas por manipulação política. Só falta dizer que o juiz Moro foi o autor do crime...
O juiz Noronha sabe do que fala, quando fala em "aspecto notório de uma manipulação dos tribunais para obter dividendos políticos", ou não fosse ele mesmo, enquanto juiz privativo do antigo primeiro-ministro José Sócrates o autor de despachos que liquidaram in ovo a investigação criminal a que o mesmo deveria ter sido submetido pelo crime de atentado ao Estado de Direito. Já fez dez anos mas Noronha nada aprendeu mas já esqueceu tudo.
Até já defendeu regimes de excepção, a operar no Supremo para resolver as questões de igualdade de todos os cidadãos perante a lei...tal como agora aconteceu no Brasil.
Vamos por isso lembrar ao indivíduo como foi para se contar como é. Essencialmente o assunto desenrolou-se de modo muito pouco transparente porque o pSTJ trancou tudo e o antigo PGR cortou a x-acto o que faltava. Não satisfeitos andaram depois disso a falar no assunto, como se fossem as autoridades que tudo viram e fazem fé em juízo, pobres coitados.
Sol, 18.11.2011:
Enfim, algum tempo depois o pSTJ Noronha descobriu a careca, assim ( CM 4.10.2013), emparelhando com o antigo PGR numa homenagem a que se associou o tal Lula que agora é defendido por este Noronha, sem vergonha e que aparece a politicar, em modo de apoio presencial a um corrupto notório que segundo o MºPº nem o livro escreveu. Ainda vai aparecer como testemunha de defesa, do bom nome do arguido ...e afinal tem o filho no SIS que entrou no tempo daquele. Por concurso, claro está e honi soit.
Com anteros luíses, belos morgados, ruis patrícios e afins estão todos nas suas sete quintas. Ou mais se os ivos se juntarem à pandilha dos saragoças das matas.
Finalmente, nas manifestações mediáticas de Noronha aparece sempre uma qualquer novidade inusitada, de cariz pedante. Uma vez na tv embrulhou-se numa citação de Kant sobre o imperativo categórico. Hoje a citação é de Gil Vicente e da peça Barca do Inferno, sobre o falso testemunho.
O patético Noronha deste artiguelho nem se deu conta das figuras que na peça vicentina são reservadas para aquelas que o próprio encarna, ou seja dos magistrados, ele que o foi do STJ, nos preparos em que andou e toda a gente percebeu pelas explicações que deu.
Para poupar tempo, copio apenas isto daqui:
Os dois personagens que se seguem – o Corregedor e o Procurador – chegam carregados de livros e de processos. São corruptos e falam numa linguagem empolada, cheia de citações em latim, nas quais quase sempre incorrem em erros. Achincalhados pelo Parvo, são logo mandados para a Barca do Inferno, cada vez mais cheia.
Entretanto: "não dêem munição ao canalha!" Leia-se sobre a corrupção de Lula: que aliás não foi absolvido e comporta-se como se o tivesse sido. Tal como um certo Pedroso há uns anos. É típico:
Obviamente há canalhas que não leram este livro já desaparecido das bancas das bertrands e outras fnacs.
As mesmas que importavam a Veja e agora não se vê em lado nenhum. Não se vende a Veja em Portugal, vejam só! Porquê? Perguntem a quem não quer que se venda...
sexta-feira, novembro 08, 2019
O PCP, um partido contra a liberdade democrática
Observador:
Por cá ainda havia publicidade aos Fiat 132. Por lá nem pó. Era mesmo só Trabants, de terceira porque nem havia de primeira...E era isso que o PCP queria por cá: acabar com as publicidades aos produtos burgueses e eliminar o capitalismo inerente. Ainda hoje quer.
“A passagem dos 30 anos após a denominada “queda do muro de Berlim” tem servido de pretexto para mais uma onda de revisionismo histórico, em que a descontextualização e falsificação dos acontecimentos serve de mote para uma nova e sofisticada campanha anticomunista, em que o capitalismo celebra não só a anexação da República Democrática Alemã (RDA) pela RFA (Republica Federal Alemã), mas igualmente as derrotas do socialismo na União Soviética e noutros países do leste da Europa”, lê-se no texto enviado à Lusa.
O PCP lamenta que se foque o evento “como se de uma vitória dos ideais da liberdade e de paz se tratasse”. Para os responsáveis comunistas portugueses, “é uma evidência que, com o fim da RDA e do campo dos países socialistas na Europa, a globalização capitalista que lhe sucedeu tornou o mundo mais oprimido, mais injusto, mais inseguro, demonstrando que o socialismo faz falta ao mundo”.
O PCP lamenta que se foque o evento “como se de uma vitória dos ideais da liberdade e de paz se tratasse”. Para os responsáveis comunistas portugueses, “é uma evidência que, com o fim da RDA e do campo dos países socialistas na Europa, a globalização capitalista que lhe sucedeu tornou o mundo mais oprimido, mais injusto, mais inseguro, demonstrando que o socialismo faz falta ao mundo”.
Que não haja qualquer dúvida: o PCP continua igual a si próprio como partido. Há trinta anos um movimento imparável do povo dos países de Leste derrubou o comunismo, literalmente. Derrubou muros, depôs dirigentes, alterou o mapa político da Europa e tudo sem violência de maior.
No final do ano de 1989 tal revolução foi celebrada em todo o mundo democrático segundo os valores ocidentais.
Tais valores não eram e continuam a não ser os do PCP e apesar de o partido fazer parte do nosso sistema democrático é profundamente anti-democrático, sem remissão e reaccionário, segundo os seus próprios termos. Um partido de extrema-esquerda, finalmente. Um partido que comunga uma ideologia semelhante ao totalitarismo nazi, conforme foi proclamado há semanas na União Europeia.
Pois nem assim! O PCP é um partido a quem se deveriam aplicar as regras que o mesmo estabeleceu na Constituição: proibição de ideologias fascistas, porque é afinal um partido émulo desse fascismo verdadeiro, o do totalitarismo da repressão aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
No final do ano de 1989 a revista italiana Panorama, de esquersa social-democrata punha em evidência os sinais de tal Revolução:
Sem esquecer os sinais evidentes de corrupção nos regimes de Leste de que era exemplo a RDA: carros suecos de alta gama para os dirigentes do partido do povo e Trabants de terceira para esse mesmo povo.
Cerca de 15 anos antes destes acontecimentos, o PCP promovia em Portugal um processo revolucionário apoiado mediatica e entusiasticamente pelos órgãos de informação quase todos subjugados a tal orientação ideológica. Os jornalistas de então fazem parte da geração que educou os actuais jornalistas, através das escolas, verdadeiras madrassas que entretanto se foram formando. Até uma tal Judite de Sousa que terá sido do PCP ou os parentes dela, é professora de jornalismo (!). Pasme-se com o sinal de exclamação!
