O Militante de Maio Junho de 2016:
O Militante, Março-Abril 2013:
As mesmas ideias de sempre, a cartilha de sempre e a fossilização completa. Só se engana quem quer ser enganado...
quarta-feira, maio 25, 2016
O capitalismo nacional é pindérico porque interessa à esquerda que assim seja
Económico:
Feita uma comparação com 2014, verifica-se que, em vez de diminuir, a disparidade entre a remuneração dos CEO e a média dos trabalhadores aumentou em 2015. Em termos globais, a remuneração dos CEO das empresas analisadas subiu 14,2% face a 2014, ao passo que as remunerações médias dos trabalhadores cresceram apenas 3,6%. Isto levou a que o rácio passasse de 21,3 vezes em 2014 para 23,5 vezes em 2015.
As empresas em que houve um maior agravamento deste rácio foram a Galp (passou de 44,2 para 72), os CTT (de 21,8 para 45,3), a Jerónimo Martins (de 72,7 para 90,3) e a
EDP (de 27,9 para 44,9). E, em todos estes casos, além de já terem um rácio superior à média, o agravamento deveu-se quase exclusivamente a um significativo aumento do salário recebido pelo presidente executivo de um ano para o outro: 67,3% no caso da Galp; 109,7% nos CTT; 29,5% na Jerónimo Martins e 58,2% na EDP. E, no caso da Galp, o valor criado para os accionistas nos últimos cinco anos até foi negativo, sendo mais uma razão para que houvesse maior contenção salarial na cúpula da petrolífera.
Isto que aí vai comparado com o que era há nem sequer uma meia dúzia de anos...até que melhorou.
Mas afinal onde estão os ricos deste país? Nos anos oitenta (o Expresso é de 31.12.1988 )andavam à procura deles e encontraram estes:
Em cerca de trinta anos não apareceram mais. Antes pelo contrário e é disto que o socialismo e principalmente comunismo gostam: menos ricos para haver menos pobres. Mas...então porque é que, paradoxalmente, haverá mais destes e menos daqueles?! Enganaram-se no prognóstico ou essencialmente sabiam que assim seria?
Afinal, o regime não descansou até acabar com os verdadeiros capitalistas que ainda tínhamos em 1974. Correram com eles, nacionalizaram-lhes os bens e fizeram uma espécie de capitalismo de Estado com o IPE. Em troca tivemos três bancarrotas de que nos salvamos in extremis. Caminhamos alegremente para a quarta...apesar de proclamarem que os antigos capitalistas voltaram e refizeram tudo, o que sendo falso é ainda mais mistificador do que as teorias acerca da luta de classes que nunca abandonaram como explicação para os males do mundo.
O comunismo e o socialismo não querem outra coisa porque é nisso que prosperam. Quanto maior miséria melhor chafurdam no esquerdismo a proclamar que é para bem do povo. A Venezuela é o exemplo mais recente, mas os outros são a mesma coisa. Socialismo e comunismo é miséria garantida para o povo.E vidinha refastelada e privilegiada para os apparatchicks do Partido que é sempre dos trabalhadores e a vanguarda da classe operária, como o PCP ainda hoje defende. Os que se mantêm no poder durante décadas, numa espécie de sucessão monárquica da qual são destituídos apenas no caso de se desviarem em modo grave da linha justa...para esses há lojas privativas, produtos exclusivos, mercadorias de luxo. Para os demais, a miséria é de rigor e generalizada, embora a propaganda afirme o contrário. Em todos os países de Leste foi assim e quem isto não sabe, anda mal informado.
Feita uma comparação com 2014, verifica-se que, em vez de diminuir, a disparidade entre a remuneração dos CEO e a média dos trabalhadores aumentou em 2015. Em termos globais, a remuneração dos CEO das empresas analisadas subiu 14,2% face a 2014, ao passo que as remunerações médias dos trabalhadores cresceram apenas 3,6%. Isto levou a que o rácio passasse de 21,3 vezes em 2014 para 23,5 vezes em 2015.
As empresas em que houve um maior agravamento deste rácio foram a Galp (passou de 44,2 para 72), os CTT (de 21,8 para 45,3), a Jerónimo Martins (de 72,7 para 90,3) e a
EDP (de 27,9 para 44,9). E, em todos estes casos, além de já terem um rácio superior à média, o agravamento deveu-se quase exclusivamente a um significativo aumento do salário recebido pelo presidente executivo de um ano para o outro: 67,3% no caso da Galp; 109,7% nos CTT; 29,5% na Jerónimo Martins e 58,2% na EDP. E, no caso da Galp, o valor criado para os accionistas nos últimos cinco anos até foi negativo, sendo mais uma razão para que houvesse maior contenção salarial na cúpula da petrolífera.
Isto que aí vai comparado com o que era há nem sequer uma meia dúzia de anos...até que melhorou.
Mas afinal onde estão os ricos deste país? Nos anos oitenta (o Expresso é de 31.12.1988 )andavam à procura deles e encontraram estes:
Em cerca de trinta anos não apareceram mais. Antes pelo contrário e é disto que o socialismo e principalmente comunismo gostam: menos ricos para haver menos pobres. Mas...então porque é que, paradoxalmente, haverá mais destes e menos daqueles?! Enganaram-se no prognóstico ou essencialmente sabiam que assim seria?
Afinal, o regime não descansou até acabar com os verdadeiros capitalistas que ainda tínhamos em 1974. Correram com eles, nacionalizaram-lhes os bens e fizeram uma espécie de capitalismo de Estado com o IPE. Em troca tivemos três bancarrotas de que nos salvamos in extremis. Caminhamos alegremente para a quarta...apesar de proclamarem que os antigos capitalistas voltaram e refizeram tudo, o que sendo falso é ainda mais mistificador do que as teorias acerca da luta de classes que nunca abandonaram como explicação para os males do mundo.
O comunismo e o socialismo não querem outra coisa porque é nisso que prosperam. Quanto maior miséria melhor chafurdam no esquerdismo a proclamar que é para bem do povo. A Venezuela é o exemplo mais recente, mas os outros são a mesma coisa. Socialismo e comunismo é miséria garantida para o povo.E vidinha refastelada e privilegiada para os apparatchicks do Partido que é sempre dos trabalhadores e a vanguarda da classe operária, como o PCP ainda hoje defende. Os que se mantêm no poder durante décadas, numa espécie de sucessão monárquica da qual são destituídos apenas no caso de se desviarem em modo grave da linha justa...para esses há lojas privativas, produtos exclusivos, mercadorias de luxo. Para os demais, a miséria é de rigor e generalizada, embora a propaganda afirme o contrário. Em todos os países de Leste foi assim e quem isto não sabe, anda mal informado.
segunda-feira, maio 23, 2016
Pinho, o encornado
CM de hoje:
Este Manuel Pinho tem um currículo que o BES aproveitou num altura em que "tudo era possível". Quando saiu do Governo do inenarrável Sócrates comentou que o proposto lugar na CGD era desprezível porque ganharia pouco ( mais de trezentos mil euros por ano...) e o carro nem era por aí além...
Antes dessas tristes figuras fartou-se de fazer outras, para complemento do currículo:
O antigo ministro da Economia (!) Pinho era, segundo notícias da época, um dos génios da alta finança do BES. Trabalhava para o banco de Ricardo Salgado. Logo que foi a ministro o BES ainda era o maior e Pinho ajudava José Sócrates na governação. Numa manobra de chico-esperto, desvinculou-se do banco, para dar boa imagem ao governo: afinal abandonou todos os cargos no BES para ser mais independente do que era. Agora deve lamentar porque nem a palavra de honra, escondida num contrato legalmente irrelevante lhe respeitaram.
Eppure...
No final do ano de 2005, Pinho confirmou Mexia, que tinha sido empregado do BESI e ministro de Santana, na EDP. É o que diz o Público do passado Domingo ( 19.10.2014).
Em Fevereiro de 2006, a OPA da Sonae tropeçou em Pinho e Sócrates e estatelou-se. Salgado ficou a ganhar.
Em Abril desse ano, o BCP foi tomado de assalto pelo comendador da Bacalhôa e outras sombras. O BES emprestou dinheiro ( 280 milhões) para a investida.
Em Outubro desse ano Pinho autorizou a TAP a conprar a Poprtugália, do GES, por 140 milhões. Diz o Público que tal foi visto como "um favor do ministro ao ex-patrão".
