JNegócios:
Francisquinho Balsemão, no discurso de abertura da conferência Portugal em Exame:
"Não podemos perder tudo o que foi conquistado com tanto esforço
de todos os portugueses", defendeu Francisco Pinto Balsemão,
acrescentando que "é preciso também coragem e manter a serenidade para
garantir um bom ambiente empresarial, sindical e uma estabilidade
política".
Este senhor da Impresa, com os seus jornalistas amestrados no Bloco e demais forças políticas de Esquerda, com destaque para dona Lourença da SICN e o Expresso dirigido superiormente pelo inacreditável Costa e pelo ainda mais incrível Nicolaço, acolitados por uma Visão de conjunto, tudo tem feito para que o tal ambiente esteja como está: entregue aos cuidados mediáticos dessa Esquerda que nos prepara afanosamente o segundo resgate em menos de cinco anos.
Como este senhor da Impresa encheu os bolsos este ano, a preocupação é apenas essa: continuar a encher. O resto que se lixe.
quinta-feira, novembro 19, 2015
segunda-feira, novembro 16, 2015
Cravinho, o engenhoso cavaleiro da luta contra a corrupção
Público de hoje, entrevista extensa a João Cravinho, um da confraria dos amigos do Público, aproveitando as benesses e subsídios do Privado.
É sabido que João Cravinho é de uma Esquerda Livre há muitos anos. Tantos que a memória só lá vai com recortes de jornais e aqui os têm:
1974:
1976 ( 1ª bancarrota) :
1982:
1983 ( 2ª bancarrota, quando era director de um GEBEI, uma coisa que se anacronizava a estudar "basicamente" a economia industrial...). Dizia então que "era preciso criar outra classe empresarial". Assim como quem cria mulas e machos...):
Em todas estas ocasiões João Cravinho revelou-se um bluff e um enganado ao mesmo tempo. Um PS típico. Não obstante, continuou sempre com aura de sabidolas de regime e com ego à altura das circunstâncias.
Em 1995 Guterres chamou-o para ministeriar...e resumidamente fez isto que aqui já foi comentado, a propósito de uma entrevista do general Garcia dos Santos ao i, em 24 de Abril de 2012:
Jornal i- Foi colega do eng. João Cravinho no Técnico…
Garcia dos Santos-Foi por isso que ele me chamou para ir para a Junta. Sabe o meu feitio e quis que eu limpasse a casa.
Jornal i-Mas o que é que aconteceu? O eng. João Cravinho chama-o para limpar a casa, o senhor limpa, e depois zangam-se. O que se passou?
Garcia dos Santos-Fomos colegas no Instituto Superior Técnico. Houve um jantar de curso e nesse jantar o Cravinho a certa altura chama-me de parte e diz: “Tens algum tempo livre?”. E eu disse: “Tenho, mas porquê?”; “Eu precisava de ti para uma empresa”; “Que empresa?”; “Agora não interessa, a gente daqui a uns tempos fala”. Passado uns tempos chamou-me e disse-me: “Eu quero que vás para a Junta Autónoma das Estradas, mas não digas a ninguém que o gajo que lá está [Maranha das Neves] nem sonha”. O Cravinho deu-me os 10 mandamentos do que eu precisava de fazer na Junta, limpar a casa, obras que era preciso fazer, etc. Entretanto, comecei a conhecer a casa, dei a volta ao país todo e um dia disse-lhe: “Há aqui uma série de coisas que é preciso fazer e há 11 fulanos que é preciso pôr na rua”. Ele retorceu-se, chamou-me daí a dois dias, disse que era muito complicado. O problema é que era através de uma das pessoas que eu queria pôr na rua que passava o dinheiro para o PS.
Em pouco tempo deu conta do recado e arranjou um imbroglio de todo o tamanho. Mas teimou em "lutar contra a corrupção". Uma luta de sempre, do género cavaleiro andante da bd de antanho.
O tempo de Durão Barroso e o que se lhe seguiu também não foi estranho à personagem desta cavalaria...e já o declarou em tempos ( Abril de 2012) :
"Em relação às PPP tem passado a noção de que tudo foi feito pelos outros, pelo Governo de José Sócrates, pelo governo de António Guterres, por mim, aqui estão oferecidos às feras os responsáveis, mas na realidade em matéria de decisões desse tipo de finanças públicas não há ninguém que eu conheça que se possa considerar virgem, porque todos os partidos, PS, PSD, CDS, a seu tempo e a seu modo, subscreveram PPP que hoje os partidos do Governo combatem como se nada tivessem a ver com o assunto", declarou João Cravinho.
E refere dois exemplos: a Scut do Grande Porto foi assinada pelo governo de Durão Barroso, "quando poderiam muito bem ter deixado de assinar se tivessem a doutrina de hoje, sem qualquer prejuízo para o Estado, mas quiseram assinar". O outro exemplo é o da Scut Costa de Prata que teve "um agravamento de centenas de milhões de euros porque um senhor candidato a deputado do PSD, alta figura, resolveu prometer, para ganhar alguns votos em Estarreja, uma alteração que onerou a SCUT". João Cravinho concretiza: foi Marques Mendes.
Que fez Cravinho em 2005, quando José Sócrates chegou ao poder executivo? Explica agora ao Público:
Em resumo: em 2006 tentou outra vez o pacote anti-corrpução que já tinha tentado vinte anos antes ( !), sem grande sucesso. E voltou a não ter sucesso.
Denunciou tal coisa devidamente? Bateu fragorosamente com alguma porta e com ruído que o país ouvisse? Qual quê!
A notícia é da TSF de Janeiro de 2007:
João Cravinho foi nomeado pelo Governo administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, em Londres. O deputado promete que, antes de abandonar o Parlamento, vai deixar definido o pacote anti-corrupção.
Portanto agora sabe que afinal quem contribuiu para a sua nomeação para o tal BERD ( onde foi ganhar o que nunca ganharia como governante ou deputado) era mesmo uma das forças da corrupção ambiente e de alto coturno mas continua na mesma e sem o dizer claramente, deixando nas entrelinhas tal afirmação. Sempre o mesmo corajoso, na luta contra a corrupção, este Cravinho. Garcia dos Santos é que o topou bem...
Sobre o pacote anti-corrupção foi um ar que se lhe deu e Cravinho estava longe, não sentindo o fedor. Diz que sente agora...
Só me apetece perguntar uma coisa: esta gente do Público acha que os leitores são uma cambada de parvos ou eles gostam de fazer figuras destas, sabe-se lá porquê..?
É sabido que João Cravinho é de uma Esquerda Livre há muitos anos. Tantos que a memória só lá vai com recortes de jornais e aqui os têm:
1974:
1976 ( 1ª bancarrota) :
1982:
1983 ( 2ª bancarrota, quando era director de um GEBEI, uma coisa que se anacronizava a estudar "basicamente" a economia industrial...). Dizia então que "era preciso criar outra classe empresarial". Assim como quem cria mulas e machos...):
Em todas estas ocasiões João Cravinho revelou-se um bluff e um enganado ao mesmo tempo. Um PS típico. Não obstante, continuou sempre com aura de sabidolas de regime e com ego à altura das circunstâncias.
Em 1995 Guterres chamou-o para ministeriar...e resumidamente fez isto que aqui já foi comentado, a propósito de uma entrevista do general Garcia dos Santos ao i, em 24 de Abril de 2012:
Jornal i- Foi colega do eng. João Cravinho no Técnico…
Garcia dos Santos-Foi por isso que ele me chamou para ir para a Junta. Sabe o meu feitio e quis que eu limpasse a casa.
Jornal i-Mas o que é que aconteceu? O eng. João Cravinho chama-o para limpar a casa, o senhor limpa, e depois zangam-se. O que se passou?
Garcia dos Santos-Fomos colegas no Instituto Superior Técnico. Houve um jantar de curso e nesse jantar o Cravinho a certa altura chama-me de parte e diz: “Tens algum tempo livre?”. E eu disse: “Tenho, mas porquê?”; “Eu precisava de ti para uma empresa”; “Que empresa?”; “Agora não interessa, a gente daqui a uns tempos fala”. Passado uns tempos chamou-me e disse-me: “Eu quero que vás para a Junta Autónoma das Estradas, mas não digas a ninguém que o gajo que lá está [Maranha das Neves] nem sonha”. O Cravinho deu-me os 10 mandamentos do que eu precisava de fazer na Junta, limpar a casa, obras que era preciso fazer, etc. Entretanto, comecei a conhecer a casa, dei a volta ao país todo e um dia disse-lhe: “Há aqui uma série de coisas que é preciso fazer e há 11 fulanos que é preciso pôr na rua”. Ele retorceu-se, chamou-me daí a dois dias, disse que era muito complicado. O problema é que era através de uma das pessoas que eu queria pôr na rua que passava o dinheiro para o PS.
Em pouco tempo deu conta do recado e arranjou um imbroglio de todo o tamanho. Mas teimou em "lutar contra a corrupção". Uma luta de sempre, do género cavaleiro andante da bd de antanho.
O tempo de Durão Barroso e o que se lhe seguiu também não foi estranho à personagem desta cavalaria...e já o declarou em tempos ( Abril de 2012) :
"Em relação às PPP tem passado a noção de que tudo foi feito pelos outros, pelo Governo de José Sócrates, pelo governo de António Guterres, por mim, aqui estão oferecidos às feras os responsáveis, mas na realidade em matéria de decisões desse tipo de finanças públicas não há ninguém que eu conheça que se possa considerar virgem, porque todos os partidos, PS, PSD, CDS, a seu tempo e a seu modo, subscreveram PPP que hoje os partidos do Governo combatem como se nada tivessem a ver com o assunto", declarou João Cravinho.