Pois era isto que nos impingiam tais sumidades jornalísticas que agora comemoram no Público e noutros jornais os 30 anos da queda do Muro de Berlim:
Século Ilustrado de 13.7.1974 ( o PREC começou cedo, na imprensa afecta ao PCP e extrema-esquerda, quase toda aliás). Estes jornalistas do comunismo e esquerdismo em geral não sabiam o que se passava nos países de Leste, coitados. Alguns continuam sem saber o que se passou, como se mostra na reacção do PCP:
Por cá ainda havia publicidade aos Fiat 132. Por lá nem pó. Era mesmo só Trabants, de terceira porque nem havia de primeira...E era isso que o PCP queria por cá: acabar com as publicidades aos produtos burgueses e eliminar o capitalismo inerente. Ainda hoje quer.
Flama, 20.6.1975:
Flama 25 de Julho de 1975:
Flama 5 de Julho de 1975:
É natural que esta imagem do jornal francês Libération ( de esquerda mais ou menos trotskista) , do fim de semana de que agora se comemora o aniversário dos 30 anos, faça confusão ao PCP: é uma imagem de um povo que ansiava por uma liberdade que o PCP nos queria garantir que não tivéssemos.
Ainda hoje quer e ninguém lhes atira tal facto à cara ideológica e os manda calar de vez.
Os servidores do sistema oculto na sociedade portuguesa
O antigo agente do SIS Carvalhão Gil, condenado em pena de sete anos de prisão, disse na entrevista à Sábado cuja segunda parte foi ontem publicada, além do mais, o seguinte:
Durante o julgamento que decorreu com exclusão de publicidade, alegadamente por haver suposto ssegredos de Estado a proteger, a uma das testemunhas de acusação, Gil Vicente, director-adjunto do SIS foi perguntado pelo advogado de defesa do arguido "quais os dados que existiam sobre ele no Servidor S. "o sistema informático paralelo que Carvalhão diz existir no SIS.
O dito Vicente não falou de "servidores" no SIS mas assegurou que não tinha conhecimento de qualquer elemento sobre aquele advogado "em qualquer base do Serviço".
Ou seja, respondeu de molde a suscitar imediatamente uma questão que na altura nem lhe foi colocada. Não foi perguntado mais nada nem pelo juiz, nem pelo Ministério Público, o seguinte: Ó sr. fulano de tal...e poderia haver qualquer elemento em qualquer base do Serviço, sobre aquele advogado? A que propósito? Isso permite suspeitar que afinal a história do Servidor S. pode mesmo ser uma realidade criminosa em curso no SIS.
Portanto. que sentido faz uma resposta dessas num julgamento daqueles?! Ninguém se incomodou, como ainda ninguém se incomodou e que seja publicamente conhecido tal incómodo a propósito da existência do Servidor S, ainda activo, com esse ou outro nome, no SIS.
A democracia em Portugal, aliás, funciona nestes parâmetros mediáticos, como escreve Eduardo Dâmaso na mesma Sábado:
Durante o julgamento que decorreu com exclusão de publicidade, alegadamente por haver suposto ssegredos de Estado a proteger, a uma das testemunhas de acusação, Gil Vicente, director-adjunto do SIS foi perguntado pelo advogado de defesa do arguido "quais os dados que existiam sobre ele no Servidor S. "o sistema informático paralelo que Carvalhão diz existir no SIS.
O dito Vicente não falou de "servidores" no SIS mas assegurou que não tinha conhecimento de qualquer elemento sobre aquele advogado "em qualquer base do Serviço".
Ou seja, respondeu de molde a suscitar imediatamente uma questão que na altura nem lhe foi colocada. Não foi perguntado mais nada nem pelo juiz, nem pelo Ministério Público, o seguinte: Ó sr. fulano de tal...e poderia haver qualquer elemento em qualquer base do Serviço, sobre aquele advogado? A que propósito? Isso permite suspeitar que afinal a história do Servidor S. pode mesmo ser uma realidade criminosa em curso no SIS.
Portanto. que sentido faz uma resposta dessas num julgamento daqueles?! Ninguém se incomodou, como ainda ninguém se incomodou e que seja publicamente conhecido tal incómodo a propósito da existência do Servidor S, ainda activo, com esse ou outro nome, no SIS.
A democracia em Portugal, aliás, funciona nestes parâmetros mediáticos, como escreve Eduardo Dâmaso na mesma Sábado:
quarta-feira, novembro 06, 2019
O CM, depenadinho no caso Marquês...
O CM de hoje relata assim o que se passou ontem, no TCIC, com o caso Marquês, em instrução:
Pelos vistos a informação do CM provinha de "dentro" e até chegou a haver informação em directo, o que parece ter causado escândalo nos magistrados em funções, obrigando a medidas drásticas de legalidade duvidosa.
Enfim, diz o CM depenadinho de informação neste caso, que o juiz "mandou" extrair certidão para averiguação do crime se eventualmente tiver existido advertência prévia relativamente a certos factos relacionados com segredo de justiça.
O CM nem isso sabe...como não sabe e podia e devia saber e muito mais informar, sobre o que motivou a situação de segredo numa fase em que o dito não deveria existir. Porém, o jornalismo "Pente Fino" aí não chega, a tais lêndias indetectáveis para tal intelecto informativo.
O Público também não, mas pelo menos alvitra o palpite que não deve ter existido advertência contra a desobediência...
Enfim, este caso que devia ser simples torna-se complexo porque não há quem informe. Ninguém consegue explicar a razão pela qual uma instrução não é pública como podia e deveria ser. E ninguém mostra que este juiz vai nu. Com o MºPº a tentar cobrir-lhe as pudendas. Desgraçadamente.
Quanto ao bastonário da Ordem também não se fez de rogado e lá foi com o paninho esconder as vergonhas do que se passa. Que porca miseria.
Pelos vistos a informação do CM provinha de "dentro" e até chegou a haver informação em directo, o que parece ter causado escândalo nos magistrados em funções, obrigando a medidas drásticas de legalidade duvidosa.
Enfim, diz o CM depenadinho de informação neste caso, que o juiz "mandou" extrair certidão para averiguação do crime se eventualmente tiver existido advertência prévia relativamente a certos factos relacionados com segredo de justiça.
O CM nem isso sabe...como não sabe e podia e devia saber e muito mais informar, sobre o que motivou a situação de segredo numa fase em que o dito não deveria existir. Porém, o jornalismo "Pente Fino" aí não chega, a tais lêndias indetectáveis para tal intelecto informativo.
O Público também não, mas pelo menos alvitra o palpite que não deve ter existido advertência contra a desobediência...