Em 2010, despedido do governo por fraca figura jacobina, o mesmíssimo Pinho arranjou um emprego novo, pago por uma EDP que ainda tinha umas shares do Estado. Mexia mexeu-se, com grandes dúvidas de alguns sectores:
A eléctrica portuguesa fez uma doação à School of International and Public Affairs (SIPA), num montante que pediu à Universidade nova-iorquina para não divulgar e que tem como uma das iniciativas o seminário sobre energia renováveis que vai ser leccionado pelo ex-ministro da Economia.
"Manuel Pinho será professor visitante School of International and Public Affairs (SIPA) da Universidade Columbia. A sua posição faz parte de uma série de novas iniciativas que estão a ser apoiadas pela EDP", disse ao Negócios fonte oficial da Universidade e Columbia.
Agora que acabou a subvenção, Pinho quer a reforma. Dourada. Dois milhões. Prometidos por carta escrita de Salgado.
"Num chega", dizia o outro colega de governo. Uma carta de conforto para assegurar uma reforma desse calibre "num chega" e Pinho vai ter que enfileirar na lista de credores reclamantes na insolvência do banco. Para a qual, aliás, poderá ter contribuído...
E então o que é que lhe chega agora todos os meses, do rol dos antigos empregados do banco? 3 mil euros, ilíquidos. Menos que um empregado das Finanças...e num dá para sapatos italianos. Mas dá para se poder dizer que passou de cavalo para burro. Se é que o não foi sempre...
Isto é que dava um programa e peras no Sexta às Nove, com aquele estilo peculiar da Felgueirinhas, empoleirada nas solas compensadas. Ou no Prós e Contras da Campos Ferreira. Ou numa reportagem desenvolvida do Público, ao Domingo, em vez das histórias artsy artsy.
Em Maio de 2009, ainda ministro o tal Pinho declarara urbi et orbi, numa entrevista radiofónica:
"A minha forma de estar na vida é defender as pessoas que trabalham comigo, a minha equipa e os meus amigos."
Talvez por isso os amigos, como o Sebastião, o socorreram nas acções que propôs contra o antigo patrão, a reclamar uma pensão a que não tinha direito e cujos pressupostos aldrabou quando entrou para o governo do tal inenarrável, para dar bom aspecto.
Talvez este seja o melhor exemplo do que foi o governo do tal inenarrável, nos idos de 2005 e que tão incensado foi pelos media arregimentados.
A bancarrota de 2011 é feita destas pequenas histórias.
Este Manuel Pinho tem um currículo que o BES aproveitou num altura em que "tudo era possível". Quando saiu do Governo do inenarrável Sócrates comentou que o proposto lugar na CGD era desprezível porque ganharia pouco ( mais de trezentos mil euros por ano...) e o carro nem era por aí além...
Antes dessas tristes figuras fartou-se de fazer outras, para complemento do currículo:
O antigo ministro da Economia (!) Pinho era, segundo notícias da época, um dos génios da alta finança do BES. Trabalhava para o banco de Ricardo Salgado. Logo que foi a ministro o BES ainda era o maior e Pinho ajudava José Sócrates na governação. Numa manobra de chico-esperto, desvinculou-se do banco, para dar boa imagem ao governo: afinal abandonou todos os cargos no BES para ser mais independente do que era. Agora deve lamentar porque nem a palavra de honra, escondida num contrato legalmente irrelevante lhe respeitaram.
Eppure...
No final do ano de 2005, Pinho confirmou Mexia, que tinha sido empregado do BESI e ministro de Santana, na EDP. É o que diz o Público do passado Domingo ( 19.10.2014).
Em Fevereiro de 2006, a OPA da Sonae tropeçou em Pinho e Sócrates e estatelou-se. Salgado ficou a ganhar.
Em Abril desse ano, o BCP foi tomado de assalto pelo comendador da Bacalhôa e outras sombras. O BES emprestou dinheiro ( 280 milhões) para a investida.
Em Outubro desse ano Pinho autorizou a TAP a conprar a Poprtugália, do GES, por 140 milhões. Diz o Público que tal foi visto como "um favor do ministro ao ex-patrão".
Em 2010, despedido do governo por fraca figura jacobina, o mesmíssimo Pinho arranjou um emprego novo, pago por uma EDP que ainda tinha umas shares do Estado. Mexia mexeu-se, com grandes dúvidas de alguns sectores:
A eléctrica portuguesa fez uma doação à School of International and Public Affairs (SIPA), num montante que pediu à Universidade nova-iorquina para não divulgar e que tem como uma das iniciativas o seminário sobre energia renováveis que vai ser leccionado pelo ex-ministro da Economia.
"Manuel Pinho será professor visitante School of International and Public Affairs (SIPA) da Universidade Columbia. A sua posição faz parte de uma série de novas iniciativas que estão a ser apoiadas pela EDP", disse ao Negócios fonte oficial da Universidade e Columbia.
Agora que acabou a subvenção, Pinho quer a reforma. Dourada. Dois milhões. Prometidos por carta escrita de Salgado.
"Num chega", dizia o outro colega de governo. Uma carta de conforto para assegurar uma reforma desse calibre "num chega" e Pinho vai ter que enfileirar na lista de credores reclamantes na insolvência do banco. Para a qual, aliás, poderá ter contribuído...
E então o que é que lhe chega agora todos os meses, do rol dos antigos empregados do banco? 3 mil euros, ilíquidos. Menos que um empregado das Finanças...e num dá para sapatos italianos. Mas dá para se poder dizer que passou de cavalo para burro. Se é que o não foi sempre...
Isto é que dava um programa e peras no Sexta às Nove, com aquele estilo peculiar da Felgueirinhas, empoleirada nas solas compensadas. Ou no Prós e Contras da Campos Ferreira. Ou numa reportagem desenvolvida do Público, ao Domingo, em vez das histórias artsy artsy.
Em Maio de 2009, ainda ministro o tal Pinho declarara urbi et orbi, numa entrevista radiofónica:
"A minha forma de estar na vida é defender as pessoas que trabalham comigo, a minha equipa e os meus amigos."
Talvez por isso os amigos, como o Sebastião, o socorreram nas acções que propôs contra o antigo patrão, a reclamar uma pensão a que não tinha direito e cujos pressupostos aldrabou quando entrou para o governo do tal inenarrável, para dar bom aspecto.
Talvez este seja o melhor exemplo do que foi o governo do tal inenarrável, nos idos de 2005 e que tão incensado foi pelos media arregimentados.
A bancarrota de 2011 é feita destas pequenas histórias.
domingo, maio 22, 2016
Uma previsão do nosso futuro imediato...
RR:
O Parlamento grego aprovou as medidas de austeridade exigidas pelos credores para a concessão de uma nova parcela do terceiro programa de resgate ao país negociado em 2015 e antes da reunião do Eurogrupo de terça-feira.
O projecto aprovado prevê um mecanismo de correcção automática em caso de derrapagem orçamental e medidas suplementares para acelerar as privatizações e aumentar os impostos indirectos.
O Costa está a fazer o mesmo percurso do Tsipras pelo que o fim do caminho será o mesmo.
O Parlamento grego aprovou as medidas de austeridade exigidas pelos credores para a concessão de uma nova parcela do terceiro programa de resgate ao país negociado em 2015 e antes da reunião do Eurogrupo de terça-feira.
O projecto aprovado prevê um mecanismo de correcção automática em caso de derrapagem orçamental e medidas suplementares para acelerar as privatizações e aumentar os impostos indirectos.
O Costa está a fazer o mesmo percurso do Tsipras pelo que o fim do caminho será o mesmo.
A música popular em Portugal nos anos sessenta e setenta
Na segunda metade dos anos sessenta do século que passou produziu-se alguma da melhor música popular que ainda hoje se ouve e copia. O rock n´roll deu lugar ao rock tout court e apareceram os Beatles e Rolling Stones na Inglaterra e do outro lado do Atlântico os Doors, Bob Dylan, Janis Joplin, Creedence Clearwater Revival e outros.
Como é que em Portugal se dava conta deste fenómeno cultural?
Para além dos discos que passavam no rádio, havia a imprensa que dava conta dos "tops" que vinham lá de fora e até 1969 não havia jornal ou revista inteiramente dedicados ao tema.
Assim, havia páginas nos jornais diários que mostravam os tops e davam a conhecer o que se fazia lá por fora. Uma ou outra revista de espectáculos, como a Antena ou a R&T, Plateia e pouco mais, davam de vez em quando notícias sobre música popular.