E refere dois exemplos: a Scut do Grande Porto foi assinada pelo governo de Durão Barroso, "quando poderiam muito bem ter deixado de assinar se tivessem a doutrina de hoje, sem qualquer prejuízo para o Estado, mas quiseram assinar". O outro exemplo é o da Scut Costa de Prata que teve "um agravamento de centenas de milhões de euros porque um senhor candidato a deputado do PSD, alta figura, resolveu prometer, para ganhar alguns votos em Estarreja, uma alteração que onerou a SCUT". João Cravinho concretiza: foi Marques Mendes.
Que fez Cravinho em 2005, quando José Sócrates chegou ao poder executivo? Explica agora ao Público:
Em resumo: em 2006 tentou outra vez o pacote anti-corrpução que já tinha tentado vinte anos antes ( !), sem grande sucesso. E voltou a não ter sucesso.
Denunciou tal coisa devidamente? Bateu fragorosamente com alguma porta e com ruído que o país ouvisse? Qual quê!
A notícia é da TSF de Janeiro de 2007:
João Cravinho foi nomeado pelo Governo administrador do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, em Londres. O deputado promete que, antes de abandonar o Parlamento, vai deixar definido o pacote anti-corrupção.
Portanto agora sabe que afinal quem contribuiu para a sua nomeação para o tal BERD ( onde foi ganhar o que nunca ganharia como governante ou deputado) era mesmo uma das forças da corrupção ambiente e de alto coturno mas continua na mesma e sem o dizer claramente, deixando nas entrelinhas tal afirmação. Sempre o mesmo corajoso, na luta contra a corrupção, este Cravinho. Garcia dos Santos é que o topou bem...
Sobre o pacote anti-corrupção foi um ar que se lhe deu e Cravinho estava longe, não sentindo o fedor. Diz que sente agora...
Só me apetece perguntar uma coisa: esta gente do Público acha que os leitores são uma cambada de parvos ou eles gostam de fazer figuras destas, sabe-se lá porquê..?
domingo, novembro 15, 2015
Em grande e à francesa
Até há poucos anos, o francês era língua ensinada nas escolas secundárias de tal forma que era a nossa segunda língua nos meios instruídos.
Há cerca de duas décadas o panorama modificou-se e o inglês assumiu essa posição, o que já é notório nas novas gerações que assim perdem um manancial de informação que poderiam ler no original e não têm alternativa nem sequer parecida.
A ignorância histórica é tamanha que até mesmo os neófitos do comunismo não sabem o que foram os gulag ou o que significaram os processos de Moscovo. São assuntos menores que os oliveiras que matraqueiam ideias feitas no comunismo desprezam porque não estão gravadas na cassete que usam para consumo interno.
À míngua de estudos de origem nacional sobre assuntos de actualidade com interesse, torna-se quase obrigatório continuar a ler o que se publica no estrangeiro, particularmente em França onde existe público e editoras capazes de tal produção para o grande público e fora das universidades em teses de mestrado e doutoramento.
Nos últimos meses, os franceses publicaram as seguintes revistas com interesse para os assuntos que temos em mão resolver, em escolhas eleitorais: compreender melhor o comunismo e perceber o que se passa no Médio Oriente.
A revista L´Histoire pertence a um grupo que também edita a Magazine Littéraire, há várias décadas e sempre interessante e actual.
Em Outubro de 2007:
E em Novembro de 2015:
Os números especiais de tal revista mostram o que por cá não temos. Neste número de Outubro deste ano e por meia dúzia de euros fica a saber-se tudo o que é preciso para compreender os actuais imbróglios no Medio-Oriente:
A mesma editora publica regularmente a revista Historia, igualmente com interesse. O último número explica o que foi o reinado de Luís XIV e a loucura grandiosa do palácio de Versailles que influenciou a nossa época de reis e reizinhos de Vila Viçosa e Queluz.
Outra editora Philo Magazine, publica Philosophie magazine cujos números recentes dão a conhecer o que alguns comunistas nem querem saber que existiu: um pensamento que concluiu que o comunismo morreu na forma que o PCP ainda reveste: o marxismo-leninismo. Por cá, tal espectro é visto como lenda viva, apesar de embalsamado e totalmente fossilizado, como o cadáver do tal Lenine...
Sobre o estalinismo, a revista Paris Match publicou este mês um número especial a propósito de uma série televisiva de grande divulgação que irá passar em breve ( as tv´s portuguesas não devem estar interessadas...):
Porém, o assunto Estaline é fenómeno que não é de agora. Já em 1988, em plena perestroika que o PCP detestou e de que nunca se recompôs, se falava no assunto. Com uma profundidade que por cá nem o pseudo-intelectual que colecciona parafernália política e papeis velhos, Pacheco Pereira, jamais conseguiria, apesar do arquivo morto que tem na Marmeleira.
No deserto intelectual dos nossos media, infestado de bactérias ultra-resistentes a estes factos históricos que em França são banais e aqui passam por novidade reaccionária e até fascista, temos o resultado: uma patética "união de esquerda" com o pior que o comunismo produziu, disfarçado de patrioteirismo para papalvo ver e um partido socialista separado de uma matriz histórica de combate a esse espectro comunista fossilizado.
Vai dar muito mau resultado.
O Público e o Correio da Manhã
Os jornais portugueses de hoje não têm cartoons como o do jornal de Minneapolis, nos EUA. Têm factos, fotos e opinião avulsa e de momento.
Perante um acontecimento desta magnitude o que procura qualquer pessoa saber que as tv´s ainda não tenham mostrado?
Opinião, factos e fotos ou exegeses apressadas e paridas à pressa, com cegueira ideologicamente garantida?
Basta reparar nas primeiras páginas de dois jornais nacionais. Um, o Público, tido como "referência" de uma esquerda bloquista e livre, subrepticiamente gramsciana, subsidiado generosamente pelos bolsos fundos da SONAE; o outro, o Correio da Manhã vilipendiado pela bempensância corrente( alguma dela lamentável e que se associa objectivamente à dessa esquerda livre) que vende quase dez vezes mais que aquele ( et pour cause).
O Público:
No interior, um editorial que não consigo ler porque irrelevante, acrescido de vinte páginas com artigos de notícias travestidas de opinião diletante e profissionalizada na doutrinação subliminar e a opinião propriamente dita misturada nos artigos paginados Não me interessa para nada saber o que pensa do assunto uma tal Rita Siza, ou os Alexandre Martins e João Pedro Pereira ou uma tal Ana Dias Cordeiro um um tal Félix Ribeiro. Muito menos o que escreve uma tal Clara Barata sobre a ausência de culpa dos refugiados.
Quem são estas pessoas para me darem uma opinião que bem dispenso, ao mesmo tempo que relatam factos esparsos sobre o assunto, com fotos que não mostram minimamente o que sucedeu na realidade, a não ser um portfolio de duas páginas que relatam cronologicamente factos sem qualquer dramatismo fotográfico? Para o Público os corpos mortos não existem, as imagens chocantes ficam arquivadas e os relatos na primeira pessoa são filtrados pelos jornalistas.
Que me interessa saber agora "em nome de quê?" se cometeram estes atentados quando essa pergunta terá resposta mais adequada com o recuo do tempo?
Porque é que um jornal destes se ocupa ideologicamente destes assuntos quando deveria mostrar o que sucedeu para que as pessoas pudessem saber antes de formar opinião?
Este jornalismo "novo" que pretende imitar o new journalism deixa a desejar o essencial: os factos no contexto e com as fotos que os mostram e a apresentação do clima em que ocorreram com as personagens que neles intervieram.
Temos interpretações jornalísticas de quem vê a posteriori, de quem lê os outros e reproduz opiniões e de quem ficciona relatos plausíveis de hipóteses ponderáveis. E tudo condimentado depois com a "opinião" dos notáveis que ninguém lê e muito menos eu.
Eu não quero isso de um jornal porque não se é Tom Wolfe , ou Gay Talese ou Joe Eszteraz só porque se quer e o Público não é a Rolling Stone dos anos setenta, mesmo que o quisesse. Nem sequer o Libération dos oitenta. Nem sequer o jornal que então apareceu nos anos noventa. Este Público, assim é uma merda que fica datada e seca desde que sai para a rua. Este pretensiosismo bacoco é de gritos sem esperança de renovação.
Querem dar opinião ao mesmo tempo que alinhavam factos noticiosos? Façam blogs ou inscrevam-se em "redes sociais" e esperem sentados que os leiam...
Esta gente julga-se o quê? A esquerda intelectual francesa em permanente Libération? Poupem-nos à indigência arrogante e à pesporrência intelectualóide e escrevam notícias, com a humildade de quem não sabe verdadeiramente o que se passa e procura mostrar para que outros dêem opinião mais avalizada. Há poucos em Portugal e não vale a pena convidar o Boaventura porque é opinião de Barcouço do tempo da Cooperativa.
Querem mostrar o que aprenderam com professores diletantes? Fundem uma revista de opinião e verão quem os lê.
Entretanto dêem-nos apenas as notícias que se relatam objectivamente. Dêem-nos opinião se for caso disso, mas de quem tem pergaminhos ou conhecimentos para a ter e mesmo assim duvida. Querem opinião sobre os franceses e os factos que se passam de um ponto de vista Livre? Leiam a Marianne que é de esquerda mas tem lá um Jacques Julliard. Leiam o L´Obs que também vale a pena e é de esquerda, desde sempre, ou seja dos anos sessenta.