Enfim, este caso que devia ser simples torna-se complexo porque não há quem informe. Ninguém consegue explicar a razão pela qual uma instrução não é pública como podia e deveria ser. E ninguém mostra que este juiz vai nu. Com o MºPº a tentar cobrir-lhe as pudendas. Desgraçadamente.
Quanto ao bastonário da Ordem também não se fez de rogado e lá foi com o paninho esconder as vergonhas do que se passa. Que porca miseria.
Há juízes e juízes e há nomeações infelizes
Artigo no Público de hoje de Manuel Soares, sobre as nomeações de juízes para cargos governativos:
O artigo é muito suave e demasiado principesco, de princípios, para com os visados no mesmo.
O juiz Antero Luís e o juiz Mário Belo Morgado não são juízes ordinários, ou seja, comuns à classe. São juízes que fizeram o curso do CEJ como muitos outros, como Manuel Soares e em dado momento da suas carreiras, nem sequer a meio, foram escolhidos para cargos de governo, para ajudar governantes, no Executivo ou nos serviços de informações. De entidades independentes passaram a depender de superiores de uma hierarquia cujos valores não são a isenção e imparcialidade. Perderam a alma de juízes se assim se pode dizer. E nunca mais essa alma poderia ser recuperada, no caso de ambos e de outros que passaram por funções idênticas, por uma razão singela e prosaica:
Tendo sido escolhidos por motivos políticos, fizeram jus à causa e nunca deixaram de ser leais a determinadas funções que lhes foram confiadas. Primeiro à causa da justiça, no início da carreira e depois à da política. Quando terminaram tal função, depois de alguns anos de experiência de lealdade diversa, retomaram a antiga lealdade?
Há demasiados compromissos que os comprometem. Carros com motorista permanente, aviões de serviço, criados para recados, funcionários ao dispor de chamadas telefónicas, cartões de crédito que são do governo de todos nós, prebendas com almoços e convívios em sistemas de contactos, conluios com poderosos executivos do governo e não só. Para não falar de obediências estúpidas a beija-cus de vário tipo. Tudo isso leva a perder a alma de juiz, se ela existir.
Os factos que falem por si. E tais factos assentam numa pergunta: porque foram agora escolhidos novamente pelo poder político, para retomarem a antiga lealdade afinal suspensa? Ou não ficou suspensa?
Esta dúvida insanável e que no caso do juiz Antero Luís levanta as mais sérias suspeitas, objectivas aliás, permite que se defenda uma solução mais radical do que Manuel Soares o faz em relação a este problema:
Estes juízes que sentem vocação para a política, ligados obviamente a partidos políticos e aos seus mandantes, nunca deveriam voltar ao lugar da antiga lealdade. Voltam a servir quem serviram. Têm vocação de servos de uma lealdade espúria ao poder judicial. Não se desligaram dessa lealdade e portanto é legítimo questionar se chegaram a retomar a antiga, apesar do juramento.
É por isso que no Brasil a lei, paradoxalmente, é menos jacobina: impede tal regresso por motivos que se tornam óbvios e só uma ficção, essa sim jacobina, admite como legítima e aceitável.
No caso de Antero Luís, colaborou com governos durante anos a fio, nos serviços de informações. Serviu tal poder. Se for verdade o que o espião Carvalhão Gil denunciou à Sábado no outro dia a propósito da existência de práticas como as que Edward S, denunciou na Segunda Feira na Web Summit, o escândalo é gigantesco e envolve tal indivíduo que agora está outra vez no Governo. Incrível! E ninguém fala disto que pode muito bem constituir um crime grave e ainda não prescrito.
O que Mário Belo Morgado fez enquanto vice-presidente do CSM, com as declarações públicas que prestou e das quais nunca prestou contas perante o mesmo CSM, ao contrário de um ou outro colega a quem denunciou exactamente por fazer declarações públicas de que não gostou ( Carlos Alexandre) é escandaloso e deveria impedi-lo de ser juiz, por carecer do mínimo senso de isenção e imparcialidade.
Evidentemente que não vai ser o caso e ainda o iremos ver a concorrer para lugares de confiança política no seio do poder judicial. Vai uma aposta?
Como esta gente percebe esta linguagem aqui vai, de empréstimo ao comentador ali há gato:
"Uma vez puta, puta para sempre"!
O artigo é muito suave e demasiado principesco, de princípios, para com os visados no mesmo.
O juiz Antero Luís e o juiz Mário Belo Morgado não são juízes ordinários, ou seja, comuns à classe. São juízes que fizeram o curso do CEJ como muitos outros, como Manuel Soares e em dado momento da suas carreiras, nem sequer a meio, foram escolhidos para cargos de governo, para ajudar governantes, no Executivo ou nos serviços de informações. De entidades independentes passaram a depender de superiores de uma hierarquia cujos valores não são a isenção e imparcialidade. Perderam a alma de juízes se assim se pode dizer. E nunca mais essa alma poderia ser recuperada, no caso de ambos e de outros que passaram por funções idênticas, por uma razão singela e prosaica:
Tendo sido escolhidos por motivos políticos, fizeram jus à causa e nunca deixaram de ser leais a determinadas funções que lhes foram confiadas. Primeiro à causa da justiça, no início da carreira e depois à da política. Quando terminaram tal função, depois de alguns anos de experiência de lealdade diversa, retomaram a antiga lealdade?
Há demasiados compromissos que os comprometem. Carros com motorista permanente, aviões de serviço, criados para recados, funcionários ao dispor de chamadas telefónicas, cartões de crédito que são do governo de todos nós, prebendas com almoços e convívios em sistemas de contactos, conluios com poderosos executivos do governo e não só. Para não falar de obediências estúpidas a beija-cus de vário tipo. Tudo isso leva a perder a alma de juiz, se ela existir.
Os factos que falem por si. E tais factos assentam numa pergunta: porque foram agora escolhidos novamente pelo poder político, para retomarem a antiga lealdade afinal suspensa? Ou não ficou suspensa?
Esta dúvida insanável e que no caso do juiz Antero Luís levanta as mais sérias suspeitas, objectivas aliás, permite que se defenda uma solução mais radical do que Manuel Soares o faz em relação a este problema:
Estes juízes que sentem vocação para a política, ligados obviamente a partidos políticos e aos seus mandantes, nunca deveriam voltar ao lugar da antiga lealdade. Voltam a servir quem serviram. Têm vocação de servos de uma lealdade espúria ao poder judicial. Não se desligaram dessa lealdade e portanto é legítimo questionar se chegaram a retomar a antiga, apesar do juramento.
É por isso que no Brasil a lei, paradoxalmente, é menos jacobina: impede tal regresso por motivos que se tornam óbvios e só uma ficção, essa sim jacobina, admite como legítima e aceitável.