Alguns discos nem chegavam cá e se tal acontecia era meses e meses depois de serem lançados na Inglaterra ou Estados Unidos e era frustrante ler o que se deveria ouvir sem o poder fazer.
Em finais de 1968 apareceu uma revista quinzenal- Cine-Disco- que a partir do nº 17 de 1 de Agosto de 1969 se passou a chamar Mundo Moderno e que trazia letras de canções ( Ballad of John and Yoko) e artigos sobre acontecimentos musicais ( concerto grátis dos Rolling Stones no Hyde Park de Londres, nesse Verão e que alguns anos mais tarde passou na televisão).
Em finais de 1969 surgiu a Mundo da Canção como já se deu conta anteriormente. E em 1.2.1971 o Disco, música&moda, com a existência efémera de alguns meses, mais o Memória do Elefante, também em finais desse ano de 1971. Estes davam uma razoável perspectiva do panorama musical internacional prestando ainda atenção à música popular portuguesa e de outros lados da Europa. Em 1972 apareceu outro jornal, Musicalíssimo que se manteve alguns anos em acção, renovando-se nos anos oitenta.
E durante alguns anos foi tudo o que se poderia ler sobre o assunto. Em Fevereiro de 1977 surgiu então uma revista, Música& Som que durou algum tempo. Em imagem, eram estes:
E como é que as pessoas curiosas sabiam o que se passava "lá fora", nesse domínio, com esta pobreza cultural? Óbvio: lendo a imprensa especializada estrangeira e que chegava cá, sem problemas de Censura. Está aí tudo o que interessa, até a Pop alemã que só trazia posters em "farb".
Quem lia isto não sentia qualquer necessidade da imprensa nacional, a não ser para ler alguma coisa sobre os grupos e cantores nacionais. Mas isso...é outra história que a Mundo da Canção contava.
sexta-feira, maio 20, 2016
A voz do ridículo
Económico:
A Entidade Reguladora da Comunicação Social condena a TVI ao pagamento da taxa por encargos administrativos dado tratar-se de uma "decisão condenatória", no montante de 4,5 unidades de conta, ou seja, 459 euros. Além disso, a ERC remete a deliberação para a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) que tem poder para, entre outros, aplicar contra-ordenações.
Em causa está uma notícia divulgada na noite de 13 de Dezembro, que terá provocado o pânico entre os depositantes do Banif e, segundo a administração do banco, conduzido à sua resolução. A TVI e o director de informação do canal, Sérgio Figueiredo - que foi ouvido esta semana na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso Banif - têm agora um prazo de dez dias para contestarem a decisão da ERC.
Faça-se uma subscrição para ajudar o tal Figueiredo a pagar a "taxa de justiça"... e a coima que virá a seguir. E o valor das acções cíveis. E os recursos...
O tal Figueiredo continua no seu lugar, impassível e a mostrar como se deve ser jornalista, o que fez no outro dia na AR com um desplante inacreditável.
A Entidade Reguladora da Comunicação Social condena a TVI ao pagamento da taxa por encargos administrativos dado tratar-se de uma "decisão condenatória", no montante de 4,5 unidades de conta, ou seja, 459 euros. Além disso, a ERC remete a deliberação para a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) que tem poder para, entre outros, aplicar contra-ordenações.
Em causa está uma notícia divulgada na noite de 13 de Dezembro, que terá provocado o pânico entre os depositantes do Banif e, segundo a administração do banco, conduzido à sua resolução. A TVI e o director de informação do canal, Sérgio Figueiredo - que foi ouvido esta semana na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso Banif - têm agora um prazo de dez dias para contestarem a decisão da ERC.
Faça-se uma subscrição para ajudar o tal Figueiredo a pagar a "taxa de justiça"... e a coima que virá a seguir. E o valor das acções cíveis. E os recursos...
O tal Figueiredo continua no seu lugar, impassível e a mostrar como se deve ser jornalista, o que fez no outro dia na AR com um desplante inacreditável.
A canção de um mundo
Segundo anuncia o Público de hoje, antecipando o dia do Autor, a revista Mundo da Canção vai ser homenageada pela SPA, organização de índole maçónica e que tem como presidente um antigo comunista, José Jorge Letria, ele mesmo um antigo cantor ou baladeiro de protesto e alvo da atenção da revista in illo tempore. Tudo em casa, portanto.
A Mundo da Canção foi uma revista aparecida pela primeira vez em finais de 1969 e durante vários anos foi uma das principais publicações sobre música em popular, em Portugal, a par do jornal Disco, música & moda, aparecido em Fevereiro de 1971 e a revista Música&Som, surgida em 11 de Fevereiro de 1977.
O Mundo da Canção de 1969 era um pequeno mundo para além das canções: o da oposição ao regime deentão, de Marcello Caetano que tinha iniciado uma abertura política após o afastamento de Salazar, por doença, do exercício do poder.
O número um da revista tinha na capa um padre cantor, comunista da extrema-esquerda, Francisco Fanhais e que chegou a ir ao programa de tv, desse ano, Zip Zip. A letra de uma das suas canções, À saída do correio, precisamente, foi editada num disco lp pela etiqueta Zip, em Setembro de 1969 e é reveladora do fenómeno de então, de quem escrevia para passar uma mensagem comunista: dissimular o discurso em modo parabólico para enganar a Censura.
Mesmo assim, o número 34, de data incerta ( o anterior era de Novembro de 1972) não chegou a ver a luz das bancas da altura e só treze meses depois foi publicado, já depois de 25 de Abril de 1974 como diz a tarjeta que o envolve. Portanto seria de Março de 1973. O que trazia de especial? Nada que os anteriores não tivessem já mostrado. Para além do mais, as letras integrais do disco do actual director da SPA, Até ao pescoço, mais as letras do disco de José Mário Branco, Margem de certa maneira e o de José Afonso, Eu vou ser como a toupeira, para além de outros. A Censura não queria que os portugueses que então compravam a revista soubessem que havia comunistas de extrema-esquerda a quererem derrubar o regime com palavras e canções. Mas não proibiu os restantes números que se seguiram. O seguinte, 35, comprei-o na época e tinha na capa Gary Brooker, dos Procol Harum que nessa altura visitara Cascais, para um concerto memorável. Na crítica de discos aparecia o de Sérgio Godinho, Os Sobreviventes e o Fala do Homem Nascido, um disco colectivo com orientação de José Niza e outros, com a referência a cada tema, por Tito Lívio.
Quando se chega a 25 de Abril de 1974, o primeiro número ( o que se mostra acima com a capa branca e um texto a todo o espaço, assinado por um "colectivo de acção popular") já é dominado pelo MRPP, os doidos que ainda andam por aí à solta. A citação de abertura da revista é de Mao-Tse Tung e é assinada por um tal António José Fonseca. É nesse número que aparece um texto de Correia da Fonseca, da República, sobre "O fascismo já faz queixinhas"...por aqui já publicado.
Desde o primeiro número a revista foi um instrumento gramsciano de influência cultural da esquerda, particularmente a comunista. Nesse primeiro número já se destacava a figura de José Afonso como artista de canções baladeiras e não só. Lendo o texto percebe-se onde estávamos culturalmente, em finais de 1969: nas mãos da intelligentsia de esquerda comunista.
A revista, no entanto, tinha uma virtualidade incomparável: trazia as letras de canções da música popular de maior qualidade que então se produzia no mundo ocidental. Beatles, Stones, Dylan, Moody Blues. E também dos festivais da canção completamente dominados pelos autores de esquerda como J.C. Ary dos Santos, José Niza, Pedro Osório e outros.
Em 1979 a revista fez um balanço dos dez anos de actividade, assim:
Por aí se podem ver os autores publicados e a petite histoire acerca do "social-fascismo" e da guerra de esquerda que se desencadeou logo a seguir a 25 de Abril de 1974 e que a revista espelhou fielmente.
Há um fenómeno que me intriga nisto tudo: a Banda do Casaco, provavelmente o grupo de música popular mais importante em Portugal, na década de setenta do século que passou não é mencionado...nunca percebi porquê, mas acho que pensavam que era um grupo fassista.
O Público de hoje, em vez de contar esta história ou outra que mencione tais factos, conta esta, da carochinha, como dantes acontecia:
O jornalista que a assina, Nuno Pacheco se calhar é muito novo para saber aquelas coisas.É triste viver num país em que a Censura acabou e existe uma outra ainda pior: a que escamoteia factos que deveriam ser conhecidos do Público.