Mas dêem-nos a ler os originais, traduzidos se preciso for e situem-nos ideologicamente. Não precisamos da vossa opinião plagiada da deles e muito menos das ideias assimiladas à pressa travestidas nas notícias e sem remissão para os originais.
Aqui neste blog raramente dou opinião pessoal a tentar passar por original e inteligente. Não tenho, na maior parte dos casos senão dúvidas e recolho opinião de outros, dizendo de onde vem. E a mais não posso pretender.
Espanta-me com uns fedelhos e fedelhas do jornalismo que nasceram ontem para estes fenómenos já sabem tudo e mais um par de botas e não têm um pingo de humildade intelectual. Onde aprenderam? Que leram? Quem lhes ensinou? Como é que conseguiram os diplomas? Enfim...
Em vez disto, o que faz o Correio da Manhã?
Mostra na primeira página uma imagem do terror local e anuncia que há portugueses que foram vítimas. Já o sabíamos das tv´s? Já víramos as imagens? Certo. Mas quem sabia que os dois portugueses mortos eram a Précilia que trabalhava na FNAC e o "taxista de Mértola" que trabalhava junto ao estádio? É essa informação, com foto dos mesmos, que fica na primeira página, em vez da indagação intelectual e extemporânea sobre a motivação dos ataques.
No interior, em vez de vinte, apenas meia dúzia de páginas com factos e mais factos e fotos, com um editorial que se separa da doutrinação ideológica marcada pela esquerda livre, sempre presente e apresenta outra ideia básica e essencial: "ou os líderes políticos encontram soluções para o problema do terrorismo religioso, comandado à distância ou devem ceder o lugar a outros".
No fundo é isto que está em causa, se alguma opinião deva dar-se.
Querem mais uma opinião simples e estruturada historicamente? Na última página do Público, VPV escreve assim:
"As relações entre o Ocidente e o Islão deviam ser mínimas e estritamente materiais: petróleo por tecnologia- e acabou. Fora isso o terrorismo vai continuar a aumentar, quer a grande França queira quer não".
Para "dar" esta opinião, VPV não frequentou escolas de jornalismo de "comunicação social" nem é licenciado na última dúzia de anos, com o ensino como temos. Aprendeu durante dezenas de anos e já em 1974 tinha opinião interessante.
Como este temos muito, muito poucos. E mesmo assim é uma opinião singela e nada mais.
Humildade precisa-se na redacção do Público e não há.
Daqui a vinte anos quem é que servirá de referência histórica para se saber o que sucedeu em Paris, no dia 13 de Novembro de 2015, à noite? O Público ou o Correio da Manhã?
No fundo desta questão, quem é que será mais tablóide na acepção pejorativa que se associa ao Correio da Manhã? Quem é que merece ir para o caixote de lixo histórico, desde já, por irrelevância noticiosa e documental que fica para a posteridade?
Ao contrário do que cantavam os Rolling Stones nos anos sessenta, eu quero "yesterday´s papers " mas para guardar, nestes casos, nem preciso de dizer qual o mais valioso...
Perante um acontecimento desta magnitude o que procura qualquer pessoa saber que as tv´s ainda não tenham mostrado?
Opinião, factos e fotos ou exegeses apressadas e paridas à pressa, com cegueira ideologicamente garantida?
Basta reparar nas primeiras páginas de dois jornais nacionais. Um, o Público, tido como "referência" de uma esquerda bloquista e livre, subrepticiamente gramsciana, subsidiado generosamente pelos bolsos fundos da SONAE; o outro, o Correio da Manhã vilipendiado pela bempensância corrente( alguma dela lamentável e que se associa objectivamente à dessa esquerda livre) que vende quase dez vezes mais que aquele ( et pour cause).
O Público:
No interior, um editorial que não consigo ler porque irrelevante, acrescido de vinte páginas com artigos de notícias travestidas de opinião diletante e profissionalizada na doutrinação subliminar e a opinião propriamente dita misturada nos artigos paginados Não me interessa para nada saber o que pensa do assunto uma tal Rita Siza, ou os Alexandre Martins e João Pedro Pereira ou uma tal Ana Dias Cordeiro um um tal Félix Ribeiro. Muito menos o que escreve uma tal Clara Barata sobre a ausência de culpa dos refugiados.
Quem são estas pessoas para me darem uma opinião que bem dispenso, ao mesmo tempo que relatam factos esparsos sobre o assunto, com fotos que não mostram minimamente o que sucedeu na realidade, a não ser um portfolio de duas páginas que relatam cronologicamente factos sem qualquer dramatismo fotográfico? Para o Público os corpos mortos não existem, as imagens chocantes ficam arquivadas e os relatos na primeira pessoa são filtrados pelos jornalistas.
Que me interessa saber agora "em nome de quê?" se cometeram estes atentados quando essa pergunta terá resposta mais adequada com o recuo do tempo?
Porque é que um jornal destes se ocupa ideologicamente destes assuntos quando deveria mostrar o que sucedeu para que as pessoas pudessem saber antes de formar opinião?
Este jornalismo "novo" que pretende imitar o new journalism deixa a desejar o essencial: os factos no contexto e com as fotos que os mostram e a apresentação do clima em que ocorreram com as personagens que neles intervieram.
Temos interpretações jornalísticas de quem vê a posteriori, de quem lê os outros e reproduz opiniões e de quem ficciona relatos plausíveis de hipóteses ponderáveis. E tudo condimentado depois com a "opinião" dos notáveis que ninguém lê e muito menos eu.
Eu não quero isso de um jornal porque não se é Tom Wolfe , ou Gay Talese ou Joe Eszteraz só porque se quer e o Público não é a Rolling Stone dos anos setenta, mesmo que o quisesse. Nem sequer o Libération dos oitenta. Nem sequer o jornal que então apareceu nos anos noventa. Este Público, assim é uma merda que fica datada e seca desde que sai para a rua. Este pretensiosismo bacoco é de gritos sem esperança de renovação.
Querem dar opinião ao mesmo tempo que alinhavam factos noticiosos? Façam blogs ou inscrevam-se em "redes sociais" e esperem sentados que os leiam...
Esta gente julga-se o quê? A esquerda intelectual francesa em permanente Libération? Poupem-nos à indigência arrogante e à pesporrência intelectualóide e escrevam notícias, com a humildade de quem não sabe verdadeiramente o que se passa e procura mostrar para que outros dêem opinião mais avalizada. Há poucos em Portugal e não vale a pena convidar o Boaventura porque é opinião de Barcouço do tempo da Cooperativa.
Querem mostrar o que aprenderam com professores diletantes? Fundem uma revista de opinião e verão quem os lê.
Entretanto dêem-nos apenas as notícias que se relatam objectivamente. Dêem-nos opinião se for caso disso, mas de quem tem pergaminhos ou conhecimentos para a ter e mesmo assim duvida. Querem opinião sobre os franceses e os factos que se passam de um ponto de vista Livre? Leiam a Marianne que é de esquerda mas tem lá um Jacques Julliard. Leiam o L´Obs que também vale a pena e é de esquerda, desde sempre, ou seja dos anos sessenta.
Mas dêem-nos a ler os originais, traduzidos se preciso for e situem-nos ideologicamente. Não precisamos da vossa opinião plagiada da deles e muito menos das ideias assimiladas à pressa travestidas nas notícias e sem remissão para os originais.
Aqui neste blog raramente dou opinião pessoal a tentar passar por original e inteligente. Não tenho, na maior parte dos casos senão dúvidas e recolho opinião de outros, dizendo de onde vem. E a mais não posso pretender.
Espanta-me com uns fedelhos e fedelhas do jornalismo que nasceram ontem para estes fenómenos já sabem tudo e mais um par de botas e não têm um pingo de humildade intelectual. Onde aprenderam? Que leram? Quem lhes ensinou? Como é que conseguiram os diplomas? Enfim...
Em vez disto, o que faz o Correio da Manhã?
Mostra na primeira página uma imagem do terror local e anuncia que há portugueses que foram vítimas. Já o sabíamos das tv´s? Já víramos as imagens? Certo. Mas quem sabia que os dois portugueses mortos eram a Précilia que trabalhava na FNAC e o "taxista de Mértola" que trabalhava junto ao estádio? É essa informação, com foto dos mesmos, que fica na primeira página, em vez da indagação intelectual e extemporânea sobre a motivação dos ataques.
No interior, em vez de vinte, apenas meia dúzia de páginas com factos e mais factos e fotos, com um editorial que se separa da doutrinação ideológica marcada pela esquerda livre, sempre presente e apresenta outra ideia básica e essencial: "ou os líderes políticos encontram soluções para o problema do terrorismo religioso, comandado à distância ou devem ceder o lugar a outros".
No fundo é isto que está em causa, se alguma opinião deva dar-se.
Querem mais uma opinião simples e estruturada historicamente? Na última página do Público, VPV escreve assim:
"As relações entre o Ocidente e o Islão deviam ser mínimas e estritamente materiais: petróleo por tecnologia- e acabou. Fora isso o terrorismo vai continuar a aumentar, quer a grande França queira quer não".
Para "dar" esta opinião, VPV não frequentou escolas de jornalismo de "comunicação social" nem é licenciado na última dúzia de anos, com o ensino como temos. Aprendeu durante dezenas de anos e já em 1974 tinha opinião interessante.