No caso de Antero Luís, colaborou com governos durante anos a fio, nos serviços de informações. Serviu tal poder. Se for verdade o que o espião Carvalhão Gil denunciou à Sábado no outro dia a propósito da existência de práticas como as que Edward S, denunciou na Segunda Feira na Web Summit, o escândalo é gigantesco e envolve tal indivíduo que agora está outra vez no Governo. Incrível! E ninguém fala disto que pode muito bem constituir um crime grave e ainda não prescrito.
O que Mário Belo Morgado fez enquanto vice-presidente do CSM, com as declarações públicas que prestou e das quais nunca prestou contas perante o mesmo CSM, ao contrário de um ou outro colega a quem denunciou exactamente por fazer declarações públicas de que não gostou ( Carlos Alexandre) é escandaloso e deveria impedi-lo de ser juiz, por carecer do mínimo senso de isenção e imparcialidade.
Evidentemente que não vai ser o caso e ainda o iremos ver a concorrer para lugares de confiança política no seio do poder judicial. Vai uma aposta?
Como esta gente percebe esta linguagem aqui vai, de empréstimo ao comentador ali há gato:
"Uma vez puta, puta para sempre"!
terça-feira, novembro 05, 2019
Álvaro Cunhal, o bom estalinista
O Observador, achou por bem dar relevo a reedição (!) de uma biografia de Álvaro Cunhal ( no Observador já não escondem que são da direita que a esquerda gosta) ...
Um tal Adelino Cunha escreveu uma biografia de Álvaro Cunhal, alegadamente para revelar o seu lado "íntimo". O livro parece-me que valerá pouco uma vez que toma partido. Assim:
O Álvaro Cunhal sabia que era uma pessoa carismática, sabia que provocava esse efeito nas pessoas e cultivou, ainda que a contragosto – porque ele achava que o herói era coletivo, era o povo...
Mas ele achava mesmo isso? Porque era estalinista, não é?
Eu tenho dificuldade em responder a essa pergunta de forma que não seja um bocadinho agressiva...
No livro, percebe-se uma certa ambiguidade em relação a isso.
Um tal Adelino Cunha escreveu uma biografia de Álvaro Cunhal, alegadamente para revelar o seu lado "íntimo". O livro parece-me que valerá pouco uma vez que toma partido. Assim:
O Álvaro Cunhal sabia que era uma pessoa carismática, sabia que provocava esse efeito nas pessoas e cultivou, ainda que a contragosto – porque ele achava que o herói era coletivo, era o povo...
Mas ele achava mesmo isso? Porque era estalinista, não é?
Eu tenho dificuldade em responder a essa pergunta de forma que não seja um bocadinho agressiva...
No livro, percebe-se uma certa ambiguidade em relação a isso.
Bem, se estalinista é um adjetivo, ou seja, se significa que a pessoa soube, concordou e colaborou com o assassinato em massa que foi o estalinismo, um período facínora na história do comunismo internacional, então é intolerável que se diga que o Álvaro Cunhal era estalinista. Seria como dizer que ele sabia e concordou com aqueles massacres. Não era estalinista nesse sentido.
Então, era no sentido de quê? Da pessoa, da personalidade do Estaline?
Eu acho que não tinha a ver com o Estaline. Tinha a ver com a situação do PCP ser um partido ultra-periférico, pouco relevante do ponto de vista internacional e dependente financeiramente das operações internacionais. Acho que o PCP foi fiel politicamente a Estaline, como foi a Khrushchov e depois a Brejnev, por uma questão de sobrevivência.
Mas quando Khrushchov denuncia Estaline no chamado Congresso Secreto, em 1956, que provocou uma confusão geral nos comunistas do mundo inteiro, o Cunhal mesmo assim defendeu a imagem do estalinismo. Quer dizer, o PCP, dirigido por Cunhal, recusou-se a aceitar a versão do Khrushchov.
Há aí um detalhe histórico. É que o Cunhal estava preso em Peniche. Quando se começa a fazer esse revisionismo todo, ele está confinado. Ele mais tarde até se vem queixar que o PCP tentou apagá-lo da História por ter feito também esse esforço de se desfazer do culto da personalidade.
Então, era no sentido de quê? Da pessoa, da personalidade do Estaline?
Eu acho que não tinha a ver com o Estaline. Tinha a ver com a situação do PCP ser um partido ultra-periférico, pouco relevante do ponto de vista internacional e dependente financeiramente das operações internacionais. Acho que o PCP foi fiel politicamente a Estaline, como foi a Khrushchov e depois a Brejnev, por uma questão de sobrevivência.
Mas quando Khrushchov denuncia Estaline no chamado Congresso Secreto, em 1956, que provocou uma confusão geral nos comunistas do mundo inteiro, o Cunhal mesmo assim defendeu a imagem do estalinismo. Quer dizer, o PCP, dirigido por Cunhal, recusou-se a aceitar a versão do Khrushchov.
Há aí um detalhe histórico. É que o Cunhal estava preso em Peniche. Quando se começa a fazer esse revisionismo todo, ele está confinado. Ele mais tarde até se vem queixar que o PCP tentou apagá-lo da História por ter feito também esse esforço de se desfazer do culto da personalidade.
Portanto temos um Álvaro Cunhal que foi estalinista por necessidade de...sobrevivência. Mesmo depois de os soviéticos virem dizer que o que Estaline fez não se deve fazer, Cunhal achava que foi bem feito. Por necessidade...e porque o fim justificava o meio, através da mentira, da aldrabice e da falsificação histórica.
Cunhal soube perfeitamente o que foram os anos trinta na União Soviética porque teve gente do PCP que lá esteve precisamente nessa altura. Os assassínios, as "depurações" com execuções em série, a repressão, a ditadura mais feroz, o totalitarismo no seu esplendor massificado.
Tudo isso é reduzido a um pormenor: sobrevivência do partido justifica tudo.
Enfim. Este Adelino Cunha em vez de escrever biografias, deveria especializar-se na escrita de hagiografias de tiranetes e quejandos. Tem jeito.
José Sócrates nem leu a acusação que lhe fizeram...
CM de hoje:
Este Inenarrável não leu a acusação que foi deduzida no processo contra si. Disse-o ontem ao JIC.
E disse mais coisas insustentáveis, como a que respeita à fortuna da mãe que foi escutada a pedir-lhe 500 euros...por estar depenadinha.
Este Inenarrável tem um problema e parece-me grave. Quem ainda o não detectou?
Este Inenarrável não leu a acusação que foi deduzida no processo contra si. Disse-o ontem ao JIC.
E disse mais coisas insustentáveis, como a que respeita à fortuna da mãe que foi escutada a pedir-lhe 500 euros...por estar depenadinha.
