domingo, 12 de agosto de 2018

Um habitante de Alferce explica o que se passou ao presidente da República

No Blasfémias há uma ligação a um video que pelos vistos circula nas redes sociais do Facebook. Como não tenho a ferramenta nem quero ter, aconselho o visionamento do mesmo, por aqui.

A essência do discurso ao vivo e perante o presidente da República- que diga-se em abono da verdade- aguentou estoicamente até ao fim o que o morador da localidade tinha a dizer sobre a (Des)Protecção Civil, é simples e é esta que tenho vindo aqui a apresentar:

O Governo e o seu "mandatário" da Protecção Civil, como disse o morador, quiseram uma e apenas uma única coisa: salvar a face de poderem ser acusados de não proteger vidas humanas, doesse o que doesse às populações e foi isso que fizeram. E isso por motivos estritamente políticos e não de humanidade.

De resto, no que o morador diz e o que aqui se escreve também pretende mostar, é outra coisa ainda: as vidas humanas são o mais importante e ninguém o nega e para tal é essencial o papel da GNR na disciplina das evacuações. Mas não a torto e direito; não à força e sem critérios mínimos que fossem compreendidos e aceites pelas populações, tal como de resto manda a Lei de Segurança Interna numa interpretação isenta de jacobinismo.

O que o habitante de Alferce disse e já tinha sido dito pelo presidente da Assembleia de Freguesia, na tv foi que a GNR mandou as pessoas serra acima, ao seu destino e em direcção a locais onde pereceriam efectivamente, pelo fogo. Se as pessoas tivessem obedecido e alguma morresse por causa dessa ordem, como defendeu o advogado Saragoça da Matta, inacreditável, ficariam sem o argumento dos "excessos", os defensores do jacobinismo interpretativo.  Resta saber se tal foi assim mesmo mas basta a menção concreta a tal circunstância para se questionar a razoabilidade, adequação e proporcionalidade da actuação da GNR e principalmente de quem os comandou e deu ordens e afinal da própria essência de legitimidade dessas ordens sem rei nem roque.

No video vê-se ainda o lunático Cabrita, último responsável por essas ordens, a par do primeiro-ministro,  a ouvir e calar porque era o presidente da República o interlocutor. Se assim não fosse, o ministro lunático teria cortado o pio ao morador, sem o ouvir. Tal como fez na AR ao então governante Paulo Núncio. E isso não é preciso adivinhar porque era mais que certo.

Só faltou ao morador de Alferce dizer que o que fizeram na terra dele era a prova provada do crime que o Governo cometeu o ano passado. Bastava dizer ao presidente da República que a lei do ano passado era a mesma deste e se não a cumpriram,  a negligência foi do mais grosseiro que pode haver e indesculpável politica e até criminalmente.


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