segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Armando Vara emporcalha o MºPº e o juiz Carlos Alexandre


Armando Vara foi à TVI de Sérgio Figueiredo prestar declarações sobre a sua condição de condenado prestes a entrar na prisão.

Foi uma catilinária contra os procuradores de Aveiro, do processo Face Oculta e contra o juiz Carlos Alexandre. Produziu afirmações difamatórias, injuriosas e sempre com a passividade do entrevistador e da companhia Miguel Sousa Tavares que não disseram nada de nada para moderar tais injúrias em directo.

Um crime de abuso de liberdade de imprensa em directo.

"Foi um brutal erro judicial. Os senhores juízes deixaram-se influenciar por uma poderosa máquina de propaganda do MºPº e por toda a pressão que alguns órgãos de comunicação social foram fazendo".

"Fui condenado sem provas, por três crimes de tráfico de influência que são uma aberração e provas zero. Não há uma única prova que comprove que recebi 25 mil euros e que recebi um conjunto de prendas pelo Natal".

"O juiz Carlos Alexandre  uma peça essencial também no processo Face Oculta, foi ele que fez a instrução no processo e essa instrução no processo foi uma coisa sem classificação, uma aberração completa".

"O mesmo juiz tem vícios de que não abdica e o que fez no processo Marquês já o tinha feito no processo Face Oculta".

"O MºPº tem uma agenda política que no limite pode pôr em causa a democracia. Exercem o poder pela negativa, condicionam quem pode ir para o poder. Basta insinuar que há qualquer coisa, uma suspeita leve, sobre um deputado, alguém, uma investigação sobre qualquer pessoa que esteja para ir para um cargo para ele já não poder ser. "

Diz que há um parecer do actual presidente do Tribunal Constitucional, ou seja, de Costa Andrade e que segundo o entrevistado,  tal parecer dirá que mesmo que tudo o que vem no processo seja verdade não foi cometido nenhum crime! Huumm...se calhar pagou mais pelo parecer do que os 25 km que lhe causaram tantos dissabores.

"O sistema judicial foi pressionado por um grupo que tomou o poder no MºPº com uma agenda política clara, é para mim evidente."

"Desde o princípio, do ponto de vista do MºPº uma perseguição, a que se juntou o juiz Carlos Alexandre"

Essa perseguição manteve-se no processo Marquês. E a forma como o juiz Carlos Alexandre chamou a si os  dois processos do Marquês e  dos Vistos Gold, tem a ver com essa lógica de vingança. E eu pergunto a mim mesmo, muitas vezes, como é que teria sido a minha vida nestes últimos nove, dez anos, se eu tenho aceitado ajudar o juiz Carlos  Alexandre como me foi solicitado."

A pergunta imediata do jornalista sobre o que lhe foi solicitado, Vara disse: "não é o tempo ". O que é que o juiz Carlos Alexandre lhe solicitou?  Que pedido é que fez?   "Para onde vou , vou ter tempo de escrever, vou ter tempo de reflectir e vocês terão tempo de investigar. Estou a dizer que lhe foi solicitado e não foi só a mim que me foi solicitado, foi a outros. Estou a falar-lhe dos processos Vistos Gold e do Marquês que têm do meu ponto de vista a ver com isso e não deixa de ser curioso".
ao tempo de investigar".

Mas qual era o interesse do juiz Carlos Alexandre? Pergunta o entrevistador. E Vara lembra um programa entre Judite de Sousa e o então comentador Marcelo Rebelo de Sousa. E aquela terá perguntado ao comentador: "ó professor Marcelo, não acha estranho o que agora andam aí a dizer que o Governo se prepara para nomear o juiz Carlos Alexandre para director do SIS? Não há muito tempo..."

O juiz Carlos Alexandre pediu-lhe para ser director do SIS? A si ou a Miguel Macedo? "Não falo mais sobre isso", diz Vara. A seu tempo direi o que tenho a dizer mais."

E o entrevistador insiste se pode concluir que o juiz Carlos Alexandre tinha a ambição de ser director do SIS. "Isso parece-me óbvio. Você até pode procurar a sua colega, porque é que fez aquela pergunta. Eu não digo mais nada agora. Acho que já disse o suficiente."

Durante toda a entrevista o único magistrado citado foi o juiz Carlos Alexandre. Nem se lembra dos outros, nem o nome sabe.
Os do Face Oculta, refere-os como "sendo um, irmão da PGR e de família que não vou dizer o nome mas toda a gente conhece, uma espécie de  "príncipes" da magistratura portuguesa, dos procuradores e outro procurador que desde esse processo nunca mais fez nada a não ser fazer lobby, junto da comunicação social, junto dos juízes da primeira instância, junto dos juízes da Relação e que faz conferências nas universidades,  projectando no painel uma frase "processo tal, processo tal, um desafio...". Que procurador é esse? Pergunta o entrevistador. "Não sei e também não sei qual é o nome do juiz...eu olho para isto...sei porque ele pôs no facebook e alguém me mandou isso".

"O juiz Carlos Alexandre não é e nunca foi imparcial". 

