sábado, junho 12, 2021

As lições do menino Pacheco aos apelidos Palma e Tavares

 O apelidado Pacheco, antifassista desde a Idade Média,  responde no Público de hoje a dois apelidos  que o fustigaram em artigos vitriólicos e lhe carregaram a bílis com mais ácido que uma lesma do mar. 

Leia-se o despautério relapso do apelidado Pacheco que desconhece propositadamente o nome daqueles, corroído pela malina do despeito: insulta repetidamente a inteligência dos visados, fazendo-se vítima dos insultos que o visam, repudiando ao mesmo tempo o estatuto e arvora-se em mestre das cerimónias intelectuais da superioridade arquivística, aprontando-lhes bibliografias imaginárias.


O truque deste Pacheco é sempre o mesmo: contornar a evidência, mesmo estatística, apresentando outros "pathos" e outra sabedoria reservada a historiadores da pacotilha antifassista. O resto é "populismo", extrema-direita e radicalismo. Nada que se pareça com o maoismo ou o cavaquismo serôdio, cartões de visita do aludido Pacheco. 

Como escreve o dito "o problema disto é o contexto" e para tal vamos lá ao exercício desta singela beleza em matar antifassistas que se acham em gozo supremo pelo dó que lhes dá a "facilidade com que se pode responder a Palma e Tavares". Ou seja, uns miseráveis intelectuais cuja inferioridade académica é suplantada com uma perna às costas por este antigo professor liceal, com uma licenciatura em filosofia, o que lhe permitiu prestar serviço no ISCTE.  

Por isso e com tais adereços e ademanes arvora-se com autoridade suficiente para poder escrever que aqueles dois desgraçados "não sabem nada da história portuguesa do sec. XX", pressupondo ipso facto um domínio completo em tal matéria. Mas não insulta, porque isso é arma de fracos...

Como ilustração da catilinária pessoalizada em dois apelidos cujo nome omite, em táctica antiga e repulsiva, apresenta uma imagem de um "livro da 1ª classe na ditadura", como exemplo flagrante do fassismo salazarista que encomiava o ditador e dava conta do fenómeno da religiosidade de um povo e nacionalidade quase milenares cuja história se desenvolveu sempre sob a alçada do catolicismo que tem em Maria a mãe de Jesus salvador e nessa altura não tinha vergonha em proclamar.  A Pacheco, isto é tão estranho como a humildade e por isso o seu contexto é o do jacobinismo e o da arrogância e prepotência totalitária que noutros lados se chamou estalinismo ou maoismo, em nome de um povo que intimamente detesta e por isso execra o "populismo". 

Para se dar o contexto adequado às lições do menino Pacheco, basta mostrar algumas imagens que traduzem milhares de palavras que pelos vistos não integram os seus arquivos, porque o ecumenismo é palavra que só abarca o ódio ao fassismo, em nome do afecto acrisolado ao totalitarismo esquerdista, mesmo disfarçado de democracia. 

No livro de Joaquim Vieira, Portugal -Século XX, os anos 40, tempo de guerra e privações, no mundo e em Portugal, data em que aquelas imagens do livro da 1ª classe foram impressas, havia outras imagens e outros "contextos" mais esclarecedores que as teorias fossilizadas destes antifassistas encartados que se julgam superiores por estarem na mó de cima. 

A imagem amplamente reproduzida do ambiente rural da época e da simbologia associada a miséria e atraso atávicos, pode facilmente se contrariada por estas que são da mesma época e mostram ambientes urbanos e o "pathos" cultural de um país como Portugal, sob Salazar, nesses anos 40: 













Um dos fenómenos mais interessantes que se podem observar nos escritos destes antifassistas enquistados é a omissão sistemática de referências estéticas dos antifassistas que se opunham a Salazar e o que publicavam e mostravam na sua propaganda contra o regime que os acolhia como o regime que pretendiam implantar nunca o faria. 
Esta estética do "neo-realismo" era de uma pobreza aflitiva o que permite pensar que se fossem poder político, como pretendiam, transformando Portugal num país comunista em que desapareceriam dos "livros de 1ª classe" imagens como aquela, o país seria ainda mais miserável do que as pátrias dos vários socialismos que aqueles ambicionavam para o nosso país. 
O menino Pacheco naturalmente e já nos anos setenta, em idade adulta, queria ser como a China, sofisticado e a comer com pauzinhos as papas na cabeça dos estúpidos que pensava enganar com a propaganda clandestina que escondia para não ser preso pela temível PIDE. 

