sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Os servidores do sistema oculto na sociedade portuguesa

O antigo agente do SIS Carvalhão Gil, condenado em pena de sete anos de prisão, disse na entrevista à Sábado cuja segunda parte foi ontem publicada, além do mais, o seguinte:


Durante o julgamento que decorreu com exclusão de publicidade, alegadamente por haver suposto ssegredos de Estado a proteger, a uma das testemunhas de acusação, Gil Vicente, director-adjunto do SIS  foi perguntado pelo advogado de defesa do arguido "quais os dados que existiam sobre ele no Servidor S. "o sistema informático paralelo que Carvalhão diz existir no SIS.

O dito Vicente não falou de "servidores" no SIS mas assegurou que não tinha conhecimento de qualquer elemento sobre aquele advogado "em qualquer base do Serviço".

Ou seja, respondeu de molde a suscitar imediatamente uma questão que na altura nem lhe foi colocada. Não foi perguntado mais nada nem pelo juiz, nem pelo Ministério Público, o seguinte:  Ó sr. fulano de tal...e poderia haver qualquer elemento em qualquer base do Serviço, sobre aquele advogado? A que propósito? Isso permite suspeitar que afinal a história do Servidor S. pode mesmo ser uma realidade criminosa em curso no SIS.
Portanto. que sentido faz uma resposta dessas num julgamento daqueles?!  Ninguém se incomodou, como ainda ninguém se incomodou e que seja publicamente conhecido tal incómodo a propósito da existência do Servidor S, ainda activo, com esse ou outro nome, no SIS.

A democracia em Portugal, aliás, funciona nestes parâmetros mediáticos, como escreve Eduardo Dâmaso na mesma Sábado:




Sem comentários:

Américo Tomás e os seus erros