Este Inenarrável tem um problema e parece-me grave. Quem ainda o não detectou?
segunda-feira, novembro 04, 2019
O Grande Vigilante à espreita...na Web Summit
Decorre a partir de hoje a Web Summit. Aqui ao vivo. O Observador também acompanha via rádio. Espero ver ou ouvir daqui a pouco Edward S. que denunciou a espionagem em escala maciça e global dos EUA, através de agências como a NSA e outras, logo em 2014 quando escreveu a biografia e um ano antes quando denunciou publicamente o escândalo.
O tema não poderia ser mais interessante: a evolução tecnológica nas telecomunicações ( designadamente o 5G) e a tolerância ao Grande Vigilante, seja o ianque ou o chinoca. Entre os dois...parece que o Portugal socialista já escolheu. Estivemos em Macau muitos séculos e nas últimas décadas estiveram lá alguns dos que agora governam. Alguns governaram-se por lá. E a China já manda em várias empresas nacionais de bandeira. Que foi portuguesa e já não é porque o arguido que anda a ser interrogado no TCIC ajudou a tal resultado. Por simples estupidez, digo cupidez, parece.
Entretanto, dei em ler o último livro de José Rodrigues dos Santos, comprado em supermercado, como convém. Imortal é o título e versa exactamente sobre a problemática da WebSummit: a vigilância do Grande Vigilante e a criação do Monstro por natureza: o super-homem nietzscheano.
Quem lê o livro de Rodrigues dos Santos ( e já vou a meio, precisamente na altura em que intervém o herói, depois da morte aparente do chinoca de serviço ao sistema que se apresenta como o criador da Besta) tem um cardápio resumido das invenções tecnológicas dos últimos anos a propósito do tema. Uma série de citações sem indicação de fontes a propósito do assunto e em modo de divulgação para totós. Para mim, basta, como o bacalhau. E até gosto do sabor do livro.
Entretanto Edward S. falou durante os 20 minutos que lhe deram e disse o que já tinha dito: há um abuso continuado e acrescido dos poderes do Estado e das Corporações que se lhe juntam, como as duas mãos de um corpo, ao coligirem e guardarem toda a informação que recolhem de cada um de nós que lhe cai nas redes, literalmente.
E tal abuso decorre de de se intrometerem onde não deveriam ser chamados: entre quem comunica, o emissor e o receptor.
As leis que regulamentam a recolha de dados são um sofisma porque o problema reside antes, na possibilidade aberta e sem controlo real de tal recolha devido ao funcionamento da tecnologia. E acabou por dizer que somos nós, cidadãos que poderemos resolver tal questão se tiver resolução.
O tema não poderia ser mais interessante: a evolução tecnológica nas telecomunicações ( designadamente o 5G) e a tolerância ao Grande Vigilante, seja o ianque ou o chinoca. Entre os dois...parece que o Portugal socialista já escolheu. Estivemos em Macau muitos séculos e nas últimas décadas estiveram lá alguns dos que agora governam. Alguns governaram-se por lá. E a China já manda em várias empresas nacionais de bandeira. Que foi portuguesa e já não é porque o arguido que anda a ser interrogado no TCIC ajudou a tal resultado. Por simples estupidez, digo cupidez, parece.
Entretanto, dei em ler o último livro de José Rodrigues dos Santos, comprado em supermercado, como convém. Imortal é o título e versa exactamente sobre a problemática da WebSummit: a vigilância do Grande Vigilante e a criação do Monstro por natureza: o super-homem nietzscheano.
Quem lê o livro de Rodrigues dos Santos ( e já vou a meio, precisamente na altura em que intervém o herói, depois da morte aparente do chinoca de serviço ao sistema que se apresenta como o criador da Besta) tem um cardápio resumido das invenções tecnológicas dos últimos anos a propósito do tema. Uma série de citações sem indicação de fontes a propósito do assunto e em modo de divulgação para totós. Para mim, basta, como o bacalhau. E até gosto do sabor do livro.
Entretanto Edward S. falou durante os 20 minutos que lhe deram e disse o que já tinha dito: há um abuso continuado e acrescido dos poderes do Estado e das Corporações que se lhe juntam, como as duas mãos de um corpo, ao coligirem e guardarem toda a informação que recolhem de cada um de nós que lhe cai nas redes, literalmente.
E tal abuso decorre de de se intrometerem onde não deveriam ser chamados: entre quem comunica, o emissor e o receptor.
As leis que regulamentam a recolha de dados são um sofisma porque o problema reside antes, na possibilidade aberta e sem controlo real de tal recolha devido ao funcionamento da tecnologia. E acabou por dizer que somos nós, cidadãos que poderemos resolver tal questão se tiver resolução.
King Crimson: na corte dos reis da música progressiva
Há 50 anos o grupo inglês King Crimson publicou este disco com esta capa estranha:
O disco é considerado como o primeiro e porventura dos melhores, desse género musical popular.
No ano de 1969 e até antes houve outros grupos de música popular que publicaram discos aparentados, como os Genesis, os Caravan ou mesmo os Deep Purple. E até os Jethro Tull de Stand up lá queriam chegar, para não falar dos Moody Blues que já tinham quatro discos do género, desde Days of Future Passed até To our Children´s Children.
Os Procol Harum também faziam parte do género e os Yes e Van der Graaf Generator também viriam a entrar no clube progressivo, tal como os Gentle Giant, Traffic, Nice e ELP, para mencionar os mais notórios.
No entanto, resumindo tudo ficamos com aquele primeiro disco dos King Crimson como o mais representativo da onda progressiva que começou na Grã Bretanha e se espalhou depois pelo continente, até chegar à Alemanha dos Can e similares e a Itália dos Area e dos Arti+Mestieri.
Os King Crimson desde 1969 até 1975 publicaram outras tantas obras primas do género, sendo difícil escolher uma delas para ouvir e que se destaque das demais tal é a qualidade artística de todos estes discos. Neste momento agrada-me In the Wake of Poseidon mas houve tempo em que só jurava por Red. E depois Lizard e Islands. O mais fraco de todos, aliás inaudível, é Earthbound, um disco ao vivo que tenho na versão cd+dvd e que é mesmo para relegar para o arquivo morto.
Falta ainda a versão ao vivo de Red, USA, com a capa azul e metálica. Chegou a ser um dos discos preferidos, quando só jurava por Red, em 1975, mas depois perdeu o fulgor e ainda nem arranjei a versão original.
Os discos originais são estes:
Em 1976 publicaram uma colectânea organizada pelo próprio mentor do grupo, Robert Fripp. Um guia para jovens interessados em ouvir o grupo:
Em Portugal, na altura de 1969, ninguém deu importância ao disco da corte do rei carmesim. Nem aos seguintes.