Nos anos 40 era assim, mas não mudou muito ao longo das décadas, incluindo a actual ( basta ler O Militante para o perceber instantaneamente):







Comparando com a estética do Estado Novo dos anos 40, poderemos sempre imaginar como seriam os livros escolares propostos por aqueles antifassistas...


Quanto à propaganda do regime e o seu "contexto" agora documentado em estudo académico do tal apelido Palma e por isso isento de laivos fassistas associados, afinal confirma o que os estudos agora demonstram e desmentem os antifassistas como o menino Pacheco que à míngua de argumentos apresenta aos "pathos" do costume a verborreia de sempre, da cartilha e da cassete que nem chega a pirata mas é apenas usada e das várias feiras da ladra que intelectualmente frequenta. 








De resto quem dá lições ao menino Pacheco é este jornalista, formado em arquitectura e com estrutura intelectual suficiente para entender o que o antifassista não compreende.
No Sol de hoje: 


 Além de tudo isto a perspicácia do menino Pacheco é lendária...e já se mostrava em 23 de Maio de 2002 na revista Focus. Actualmente o alvo é o Ventura, mas a perspicácia continua na mesma:




sexta-feira, junho 11, 2021

Notícias opinativas das agências de comunicação social

 Sapo, uma vergonha de notícia, ridícula e incompetente:


Quem escreveu isto deveria voltar à escola para aprender os rudimentos da feitura de notícias. E devia levar um puxão de orelhas de quem coordena ( agora é só coordenadores...) a respectiva secção redactorial. 

quinta-feira, junho 10, 2021

A missão do Adão e Silva é simples: empochar mais de 300 mil euros!

 Sobre a história de um tal Adão e Silva, comentador e professor no ISCTE de sociologia, o que diz tudo da personagem, há um artigo no Observador de Paulo Tunhas que explica bem as razões do interesse: 


Para contas mais finas o CM também ajuda, hoje: 


Zás, PAS! 300 mil no bolso, paga o Estado. 

Juntando ao que recebe dos media afectos do grupo de Balsemão e similares, dependentes do erário público, este Pedrinho não tem medo de lobo nenhum, porque já alcançou o patamar da pinderiquice socialista: sacar ao Estado o que podem e não podem a fim de comprarem o apartamento, o carro a educação da filharada em colégios privados e o resto das mordomias de um estado socialista. 

É um direito que julgam já adquirido. E há um "perk" que esta categoria de pindéricos do Estado que temos nunca dispensam: carro, motorista e secretári@.

A astrologia comunista do PCP

 Na revista O Militante deste bimestre, impressa num papel ainda couché a preto e esborratado em neo-realismo, o PCP através de uma militante míope apresenta em quatro singelas páginas, a sua teoria geral da adivinhação comunista, vulgarmente conhecida como "materialismo dialético". 

Tudo parte do pressuposto de que o mundo e as pessoas são apenas matéria e os comunistas, prescientes, equiparam-se com o instrumento infalível de previsão do passado e do futuro: o método do materialismo dialético. 

Não havendo qualquer resquício de intervenção divina na Humanidade tudo se resume aos átomos e partes ínfimas da matéria, associadas para ilustrarem os comunistas na tarefa sempre ingente de desvendar o futuro da humanidade alvitrando-lhe o destino final: o socialismo. 

Os princípios estão estudados e o primeiro é a "objectividade" que se define como o contrário da subjectividade e sinónimo de "realismo". Os "fenómenos sociais", dizia um dos papas destes astrólogos quiromânticos das linhas das "boas mãos", exigem o estudo soe "todos os seus aspectos", obviamente com excepção de um, precisamente o da hipótese espiritual e pressupondo a existência de Deus. A objectividade começa logo a mancar, mas enfim.

Depois aparece a "omnilateralidade", ou seja o estudo de todos os aspectos e de todos os ângulos, obviamente com excepção dos que não lhes convêm por serem demasiado convexos, como era um primo do Zeca Afonso. 