Armando Vara passou a entrevista a dizer mal dos procuradores e do juiz Carlos Alexandre, com uma particularidade relativamente a este: insinuou que lhe pediu alguma coisa que não esclareceu porque iria escrever um livro sobre esse e outros assuntos. Com toda a probabilidade, o pedido é o usual em quem investiga factos criminosos: colabore, diga a verdade...

Em vez de esclarecer tal coisa, logo a seguir contou que na tv alguém mencionou que o juiz em causa queria ser director do SIS, deixando no ar a ligação do pedido à "ambição óbvia".

Uma difamação grave, claro. Que vai fazer o CSM ou a ASJP relativamente a este chorrilho que emporcalha a magistratura toda e não apenas um juiz? E o SMMP?

Nada, aposto.

A TESSITURA DE UMA INTRIGA:

O desesperado Armando Vara, também bode expiatório da pouca vergonha socialista do tempo de Sócrates ( também considero a pena de prisão de cinco anos exagerada para o crime em questão, mas não a extrema ilicitude que comporta e principalmente a ausência de qualquer arrependimento ou propósito de emenda que estão na base das suspensões de penas de prisão e daí compreender a tal pena) afirmou ontem que o juiz Carlos Alexandre lhe pediu algo que não explicitou e depois deixou no ar a impressão de ter sido o cargo de director do SIS.

Vejamos se isto tem algum ponto de sustentação mínimo.

Em primeiro lugar Armando Vara acaba por se atribuir a si mesmo um poder que sempre negou durante a entrevista: o de poder influenciar os poderes de facto com determinado objectivo. Se podia influenciar a designação de um director do SIS, tinha poder para muito mais. Até para ser nomeado presidente da CGD...ou passar por cima desta gente toda.

Assim, Armando Vara foi interrogado pelo juiz Carlos Alexandre no âmbito do processo Face Oculta em 27 ou 28 de Novembro de 2009.

Quem é que estava no SIS, como director, nessa altura? O juiz Antero Luís, um bom amigo dos socialistas que foi escolhido para o cargo por Júlio Pereira, um magistrado do MºPº, bom amigo da maçonaria solidária. Antero Luís era também da Maçonaria? É de admirar? Na altura da nomeação, em Outubro de 2005 a directora Margarida Blasco ( que o espião Silva Carvalho, outro maçónico de loja concorrente disse ser uma incompetente total) foi substituída pelo então desembargador no Porto, em comissão de serviço no CSM como porta-voz.

Portanto tem alguma lógica que em 2009, na altura do interrogatório judicial no processo Face Oculta, o juiz C. Alexandre tenha pedido para ser director do SIS a esta personagem da ralé polítiqueira e um corrupto condenado com trânsito em julgado? E ainda por cima para substituir um maçónico capaz de satisfazer plenamente a tutela? E para fazer um papel duvidoso e infame, como chegou a ser noticiado? Só mesmo um palerma para se lembrar destas histórias mal contadas.

E como o indivíduo disse que tal tinha acontecido há nove, dez anos, nem sequer se pondera a outra ocasião em que tal poderia ter acontecido, ou seja em 2015.

Armando Vara  foi ouvido novamente em 10.7.2015 no âmbito do processo Marquês, pela sua actuação enquanto responsável pela CGD, cujos empréstimos com garantias duvidosas tiveram o seu aval e deram grandes buracos de "imparidades", ainda por contabilizar integralmente. São milhões e milhões que este corrupto autorizou e nunca foram pagos.

Em 2011 o referido Antero Luís foi promovido a director do SIRP e no seu lugar como director do SIS avançou o então vice, o juiz da Relação do Porto Horácio Pinto, amigo daquele Antero Luís e confessadamente escolhido para dirigir a instituição por isso e não só.

Quem os nomeou em Fevereiro de 2011?

Os últimos estertores do governo Sócrates. Rui Pereira, maçónico, na Administração Interna. Alberto Martins, maçónico, na Justiça. Como primeiro-ministro e já em andamento acelerado no processo de corrupção por conta do amigo Santos Silva temos o mesmo de sempre, José Sócrates.

Em Dezembro de 2014 foi nomeado outro director do SIS, Adélio Neiva da Cruz, para substituir  os juízes caídos em desgraça por causa dos "vistos gold". Tudo bons socialistas, com provas dadas na social-democracia.

Talvez por isto o desgraçado Vara traga à colação os "vistos gold" e a amizade com alguns juízes e procuradores que aliás não nomeou.

O juiz Carlos Alexandre alguma vez indiciou simpatias por este socialismo? De pertença maçónica? Estas garantias não eram ( são) essenciais para o cargo?

Alguém decente aceita entrar num lamaçal daqueles que aquelas figuras tristes deixaram?

Haja piedade de um condenado desesperado.

Aliás, sobre a credibilidade de Armando Vara e as suas qualidades de aldrabão é bem exemplar isto que o sítio Polígrafo investigou e concluiu que Armando Vara mentiu:

" Na TVI, Miguel Sousa Tavares entrevistou Armando Vara e confrontou-o com uma escuta telefónica em que procurou "convencer alguém da CGD a ficar" com um crédito ruinoso do BCP, relativo ao financiamento do Autódromo do Algarve. Vara disse que foi ao contrário, alguém o tentou convencer a ligar para a CGD. Qual é a versão correta?"

A de Miguel Sousa Tavares, concluiu o Polígrafo.

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