Como este temos muito, muito poucos. E mesmo assim é uma opinião singela e nada mais.
Humildade precisa-se na redacção do Público e não há.
Daqui a vinte anos quem é que servirá de referência histórica para se saber o que sucedeu em Paris, no dia 13 de Novembro de 2015, à noite? O Público ou o Correio da Manhã?
No fundo desta questão, quem é que será mais tablóide na acepção pejorativa que se associa ao Correio da Manhã? Quem é que merece ir para o caixote de lixo histórico, desde já, por irrelevância noticiosa e documental que fica para a posteridade?
Ao contrário do que cantavam os Rolling Stones nos anos sessenta, eu quero "yesterday´s papers " mas para guardar, nestes casos, nem preciso de dizer qual o mais valioso...
Nuvens negras sobre Paris
De todos os desenhos que valem mil palavras publicados nos jornais do mundo sobre os atentados de Paris, este vale um prémio.
Steve Sack do Star Tribune, de Minneapolis, publicado ontem às 6:30 a.m.
Steve Sack do Star Tribune, de Minneapolis, publicado ontem às 6:30 a.m.
sexta-feira, novembro 13, 2015
Os "direitos de autor" de António Costa
Aqui atrasado foi mencionado o caso particular de António Costa e das suas acumulações de vencimentos, na Câmara Municipal de Lisboa e como comentador avulso no programa de tv Quadratura do Círculo.
Como então escrevi o assunto merece atenção porque o mesmo A. Costa perfila-se agora como candidato a nomeação como primeiro-ministro quando tem estes rabos de palha cuja matéria não é tão despicienda como isso ( envolvem dezenas ou centenas de milhar de euros de impostos que podem ser devidos) e suscita por outro lado questões éticas, legais e até políticas que merecem ser discutidas e resolvidas antes de o mesmo ser empossado naquela qualidade se algum dia o vier a ser.
Se este problema surgisse com outro político da actual coligação " de direita" teríamos a horda de jornaleiros do Diário de Notícias ao Jornal de Notícias, passando pelas lourenças da tv a debruçarem-se sobre tema tão candente e essencial para a democracia, como certamente nos assegurariam, arrastando os demais media que não queriam ficar atrás do osso dado a roer.
Portanto, vamos a isso que se faz tarde, replicando o postal de 11 de Março de 2015:
Segundo se escreve aqui, A. Costa auferiu rendimentos por inteiro enquanto presidente da autarquia.
Portanto, a única forma de o actual presidente da CML manter a legalidade na percepção de dois rendimentos compatíveis e por inteiro é se se considerar que aquilo que recebe da SIC é rendimento proveniente de direitos de autor.
Ou seja, só se a prestação televisiva ao nível do paleio fiado, interventivo e discursivo for considerada e remunerada como integrando o conceito de direitos de autor é que A. Costa não andará em ilegalidade ambulante.
E será tal prestação assimilável à de direitos de autor? Pois é ler a lei nº 63/85 de 14 de Março e interpretar o artº 7º em que se definem os domínio que estão fora do conceito de direitos de autor.
Na alínea c), a aplicável ao caso, diz a lei:
c) Os textos propostos e os discursos proferidos perante assembleias ou outros orgãos colegiais, políticos e administrativos, de âmbito nacional, regional ou local, ou em debates públicos sobre assuntos de interesse comum.
Aditamento:
Escreve o Sol online:
A questão não tem sido, no entanto, pacífica do ponto de vista jurídico. E já se tinha posto quando Pedro Santana Lopes era presidente da Câmara da Figueira da Foz em 1998.
Na altura, a Direcção-Geral da Administração Autárquica, respondendo a um pedido de parecer de Santana, entendeu que as colaborações que o social-democrata realizava no jornal A Bola, no Diário de Notícias e na RTP afectavam a dedicação em exclusividade ao cargo de presidente da Câmara Municipal.
Em resultado disso, Santana viu reduzido o seu vencimento para metade: 1.532,81 euros.
Santana Lopes haveria, porém, de recorrer em 2003 para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, que lhe deu razão.
Na sentença, o juiz reconheceu a Santana “o direito de poder, em simultâneo, com o exercício do cargo de presidente da Câmara, redigir e fazer publicar artigos de opinião em órgãos de comunicação social (...), sem que isso determine uma redução de 50% da remuneração, por tal actividade revestir natureza artística ou literária”.
Curiosamente, na altura em que a acção deu entrada António Costa era ministro da Administração Interna e resolveu não recorrer da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra que beneficiava aquele que era já por essa época presidente da Câmara de Lisboa.
Em resultado disso, Santana Lopes recebeu cerca de 75 mil euros que tinha deixado de auferir graças ao parecer da DGAI.
Pois agora é que tudo se complica. A decisão "jurisprudencial" do TAF de Sintra, em 2003, tomava como referência a redacção da Lei nº 28/87 de 30 de Junho, particularmente o seu artº 7º, na redacção que vigorou até 2004, altura em que a lei foi alterada, tendo-o sido noutras ocasiões posteriores, como se pode ver aqui. A redacção actual que é de 2006 manteve nos mesmos termos a redacção desse artigo e particularmente a alínea b): autarca que exerça funções remuneradas de natureza privada, percebe apenas 50% do vencimento oficial e de função pública.
A não ser que essas "funções remuneradas" o sejam a título de direitos de autor...
E portanto lá vamos cair outra vez no que se deve entender por direitos de autor, para o caso concreto.
A lei de 2003, aplicável a Santana Lopes- o D.L. 63/85 de 14 de Março- dizia textualmente o seguinte no seu artigo 7º nº 1 al. c), redacção dessa época e que vigora até hoje porque não foi alterado:
c) Os textos propostos e os discursos proferidos perante assembleias ou outros órgãos colegiais, políticos e administrativos, de âmbito nacional, regional ou local, ou em debates públicos sobre assuntos de interesse comum;
Ou seja, este tipo de intervenções aqui definidas não se devem considerar como sendo passíveis de integração em direitos de autor e portanto obrigaria os que perceberem rendimentos dessas tais funções remuneradas de natureza privada a perceber apenas 50% do vencimento como autarcas.
A decisão do TAF de Sintra, como é fácil de compreender não deve fazer jurisprudência sobre este assunto e de modo a poder ser extrapolada para o caso concreto de A. Costa.
Haverá mais jurisprudência sobre isto que seja válida e aceitável juridicamente como interpretação que todos podem fazer perante a letra e o espírito da lei que acima se publica?
Não se trata de saber se tais funções são compatíveis. Trata-se apenas de saber se A. Costa poderia receber " a dois carrinhos" e por inteiro.
Continua a pergunta e A. Costa é jurista: quid juris?
Depois de ter escrito isto em Março, uma melhor indagação permitiu dilucidar a questão jurídica.
O acórdão do STA de 8.10.2014 sobre tal assunto da natureza de direitos de autor atribuídos ao comentarismo avulso em tv, como era o caso de António Costa, ficou assim definido:
I - O direito de autor coenvolve direitos exclusivos de carácter patrimonial (disposição, fruição, utilização, reprodução e apresentação ao público com percepção de remuneração) e direitos morais (reivindicação da paternidade e garantia da genuinidade e integridade).
II - Os rendimentos provenientes das obras literárias beneficiam da redução de 50% para efeito de englobamento e incidência do IRS (art. 56º, correspondente ao actual art. 58º, do EBF). A finalidade deste benefício fiscal é a de incentivar a criação artística ou literária, por forma a melhorar o nível de desenvolvimento cultural do país, finalidade esta de relevo e de interesse público e que apenas pode ser realizado pelas obras reconhecidas como integrando a qualificação de obras literárias.
III - Em regra, porque não são criadas nem apreciadas como arte, não podem ter-se como obras literárias as participações, como comentador, entrevistador ou debatente, em programas de estações televisivas e de radiodifusão.
Portanto, não sendo tais comentários passíveis de tributação como se fossem provenientes de direitos de autor, deve em conformidade ajuizar-se se o dito António Costa pagou os impostos devidos e se esteve em funções na autarquia, em conformidade com o tempo parcial que a lei lhe impunha, nesses casos...
Parece-me claro que estas questões serão evitadas a todo o custo pelos media avençados ideologicamente e apostados em conduzir "o Costa" ao altar da governação onde nunca mais se tocará no assunto.
Por isso mesmo, torna-se obrigatório indagar e não ter receio destes "casinhos" que são um caseirão.
Como então escrevi o assunto merece atenção porque o mesmo A. Costa perfila-se agora como candidato a nomeação como primeiro-ministro quando tem estes rabos de palha cuja matéria não é tão despicienda como isso ( envolvem dezenas ou centenas de milhar de euros de impostos que podem ser devidos) e suscita por outro lado questões éticas, legais e até políticas que merecem ser discutidas e resolvidas antes de o mesmo ser empossado naquela qualidade se algum dia o vier a ser.
Se este problema surgisse com outro político da actual coligação " de direita" teríamos a horda de jornaleiros do Diário de Notícias ao Jornal de Notícias, passando pelas lourenças da tv a debruçarem-se sobre tema tão candente e essencial para a democracia, como certamente nos assegurariam, arrastando os demais media que não queriam ficar atrás do osso dado a roer.
Portanto, vamos a isso que se faz tarde, replicando o postal de 11 de Março de 2015:
Segundo se escreve aqui, A. Costa auferiu rendimentos por inteiro enquanto presidente da autarquia.