Em seguida a "historicidade" que é a "observação do fenómeno no seu tempo", no que os comunistas se especializaram: o tempo é todo antigo e fossilizado e por isso não lhes adianta nem atrasa nada. Não mimetizam lutas passadas porque estão sempre presentes na memória das "lutas". 

O princípio seguinte é o da "contradição", que os obriga ao esforço de perceber o que há de contraditório nos fenómenos, com algumas excepções: não estudam por exemplo a contradição entre liberdade individual e repressão e censura em gulags ou a liquidação em genocídios pela fome, do povo que  pretendem libertar das opressões.

Por fim a dinâmica estrutural da mudança de quantidade para qualidade que é a alquimia do segredo: a teoria provém da prática e esta da teoria como simbiose de proveniência incerta, eventualmente germana.

Estou certo que quem ler o artigo de quatro páginas fica a saber o que é a ciência infusa do materialismo dialético, mesmo sem citações, tirando a do tal papa embalsamado no kremlin para adoração destes duendes. 

Aqui fica o artigo que mostra como o PCP adivinhou tudo no passado e adivinhará o resto no futuro, através do método infalível de olhar para a realidade com esta arma poderosíssima que assim fica explicada.

Foi assim que adivinhou a "queda do fascismo", por exemplo, tal como explicam num livro que agora vendem, um compêndio deste tipo particular de astrologia sincrética e saber profundo, já fossilizado no século XIX e transparente no âmbar destes escritos fantásticos. 

Deve ter sido assim que adivinharam a queda do muro de Berlim e a previsível derrota dos ortodoxos comunistas às mãos de um bebedolas com nome eslavo, Ieltsin. Foi assim que adivinharam o desaparecimento de quase todos os partidos comunistas na Europa actual, com excepção deste fóssil que alberga esta gente que pensa e escreve deste modo.







Têm um grande passado pela frente para continuar a adivinhar o que nunca aconteceu...

Vara, medalhado em corrupção

 Simples, eficaz e típico de corrupto: titulava directa ou indirectamente uma empresa fantástica (Vama) com sede em paraísos fiscais (Seychelles ou Panamá, o dos "papers") que recebia dinheiro entregue em mão própria por entidades não identificadas e depositado por outros, nomeadamente um certo Michel Canals antigo funcionário bancário da UBS, na Suíça, "gestor de fortuans", incluindo a deste artolas socialista, amigalhaço do outro corrupto, José Socrates e parceiro de governo, gestor nomeado para a CGD e outras instituições de Estado que agora "está de cana" por umas caixas de robalos. 

O dinheiro ganho em modo extra e para além do que recebia como assalariado de alguém, mormente por conta do Estado, directa ou indirectamente, era recebido e também passava pelas mãos de um tal Francisco Canas, o "zé das medalhas" com loja na baixa de Lisboa e que recebia personagens ilustres que passavam por lá para lhe visitar as medalhas e recuerdos, deixando-lhe o pecúlio embrulhado em papel sujo de corrupção.  

O pecúlio, pelos vistos na ordem das centenas de milhar ou mesmo aos milhões, não declarados ao Fisco, entravam sorrateiramente na conta da tal UBS, gerida pelo tal Canals que se encarregava de o fazer desaparecer do mundo da contabilidade visível, pelos meios habituais: offshores manhosas, com titulares designados em procurações manhosas para ludibriar investigadores curiosos. 

É este o retrato acabado de um pindérico do regime que está. E há disto aos  montes. Alguns e algumas, de altíssimo coturno,  ainda escondidos e que frequentavam a casa do tal das medalhas, sorrateiramente, mas com rasto registado. 

Quem sabe disto melhor que ninguém? O juiz Carlos Alexandre e essa é uma das principais razões para o quererem correr do sítio onde está. 

Quem o quer correr sabe perfeitamente que quem vier para o seu lugar não vai querer saber nem sequer estudar o que foi o processo do Monte Branco ou o do Furacão e muito menos o do Marquês ou o da "máfia do sangue", como designado pelo Correio da Manhã. Estão todos ligados mas dá muito trabalho ler, estudar e ficar a saber como se processou a corrupção em Portugal, nestes últimos vinte anos ou quase. 