Em 1 de Fevereiro de 1970 a revista Mundo Moderno publicava o top do Em Órbita relativo ao ano anterior:
Na verdade, apenas em 1973-1974 a revista Mundo da Canção deu atenção ao grupo, mostrando o nome na capa do nº 38:
O artigo de crítica aos discos, até Lark´s Tongue in aspic, de 1973, é de pedante, como era costume na revista. O de serviço chamava-se Octávio Fonseca da Silva e encontra em todos os discos a seguir ao primeiro uma composição "inqualificável", "horrível" ou de "mau gosto".
Logo no segundo, In the Wake of Poseidon, acha que o tema Cat Food é "uma faixa inqualificável de estúpido mau gosto". Enfim, gostos de quem não se apercebeu que tal peça é uma das mais incríveis do disco por causa do solo de piano tocado a velocidade supersónica.
Em França, a Rock & Folk pela escrita do director da publicação não poupou elogios ao primeiro disco, na edição de Janeiro de 1970:
O primeiro disco foi agora editado em versão comemorativa dos 50 anos. Assim:
E escusado será dizer que as versões originais dos discos atingem importâncias significativas no mercado dos usados, como mostra esta página da Record Collector de Julho passado:
O disco é considerado como o primeiro e porventura dos melhores, desse género musical popular.
No ano de 1969 e até antes houve outros grupos de música popular que publicaram discos aparentados, como os Genesis, os Caravan ou mesmo os Deep Purple. E até os Jethro Tull de Stand up lá queriam chegar, para não falar dos Moody Blues que já tinham quatro discos do género, desde Days of Future Passed até To our Children´s Children.
Os Procol Harum também faziam parte do género e os Yes e Van der Graaf Generator também viriam a entrar no clube progressivo, tal como os Gentle Giant, Traffic, Nice e ELP, para mencionar os mais notórios.
No entanto, resumindo tudo ficamos com aquele primeiro disco dos King Crimson como o mais representativo da onda progressiva que começou na Grã Bretanha e se espalhou depois pelo continente, até chegar à Alemanha dos Can e similares e a Itália dos Area e dos Arti+Mestieri.
Os King Crimson desde 1969 até 1975 publicaram outras tantas obras primas do género, sendo difícil escolher uma delas para ouvir e que se destaque das demais tal é a qualidade artística de todos estes discos. Neste momento agrada-me In the Wake of Poseidon mas houve tempo em que só jurava por Red. E depois Lizard e Islands. O mais fraco de todos, aliás inaudível, é Earthbound, um disco ao vivo que tenho na versão cd+dvd e que é mesmo para relegar para o arquivo morto.
Falta ainda a versão ao vivo de Red, USA, com a capa azul e metálica. Chegou a ser um dos discos preferidos, quando só jurava por Red, em 1975, mas depois perdeu o fulgor e ainda nem arranjei a versão original.
Os discos originais são estes:
Em 1976 publicaram uma colectânea organizada pelo próprio mentor do grupo, Robert Fripp. Um guia para jovens interessados em ouvir o grupo:
Em Portugal, na altura de 1969, ninguém deu importância ao disco da corte do rei carmesim. Nem aos seguintes.
Em 1 de Fevereiro de 1970 a revista Mundo Moderno publicava o top do Em Órbita relativo ao ano anterior:
Na verdade, apenas em 1973-1974 a revista Mundo da Canção deu atenção ao grupo, mostrando o nome na capa do nº 38:
O artigo de crítica aos discos, até Lark´s Tongue in aspic, de 1973, é de pedante, como era costume na revista. O de serviço chamava-se Octávio Fonseca da Silva e encontra em todos os discos a seguir ao primeiro uma composição "inqualificável", "horrível" ou de "mau gosto".
Logo no segundo, In the Wake of Poseidon, acha que o tema Cat Food é "uma faixa inqualificável de estúpido mau gosto". Enfim, gostos de quem não se apercebeu que tal peça é uma das mais incríveis do disco por causa do solo de piano tocado a velocidade supersónica.
Em França, a Rock & Folk pela escrita do director da publicação não poupou elogios ao primeiro disco, na edição de Janeiro de 1970:
O primeiro disco foi agora editado em versão comemorativa dos 50 anos. Assim:
E escusado será dizer que as versões originais dos discos atingem importâncias significativas no mercado dos usados, como mostra esta página da Record Collector de Julho passado:
domingo, novembro 03, 2019
O honestíssimo José Sócrates!
A semana que passou foi tempo de José Sócrates prestar declarações a propósito dos factos de que é acusado no processo Marquês.
O juiz de instrução trancou as portas ao público que pudesse assistir e ficamos com a informação fragmentada e parcelar que os advogados trazem da sala e entregam aos media.
Quanto a José Sócrates dispara insultos a eito ao MºPº e a alguns amigos de peniche que o tramaram. O seu antigo ministro Campos e Cunha pretendia manter a acumulação de pensão com o vencimento de ministro e por isso saiu, despeitado, quando soube que o íntegro Sócrates pretendia acabar com a prebenda. Azar de um távora: a primeira carta de demissão fora apresentada antes de se saber de tal intenção. Pior azar: a carta que deveria ter ficado no registo e arquivo do Governo desapareceu e estava na casa de Sócrates. Melhor: o antigo ministro voltou a reafirmar o que parece mais óbvio: Sócrates queria mudar a administração da CGD para colocar lá alguém de confiança. Não foi ele quem pôs, naturalmente. Foi o ministro das Finanças que faz o frete de dizer o que é evidente, mas não o inconveniente.
Costuma dizer-se que é nos detalhes que se apanham os mentirosos porque é aí que o diabo se esconde.
Outra: o professor Farinho, da faculdade de Direito, dissera que tinha ajudado a escrever A Confiança no Mundo, apresentado com pompa e circunstância perante sumidades que incluíram o antigo PGR Pinto Monteiro e também o antigo pSTJ Noronha Nascimento, num acto público e impúdico em que apareceu o criminoso Lula a incitar a "politicar". Mas não teve a presença do co-autor, o professor Farinho. Nem sequer uma palavra pública de apreço e consideração. Nem sequer a menção ao seu nome. Et pour cause. Um tal Vital Moreira, sempre o mesmo, apareceu na altura a defender o indefensável. Também "pour cause".
Agora, o co-autor laureado na capa da obra diz que o professor mentiu ao dizer que o tinha ajudado na escrita e não explicou porque é que houve um contrato fictício com outro amigo estranho à obra, para pagamento da ajuda.
Ainda falta a história do motorista João Perna que entregava ao domicílio dinheiro vivo que provinha de contas caladas de um tal Carlos Santos Silva, que o acusado define como "honestíssimo". Et pour cause também. Poderia ter acrescentado "e totó". Porém, sê-lo-á sempre até ao julgamento e durante o mesmo, se as coisas se complicarem para o lado da prisão efectiva? Duvido que o "honestíssimo" não faça jus ao epíteto e afinal resista a provar que o seja de verdade.