A Mundo da Canção foi uma revista aparecida pela primeira vez em finais de 1969 e durante vários anos foi uma das principais publicações sobre música em popular, em Portugal, a par do jornal Disco, música & moda, aparecido em Fevereiro de 1971 e a revista Música&Som, surgida em 11 de Fevereiro de 1977.
O Mundo da Canção de 1969 era um pequeno mundo para além das canções: o da oposição ao regime deentão, de Marcello Caetano que tinha iniciado uma abertura política após o afastamento de Salazar, por doença, do exercício do poder.
O número um da revista tinha na capa um padre cantor, comunista da extrema-esquerda, Francisco Fanhais e que chegou a ir ao programa de tv, desse ano, Zip Zip. A letra de uma das suas canções, À saída do correio, precisamente, foi editada num disco lp pela etiqueta Zip, em Setembro de 1969 e é reveladora do fenómeno de então, de quem escrevia para passar uma mensagem comunista: dissimular o discurso em modo parabólico para enganar a Censura.
Mesmo assim, o número 34, de data incerta ( o anterior era de Novembro de 1972) não chegou a ver a luz das bancas da altura e só treze meses depois foi publicado, já depois de 25 de Abril de 1974 como diz a tarjeta que o envolve. Portanto seria de Março de 1973. O que trazia de especial? Nada que os anteriores não tivessem já mostrado. Para além do mais, as letras integrais do disco do actual director da SPA, Até ao pescoço, mais as letras do disco de José Mário Branco, Margem de certa maneira e o de José Afonso, Eu vou ser como a toupeira, para além de outros. A Censura não queria que os portugueses que então compravam a revista soubessem que havia comunistas de extrema-esquerda a quererem derrubar o regime com palavras e canções. Mas não proibiu os restantes números que se seguiram. O seguinte, 35, comprei-o na época e tinha na capa Gary Brooker, dos Procol Harum que nessa altura visitara Cascais, para um concerto memorável. Na crítica de discos aparecia o de Sérgio Godinho, Os Sobreviventes e o Fala do Homem Nascido, um disco colectivo com orientação de José Niza e outros, com a referência a cada tema, por Tito Lívio.
Quando se chega a 25 de Abril de 1974, o primeiro número ( o que se mostra acima com a capa branca e um texto a todo o espaço, assinado por um "colectivo de acção popular") já é dominado pelo MRPP, os doidos que ainda andam por aí à solta. A citação de abertura da revista é de Mao-Tse Tung e é assinada por um tal António José Fonseca. É nesse número que aparece um texto de Correia da Fonseca, da República, sobre "O fascismo já faz queixinhas"...por aqui já publicado.
Desde o primeiro número a revista foi um instrumento gramsciano de influência cultural da esquerda, particularmente a comunista. Nesse primeiro número já se destacava a figura de José Afonso como artista de canções baladeiras e não só. Lendo o texto percebe-se onde estávamos culturalmente, em finais de 1969: nas mãos da intelligentsia de esquerda comunista.
A revista, no entanto, tinha uma virtualidade incomparável: trazia as letras de canções da música popular de maior qualidade que então se produzia no mundo ocidental. Beatles, Stones, Dylan, Moody Blues. E também dos festivais da canção completamente dominados pelos autores de esquerda como J.C. Ary dos Santos, José Niza, Pedro Osório e outros.
Em 1979 a revista fez um balanço dos dez anos de actividade, assim:
Por aí se podem ver os autores publicados e a petite histoire acerca do "social-fascismo" e da guerra de esquerda que se desencadeou logo a seguir a 25 de Abril de 1974 e que a revista espelhou fielmente.
Há um fenómeno que me intriga nisto tudo: a Banda do Casaco, provavelmente o grupo de música popular mais importante em Portugal, na década de setenta do século que passou não é mencionado...nunca percebi porquê, mas acho que pensavam que era um grupo fassista.
O Público de hoje, em vez de contar esta história ou outra que mencione tais factos, conta esta, da carochinha, como dantes acontecia:
O jornalista que a assina, Nuno Pacheco se calhar é muito novo para saber aquelas coisas.É triste viver num país em que a Censura acabou e existe uma outra ainda pior: a que escamoteia factos que deveriam ser conhecidos do Público.
A História não acaba aqui
Observador:
O Tribunal da Relação de Lisboa condenou o ex-tenente-coronel João José Brandão Ferreira a pagar 25 mil euros de indemnização a Manuel Alegre por ter acusado o socialista de traição à pátria. Esta decisão é contrária à que o tribunal de primeira instância tinha tomado, apesar de este já assumir que Brandão Ferreira tinha “plena consciência do carácter ofensivo” do que escreveu num blogue e em artigos de opinião num jornal.
Entre 2010 e 2011, Brandão Ferreira escreveu diversos artigos muito críticos de Manuel Alegre, então candidato à Presidência da República, n’O Diabo e no blogue O Novo Adamastor. Entre outras coisas, o ex-militar acusava Alegre de incitar “à deserção das tropas portuguesas e ao não cumprimento do dever militar” durante a Guerra Colonial, de apoiar e promover “actos de sabotagem contra o esforço de guerra português” e de, em suma, ter cometido atos de traição à pátria. “O cidadão MA [Manuel Alegre] quando foi para Argel não se limitou a combater o regime, consubstanciado nos órgãos do Estado, mas a ajudar objectivamente as forças políticas que nos emboscavam as tropas”, escreveu Brandão Ferreira no blogue pessoal.
A questão tinha sido aparentemente resolvida o ano passado e dei conta disso aqui. Porém, recurso atrás de recurso e as cabeças de outros desembargadores ( entre os quais um certo Antero Luís, muitos anos no SIS...e agora regressado aos tribunais) decidiram que a sentença deveria ser outra. Parece que vai haver recurso para o TEDH e segundo jurisprudência do mesmo, a sentença vai ser para condenar o Estado português, o que os referidos desembargadores deviam saber bem. Mas enfim, fica aqui o comentário do advogado do Público Francisco Teixeira da Mota o qual aliás tem sido sempre coerente nesta matéria: a liberdade de expressão destas opiniões deve prevalecer sobre o direito de personalidade de defesa de uma honra putativa.
O Tribunal da Relação de Lisboa condenou o ex-tenente-coronel João José Brandão Ferreira a pagar 25 mil euros de indemnização a Manuel Alegre por ter acusado o socialista de traição à pátria. Esta decisão é contrária à que o tribunal de primeira instância tinha tomado, apesar de este já assumir que Brandão Ferreira tinha “plena consciência do carácter ofensivo” do que escreveu num blogue e em artigos de opinião num jornal.
Entre 2010 e 2011, Brandão Ferreira escreveu diversos artigos muito críticos de Manuel Alegre, então candidato à Presidência da República, n’O Diabo e no blogue O Novo Adamastor. Entre outras coisas, o ex-militar acusava Alegre de incitar “à deserção das tropas portuguesas e ao não cumprimento do dever militar” durante a Guerra Colonial, de apoiar e promover “actos de sabotagem contra o esforço de guerra português” e de, em suma, ter cometido atos de traição à pátria. “O cidadão MA [Manuel Alegre] quando foi para Argel não se limitou a combater o regime, consubstanciado nos órgãos do Estado, mas a ajudar objectivamente as forças políticas que nos emboscavam as tropas”, escreveu Brandão Ferreira no blogue pessoal.
A questão tinha sido aparentemente resolvida o ano passado e dei conta disso aqui. Porém, recurso atrás de recurso e as cabeças de outros desembargadores ( entre os quais um certo Antero Luís, muitos anos no SIS...e agora regressado aos tribunais) decidiram que a sentença deveria ser outra. Parece que vai haver recurso para o TEDH e segundo jurisprudência do mesmo, a sentença vai ser para condenar o Estado português, o que os referidos desembargadores deviam saber bem. Mas enfim, fica aqui o comentário do advogado do Público Francisco Teixeira da Mota o qual aliás tem sido sempre coerente nesta matéria: a liberdade de expressão destas opiniões deve prevalecer sobre o direito de personalidade de defesa de uma honra putativa.
Alegria no trabalho da Gente
A revista (nova) Gente, do grupo editorial Impala, muito vista em antecâmaras de consultórios e salões de cabeleireiros, já por aqui também citada em algumas ocasiões e a propósito do alto nível jornalísticos dos seus profissionais ( dirigidos por um tal Gamboa), mostra na última edição esta capa apelativa:
Acicatado pela palavra "escândalo" e pela imagem condizente de José Sócrates comprei o pasquim, por um euro e quarenta, para ler de que matéria se compunha o escândalo.
