sábado, 1 de dezembro de 2018

José Sócrates e o homem do saco

Os jornais de hoje referem-se à nova moradia de José Sócrates como mais um episódio que tresanda a aldrabice continuada que envolve este antigo primeiro-ministro que o cronista do Sol, Filipe Pinhal garante ter arruinado dois terços do PSI-20 e ter o desejo, frustrado, de vir a ser presidente do BCP.  O assunto é novidade e mostra bem onde este país chegou.



Quando à casa, o Correio da Manhã pegou-lhe de caras e já anda a tourear há dois dias. Tudo indica que a faena vai continuar.



Este novo conto que ressuma a nova vigarice é desmontado humoristicamente assim, no mesmo CM de hoje:


O Sol pela escrita de Felícia Cabrita, sempre em toada de mistério policial de livrinho de cordel, adianta mais um pouco. O valor da casa foi considerado apenas um pouco acima do valor tributário e o negócio jurídico da dação em pagamento, com intermediação de um advogado de ambos os contraentes cheira a esturrro angolano.

De tal modo que o MºPº tem obrigação de instaurar mais um inquérito para averiguar o branqueamento de capitais, típico nestas situações e altamente suspeito no caso concreto.

Que negócio tinha o primo agora tornado novo parceiro pensador do antigo primeiro-ministro? Era real, sustentado por provas concretas e iniludíveis?


Expresso:


Já se sabia mas aqui fica escrito: o defensor, advogado, do primo de José Sócrates é o filho do professor Costa Andrade, presidente do Tribunal Constitucional.

Não havia necessidade, penso eu de que. Ou haveria? João Costa Andrade é especialista em Fiscal. O pai em Direito Penal. Como não fazer a ligação? 

Foi este mesmo professor Costa Andrade quem, em tempos enunciou o fenómeno do "sistema de contactos" como método moderno de averiguar o que dantes se dizia como "cherchez la femme".

Fico muito desiludido com isto.

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