É por essa razão que também apareceram os críticos dos "megaprocessos" incluindo alguns magistrados feitos idiotas úteis ou já inúteis, como o ex-presidente do STJ, Piçarra. Por ignorância ou pior que isso contestam a validade de tais processos ignorando isto que Eduardo Dâmaso escreveu na Sábado de ontem e que aprendeu enquanto estudou o fenómeno italiano que aqueles só acompanharam pela tv da altura: 


Para se ter o retrato em corpo inteiro do fenómeno da corrupção pindérica e principalmente socialista dos últimos anos é preciso averiguar tudo isto em megaprocessos porque não há outra forma de o fazer, tal como aconteceu em Itália com os processos mil vezes mais complexos que visaram a estrutura político mafiosa dos anos oitenta e noventa. E foram resolvidos, sem que se questionasse a validade dos tais megaprocesso. Por cá é o que se vê: em vez de combater os que procuram aproveitar tal confusão e visar a raiz profunda dos entraves, que reside exclusivamente nas leis garantísticas que temos, querem acabar com o único método de combater eficazmente tal cancro social. 

E querem por isso afastar do centro nevrálgico das investigações um dos únicos magistrados que tem uma visão global, compreensiva de todos estes fenómenos. E quem é que sabe disto tudo, tal e qual e destas manobras manhosas deste poder socialista? 

Um deles é o presidente da República, careca de saber estas coisas que já lhe foram explicadas por quem de direito. E que faz o mesmo neste contexto? Lava as mãos...

Enfim. 

terça-feira, junho 08, 2021

Nuno Palma e o " execrável" Estado Novo

 Artigo de Nuno Palma no Público de hoje, na primeira pessoa e sobre a polémica que o envolveu. 


Sobre a mesma temática, a crónica de João Miguel Tavares também na edição de hoje do jornal: 


Lugar comum a ambos: o Estado Novo é-lhes insuportável como modelo seja do que for. Era uma "ditadura execrável", logo imprestável. Pergunte-se-lhes o que pensam da ditadura chinesa e ver-se-á a relatividade destas ideias feitas. 

Enfim, o Estado Novo tem ainda muito a dar a estes neófitos da democracia que nasceram ontem e por isso nunca compreenderão o que foi o passado, por muito que leiam ou falem com quem o viveu. 

Entre o antifassismo primário e a democracia secundária vai um curso preparatório que ainda não fizeram apesar de se considerarem catedráticos na matéria. 

O académico Nuno Palma nasceu há dias mas já se considera um veterano. Valha a verdade que o que diz e escreve é novidade relativa no mundo mediático nacional, habituado ao discurso esquerdista de sempre. Destoa e ainda bem. Já fazia falta alguém assim que fosse capaz de se fazer ouvir pelos joões miguéis tavares e incomodasse a intelligentsia de esquerda que domina o panorama cultural português.

Valha também a verdade que tal apenas acontece porque o dito tem pergaminhos escolares de topo, ou seja, anda numa universidade a escrever "papers" com muitas referências bibliográficas e números a condizer mais quadros sinópticos elaborados. Enfim, mais vale isso que nada. 

Quanto ao Estado Novo e ao seu valor ainda falta quem lhe trace o perfil exacto e a dimensão adequada. 

Talvez apareça alguém, quem sabe...e sobre tal assunto vale a pena transcrever o que disse Joseph de Maistre: uma batalha só está perdida quando alguém acreditar que a perdeu. Daqui: 



segunda-feira, junho 07, 2021

Nuno Palma a malhar na esquerda troglodita

 Video que os media nacionais sindicados à esquerda e ao PS e extrema esquerda em particular censuram. As claras de sousa e adelinos farias tremem com estas ideias que os fustigam para além do que toleram. 

O entrevistador é Camilo Lourenço e o entrevistado tem a caução de ser académico, no estrangeiro...

Quem quiser saber mais sobre Nuno Palma e o que pensa e escreve, pode sempre ler neste blog- Portugal no longo prazo.