Na declaração de rendimentos que apresentou no TC, há
cerca de €65.000,00 de trabalho dependente, correspondente ao vencimento na CML a que acrescem €
95.000,00 de trabalho independente, que se refere ao que ganhou na colaboração com a SIC e ainda numa coluna de opinião no CM.
Ora segundo a lei aplicável aos autarcas, o presidente de câmara sem exclusividade (ou
seja, que tenha outros rendimentos de trabalho), só pode receber metade do
vencimento. Ora A. Costa parece estar
em regime de exclusividade e ao mesmo tempo partilha o tempo político e
percebe rendimentos como comentador televisivo, acumulando por inteiro.
Será tal compatível com a referida exclusividade ou significa que afinal não existe tal regime na prática?
O artº 7º daquela lei 29/87 de 30 de Junho( alterada ao longo dos anos) diz assim:
Artigo 7.º
Regime de remunerações dos eleitos locais em regime de
permanência
1 - As remunerações fixadas no artigo anterior são
atribuídas do seguinte modo:
a) Aqueles que exerçam exclusivamente funções autárquicas,
ou em acumulação com o desempenho não remunerado de funções privadas, recebem a
totalidade das remunerações previstas no artigo anterior;
b) Aqueles que exerçam funções remuneradas de natureza
privada percebem 50/prct. do valor de base da remuneração, sem prejuízo da
totalidade das regalias sociais a que tenham direito;
c) (Revogada.)
d) Aqueles que, nos termos da lei, exerçam outras
actividades em entidades públicas ou em entidades do sector público empresarial
não participadas pelo respectivo município apenas podem perceber as
remunerações previstas no artigo anterior.
2 - Para os efeitos do número anterior, não se considera
acumulação o desempenho de actividades de que resulte a percepção de
rendimentos provenientes de direitos de autor.
3 - Para determinação do montante da remuneração, sempre que
ocorra a opção legalmente prevista, são considerados os vencimentos,
diuturnidades, subsídios, prémios, emolumentos, gratificações e outros abonos,
desde que sejam permanentes, de quantitativo certo e atribuídos genericamente
aos trabalhadores da categoria optante.
4 - Os presidentes de câmaras municipais e os vereadores em
regime de permanência que não optem pelo exclusivo exercício das suas funções
terão de assegurar a resolução dos assuntos da sua competência no decurso do
período de expediente público.
Portanto, a única forma de o actual presidente da CML manter a legalidade na percepção de dois rendimentos compatíveis e por inteiro é se se considerar que aquilo que recebe da SIC é rendimento proveniente de direitos de autor.
Ou seja, só se a prestação televisiva ao nível do paleio fiado, interventivo e discursivo for considerada e remunerada como integrando o conceito de direitos de autor é que A. Costa não andará em ilegalidade ambulante.
E será tal prestação assimilável à de direitos de autor? Pois é ler a lei nº 63/85 de 14 de Março e interpretar o artº 7º em que se definem os domínio que estão fora do conceito de direitos de autor.
Na alínea c), a aplicável ao caso, diz a lei:
c) Os textos propostos e os discursos proferidos perante assembleias ou outros orgãos colegiais, políticos e administrativos, de âmbito nacional, regional ou local, ou em debates públicos sobre assuntos de interesse comum.
Portanto
tudo se resume a saber se a prestação televisiva de A. Costa deve ser
considerada como integrando o conceito de "direito de autor" que lhe
permitirá auferir a "dois carrinhos", por inteiro. Caso contrário, temos
mais um "caso".
A lei é esconsa a este propósito e a jurisprudência sobre tal assunto desconhecida dos neófitos e mesmo de profissionais.
Quid juris?Aditamento:
Escreve o Sol online:
A questão não tem sido, no entanto, pacífica do ponto de vista jurídico. E já se tinha posto quando Pedro Santana Lopes era presidente da Câmara da Figueira da Foz em 1998.
Na altura, a Direcção-Geral da Administração Autárquica, respondendo a um pedido de parecer de Santana, entendeu que as colaborações que o social-democrata realizava no jornal A Bola, no Diário de Notícias e na RTP afectavam a dedicação em exclusividade ao cargo de presidente da Câmara Municipal.
Em resultado disso, Santana viu reduzido o seu vencimento para metade: 1.532,81 euros.
Santana Lopes haveria, porém, de recorrer em 2003 para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra, que lhe deu razão.
Na sentença, o juiz reconheceu a Santana “o direito de poder, em simultâneo, com o exercício do cargo de presidente da Câmara, redigir e fazer publicar artigos de opinião em órgãos de comunicação social (...), sem que isso determine uma redução de 50% da remuneração, por tal actividade revestir natureza artística ou literária”.
Curiosamente, na altura em que a acção deu entrada António Costa era ministro da Administração Interna e resolveu não recorrer da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra que beneficiava aquele que era já por essa época presidente da Câmara de Lisboa.
Em resultado disso, Santana Lopes recebeu cerca de 75 mil euros que tinha deixado de auferir graças ao parecer da DGAI.
Pois agora é que tudo se complica. A decisão "jurisprudencial" do TAF de Sintra, em 2003, tomava como referência a redacção da Lei nº 28/87 de 30 de Junho, particularmente o seu artº 7º, na redacção que vigorou até 2004, altura em que a lei foi alterada, tendo-o sido noutras ocasiões posteriores, como se pode ver aqui. A redacção actual que é de 2006 manteve nos mesmos termos a redacção desse artigo e particularmente a alínea b): autarca que exerça funções remuneradas de natureza privada, percebe apenas 50% do vencimento oficial e de função pública.
A não ser que essas "funções remuneradas" o sejam a título de direitos de autor...
E portanto lá vamos cair outra vez no que se deve entender por direitos de autor, para o caso concreto.
A lei de 2003, aplicável a Santana Lopes- o D.L. 63/85 de 14 de Março- dizia textualmente o seguinte no seu artigo 7º nº 1 al. c), redacção dessa época e que vigora até hoje porque não foi alterado:
c) Os textos propostos e os discursos proferidos perante assembleias ou outros órgãos colegiais, políticos e administrativos, de âmbito nacional, regional ou local, ou em debates públicos sobre assuntos de interesse comum;
Ou seja, este tipo de intervenções aqui definidas não se devem considerar como sendo passíveis de integração em direitos de autor e portanto obrigaria os que perceberem rendimentos dessas tais funções remuneradas de natureza privada a perceber apenas 50% do vencimento como autarcas.
A decisão do TAF de Sintra, como é fácil de compreender não deve fazer jurisprudência sobre este assunto e de modo a poder ser extrapolada para o caso concreto de A. Costa.
Haverá mais jurisprudência sobre isto que seja válida e aceitável juridicamente como interpretação que todos podem fazer perante a letra e o espírito da lei que acima se publica?
Não se trata de saber se tais funções são compatíveis. Trata-se apenas de saber se A. Costa poderia receber " a dois carrinhos" e por inteiro.
Continua a pergunta e A. Costa é jurista: quid juris?
Depois de ter escrito isto em Março, uma melhor indagação permitiu dilucidar a questão jurídica.
O acórdão do STA de 8.10.2014 sobre tal assunto da natureza de direitos de autor atribuídos ao comentarismo avulso em tv, como era o caso de António Costa, ficou assim definido:
I - O direito de autor coenvolve direitos exclusivos de carácter patrimonial (disposição, fruição, utilização, reprodução e apresentação ao público com percepção de remuneração) e direitos morais (reivindicação da paternidade e garantia da genuinidade e integridade).
II - Os rendimentos provenientes das obras literárias beneficiam da redução de 50% para efeito de englobamento e incidência do IRS (art. 56º, correspondente ao actual art. 58º, do EBF). A finalidade deste benefício fiscal é a de incentivar a criação artística ou literária, por forma a melhorar o nível de desenvolvimento cultural do país, finalidade esta de relevo e de interesse público e que apenas pode ser realizado pelas obras reconhecidas como integrando a qualificação de obras literárias.
III - Em regra, porque não são criadas nem apreciadas como arte, não podem ter-se como obras literárias as participações, como comentador, entrevistador ou debatente, em programas de estações televisivas e de radiodifusão.
Portanto, não sendo tais comentários passíveis de tributação como se fossem provenientes de direitos de autor, deve em conformidade ajuizar-se se o dito António Costa pagou os impostos devidos e se esteve em funções na autarquia, em conformidade com o tempo parcial que a lei lhe impunha, nesses casos...
Parece-me claro que estas questões serão evitadas a todo o custo pelos media avençados ideologicamente e apostados em conduzir "o Costa" ao altar da governação onde nunca mais se tocará no assunto.
Por isso mesmo, torna-se obrigatório indagar e não ter receio destes "casinhos" que são um caseirão.
quinta-feira, novembro 12, 2015
O que nos espera, com ou sem Trotski...
Económico no Sapo:
Milhares de gregos estão nas ruas a protestar contra as políticas de austeridade de Tsipras. Imprensa grega dá conta de violência em alguns pontos das manifestações.
Milhares de gregos estão nas ruas a protestar contra as políticas de austeridade de Tsipras. Imprensa grega dá conta de violência em alguns pontos das manifestações.
Querem com ou sem Trotski?
Está por aí a dar brado nas "redes sociais" ( parece que já tem mais referências do que o i tem de leitores...) esta foto de um cartaz da JSD:
O motivo? Apenas o mau gosto em se mostrar uma imagem da bandeira soviética aquando da tomada do Reichstag, em 1945. A glória desse dia jamais pode ser manchada e deve ser ampliada ou mesmo colorida a preceito, para lhe tirar o preto e branco...
