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segunda-feira, 4 de maio de 2015

A função das derivadas acrimoniosas

Para alguém poder sindicar com propriedade qb um sistema político-económico derivado, não me parece que possa chegar lá com tiradas retóricas de vazio probatório.
O ponto limite da razão esbarra logo numa dificuldade: que elementos se apresentam para calcular o acréscimo de tal variável quando a mesma tende para zero, ou seja para a irrisão argumentativa?

O melhor, segundo entendo. será apresentar os dados de facto, escritos numa linguagem que se entende.

Aqui ficam algumas páginas sobre tal assunto, escritas por quem por lá passou e assim se defende indirectamente.

Em primeiro lugar, as dificuldades conjunturais que atingiram Portugal durante o ano de 1973, derivadas essencialmente de uma crise de petróleo que afectava os demais países europeus ( a inflação em Espanha não era diversa da nossa...) eram bem entendidas por Marcello Caetano que as explicava claramente nos jornais, de Fevereiro de 1974.


Porém, antes do mais, que era o nosso sistema económico, ou seja, no nosso "Modelo económico-social"?

Talvez valha a pena ler o que escreveu Alexandre Vaz Pinto, governante em assuntos económicos, durante o consulado de Marcello Caetano, a partir de 1970.






Por outro lado, o regime de Salazar não era apenas...Salazar. Em 1952, uma certa elite do regime nada tinha de rústico...e o olhar para as pérolas diz mais do que mil palavras.





O que se seguiu a Salazar, em 1968, foi, como se depreende dos escritos, uma autêntica "evolução na continuidade", ou seja, ao longo dos 40 anos anteriores tinham-se estabelecido alguns princípios fundamentais ( solidez das finanças públicas, com equilíbrio orçamental; estabilidade do valor da moeda, com liberdade económica; planeamento). Marcello Caetano não surgiu do nada, em 1968 pois fora um dos obreiros do regime, com Salazar.
O que Marcello fez a seguir irá ser defendido pelos próprios, com depoimentos escritos...

Assim, lançar petardos de acrimónia sobre Marcello Caetano pode ser um exercício vão se os petardos estiverem molhados, como parece ser  o caso.

5 comentários:

Floribundus disse...

dizia-se que Vaz Pinto tinha um bico muito comprido

conheci vários de vista
Ulisses Cortês ou 'tolices no país das maravilhas'
Paulo Cunha, comedor de favas
Frederico Ulrich porque tomávamos banho na mesma praia em Cascais

um familiar da família do 2º marido de minha MÃE
em 43 AOS ofereceu-lhe ostras. foi a 1ª vez que comi e não gostei

MC estava no lugar certo 'no momento errado'

zazie disse...

Mesmo nada rústico
ehehehe

Há quem imagine albânias e também não entenda que até as albânias acabaram por muito fechadas que estivessem aos ditos ventos da História.

Josephvs disse...

O "santo" do José... :)

josé disse...

Não é bem. O que não gosto é de o ver pintado de diabo...

José Lima disse...

Personagens dos livros de Paço d'Arcos...