Afinal, trata-se de uma pequena confraternização levada a efeito algures.A revista, exemplo ímpar do jornalismo caseiro, não diz onde, exactamente, mas afirma que será "no local de trabalho, ou seja, numa das salas da secretaria das instalações do DIAP ( não confundir com DCIAP...) em Lisboa, no Campus da Justiça. Nem diz quando; nem porquê. Só o como e ainda assim do modo apresentado. Jornalismo ímpar, dizia? Mais que isso: revelador de imparidades. Foram contactadas as "partes interessadas" como manda o código deontológico que o tal Gamboa deve conhecer? Não consta nada...mas ainda bem que temos uma ERC que se calhar vai averiguar. Afinal, existe para quê? Para ver o trabalho de Sérgio Figueiredo na TVI no dia 13 de Dezembro do ano passado e encolher os ombros?
Uma das "chefes de secção" desse departamento de investigação penal publicou no "seu" facebook um video em que mostra tais preparos de dança de varão à roda de um cabide...enfim, gostos.
O problema com a notícia prende-se com a oportunidade da divulgação, o objectivo, o rigor informativo e a deontologia jornalística porque com a capa da revista vem associada a imagem destacada de José Sócrates.
E a que propósito surge tal imagem? Ora, porque o mesmo e os seus advogados ficaram aparentemente chocados com a cena macaqueada que lhes terá sido mostrada não se sabe por quem.
E em que circunstâncias é que se liga a cena à indignação dos ditos? Pois, pelo facto de a revista ter contactado o celebrado advogado Pedro Delille a propósito do despautério e que se mostrou então "chocado" com o que lhe contaram, dizendo que nem comentava, mas ainda assim referindo que nem queria acreditar no que lhe contavam...
Pedro Delille, hein? Pedro Delille, exactamente, o chocado.
E então qual a relação com José Sócrates? Mais nenhuma. Só essa. Nem sequer o ouviram...
Quem é que fez esta notícia? Foi esta Gente:
Como já comentei no caso Felgueirinhas, "já vale tudo".
Em tempo: soube por fonte certa que os factos cujas imagens se mostraram na Gente ocorreram em 2013. E que um eventual procedimento disciplinar está prescrito. Esta nova Gente não quis saber de tal coisa.
Acicatado pela palavra "escândalo" e pela imagem condizente de José Sócrates comprei o pasquim, por um euro e quarenta, para ler de que matéria se compunha o escândalo.
Afinal, trata-se de uma pequena confraternização levada a efeito algures.A revista, exemplo ímpar do jornalismo caseiro, não diz onde, exactamente, mas afirma que será "no local de trabalho, ou seja, numa das salas da secretaria das instalações do DIAP ( não confundir com DCIAP...) em Lisboa, no Campus da Justiça. Nem diz quando; nem porquê. Só o como e ainda assim do modo apresentado. Jornalismo ímpar, dizia? Mais que isso: revelador de imparidades. Foram contactadas as "partes interessadas" como manda o código deontológico que o tal Gamboa deve conhecer? Não consta nada...mas ainda bem que temos uma ERC que se calhar vai averiguar. Afinal, existe para quê? Para ver o trabalho de Sérgio Figueiredo na TVI no dia 13 de Dezembro do ano passado e encolher os ombros?
Uma das "chefes de secção" desse departamento de investigação penal publicou no "seu" facebook um video em que mostra tais preparos de dança de varão à roda de um cabide...enfim, gostos.
O problema com a notícia prende-se com a oportunidade da divulgação, o objectivo, o rigor informativo e a deontologia jornalística porque com a capa da revista vem associada a imagem destacada de José Sócrates.
E a que propósito surge tal imagem? Ora, porque o mesmo e os seus advogados ficaram aparentemente chocados com a cena macaqueada que lhes terá sido mostrada não se sabe por quem.
E em que circunstâncias é que se liga a cena à indignação dos ditos? Pois, pelo facto de a revista ter contactado o celebrado advogado Pedro Delille a propósito do despautério e que se mostrou então "chocado" com o que lhe contaram, dizendo que nem comentava, mas ainda assim referindo que nem queria acreditar no que lhe contavam...
Pedro Delille, hein? Pedro Delille, exactamente, o chocado.
E então qual a relação com José Sócrates? Mais nenhuma. Só essa. Nem sequer o ouviram...
Quem é que fez esta notícia? Foi esta Gente:
Como já comentei no caso Felgueirinhas, "já vale tudo".
Em tempo: soube por fonte certa que os factos cujas imagens se mostraram na Gente ocorreram em 2013. E que um eventual procedimento disciplinar está prescrito. Esta nova Gente não quis saber de tal coisa.
quarta-feira, maio 18, 2016
Lula e o PT: ascensão e queda de um mito
O Jornal de 13.3.1981: ascensão de Lula da Silva, o sindicalista dos pobres e fundador do PT, já com o discurso imbatível que leva a Esquerda ao poder, onde quer que se enganem pessoas pobres. O Brasil não tinha falta disso e a ética era palavra de ordem. Parte-se do pressuposto que os direitos são iguais para todos mas os deveres ficam em segundo plano. Os ricos é que têm culpa da existência do pobres e por isso prega-se a "solidariedade internacional da classe trabalhadora". É o velhíssimo chavão marxista "proletários de todos os países, uni-vos!"
Lula foi assim que começou...
Entretanto e passadas estas mais de três décadas, acabou assim, como relata a revista Veja de 18 de Maio de 2016:
Outro grande militante do PT, um certo José Dirceu, foi agora condenado no âmbito da operação Lava-Jato, numa pena de prisão por 23 anos...
Observador:
A justiça federal brasileira condenou o ex-ministro José Dirceu a 23 anos e três meses de prisão por crimes como corrupção e branqueamento de capitais no âmbito da Operação Lava Jato, divulgou a imprensa brasileira.
Os ídolos com pés de barro acabam assim, esfrangalhados no pó.
A nova TVI já está a arder?
JN:
A Associação de Lesados do Banif (ALBOA) vai avançar com uma ação judicial por negligência contra a TVI até ao próximo fim de semana e depois contra a Comissão Europeia, por indícios de responsabilização da mesma no processo.
"Iremos avançar para ações contra a Comissão Europeia, porque temos indícios suficientes de responsabilização da mesma. Até ao próximo fim de semana, haveremos de avançar com uma ação contra a TVI, por negligência", anunciou hoje o presidente da ALBOA, Jacinto José Brito da Silva, na comissão parlamentar de inquérito ao Banif, onde está a ser ouvido.
Sérgio Figueiredo que passou da Fundação EDP para a afundação da TVI deve ser ouvido hoje no Parlamento e vai ter muito que explicar embora se preveja que diga nada, aos costumes.
O caso começou assim, como se explica aqui, embora os bastidores ainda não sejam bem conhecidos e apenas adivinháveis...
No fim de Novembro o Banif inicia um concurso para a venda da posição do estado (60,5%). Jorge Tomé, presidente executivo do banco madeirense, afirmou mais tarde que receberam quatro propostas válidas, uma delas do próprio grupo Santander – que oferecia um valor muito superior. Estas propostas seriam apresentadas entre 14 e 18 de Dezembro;
13 de Dezembro: Um dia antes da apresentação das propostas, a TVI transmite em directo no canal TVI24, no site da TVI24, no Facebook e no Twitter a notícia: “Banif: está tudo preparado para o fecho do banco”.
O problema que se criou instantaneamente e levou à corrida aos depósitos foi inequivocamente fruto desta notícia como já se deu conta várias vezes e o próprio Figueiredo, agora com as barbas de molho, já admitiu implicitamente ao DN de 6.3.2016, embora negasse o efeito deletério. Apenas admitiu a self-fullfilling prophecy, tomando toda a gente por uma cambada de parvos. Veremos se os tribunais também vão na cantiga.
O indivíduo achou que a notícia era para dar e quem lha deu também queria tal coisa. O que está por se saber é quem foi a pessoa que lha deu. Obviamente, quem estava interessado que fosse divulgada, naquela altura. Há vários suspeitos mas todos se reconduzem a um: o dono da TVI.
Depois de atear o fogo ao banco, veio pedir desculpas, coitado, por ter lançado o fósforo e respaldou-se no direito à informação e patati patata.
É evidente que o cerne da questão reside em saber quem foi a fonte da TVI e porque razão o rapaz da afundação se prestou ao frete informativo, mascarado de paladino da liberdade de informação para afundar um banco em proveito de interesses obscuros mas que não eram certamente os da informação tal como deve ser entendida neste contexto.