Assim, talvez o novo cartaz devesse colocar em vez dessa, uma destas imagens:
Fica melhor assim, com o palanqueiro Lenine, mais Trotski e Khamenev na imagem original e sem truques...
Ou fica assim melhor, com aqueles dois traidores apagados da posteridade histórica lambida em banho de prata?
É escolher, senhoras e senhores, meninas esganiçadas ou compostas. Com Trotski ou sem Trotski?
De onde vieram estas, há outras...
ADITAMENTO:
A habitual falsificação histórica em que os comunistas são useiros e vezeiros, está aqui explicada no que àquela foto respeita.
A partir deste fait-divers seria possível e desejável abrir a discussão sobre a natureza do comunismo e do PCP em particular, que é um exemplo cabal e concludente do mesmo. Mas não vai acontecer porque quem manda nos media não está interessado nisso...
Já com a cidade tomada, em maio, o fotógrafo russo Yevgeni Jaldéi reconstituiu a cena e captou várias imagens de Berlim rendida ao exército vermelho. Foi esse momento que seria imortalizado e não sem que a imagem levassem, à posteriori, vários retoques: algumas colunas de fumo, para aumentar o drama, uns relógios a menos no braço do jovem soldado que aparece na imagem, relógios que eram frutos da pilhagem à cidade, e uma dose a mais de heroísmo.
A imagem final foi divulgada a 13 de maio pelo jornal Ogonyok e foi amplamente divulgada pelos órgãos de comunicação social. Yevgeni Jaldéi, o responsável pela fotografia, chegou a explicar, anos mais tarde, que a modificação da imagem tinha sido uma forma de responder à propaganda nazi. Montagem ou não, a fotografia tornou-se um dos maiores símbolos comunistas.
O motivo? Apenas o mau gosto em se mostrar uma imagem da bandeira soviética aquando da tomada do Reichstag, em 1945. A glória desse dia jamais pode ser manchada e deve ser ampliada ou mesmo colorida a preceito, para lhe tirar o preto e branco...
Assim, talvez o novo cartaz devesse colocar em vez dessa, uma destas imagens:
Fica melhor assim, com o palanqueiro Lenine, mais Trotski e Khamenev na imagem original e sem truques...
Ou fica assim melhor, com aqueles dois traidores apagados da posteridade histórica lambida em banho de prata?
É escolher, senhoras e senhores, meninas esganiçadas ou compostas. Com Trotski ou sem Trotski?
De onde vieram estas, há outras...
ADITAMENTO:
A habitual falsificação histórica em que os comunistas são useiros e vezeiros, está aqui explicada no que àquela foto respeita.
A partir deste fait-divers seria possível e desejável abrir a discussão sobre a natureza do comunismo e do PCP em particular, que é um exemplo cabal e concludente do mesmo. Mas não vai acontecer porque quem manda nos media não está interessado nisso...
A história da fotografia que marcou a II Guerra Mundial
A fotografia que retrata a queda dos nazis aos pés da União Soviética tem uma história longa. A 30 de Abril de 1945, o exército vermelho avançava sobre Berlim, por entre ruas transformadas em ruínas. No primeiro dia da ofensiva, um jovem soldado soviético conseguiu subir ao edifício mais alto da fantasmagórica cidade e ergueu a bandeira vermelha com a foice e o martelo. No entanto, a bandeira foi removida horas depois pelas poucas forças nazis que ainda estavam na cidade – não chegou, sequer, a ser fotografada.Já com a cidade tomada, em maio, o fotógrafo russo Yevgeni Jaldéi reconstituiu a cena e captou várias imagens de Berlim rendida ao exército vermelho. Foi esse momento que seria imortalizado e não sem que a imagem levassem, à posteriori, vários retoques: algumas colunas de fumo, para aumentar o drama, uns relógios a menos no braço do jovem soldado que aparece na imagem, relógios que eram frutos da pilhagem à cidade, e uma dose a mais de heroísmo.
A imagem final foi divulgada a 13 de maio pelo jornal Ogonyok e foi amplamente divulgada pelos órgãos de comunicação social. Yevgeni Jaldéi, o responsável pela fotografia, chegou a explicar, anos mais tarde, que a modificação da imagem tinha sido uma forma de responder à propaganda nazi. Montagem ou não, a fotografia tornou-se um dos maiores símbolos comunistas.
Antigamente, era divertido ler jornais
Antes de 25 de Abril de 1974 os jornais diários, de notícias, ainda não tinham sido apanhados pela onda esquerdista e avassaladora do notíciário político-partidário de propaganda desenfreada e invasora.
Essa tendência que continua em evidência nos jornais de "referência", tornando-se até um modelo de jornalismo eventualmente ensinado pelos catedráticos dessa esquerda livre, nesse tempo era tendência muito esbatida, tanto pela Censura como pelo senso comum do jornalismo.
A política poderia ser interessante mas o apego salazarista ao "viver habitualmente" não suscitava grandes curiosidades sobre a governação ou os governantes no exercício do poder.
No entanto, os jornais vendiam-se e até mais que actualmente, não se ficando o fenómeno a dever exclusivamente à proliferação de fontes diversificadas de actualidades e notícias.
Os jornais nesse tempo tinham efectivamente outro interesse pelo modo como davam a conhecer as coisas e como misturavam os assuntos de " sociedade", culturais, noticiosos sobre o que se passava no mundo e à nossa volta e os cantos de divertimento.
Os suplementos dos jornais eram o lugar ideal para tal mistura em que se equacionava o bom gosto estético e o interesse cultural.
Um dos jornais que melhor preenchiam esse lugar estimado para matar a sede cultural, artística e de pura diversão era o Primeiro de Janeiro, do Porto e particularmente com o suplemento de Domingo que marcou gerações de leitores.
Ficam aqui algumas páginas a somar a outras já publicadas do suplemento de 16 de Setembro de 1973, poucos meses antes do golpe.
E em 5 de Dezembro de 1971 era assim, em reflexo da tal habitualidade sem grandes ondas. O Sr. Calisto é que a sabia toda...
Curiosamente estas fontes de divertimento gráfico tinham todas origens norte-americanas, o que deve ser um imenso desprazer para alguns pajens do reino do nunca.
Essa tendência que continua em evidência nos jornais de "referência", tornando-se até um modelo de jornalismo eventualmente ensinado pelos catedráticos dessa esquerda livre, nesse tempo era tendência muito esbatida, tanto pela Censura como pelo senso comum do jornalismo.
A política poderia ser interessante mas o apego salazarista ao "viver habitualmente" não suscitava grandes curiosidades sobre a governação ou os governantes no exercício do poder.
No entanto, os jornais vendiam-se e até mais que actualmente, não se ficando o fenómeno a dever exclusivamente à proliferação de fontes diversificadas de actualidades e notícias.
Os jornais nesse tempo tinham efectivamente outro interesse pelo modo como davam a conhecer as coisas e como misturavam os assuntos de " sociedade", culturais, noticiosos sobre o que se passava no mundo e à nossa volta e os cantos de divertimento.
Os suplementos dos jornais eram o lugar ideal para tal mistura em que se equacionava o bom gosto estético e o interesse cultural.
Um dos jornais que melhor preenchiam esse lugar estimado para matar a sede cultural, artística e de pura diversão era o Primeiro de Janeiro, do Porto e particularmente com o suplemento de Domingo que marcou gerações de leitores.
Ficam aqui algumas páginas a somar a outras já publicadas do suplemento de 16 de Setembro de 1973, poucos meses antes do golpe.
E em 5 de Dezembro de 1971 era assim, em reflexo da tal habitualidade sem grandes ondas. O Sr. Calisto é que a sabia toda...
Curiosamente estas fontes de divertimento gráfico tinham todas origens norte-americanas, o que deve ser um imenso desprazer para alguns pajens do reino do nunca.
quarta-feira, novembro 11, 2015
O novo virafakas
Expresso online:
Não há aqui distribuição de dinheiro, o dinheiro é das pessoas". A frase é de Mário Centeno, em entrevista esta noite à RTP 3. O economista, que é dado como possível futuro ministro das Finanças, acrescenta que o Estado tem de fazer um esforço nesse sentido. Não de reduzir o tamanho do Estado, mas de ser mais competente.
"É importante que as pessoas percebam o impacto negativo muito significativo que as medidas de austeridade tiveram, de destruição da capacidade produtiva e no rendimento. Se quisermos recompor o tecido económico português, é preciso dar estímulos. Não há aqui distribuição de dinheiro, o dinheiro é das pessoas."
Este indivíduo dão dura três meses no Governo ( se para lá for, claro). É doido.
Não há aqui distribuição de dinheiro, o dinheiro é das pessoas". A frase é de Mário Centeno, em entrevista esta noite à RTP 3. O economista, que é dado como possível futuro ministro das Finanças, acrescenta que o Estado tem de fazer um esforço nesse sentido. Não de reduzir o tamanho do Estado, mas de ser mais competente.
"É importante que as pessoas percebam o impacto negativo muito significativo que as medidas de austeridade tiveram, de destruição da capacidade produtiva e no rendimento. Se quisermos recompor o tecido económico português, é preciso dar estímulos. Não há aqui distribuição de dinheiro, o dinheiro é das pessoas."
Este indivíduo dão dura três meses no Governo ( se para lá for, claro). É doido.
Há 40 anos em Angola...
A esquerda desistiu do que era nosso e entregou de mão beijada a um partido comunista, aceitando a exclusão dos demais e suscitando uma guerra civil que durou mais tempo do que a nossa guerra nesse Ultramar.