Sobre o futuro de Portugal entregue a estas geringonças de Costas e Nunos Santos? "Péssimo", foi a resposta sucinta, numa das últimas frases da entrevista. 

domingo, junho 06, 2021

A história improvável de um pirata relapso

 Mortágua, Camilo, esquerdista da extrema nos anos sessenta e vindouros foi agora celebrado na revista Visão pelo feito de ter capturado e desviado um avião da TAP, em conjunto com outros piratas,  para lançar panfletos (!!!)  de protesto contra o regime político que estava e que o pirata queria substituir por outro que lhe permitisse impor a ditadura do proletariado ficando ele e os camaradas de armas a mandar na classe proletária, em nome do socialismo. O modelo era o soviético e por isso a liberdade que apregoava era apenas uma ilusão de pirata, uma trafulhice para enganar o povo. Continua a ser mas a Visão acha que deve dar espavento e atenção a estes aldrabões. Fica-lhes no currículo politicamente correcto andar a publicitar estes totalitários frustrados que perderam sempre a ocasião de serem poder mas nunca a expectativa de um dia, quiçà, numa manhã de nevoeiro espesso, enfim. O costume. Os donos da Visão contemporizam com esta fantasia desde que lhes pague as contas da falência previsível...

O pirata tem agora duas herdeiras dilectas, as manas Mortágua,  que perseguem o mesmo objectivo turvo de transformar a sociedade num campo de concentração ideológico com tal propósito: liquidar o capitalismo e impor o socialismo tal como o entendem, sem grandes diferenças de fundo, porque não existem. 

Uma delas faz figura de estrela parlamentar porque tem um olho esforçado para as trafulhices bancárias dos capitalistas que temos  e em terra de cegos, já se sabe quem reina...

São estes os heróis da democracia que há: indivíduos, no caso piratas que queriam uma ditadura muito pior que a que existia. É difícil compreender tamanha imbecilidade em publicitar estes heroísmos, a não ser por pinderiquice ideológica e intragável indigência intelectual. Mas é isto a Visão:





sábado, junho 05, 2021

A superioridade moral do Estado Novo

 Pacheco Pereira, no Público de hoje escarra mais uma vez por escrito na História contemporânea de Portugal, aviltando o Estado Novo e Salazar, com desinformação mascarada de propaganda.


No afã de sujar um passado em que pessoalmente se atolou na pior ideologia de sempre, o comunismo extremista, publicou o panfleto onde mostra outros instrumentos panfletários de propaganda anti-comunista veiculada, segundo escreve sem qualquer dúvida,  pelo Estado Novo. O Estado Novo é apontado sumariamente como autor dos pasquins facsimilados, acto assumido como facto pelo antigo extremista do comunismo delirante e infantil. Trabalho da Legião ou da Pide, segundo o panfletário e mais ninguém. 

O móbil da indecência exposta é um ataque indiscriminado à "direita", certamente incluída naquela  que nos anos noventa adoptou oportunisticamente quando fez parte da entourage cavaquista na AR dos tempos em que se julgou "liberal".  

Enfim, Pacheco Pereira, quem o não conhecer que o compre, ou seja que o leia acreditando nos dislates. 

Do que o indivíduo não fala nem precisa, perante o despudor, é que o Estado Novo, incluindo a Legião e a Pide, combatiam activamente então a ideologia que Pacheco Pereira adoptou anos depois e que tinha como próceres, humanistas e democratas como este que a revista Geo-Histoire, de Junho de 2021 mostra: 



Pacheco Pereira pode sempre procurar um exemplo deste genocídio, entre as actividades "indefensáveis" do Estado Novo.

Pode sempre encontrar mil Tarrafais para se compararem a um único Gulag como estes historiados. 


Pode sempre fazer o paralelo entre os tribunais populares, como este retratado e os "plenários" do Estado Novo. 


E poderia mostrar em mapas deste género a especial perversão de um regime totalitário, como foi aquele em que acreditou que nos poderia servir de modelo, em vez do Estado Novo totalitário. 
Talvez sinta um pouco de vergonha, com o exercício, ao lembrar-se do PCP ( m-l) ou quejandos. 


O que o despudor de Pacheco Pereira omite é que o Estado Novo, com várias pides e legiões de fassistas à ilharga,  nunca conseguiu chegar aos calcanhares do facínora e assassino retratado, porque a superioridade moral do Estado Novo era infinitamente superior à deste genocida que Pacheco Pereira chegou a idolatrar como modelo de líder para Portugal. 