A fonte, presumivelmente, não a revelará e por isso ficam as suspeitas legítimas. Sobre o frete, parece tão claro que até dói tanta evidência, a apurar na audição de hoje...
Sobre a acção contra a TVi e o seu responsável, basta que se prove a ligação causa e efeito...e para isso já ocorreram debates muito curiosos...
A Associação de Lesados do Banif (ALBOA) vai avançar com uma ação judicial por negligência contra a TVI até ao próximo fim de semana e depois contra a Comissão Europeia, por indícios de responsabilização da mesma no processo.
"Iremos avançar para ações contra a Comissão Europeia, porque temos indícios suficientes de responsabilização da mesma. Até ao próximo fim de semana, haveremos de avançar com uma ação contra a TVI, por negligência", anunciou hoje o presidente da ALBOA, Jacinto José Brito da Silva, na comissão parlamentar de inquérito ao Banif, onde está a ser ouvido.
Sérgio Figueiredo que passou da Fundação EDP para a afundação da TVI deve ser ouvido hoje no Parlamento e vai ter muito que explicar embora se preveja que diga nada, aos costumes.
O caso começou assim, como se explica aqui, embora os bastidores ainda não sejam bem conhecidos e apenas adivinháveis...
No fim de Novembro o Banif inicia um concurso para a venda da posição do estado (60,5%). Jorge Tomé, presidente executivo do banco madeirense, afirmou mais tarde que receberam quatro propostas válidas, uma delas do próprio grupo Santander – que oferecia um valor muito superior. Estas propostas seriam apresentadas entre 14 e 18 de Dezembro;
13 de Dezembro: Um dia antes da apresentação das propostas, a TVI transmite em directo no canal TVI24, no site da TVI24, no Facebook e no Twitter a notícia: “Banif: está tudo preparado para o fecho do banco”.
O problema que se criou instantaneamente e levou à corrida aos depósitos foi inequivocamente fruto desta notícia como já se deu conta várias vezes e o próprio Figueiredo, agora com as barbas de molho, já admitiu implicitamente ao DN de 6.3.2016, embora negasse o efeito deletério. Apenas admitiu a self-fullfilling prophecy, tomando toda a gente por uma cambada de parvos. Veremos se os tribunais também vão na cantiga.
O indivíduo achou que a notícia era para dar e quem lha deu também queria tal coisa. O que está por se saber é quem foi a pessoa que lha deu. Obviamente, quem estava interessado que fosse divulgada, naquela altura. Há vários suspeitos mas todos se reconduzem a um: o dono da TVI.
Depois de atear o fogo ao banco, veio pedir desculpas, coitado, por ter lançado o fósforo e respaldou-se no direito à informação e patati patata.
É evidente que o cerne da questão reside em saber quem foi a fonte da TVI e porque razão o rapaz da afundação se prestou ao frete informativo, mascarado de paladino da liberdade de informação para afundar um banco em proveito de interesses obscuros mas que não eram certamente os da informação tal como deve ser entendida neste contexto.
A fonte, presumivelmente, não a revelará e por isso ficam as suspeitas legítimas. Sobre o frete, parece tão claro que até dói tanta evidência, a apurar na audição de hoje...
Sobre a acção contra a TVi e o seu responsável, basta que se prove a ligação causa e efeito...e para isso já ocorreram debates muito curiosos...
terça-feira, maio 17, 2016
A nova RTP
A pequena-grande jornalista Felgueirinhas, filha da mãe que tem, desarrincou uma cacha de bradar aos céus da RTP: o juiz Carlos Alexandre que esse género de jornalistas aprecia acima de todos os demais, contraiu um empréstimo de 4000 euros- 4000 euros!...e quando? Em 2012, junto do Cofre de Previdência dos Funcionários do Estado. Uma quantia provavelmente menor do que ganha à semana a referida pequena-grande jornalista, nova referência nacional do jornalismo caseiro tipo RTP.
Pois bem, o regulamento do referido Cofre permite tal empréstimo e nada haveria a sinalizar, porque esse género de operações é confidencial ( tal como os movimentos bancários) mas tal não é obstáculo a este jornalismo tipo RTP que se incomoda mais com a violação de segredos de justiça que já o não são...
E como é que se noticia uma coisa com esta gravidade enorme e incomparável com as malfeitorias que se conhecem por aí fora e que a RTP tem noticiado com pressurosa actualidade?
Assim:
O juiz Carlos Alexandre recebeu um empréstimo de 4 mil euros do Cofre da Previdência dos Funcionários do Estado, à revelia das regras desta instituição de utilidade pública.
E quais são as regras dessa referida instituição? Estão aqui e bastaria à Felgueirinhas ler para não ter notícia...
Que dizer desta habilidade? Que já vale tudo...
Pois bem, o regulamento do referido Cofre permite tal empréstimo e nada haveria a sinalizar, porque esse género de operações é confidencial ( tal como os movimentos bancários) mas tal não é obstáculo a este jornalismo tipo RTP que se incomoda mais com a violação de segredos de justiça que já o não são...
E como é que se noticia uma coisa com esta gravidade enorme e incomparável com as malfeitorias que se conhecem por aí fora e que a RTP tem noticiado com pressurosa actualidade?
Assim:
O juiz Carlos Alexandre recebeu um empréstimo de 4 mil euros do Cofre da Previdência dos Funcionários do Estado, à revelia das regras desta instituição de utilidade pública.
E quais são as regras dessa referida instituição? Estão aqui e bastaria à Felgueirinhas ler para não ter notícia...
Que dizer desta habilidade? Que já vale tudo...
O ninho da serpente
Este vídeo, à solta no You Tube ( apanhado via Observador) filmado por acaso por um curioso da natureza que queria ver os ovos de pássaro a partirem-se e a ver nascer passarinhos é exemplar a vários títulos. Um deles é sobre a Natureza.
Confesso que ao ver lembrei-me da "geringoça", não sei porquê...
Confesso que ao ver lembrei-me da "geringoça", não sei porquê...
domingo, maio 15, 2016
Júlio Pinto, a filosofia de ponta de um jornalista comunista expulso do PCP
No ano de 1981 o jornalista do "diário" ( o tal da "verdade a que temos direito"), órgão oficioso do PCP na altura em que o dinheiro ainda chegava para tal, publicou alguns artigos sobre o caso PRP-BR, do terrorismo de extrema-esquerda, particularmente sobre a greve de fome de militantes do tal partido revolucionário de um certo Carlos Antunes/Isabel do Carmo, então presos por terem ido à missa vezes demais.
Júlio Pinto, jornalista falecido em 2000, em 1981 ainda era do PCP, depois de tudo o que se sabia sobre o PCP, o Leste, a repressão comunista, os gulags, a censura, a limitação das liberdades políticas, etc etc etc. Era comunista e tal conferia-lhe uma aura de superioridade moral que é apanágio dos seus semelhantes.
Porém, o PCP não lhe chegava para lutar contra a burguesia e por isso alinhava textos por fora da linha programática do "partido" e esta organização ortodoxa não lhe perdoou e instaurou um procedimento disciplinar que acabou na expulsão por traição a tal linha ortodoxa e inflexível. Álvaro Cunhal leu a decisão.
O jornalismo da esquerda não alinhada com o PCP rasgou então as vestes de indignação por causa disso e O Jornal de 2 de Outubro de 1981 publicou assim algumas páginas, sempre sobre o acessório do assunto e nunca sobre o essencial: a especial natureza do comunismo. O editorial é exemplar do modo como chegamos à geringonça que anda por aí aos solavancos e porque é que Portugal continua a ser o país mais atrasado da Europa.
Um certo Vital Moreira só mais de meia dúzia de anos depois é que descobriu que andava enganado, no tal partido...
Júlio Pinto, jornalista falecido em 2000, em 1981 ainda era do PCP, depois de tudo o que se sabia sobre o PCP, o Leste, a repressão comunista, os gulags, a censura, a limitação das liberdades políticas, etc etc etc. Era comunista e tal conferia-lhe uma aura de superioridade moral que é apanágio dos seus semelhantes.
Porém, o PCP não lhe chegava para lutar contra a burguesia e por isso alinhava textos por fora da linha programática do "partido" e esta organização ortodoxa não lhe perdoou e instaurou um procedimento disciplinar que acabou na expulsão por traição a tal linha ortodoxa e inflexível. Álvaro Cunhal leu a decisão.