A Esquerda traiu uma Pátria com essa atitude e todos, ou a esmagadora maioria concordaram com isso porque estavam cansados da guerra e o moral da tropa e da população desaparecera em poucas semanas de "nem mais um soldado para as colónias!" escrito nas paredes.
O militar que se afasta com a última bandeira na mão simboliza essa atitude de deixar para quem viesse atrás a tarefa de fechar a porta. Centenas de milhar de portugueses ficaram atrás...
Foi assim que se encerraram 500 anos de História, resumindo tudo numa palavra mágica: colonialismo. Tal como fascismo é das palavras mais terroristas do século passado e quem as usa tem o poder de um exército, sem precisar de divisões.
ADITAMENTO:
A propósito destas efemérides vale a pena lembrar uns livritos que se podiam ler na primeira metade dos anos setenta e que eram publicados pela Bertrand, relativamente a assuntos de natureza ficcional mas com relevo histórico e contemporâneo.
Os romances de Jean Lartéguy não devem agradar muito a esta esquerda cripto-comunista porque são politicamente incorrectos e eram um sucesso de vendas naquele tempo.
Está na hora de os ler ou reler, agradecendo tal ideia ao comentador "muja", deste blog.
Os catálogos da Bertrand que os anunciavam, juntamente com outros:
Do catálogo da Bertrand de 1973. Agora reparo que tinha sublinhado Os Libertadores. Mas nunca o li...
E do catálogo da mesma livraria, de 1969:
O percursor e precursor do reino do nunca ou o palafreneiro da utopia
Muito se queixam do regime que temos e anseiam por
alternativas que poderíamos ter. Uma das mais auspiciosas já foi delineada a
traço grosso em mata-borrão por inteligência rara chocalhada ab ovo. Tem escrita de meste, mas...o que diz?
Aqui se pode ler, com
o proveito de se topar uma sumidade rara que costuma apodar os demais como indigentes ambulantes da mentalidade reinante.
Ninguém lhe chega ao bestunto e tudo lhe
cheira a unto sempre que perde um trunfo.
O espírito superior é arreigado ao distante e vive nas nuvens evolando as ideias fantásticas
do realismo etéreo em baforadas.
Em resumo, teríamos um rei(zinho) e um governo de homens bons, com um parlamento de partidos bem comportados,
a fazer de conta que fiscalizava esse governo de homens bons, nomeado pela corte de pajens do rei(zinho) de fancaria dinástica.
Portanto, em primeiro lugar e antes de tudo, impunha-se acabar com a
balbúrdia republicana e escolher um reizinho. De banda desenhada porque hoje em
dia, os reis andam pelas ruas das amarguras dinásticas.
Em vez do reizinho de O.Soglow, podia ser um dos
nossos, em louça das caldas mas capado a
preceito para não deixar descendência com pés de barro. A sua corte de pajens emproados na grande capacidade de sonho faria o resto.
Tal como outros, estes palafreneiros da dona Utopia alimentam-se de sonhos e também "pelo
sonho é que vão"...de escada, agora rolante e sem catapultas.
Logo, logo a seguir "os partidos até poderiam ser
tolerados". Tolerados por quem?
Pelo reizinho com pés de barro, o que não seria problema. E , claro, pelos pajens vigilantes , os verdadeiros donos
do trono, com olho para catar lesa-majestades.
Teríamos por isso mesmo uma necessidade premente em
organizar uma "formiga negra" que viesse pelo carreiro e se virasse
para o formigueiro: "Mudem de rumo!", senão...Limoeiro ou galés a todo
o vapor para as Berlengas.
Depois de expurgada esta Nação indígena dos buíças
encapotados surgiria, das brumas da memória e por efeito de pós de perlimpimpim, o alfobre caseiro de eleitos adubados pelos bons costumes e altos valores
sulfatados por aspersão em balão, dos eflúvios incandescentes brotados daqueles
bestuntos, permitindo a colheita excelsa dos "homens
bons".
"Pessoas de reputada competência e probidade" seria
o menu diário na refeição aristocrática de um parlamento vigiado pelos pajens
do reizinho com o barro aos pés.
O governo assim constituído "procuraria
orientar a sua acção segundo um programa resultante das propostas
maioritariamente sufragadas, todas elas devidamente subsidiárias ao interesse
nacional. Entende-se por "interesse nacional" não o interesse de
classe x ou y, e sobretudo não o interesse do estrangeiro por delegação
em classe x ou y, mas o interesse de Portugal (vivos, mortos, passados,
presentes e futuros, gentes e terras)."
Quem definiria o "interesse nacional"? À falta de quem, surgiriam
mais pajelas vigilantes embrulhados em ceroulas com atilhos.
A elite do novo regime, com o
reizinho à dependura, saído das linhagens nobres inventadas à pressa,
decretaria esse supremo interesse, por éditos proclamados em alta-voz em megafones arrimados ao novo regime.
Se o interesse nacional fosse definido em rejeição absoluta ao Mal que os
americanos respiram, empestando o Universo, a grei teria que se submeter a um
cordão sanitário e acrisolante que
evitaria as "mijeiras do imperialismo" e outras mistelas de fast-food
com apelidos escoceses e ganga judaica.
Regressaríamos à broa de milho e ao quartilho de tinto
com muito proveito e honra
nacionais. Afinal, o vinho chegou a dar de comer a um milhão de portugueses...e
isso seria todo um programa a que se
seguiriam outros, gizados pelos "homens bons" que assentavam no governo
de elite controlado pelo parlamento de circunstância comedida pela coorte.
O que faria a grei neste tempo de iphone, facebook e blogspot, google e intel, tudo siglas do Maligno que apareceu em Bell? À
míngua de cordão sanitário para aprisionar ondas hertzianas e números binários
à solta, cortaríamos na ração de fibra óptica e passaríamos a criar
pombos-correio. Navegaríamos de astrolábio e replicaríamos o museu dos coches. De outro modo teríamos sempre o Maligno em
casa. Os renitentes seriam confinados à
Giena, lugar mítico onde os dragões põem ovos, e fustigados com os impropérios chocados.
Se o interesse nacional fosse
escolhido fora do euro, o trigo já estava limpo e viria logo a farinha amparo
para acudir aos desvalidos, em boiões apanhados das árvores.
O Reino seria regido segundo as
regras e leis essenciais à harmonia e progresso sociais, sem necessidade de
redundâncias bizantinas nem labirintos jurídicos meramente movediços. Sinal de
verdadeiro avanço no bem comum e no aperfeiçoamento cívico seria, em primeiro
lugar, a redução das leis, e, de caminho, a redução dos impostos.
A "harmonia e progresso sociais" é sempre o mantra dos programas
de todos os regimes e por isso este reino da utopia serôdia não seria original, o que seria sempre uma pena porque não daria
para exemplo bastante de amostras fantásticas de frutos nunca vistos.
Quanto às " redundâncias
bizantinas" e outros "labirintos jurídicos" nunca tal seria problema de maior envergadura.
A simplicidade das nossas leis foi inventada no tempo dos romanos, muito antes
dos afonsinhos desse condado imaginário de um rei(zinho) de banda desenhada.
Os seus desenhos jurídicos sobre o direito de propriedade são simples como
a noção da longa manus ou de enfiteuse. Os romanos eram uns rústicos da
simplicidade legal e só a degenerescência jacobina atolou essa singeleza nos
labirintos adversos aos pajens regeneradores da pureza do decálogo bíblico
complementado pelo código de Hamurabi. Coisas simples ao alcance do
entendimento de qualquer pajem que se preze.
Para um rei(zinho) de direito adivinho nihil obsta. Para os pajens a olhar
para o palácio as leis seriam sempre de carregar pela boca.
Quanto ao rei(zinho), poderia ser um bastardo? Poder podia, mas nunca seria
a mesma coisa que um reizinho original com marca registada de origem. Porém, sendo de fancaria, nunca se notaria.
Entenderam agora, ó ignaros, onde está a salvação para o nobre povo e nação valente?
Num príncipe novinho em folha de papel reciclado.
Se tudo isto fosse tudo a reinar era divertida, a solução. Contudo quer parecer
séria, a questão. Daí que só a risota
termine com esta anedota até que apareça o "Tratado" prometido para pôr a pedra no assunto.
Até lá fica aqui uma imagem do verdadeiro príncipe da fantasia e que também era valente e porventura imortal.
Saía aos Domingos no suplemento do jornal Primeiro de Janeiro, no tempo da "outra senhora" que prescindia de reis e doutras utopias.
terça-feira, novembro 10, 2015
A esquerda kamikaze que proteje os cidadãos "acima de tudo" menos da realidade.
Observador ( José Manuel Fernandes):
Há, na política, mistérios insondáveis. No arranque do debate do Programa de Governo confrontamo-nos com mais um desses mistérios: porque é que o PS escolheu para abrir a ronda de perguntas ao primeiro-ministro Pedro Nuno Santos?
Imagino que muitos leitores nem saibam muito bem quem é Pedro Nuno Santos, uma vez que os partidos estão cheios de antigos presidentes das jotas (como ele) e que há imensos presidentes de distritais (ele preside à de Aveiro). Mas eu posso esclarecer: Pedro Nuno Santos é aquele senhor alto, de barbas, que apareceu ao lado de António Costa quando ele começou a sua “ronda” de negociações. Depois foi ele que ficou encarregue da coordenação política das conversas com os partidos da esquerda. Por fim, é também vice-presidente da bancada socialista. Um político em ascensão, não se duvide.