É só isso que falta dizer ao palerma. 

E ainda falta mais isto que me lembrei hoje, ao ler estas páginas do livro Les Bienveillantes, de Jonathan Littel que tinha por aqui desde 2006 para ler. 

Estas oito páginas explicam o entendimento profundo de um anti-democrata de raiz como é Pacheco Pereira. E explica a sua maior proximidade ao nazismo, enquanto ideologia totalitária, tal como o comunismo. Por muitas juras de democracia que esta gente faça, a realidade profunda vem sempre ao de cima quando se põem a pensar alto, como no escrito acima, acontece. 

Esta gente é que é perigosa para a democracia. 

Nestas páginas desenvolve-se um diálogo quase socrático entre um oficial alemão e um russo, nas circunstâncias da II Guerra mundial, durante a ofensiva de Leste de 1942 que os alemães estavam a perder, por causa de erros estratégicos. 

Ambos concordam num ponto: o nazismo e o comunismo tinham ideias parecidas, métodos semelhantes e objectivos similares, de racismo, de totalitarismo e de desideratos em que o Estado assume sempre a maior parte do protagonismo, contra grupos sociais inteiros e aos milhões. No nazismo a raça sobreleva tudo e todos; no comunismo é uma classe que se torna superior a todas as outras que são submersas e obliteradas no processo. Os métodos, brutais são exactamente os mesmos: a eliminação física dos oponentes, através de expedientes inventados a preceito e cuja moralidade nem se distingue. 

Ao pé disto, o Estado Novo foi um modelo de Estado social e de direito mas é contra o Estado Novo que esta gente se encrespa ideologicamente, porque é disto, destas ideias que vivem interiormente, desde sempre. Se a oportunidade lhes sorrir novamente voltarão a mostrar a verdadeira face: a do Terror. Pacheco Pereira seria um grande tovariche desta gente depois de se tornar o apparitchick por excelência, como já é, desta ideologia difusa da oligarquia prevalecente em Portugal, actualmente. 

Ao contrário deste komissário russo do comunismo, Pacheco Pereira nem classe tem para este tipo de discussões. Já sabe tudo, desde sempre e daí o feitio de apparatchick ideológico que o consome.







quinta-feira, junho 03, 2021

A superioridade intelectual do Estado Novo

 O cronista João Miguel Tavares denuncia hoje no Público um caso de "desonestidade intelectual" acompanhando-o com mais desonestidade intelectual de fabrico próprio.  


Para mostrar que é democrata e tolerante denuncia a atitude canalha de um anónimo qualquer que acusou o autor de um estudo académico, um tal Nuno Palma, ao sítio de origem do académico em causa. 
A "acusa" referia-se ao topete do filisteu Nuno Palma que demonstrou que no Estado Novo, ao contrário do que se dizia, o analfabetismo não era estimulado e até era combatido com maior eficácia que antes. 
Pelo meio o cronista não se esquece de referir que o Estado Novo era um estado execrável, indefensável e tal como o filisteu, secunda-o declarando-o como regime "repugnante", ditatorial e inaceitável".  
Enfim, o estudo do tal Palma começa assim: 



Portanto, dois coelhos de uma cajadada: o Estado Novo que continua a ser algo "execrável" e a denúncia pideiresca de quem se encanita, como o citado Pacheco Pereira, com defesas insustentáveis do mesmo Estado Novo, em modo desonesto e estúpido. 

De resto, no mesmo Público há mais do mesmo. O antigo repórter de tv, Carlos Fino, escreve um artigo de página para dizer que fugiu à tropa no tempo do fassismo e passou as passas do Algarve para chegar onde queria, a França. Pelo meio do escrito relata os horrores do fassismo de cá, sem dizer uma palavra do sítio para onde foi depois e que era exactamente um sítio como queriam que por cá o Estado Novo se transformasse nesse tempo: a União Soviética. E que era precisamente por isso que por cá havia censura, repressão política e proibição de comunismo. E servindo isso de alibi para se fugir à tropa, corajosamente. 
Como se sabe agora relativamente a Carlos Fino, Moscovo não pagou a traidores...e a palermice em não reconhecer a razão a Salazar, nesse aspecto é notória. 