O jornalismo da esquerda não alinhada com o PCP rasgou então as vestes de indignação por causa disso e O Jornal de 2 de Outubro de 1981 publicou assim algumas páginas, sempre sobre o acessório do assunto e nunca sobre o essencial: a especial natureza do comunismo. O editorial é exemplar do modo como chegamos à geringonça que anda por aí aos solavancos e porque é que Portugal continua a ser o país mais atrasado da Europa.
Um certo Vital Moreira só mais de meia dúzia de anos depois é que descobriu que andava enganado, no tal partido...
sábado, maio 14, 2016
Os franceses já tiveram uma geringonça: foi em 1936 e correu mal
Revista francesa Historia, Maio 2016, resumo da geringonça francesa de 1936 que acabou quando Léon Blum se demitiu, por falta de apoio parlamentar para obtenção de verbas para a Defesa ( a II G.Guerra estava à porta, literalmente). As dificuldades económicas crescentes, apanágio destas formas de governo e as desavenças no seio da geringonça ( os comunistas e esquerdistas radicais queriam a intervenção da França na guerra de Espanha...a favor dos republicanos, claro) ditaram o seu fim.
Em 12 de Maio de 1936, há 80 anos o Papa de então denunciava o "inimigo comum que ameaça tudo e todos, até ao santuário da família, do Estado e da sociedade: o comunismo. Muitos deixam-se enganar ao ponto de nem verem o perigo comum. Ao ponto de ajudar, até pela conivência ou mesmo por favor manifesto, esta força que tudo ameaça":
Por cá não aprendemos nada porque nada soubemos aprender e uma maioria de esquerda continua a acreditar que o dinheiro cai das árvores ou nasce por geração espontânea.
Em 12 de Maio de 1936, há 80 anos o Papa de então denunciava o "inimigo comum que ameaça tudo e todos, até ao santuário da família, do Estado e da sociedade: o comunismo. Muitos deixam-se enganar ao ponto de nem verem o perigo comum. Ao ponto de ajudar, até pela conivência ou mesmo por favor manifesto, esta força que tudo ameaça":
Por cá não aprendemos nada porque nada soubemos aprender e uma maioria de esquerda continua a acreditar que o dinheiro cai das árvores ou nasce por geração espontânea.
Venezuela, um grande BE
O que se passa na Venezuela da actualidade, relatado em modo trágico, é um espelho do que poderia ter acontecido em Portugal, se o PREC de 1974-75 tivesse continuado. O actual BE mais o PCP são as forças política que ainda hoje defendem soluções económicas que nos conduziriam ao que a Venezula é: ruína, miséria e ainda assim apoio popular dos mais desfavorecidos que continuam a acreditar em quem os pôs nessa situação. Tudo por causa das palavras, da doutrina e do discurso.
Nestes dias, a situação da Venezuela retrata-se assim:
Público de9.5.2016:
Sol de hoje:
Perante este cenário o que faz o presidente do sítio? Isto:
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prolongou por 120 dias o "estado de excepção e emergência económica" em vigor desde Fevereiro, mas que agora passa a incluir também medidas para "garantir a soberania" perante agressões internacionais.
Em Portugal, logo após o golpe de 25 de Abril o que era a nossa economia colapsou em virtude da Revolução do PREC que se instalou logo nos primeiros meses. Os capitalistas que por cá havia, com dinheiro para investir foram literalmente escorraçados em nome de uma ideologia para um novo Portugal a caminho do socialismo, tal como na Venezuela da actualidade.
Em 1975 o panorama era este, tal como referido pelo Expresso de 4 de Outubro de 1975:
Portugal estava falido um ano depois da Revolução, quando antes disso tínhamos perspectivas de evolução económica semelhantes, no mínimo aos demais países europeus, particularmente a Espanha. Não é possível a nenhum esquerdista revisionista dizer que Portugal teria o mesmo destino económico se não fosse o PREC, as nacionalizações e a política económica comunista e socialista à rédea solta, como sucedeu depois de 11 de Março de 1975.
Portanto, a causa directa da derrocada e da bancarrota é o PREC e a acção dos comunistas e socialistas. Basta ler estes recortes do O Jornal de 24.9.\976. Tal como na Venezuela.
Como é que estes desgraçados justificam, explicam e tentam resolver estas tragédias? Sempre tudo culpa dos outros, do estrangeiro e do imperialismo e do capitalismo em geral. Tal como na Venezuela da actualidade. E muitos milhares ou milhões de pessoas acreditam nessas histórias da carochinha que nem eles mesmos acreditam.
E então tentam resolver o problema desta maneira: "batalha da produção", como se escrevia no O Jornal de 23.5.1975. Os jornalistas acreditavam piamente na mézinha. Na Venezuela é igual...
E portanto a grande pergunta: por que será que as pessoas que votam e elegem esta gente que as prejudica continua a acreditar nelas? A resposta parece simples: porque são enganadas e querem sê-lo. Sair desse engano é-lhes penoso porque se identificam mais com essa gente do que com os celerados capitalistas e burgueses. Será uma questão de inveja, pura e simples? Também é.
Nestes dias, a situação da Venezuela retrata-se assim:
Público de9.5.2016:
Sol de hoje:
Perante este cenário o que faz o presidente do sítio? Isto:
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prolongou por 120 dias o "estado de excepção e emergência económica" em vigor desde Fevereiro, mas que agora passa a incluir também medidas para "garantir a soberania" perante agressões internacionais.
Em Portugal, logo após o golpe de 25 de Abril o que era a nossa economia colapsou em virtude da Revolução do PREC que se instalou logo nos primeiros meses. Os capitalistas que por cá havia, com dinheiro para investir foram literalmente escorraçados em nome de uma ideologia para um novo Portugal a caminho do socialismo, tal como na Venezuela da actualidade.
Em 1975 o panorama era este, tal como referido pelo Expresso de 4 de Outubro de 1975:
Portugal estava falido um ano depois da Revolução, quando antes disso tínhamos perspectivas de evolução económica semelhantes, no mínimo aos demais países europeus, particularmente a Espanha. Não é possível a nenhum esquerdista revisionista dizer que Portugal teria o mesmo destino económico se não fosse o PREC, as nacionalizações e a política económica comunista e socialista à rédea solta, como sucedeu depois de 11 de Março de 1975.
Portanto, a causa directa da derrocada e da bancarrota é o PREC e a acção dos comunistas e socialistas. Basta ler estes recortes do O Jornal de 24.9.\976. Tal como na Venezuela.
Como é que estes desgraçados justificam, explicam e tentam resolver estas tragédias? Sempre tudo culpa dos outros, do estrangeiro e do imperialismo e do capitalismo em geral. Tal como na Venezuela da actualidade. E muitos milhares ou milhões de pessoas acreditam nessas histórias da carochinha que nem eles mesmos acreditam.
E então tentam resolver o problema desta maneira: "batalha da produção", como se escrevia no O Jornal de 23.5.1975. Os jornalistas acreditavam piamente na mézinha. Na Venezuela é igual...
E portanto a grande pergunta: por que será que as pessoas que votam e elegem esta gente que as prejudica continua a acreditar nelas? A resposta parece simples: porque são enganadas e querem sê-lo. Sair desse engano é-lhes penoso porque se identificam mais com essa gente do que com os celerados capitalistas e burgueses. Será uma questão de inveja, pura e simples? Também é.
sexta-feira, maio 13, 2016
A nossa História mal contada
O jornal de referência francês, Le Monde, publicou agora um suplemento acerca do que é ser francês.
A qualidade da publicação deixa uma pessoa a sonhar sobre o que seria possível fazer sobre nós, portugueses, houvesse engenho e arte para tal.
Para além dos textos excelentes, de autores franceses e estrangeiros sobre os franceses, coligiram alguns desenhos que resumem algumas décadas passadas:
Em Setembro de 2013 o L´Express em suplemento especial publicou isto:
Em Portugal, recentemente, não me lembro de algum jornal se ter dado ao cuidado de fazer coisa semelhante.
Há cerca de 25 a 30 anos havia quem o fizesse, mas de modo enviesado, sempre para a esquerda e sem um mínimo de distanciamento e objectividade jornalística que tal assunto deveria merecer.
Os historiadores do novo regime são sempre os mesmos e a visão histórica é sempre de pala no olho direito, afectado por doença incurável de sectarismo atávico.
O Expresso é provavelmente o jornal que mais se poderia aproximar do modelo Le Monde se Portugal fosse mais fértil em talentos do que é. Assim, quem não tem cão, sujeita-se a caçar com gatos remelosos.