Só que Pedro Nuno Santos não é só isto. É também o mesmo deputado socialista que, em Dezembro de 2011, teve uma tirada que ficou para história da forma irresponsável como o PS já nessa altura fazia oposição. Vale a pena recordá-la: “Estou a marimbar-me para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou. Estou a marimbar-me que nos chamem irresponsáveis. Temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e dos franceses. Essa bomba atómica é simplesmente não pagamos. Ou os senhores se põem finos ou não pagamos. E se não pagarmos e se lhes dissermos, as pernas dos banqueiros alemães até tremem”. Assim, tal e qual. Porventura pensando que não havia microfones por perto (falava num jantar de Natal em Castelo de Paiva).
Pedro Nuno Santos, com esta e outras tomadas de posição, sempre fez parte daquela parte da bancada socialista que muitas vezes mostrava estar mais perto do Bloco de Esquerda do que do seu próprio partido. Assim esteve até que chegou António Costa e o promoveu ao secretariado. E até que o mesmo António Costa lhe deu todo o protagonismo que tem vindo a assumir neste pós-eleições. O resultado ficou ontem à vista numa das mais desastradas intervenções parlamentares de que tenho memória em debates desta natureza.
Mas a falta de tino de Pedro Nuno Santos não valeria uma nota de rodapé não se desse o caso de ele ser um dos que insiste em grosseiras distorções da realidade para tentar demonstrar o indemonstrável. No fundo o que ele fez ontem (e depois fizeram também deputados das bancadas do PCP e do Bloco, para além do sempre inefável João Galamba, para quem os décibeis que atira à cara – e aos ouvidos – dos adversários parecem ser permanente fonte de inebriamento) não foi mais do que fizera há uns dias numa entrevista ao Público. Por comodidade, e por não ter ainda a transcrição da sua intervenção parlamentar, vou partir desse texto.
Numa altura em que o país assiste, entre o incrédulo e o estupefacto à deriva do PS, em fuga para terrenos que nunca foram os dele, o grupo dirigente que promoveu Pedro Nuno Santos procura explicar essa viragem com uma viragem simétrica da coligação, e do PSD em particular. Eis o seu argumento: “afastamento do PSD do centro facilitou” acordo à esquerda. Esse alegada viragem à direita é depois, na sua opinião, ilustrada por um conjunto de ignóbeis malfeitorias contra o Estado Social. Só que há, em todo o seu discurso, um problema: tudo o que diz não é verdade. Nem sequer é uma deficiente interpretação da realidade: é pura e simplesmente falso.
Como repetiu esses argumentos no Parlamento, não posso deixar de os desmontar, ponto por ponto. Não porque uma mentira muitas vezes repetida se torne numa verdade, mas porque em política o que parece, é. E não quero que, pelo silêncio, possa parecer que tem razão.
Vamos então ao que disse ao Público para demonstrar que “o PSD abandonou o centro político ao abandonar o consenso nacional na preservação e defesa do Estado Social”. Usou sobretudo dois argumentos:
- 1. “Nos últimos quatro anos empurrou-se para fora do SNS centenas de milhar de portugueses com o aumento das taxas moderadoras.”
- 2. “O Governo PSD-CDS, ao abrigo da liberdade de escolha, permite que se façam contratos de associação com escolas privadas onde nas proximidades existem escolas públicas mesmo a funcionar abaixo da sua capacidade.”
Estes são apenas dois exemplos do tipo de mistificação que se tem feito em torno de uma alegada “destruição do Estado Social”. Até porque os números, como o algodão, não enganam: o peso da despesa pública social no PIB situou-se em 2014 nos mesmos 25,2% que tinha em 2010, estando bem acima da média da OCDE.
A única coisa que aconteceu é que se conteve o rápido crescimento das despesas nas áreas sociais, um crescimento que ameaçava de falência todo o sistema. De resto não se tenham grandes ilusões: devido às dinâmicas demográficas, Portugal tenderá a gastar cada vez mais dinheiro com os sistemas de segurança social e de saúde (aqui também por efeito da evolução tecnológica). Se não se fizer nada, deixando o sistema evoluir por si, ele ganhará vida própria e tornar-se-á ainda mais incomportável do que já é hoje.
Neste quadro o normal, para mais num dirigente de um partido de esquerda que está sempre a falar dos mais pobres, seria que este defendesse a necessidade de dar realmente atenção aos que menos têm. E se preocupasse a sério com a sustentabilidade dos sistemas de protecção social. Mas não. A visão de Pedro Nuno Santos na mesma entrevista ao Público não deixa até de ser muito peculiar: “É a classe média que precisa, antes de mais, de um Estado Social forte, público e universal, tendencialmente gratuito. E é essa classe média que, com a degradação dos serviços públicos, mais sofreu nos últimos quatro anos. E é para a classe média que o PS fala, quando fala da defesa do Estado Social.” Venha a mim, que a vida dos pobrezinhos, como toda a gente sabe, é um mistério…
É caso para dizer: que confusão que deve ir naquela cabeça! E é caso para ficarmos ainda mais espantados quando sabemos que foi este o dirigente que António Costa escolheu para abrir o debate com o primeiro-ministro, em vez de o fazer ele próprio, como líder e como sucedeu nas outras bancadas (que, na resposta, literalmente o atropelou, o que face ao nível de desligamento da realidade nem era difícil.
Mas não nos enganemos: se o discurso deste dirigente do PS é particularmente desequilibrado, ele reflecte, no essencial, o pensamento e a estratégia de António Costa. O que se pretende é criar a ilusão de que não foi o PS que se moveu para a esquerda, abandonando o centro e a sua tradição reformista, deitando fora pelo caminho a parte mais inovadora do seu programa eleitoral para conseguir o apoio condicionadíssimo das outras esquerdas, mas que foi antes o anterior executivo que tinha um “radicalismo ideológico neoliberal” que tornou impossível qualquer diálogo. Infelizmente esta retórica – em que o próprio Francisco Assis alinhou – levou o PS a sentir-se e a pensar como uma espécie de Syriza mais bem comportado, abrindo caminho à ala mais radical de que Pedro Nuno Santos é apenas um dos rostos mais visíveis.
Como já escrevi e rescrevi, um dos maiores pecados do anterior governo foi ser menos reformista do que o necessário e menos liberal do que o exigido num mundo competitivo como o nosso – em algumas frentes, há socialistas europeus com políticas mais liberais do que, na prática, as aplicadas por Passos Coelho (veja-se, por exemplo, o que Renzi está a fazer com as leis do trabalho em Itália). Se alguma coisa distingue Portugal é vivermos num ambiente cultural arcaico, iliberal tanto à esquerda como em boa parte da direita, um mal antigo que explica muito do nosso atraso político e económico.
Pouco antes das eleições, num almoço que tive com os correspondentes da imprensa estrangeira em Lisboa, perguntaram-se se o programa de Centeno não poderia ser o programa de que a esquerda socialista e social-democrata europeia anda à procura há mais de uma década. Disse que achava pouco provável, mas estava longe de saber que era apenas uma cortina de fumo. Na verdade, como disse Álvaro Beleza, também ele dirigente socialista, numa entrevista este fim-de-semana, o que se passa é que “esta direcção do PS é uma deriva esquerdista”. Pois é. E vamos todos pagar muito caro por isso, se é que já não estamos a pagar.
No Público de hoje, um artigo de José Vítor Malheiros, inebriado pelas manifestações kamikazes desta esquerda infrene mostra bem o que move o idealismo. Pega no caso das famílias que deixaram de poder suportar as prestações da casa hipotecada ao banco e aplaude a medida salvífica, como exemplo do que é uma Esquerda que se opõe à Direita.
Se for avante, uma lei proibirá que as execuções fiscais incidam sobre a casa de morada de família se as dívidas forem menores que " o bem executado" e nos restantes casos haverá suspensão da execução fiscal se já tiver existido penhora. Note-se que se trata apenas de execuções fiscais e não das execuções comuns que têm a ver com a falta de pagamento das prestações em que o banco executa as hipotecas nos termos do contrato assinado...
Esta medida é de Esquerda? Quem é que aprovou a lei civil e fiscal que isso permite? Foi a Direita?
Como se sabe as dívidas fiscais são as que decorrem do não pagamento tempestivo de impostos, directos ou indirectos e até taxas (!). Quem aprovou as leis fiscais que temos? Foi a Direita?
Vejamos...
Aplicam-se a Lei Geral Tributária- DL n.º 398/98, de 17 de Dezembro e o CPPT- DL n.º 433/99, de 26 de Outubro . São dois diplomas aprovados pelo governo de Direita de... António Guterres.
Nem vale a pena adiantar muito mais para mostrar o inebriamento kamikaze desta esquerda ignorante que nos vai conduzir de novo a um desastre de quem nunca se dão conta e do qual nunca assumem responsabilidades.
Este lamentável Malheiros até escreve que " Sabemos que isto é apenas o início, mas um início auspicioso. Um programa que protege os cidadãos acima de tudo, em vez do dinheiro". Como é que um indivíduo que não percebe o b-a-ba da realidade comezinha das dívidas comuns pode escrever patetices idealistas contrapondo uma Esquerda mítica a uma Direita inexistente, como e o mal dali proviesse?
"Acima de tudo"? Melhor fosse. Ficam sempre abaixo da próxima bancarrota, como aconteceu sempre que estes indivíduos idealistas governam com estas medidas fantásticas.
Quem paga no resto? Precisamente aqueles que dizem proteger "acima de tudo"...
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