E surgiu no último dia o caso estranho de um primo ainda mais generoso que aquele "honestíssimo " Silva mas que não consegue explicar como é dono de tantos milhões. Ainda por cima provindos de fontes suspeitas, escondidos em offshores e passando por contas suíças.
E cereja no cimo deste bolo fantástico cheio de bolor por dentro: o primo afortunado é o herdeiro de...Carlos Santos Silva, o "honestíssimo"!
O foi contando a história assim:
Por estas coisas, o director do CM já escreve assim:
Resta saber se o juiz do TCIC Ivo Rosa vai acreditar em patranhas ou aceitar o princípio da validade da prova indirecta.
A opção, sabendo que o mesmo não é burro de todo, defini-lo-á.
O juiz de instrução trancou as portas ao público que pudesse assistir e ficamos com a informação fragmentada e parcelar que os advogados trazem da sala e entregam aos media.
Quanto a José Sócrates dispara insultos a eito ao MºPº e a alguns amigos de peniche que o tramaram. O seu antigo ministro Campos e Cunha pretendia manter a acumulação de pensão com o vencimento de ministro e por isso saiu, despeitado, quando soube que o íntegro Sócrates pretendia acabar com a prebenda. Azar de um távora: a primeira carta de demissão fora apresentada antes de se saber de tal intenção. Pior azar: a carta que deveria ter ficado no registo e arquivo do Governo desapareceu e estava na casa de Sócrates. Melhor: o antigo ministro voltou a reafirmar o que parece mais óbvio: Sócrates queria mudar a administração da CGD para colocar lá alguém de confiança. Não foi ele quem pôs, naturalmente. Foi o ministro das Finanças que faz o frete de dizer o que é evidente, mas não o inconveniente.
Costuma dizer-se que é nos detalhes que se apanham os mentirosos porque é aí que o diabo se esconde.
Outra: o professor Farinho, da faculdade de Direito, dissera que tinha ajudado a escrever A Confiança no Mundo, apresentado com pompa e circunstância perante sumidades que incluíram o antigo PGR Pinto Monteiro e também o antigo pSTJ Noronha Nascimento, num acto público e impúdico em que apareceu o criminoso Lula a incitar a "politicar". Mas não teve a presença do co-autor, o professor Farinho. Nem sequer uma palavra pública de apreço e consideração. Nem sequer a menção ao seu nome. Et pour cause. Um tal Vital Moreira, sempre o mesmo, apareceu na altura a defender o indefensável. Também "pour cause".
Agora, o co-autor laureado na capa da obra diz que o professor mentiu ao dizer que o tinha ajudado na escrita e não explicou porque é que houve um contrato fictício com outro amigo estranho à obra, para pagamento da ajuda.
Ainda falta a história do motorista João Perna que entregava ao domicílio dinheiro vivo que provinha de contas caladas de um tal Carlos Santos Silva, que o acusado define como "honestíssimo". Et pour cause também. Poderia ter acrescentado "e totó". Porém, sê-lo-á sempre até ao julgamento e durante o mesmo, se as coisas se complicarem para o lado da prisão efectiva? Duvido que o "honestíssimo" não faça jus ao epíteto e afinal resista a provar que o seja de verdade.
E surgiu no último dia o caso estranho de um primo ainda mais generoso que aquele "honestíssimo " Silva mas que não consegue explicar como é dono de tantos milhões. Ainda por cima provindos de fontes suspeitas, escondidos em offshores e passando por contas suíças.
E cereja no cimo deste bolo fantástico cheio de bolor por dentro: o primo afortunado é o herdeiro de...Carlos Santos Silva, o "honestíssimo"!
O foi contando a história assim:
Por estas coisas, o director do CM já escreve assim:
Resta saber se o juiz do TCIC Ivo Rosa vai acreditar em patranhas ou aceitar o princípio da validade da prova indirecta.
A opção, sabendo que o mesmo não é burro de todo, defini-lo-á.
quarta-feira, outubro 30, 2019
O Partido Socialista exilado
Há um PS que foi exilado do poder há cerca de meia dúzia de anos, juntamente com o líder que se preparava para o ser e não foi, António José Seguro.
Esse PS parece um pouco melhor do que tralha socretina e socrática que ficou do tempo de José Sócrates e de que António Costa é o capitão-mor. De um outro PS, aparentemente.
Vejamos então que PS seria esse...com a entrevista de um exilado a sério por causa deste último PS. Chama-se Pedro Caetano e não tem papas na língua. Diz o que não dizem os jornais e televisões em Portugal, completamente anestesiados por estes ex-socráticos e até socretinos que invadiram todo o espaço público.
Observador:
Foi, desde sempre, um feroz opositor de Sócrates e de Costa. Neste aspeto, diz, o Financial Times já se enganou duas vezes: a primeira foi em 2007, quando elogiou os défices baixos de José Sócrates, acreditando que este iria implementar as reformas que, afinal, só foram iniciadas com a chegada da troika, em 2011.
Sabe que há, em tudo isto, uma componente quase irracional, emotiva, admite. Mas por isso traz para a mesa os números do Eurostat, do Banco de Portugal, do Banco Mundial. Mais do que no campo da ideologia, coloca a divisão do PS - sim, existem dois PS, defende - no campo da ética. É a corrupção que divide o partido, uma espécie de índios e cowboys.
(...)
O primeiro-ministro foi indigitado antes mesmo de terem sido contados os votos pelos círculos da emigração. Mas depois temos os políticos, incluindo o presidente da República, a apelar ao voto. Faz sentido?
Marcelo [Rebelo de Sousa] tem-me desapontado bastante pela subserviência ao governo. Quanto devia ser um contraponto. Penso que foi por isso que as pessoas votaram nele, para ser um contraponto, ideológico ou moral, a virtude está no meio. E ele não balança nada. Temos um presidente que é quase como o juiz Ivo Rosa, pende sempre para o mesmo sítio. O caso mais grave foi despedir Joana Marques Vidal [procuradora-geral da República], o que, claramente, era do interesse de muita gente associada a Costa e, por quaisquer razões, Marcelo tornou-se enormemente subserviente ao primeiro-ministro, e esta é mais uma linha que tenho observado. Outra linha que observei [em Costa] foi o nepotismo, quando começo a ver nomeações como as da filha de Vieira da Silva [Mariana Vieira da Silva] ou de Eduardo Cabrita [marido de Ana Paula Vitorino], num país europeu, em 2017, entre 10 milhões de portugueses em Portugal, mais três milhões de portugueses no estrangeiro onde encontrar os melhores dos melhores para governar sem ter de pertencer à mesma família. Não é possível, isto já não acontece nem em Angola - acontecia no tempo de José Eduardo dos Santos, mas não com João Lourenço. É inexplicável.
