sábado, 27 de abril de 2019

O grupelho tóxico da inducação mediática abrileira

Li esta passagem do artigo de Alberto Gonçalves no Observador : 

Um “grupo de cidadãos” criou um “movimento apartidário” para exigir “uma campanha limpa”, leia-se “sem mentira e desinformação”. Os subscritores, assaz preocupados com o que acontece na América e no Brasil, pretendem “bloquear e denunciar” as “notícias falsas nas redes sociais portuguesas”, de modo a votarem “sem a intoxicação de quem despreza a democracia”. Isto é o que vem no “Público”.

O que não vem no “Público” é que o “grupo de cidadãos” é uma dúzia de “personalidades” habituais em programas televisivos de variedades, que o “movimento apartidário” corresponde ao arco do poder que vai do PS actual ao BE de sempre, que a preocupação deles com os EUA e o Brasil não se estende à Venezuela ou à Coreia do Norte, que a denúncia e o bloqueio são métodos de regimes totalitários e indivíduos com patologias, que o desprezo dessa gente pela democracia já a intoxicou há muito e que o problema não são as “notícias falsas” – invariavelmente produzidas à “direita” –, mas as restantes.


O tal grupo de cidadãos é este e os nomes são estes: Cristina Carvalhal, Cucha Carvalheiro, Daniel Oliveira, Diana Andringa, Filomena Cautela, Isabel Abreu, Joana Lopes, Joana Solnado, Olga Roriz, Pedro Vieira, Rueffa, Sara Carinhas.

Como ando há tempos a pensar no assunto de certos grupos de inducação em formação na sociedade portuguesa, com destaque para certos humoristas, coloco também uma notícia recente:

Há uns dias- 18.4.2019- o Público mostrava o aparecimento de mais um programa na RTP, da responsabilidade de mais um deste grupo de intoxicação mediático e inducativo.


São todos herdeiros dos cravos de Abril e por isso floristas de costumes. Têm todos uma característica comum: não gostam do fassismo ou de Salazar que identificam como o símbolo do que combatem ideologicamente. Foram inducados pelos heróis de Abril  e agora inducam a maralha que vê tv. São, por isso mesmo, uma seita.

Sobre aquela Diana Andringa, decana deste grupelho, talvez valha a pena ler algo sobre o seu apego à verdade isenta de fake news. Deu uma lição disso mesmo, em Setembro de 27.9.1975, no Expresso:


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