Em 22 de Abril de 1989, por ocasião da efeméride do centenário do nascimento de Salazar e dos 15 anos da Revolução de Abril, o jornal fez um número especial da Revista que dedicou ao assunto do que foi o salazarismo e o que se lhe seguiu.
Convidou um escritor- Vergílio Ferreira- que comentou por escrito algumas fotografias, despejando umas aleivosias compostas em estilo literário e pediu ainda a um Fernando Rosas, um António Costa Pinto e também a um António José Saraiva, pai ( e não tio) do director do jornal, para escreverem sobre esse nosso tempo histórico. Parece que não havia mais ninguém e portanto deixaram um "glossário do regime" a uma tal Clara Ferreira Alves que Vasco Pulido Valente haveria de apodar de analfabeta e Francisco Belard que nem sei quem seja. Convidou ainda o comentador e intelectual de sempre, exilado em Vence e que dá pelo nome de Eduardo Lourenço, outro inevitável para nos dizer quem somos, vistos da esquerda.
O tal Rosas, militante de extrema-esquerda comunista, erigido em historiador ad hoc, regurgitou e garatujou isto, sobre Salazar:
O tal Costa Pinto, também da militância extrema-esquerdista, conseguiu alinhavar isto:
Por seu turno, António José Saraiva, um ex-comunista arrependido e nostálgico de um tempo português em que conseguimos ser independentes e dignos, escrevia isto que ainda hoje é o que de mais límpido se escreveu sobre Salazar, vindo do fonte insuspeita:
O "Glossário do regime", compilado por ordem alfabética em quatro páginas pela tal analfabeta é de tal modo seboso que até me repugna colocar aqui. Sobre "comissão de censura", resumia assim: " Impunham o eufemismo e a rasura, a alusão e o subentendido. Actuavam pela calada da noite fascista, longa como se sabe". É esta a noção que têm e que nem reparavam na diferença nula que passou a existir, porque a censura actual é ainda mais perversa do que aquela noção sebosa.
Nessa altura, viragem da década de oitenta para a de noventa do século que passou, o jornal ocupou-se algumas vezes em historiar fenómenos avulsos da nossa vivência secular a fim de nos dar o retrato do que somos.
Por exemplo, em 14 de Janeiro de 1989, o mesmo jornal e Revista deu-se ao cuidado de assimilar duas figuras a traço grosso, assim, para realçar o antifassismo militante do jornalismo de época:
No artigo explicativo, um tal Vicente Jorge Silva que viria dali a pouco a dirigir o novel Público, subsidiado até hoje pela Sonae, como os jornais do Estado fassista nunca o foram, escrevia estas aleivosias esquerdizantes:
Sobre a República que antecedeu o Estado Novo também publicaram um suplemento especial em 5 de Outubro de 1990 e a primeira página era assim, assinada por um tal Rui Rocha que não dá vontade de ler mais:
Sobre um dos episódios mais marcantes do nosso séc. XX, a guerra no Ultramar português, também se publicou um número especial em 16 de Março de 1991, assinado além do mais por Felícia Cabrita que entrevistou antigos combatentes, à semelhança do que o actual Correio da Manhã faz todos os domingos. É uma visão histórica feita de testemunhos pessoais do que então ocorreu. Qualquer dia não temos nenhum desses antigos combatentes para entrevistar ficando os depoimentos apócrifos entregues aos herdeiros dos filhos da mãe dos Rosas.
Enfim, tudo isto para dizer que podemos procurar nos alfarrabistas e consultar os arquivos existentes para sabermos mais da nossa História. Porém, o que encontraremos em conserva é disto que apresentei: uma História de Portugal muito mal contada.
Em Portugal para que servem os cursos superiores de História? Para isto?!
A qualidade da publicação deixa uma pessoa a sonhar sobre o que seria possível fazer sobre nós, portugueses, houvesse engenho e arte para tal.
Para além dos textos excelentes, de autores franceses e estrangeiros sobre os franceses, coligiram alguns desenhos que resumem algumas décadas passadas:
Em Setembro de 2013 o L´Express em suplemento especial publicou isto:
Em Portugal, recentemente, não me lembro de algum jornal se ter dado ao cuidado de fazer coisa semelhante.
Há cerca de 25 a 30 anos havia quem o fizesse, mas de modo enviesado, sempre para a esquerda e sem um mínimo de distanciamento e objectividade jornalística que tal assunto deveria merecer.
Os historiadores do novo regime são sempre os mesmos e a visão histórica é sempre de pala no olho direito, afectado por doença incurável de sectarismo atávico.
O Expresso é provavelmente o jornal que mais se poderia aproximar do modelo Le Monde se Portugal fosse mais fértil em talentos do que é. Assim, quem não tem cão, sujeita-se a caçar com gatos remelosos.
Em 22 de Abril de 1989, por ocasião da efeméride do centenário do nascimento de Salazar e dos 15 anos da Revolução de Abril, o jornal fez um número especial da Revista que dedicou ao assunto do que foi o salazarismo e o que se lhe seguiu.
Convidou um escritor- Vergílio Ferreira- que comentou por escrito algumas fotografias, despejando umas aleivosias compostas em estilo literário e pediu ainda a um Fernando Rosas, um António Costa Pinto e também a um António José Saraiva, pai ( e não tio) do director do jornal, para escreverem sobre esse nosso tempo histórico. Parece que não havia mais ninguém e portanto deixaram um "glossário do regime" a uma tal Clara Ferreira Alves que Vasco Pulido Valente haveria de apodar de analfabeta e Francisco Belard que nem sei quem seja. Convidou ainda o comentador e intelectual de sempre, exilado em Vence e que dá pelo nome de Eduardo Lourenço, outro inevitável para nos dizer quem somos, vistos da esquerda.
O tal Rosas, militante de extrema-esquerda comunista, erigido em historiador ad hoc, regurgitou e garatujou isto, sobre Salazar:
O tal Costa Pinto, também da militância extrema-esquerdista, conseguiu alinhavar isto:
Por seu turno, António José Saraiva, um ex-comunista arrependido e nostálgico de um tempo português em que conseguimos ser independentes e dignos, escrevia isto que ainda hoje é o que de mais límpido se escreveu sobre Salazar, vindo do fonte insuspeita:
O "Glossário do regime", compilado por ordem alfabética em quatro páginas pela tal analfabeta é de tal modo seboso que até me repugna colocar aqui. Sobre "comissão de censura", resumia assim: " Impunham o eufemismo e a rasura, a alusão e o subentendido. Actuavam pela calada da noite fascista, longa como se sabe". É esta a noção que têm e que nem reparavam na diferença nula que passou a existir, porque a censura actual é ainda mais perversa do que aquela noção sebosa.
Nessa altura, viragem da década de oitenta para a de noventa do século que passou, o jornal ocupou-se algumas vezes em historiar fenómenos avulsos da nossa vivência secular a fim de nos dar o retrato do que somos.
Por exemplo, em 14 de Janeiro de 1989, o mesmo jornal e Revista deu-se ao cuidado de assimilar duas figuras a traço grosso, assim, para realçar o antifassismo militante do jornalismo de época:
No artigo explicativo, um tal Vicente Jorge Silva que viria dali a pouco a dirigir o novel Público, subsidiado até hoje pela Sonae, como os jornais do Estado fassista nunca o foram, escrevia estas aleivosias esquerdizantes:
Sobre a República que antecedeu o Estado Novo também publicaram um suplemento especial em 5 de Outubro de 1990 e a primeira página era assim, assinada por um tal Rui Rocha que não dá vontade de ler mais:
Sobre um dos episódios mais marcantes do nosso séc. XX, a guerra no Ultramar português, também se publicou um número especial em 16 de Março de 1991, assinado além do mais por Felícia Cabrita que entrevistou antigos combatentes, à semelhança do que o actual Correio da Manhã faz todos os domingos. É uma visão histórica feita de testemunhos pessoais do que então ocorreu. Qualquer dia não temos nenhum desses antigos combatentes para entrevistar ficando os depoimentos apócrifos entregues aos herdeiros dos filhos da mãe dos Rosas.
Enfim, tudo isto para dizer que podemos procurar nos alfarrabistas e consultar os arquivos existentes para sabermos mais da nossa História. Porém, o que encontraremos em conserva é disto que apresentei: uma História de Portugal muito mal contada.
Em Portugal para que servem os cursos superiores de História? Para isto?!
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