Esse PS parece um pouco melhor do que tralha socretina e socrática que ficou do tempo de José Sócrates e de que António Costa é o capitão-mor. De um outro PS, aparentemente.
Vejamos então que PS seria esse...com a entrevista de um exilado a sério por causa deste último PS. Chama-se Pedro Caetano e não tem papas na língua. Diz o que não dizem os jornais e televisões em Portugal, completamente anestesiados por estes ex-socráticos e até socretinos que invadiram todo o espaço público.
Observador:
Foi, desde sempre, um feroz opositor de Sócrates e de Costa. Neste aspeto, diz, o Financial Times já se enganou duas vezes: a primeira foi em 2007, quando elogiou os défices baixos de José Sócrates, acreditando que este iria implementar as reformas que, afinal, só foram iniciadas com a chegada da troika, em 2011.
Sabe que há, em tudo isto, uma componente quase irracional, emotiva, admite. Mas por isso traz para a mesa os números do Eurostat, do Banco de Portugal, do Banco Mundial. Mais do que no campo da ideologia, coloca a divisão do PS - sim, existem dois PS, defende - no campo da ética. É a corrupção que divide o partido, uma espécie de índios e cowboys.
É do Partido Socialista e fez parte do grupo que estava a elaborar o programa de governo de António José Seguro para a área da saúde, até 2014, quando António Costa interrompeu o processo. Podemos dizer que existem dois PS?
Claro. A última entrevista de Francisco Assis revela perfeitamente isso. Há dois PS porque há um PS que acredita que o país tem um grave problema de corrupção, mais do que de ideologia. As lideranças têm dado um exemplo tão mau que, mesmo a níveis mais baixos da população, já está entranhado o sentido da cunha, do favoritismo. É um problema muito grave, de ética, e tem de ser resolvido. Temos batalhado ferozmente contra isso, ao ponto de termos convencido Seguro a dizer algo que não era mainstream: há aqui negócios misturados com política. A entrevista de Seguro à Visão, em 2014, foi um marco histórico na política portuguesa, acho que as pessoas não se apercebem de que esse grupo, para dizer isso, teve de lutar muito. E Seguro só o disse quando já sentia que poderia vir a ser primeiro-ministro, que poderia começar a dar o exemplo. No grupo da saúde, para lhe dar um exemplo - e não vale a pena personalizar - já éramos vistos como ministro e secretário de Estado, o Álvaro Beleza e eu, e reuníamos com conselhos de administração de hospitais privados e com associações de doentes para dizer que tinham de arranjar maneiras de se auto-sustentar porque não podia ser o Estado a pagar-lhes. Nunca tinham ouvido alguém dizer que o dinheiro do Estado não era para esbanjar. Mas não éramos radicais, somos ao centro.
Claro. A última entrevista de Francisco Assis revela perfeitamente isso. Há dois PS porque há um PS que acredita que o país tem um grave problema de corrupção, mais do que de ideologia. As lideranças têm dado um exemplo tão mau que, mesmo a níveis mais baixos da população, já está entranhado o sentido da cunha, do favoritismo. É um problema muito grave, de ética, e tem de ser resolvido. Temos batalhado ferozmente contra isso, ao ponto de termos convencido Seguro a dizer algo que não era mainstream: há aqui negócios misturados com política. A entrevista de Seguro à Visão, em 2014, foi um marco histórico na política portuguesa, acho que as pessoas não se apercebem de que esse grupo, para dizer isso, teve de lutar muito. E Seguro só o disse quando já sentia que poderia vir a ser primeiro-ministro, que poderia começar a dar o exemplo. No grupo da saúde, para lhe dar um exemplo - e não vale a pena personalizar - já éramos vistos como ministro e secretário de Estado, o Álvaro Beleza e eu, e reuníamos com conselhos de administração de hospitais privados e com associações de doentes para dizer que tinham de arranjar maneiras de se auto-sustentar porque não podia ser o Estado a pagar-lhes. Nunca tinham ouvido alguém dizer que o dinheiro do Estado não era para esbanjar. Mas não éramos radicais, somos ao centro.
(...)
O primeiro-ministro foi indigitado antes mesmo de terem sido contados os votos pelos círculos da emigração. Mas depois temos os políticos, incluindo o presidente da República, a apelar ao voto. Faz sentido?
Marcelo [Rebelo de Sousa] tem-me desapontado bastante pela subserviência ao governo. Quanto devia ser um contraponto. Penso que foi por isso que as pessoas votaram nele, para ser um contraponto, ideológico ou moral, a virtude está no meio. E ele não balança nada. Temos um presidente que é quase como o juiz Ivo Rosa, pende sempre para o mesmo sítio. O caso mais grave foi despedir Joana Marques Vidal [procuradora-geral da República], o que, claramente, era do interesse de muita gente associada a Costa e, por quaisquer razões, Marcelo tornou-se enormemente subserviente ao primeiro-ministro, e esta é mais uma linha que tenho observado. Outra linha que observei [em Costa] foi o nepotismo, quando começo a ver nomeações como as da filha de Vieira da Silva [Mariana Vieira da Silva] ou de Eduardo Cabrita [marido de Ana Paula Vitorino], num país europeu, em 2017, entre 10 milhões de portugueses em Portugal, mais três milhões de portugueses no estrangeiro onde encontrar os melhores dos melhores para governar sem ter de pertencer à mesma família. Não é possível, isto já não acontece nem em Angola - acontecia no tempo de José Eduardo dos Santos, mas não com João Lourenço. É inexplicável.
Pois bem, um exemplo deste PS de ex-socráticos que é elucidativo da pouca-vergonha que os anima. É da Sábado de hoje:
Este indivíduo que figura na imagem é um tal Galamba, um dos socretinos mais típicos e que andava pelos blogs a azucrinar quem se opusesse ao chefe que lhe(s) pagava estipêndio para tal.
Agora é ajudante no Governo e já fez merda em pouco tempo.
A adjudicação a uma empresa duvidosa, em tempo record, denunciado no programa de tv Sexta às 9, da autoria da filha da Fátima Felgueiras, outra socialista dos tempos de Felgueiras, é bem exemplar desta tralha que governo há meia dúzia de anos.
A empresa que venceu o concurso não deveria ter ganho pelo que aqui vem explicado. Mas ganhou. E eventualmente de modo legalmente insindicável.
É sobre estes casos que o PS exilado se pronuncia? Sem dúvida. Estes e outros piores...
Subscrever:
Mensagens (Atom)






