ADITAMENTO: 

E para reconhecer a aludida superioridade há agora uma nova biografia de Salazar, subscrita por um britânico, Tom Gallagher, professor emérito na Universidade de Bradord e que já escreveu sobre Portugal há cerca de 40 anos. 


O Diário de Notícias de há uns dias publicou esta entrevista com o autor em que este explica uma das razões pelas quais acontecem aqueles factos acima indicados: há quem tenha medo de Salazar, nos dias de hoje. E com razão. 




quarta-feira, junho 02, 2021

Fauna lusitana: macacos, cabras e cabritos

 CM de hoje: 



Toda a gente percebe esta notícia que falha em poder escrever o que toda a gente sabe: não é possível viver com um nível de vida semelhante ao que se mostra nas imagens, com um rendimento de um pouco mais de dois salários mínimos. 

Portanto, o velho  ditado tem aqui plena aplicação: quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêm...

No caso do dito "macaco" que aliás tem nome de gente, há com certeza outros rendimentos que não foram declarados e por isso compete a quem de direito apurar matéria colectável. Se essa entidade- Direcção de Finanças do domicílio fiscal do contribuinte- o não faz é porque não quer ou porque não pode. 

Assim temos um "macaco" que dantes em gíria queria dizer um tipo esperto e a tais animais, nos circos, costumavam dar o nome de "chico". 

E temos ainda um retrato bem nítido de uma certa fauna lusitana que é bastante notória porque abunda em todos os meios sociais. Toda a gente conhece "macacos" destes no circo em que Portugal se transformou.


terça-feira, junho 01, 2021

O procurador europeu sai da toca

 Público de hoje, entrevista, da autoria de Mariana Oliveira,  ao procurador José Guerra, designado pelo Governo português como procurador europeu em nome de Portugal, na União Europeia.

A parte da entrevista que interessa refere-se ao modo como foi designado para o lugar, não tendo pudor em declarar nada aos costumes, ficando de fora o que verdadeiramente interessava, como por exemplo saber como soube do lugar em disputa, quais os seus sistemas de contactos enquanto magistrado experimentado em organismos "lá fora" que lhe permitiram acalentar a esperança concretizada de alcançar o desiderato e no fim de contas como é que estas coisas acontecem, no interior do MºPº e poderes adjacentes ligados ao governo. 

Que ninguém tenha ilusões que estas escolhas revestem natureza política, principalmente tendo em conta o que se passou à roda da candidatura e ao modo atrabiliário como foi conduzida, pela actual ministra da Justiça. 


Ao defender a escolha da sua pessoa enterrra qualquer réstia de transparência e limpidez de procedimentos que originou suspeitas sérias de favorecimento do mesmo em detrimento de outros candidatos. 

Tal foi já escalpelizado aqui, no sítio da Integridade e Transparência de molde a permanecerem obscuras e não ficarem limpas as suspeitas ocasionadas. 

Tudo se passou nos dois primeiros meses de 2019, sob a égide do CSMP, tal como se refere no sítio do MºPº com data de 28.2.2019: 


O "procedimento de selecção" dos candidatos a este concurso tornou-se relativamente opaco e de perscrutação difícil : o modo como se constituiu o júri de selecção dos candidatos e como estes foram verdadeiramente escolhidos e apresentados a votação em plenário do CSMP não é de modo nenhum transparente, como aliás alguns membros do próprio CSMP reconheceram. 

Num procedimento delicado desta natureza tal circunstância mancha de modo indelével o currículo do escolhido no concurso, para além de alimentar suspeitas de favorecimento, aliás  publicamente reportadas. 
Assim, resta apenas dizer o seguinte: este tipo de cargos é  procurado por muitos, mas poucos são os beneficiados e a competição torna-se feroz, no silêncio dos gabinetes. 

Por causa, para além do mais, disto que o jornalista Pedro Tadeu escreveu nessa altura no Diário de Notícias, sobre  "quanto ganha um procurador europeu": 



Pois é isso mesmo: pouco saudável. 

Entrevista de Ivo Rosa ao Expresso